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terça-feira, janeiro 12, 2010

Aragami, the Raging God of Battle/Aragami - 荒神 (2003)

Capa

Origem: Japão

Duração aproximada: 78 minutos

Realizador: Ryhuei Kitamura

Com: Takao Osawa, Masaya Kato, Kanae Uotani, Tak Sakaguchi, Hideo Sakaki

Samurai

O samurai”

Sinopse

No Japão feudal, numa noite tempestuosa, dois samurais bastante feridos procuram refúgio num templo, e são acolhidos pelo casal residente. Um dos guerreiros (Hideo Sakaki) morre em consequência das maleitas que lhe foram infligidas. O outro (Takao Osawa) recupera miraculosamente e em breve conhece o seu salvador, um homem chamado “Aragami” (Masaya Kato), e a sua companheira (Kanae Uotani).

Aragami

Aragami”

Após uma noite de bastante ingestão de álcool, “Aragami” faz um pedido pouco convencional ao samurai: que o mate em combate. Cedo se conclui que “Aragami” não é um ser humano, mas o deus das batalhas e do combate, sendo por este motivo supostamente imortal. Acontece que o deus está cansado da vida e anseia ardentemente pela morte. Contudo, o estatuto que detém e a sua própria natureza, impedem-no de cometer suicídio, pelo que a única de maneira de findar a sua existência é ser morto em combate. O samurai fica aturdido com a exigência de “Aragami”, mas não tem outra saída senão desafiar o oponente mais formidável que já enfrentou.

Rapariga

A mulher misteriosa”

Review”

“Aragami” foi um dos dois resultados do denominado “Duel Project”, tendo o outro sido a película “2DLK” do realizador Yukihiko Tsutumi. Tudo começou após uma noite de....deixemo-nos de rodeios...bebedeira! No festival de cinema de Berlim, Kitamura e Tsutumi encontraram-se e à noite entregaram-se aos prazeres do álcool. Num discurso inicialmente cordial, feito de elogios mútuos, uma discussão gerou-se entre os dois, acerca de quem seria capaz de fazer o melhor filme que versasse sobre um duelo até à morte. O produtor Shinya Kawai lançou então o desafio aos dois realizadores, e ambos os contendentes deram a vida às suas obras. As premissas: duas ou três personagens; estas têm que lutar umas com as outras e uma tem de morrer; um cenário praticamente permanente; uma semana para rodar as respectivas obras.

Não é usual ver um filme de Kitamura em que 80% do tempo da obra assenta em diálogos. É do conhecimento geral que o realizador japonês aposta muito mais no estilo e na espectacularidade dos seus produtos, do que propriamente num argumento cuidadosamente urdido. Apesar de as conversas mantidas entre “Aragami” e o samurai dominarem a quase totalidade da película, sempre se dirá que esta não tão longa-metragem não se torna cansativa pelo excesso de conversa, e chegam a existir momentos bem interessantes que versam sobre a vida do demónio e os seus anseios. Um dos aspectos de saudar, passa pelo aumento de tensão que progressivamente vamos sentindo à medida que o filme vai seguindo o seu rumo, assim como existe o apelo a algum humor intermitente que desanuvia de certa forma o aspecto referenciado. Como já anteriormente referi, o cenário é basicamente sempre o mesmo, ou seja, o templo onde reside “Aragami”. Contudo, sendo um factor que também poderia potencialmente cansar o espectador, o mesmo não se faz sentir muito, a que não será alheio o facto de a película ser de duração relativamente curta e a trama ter uma dinâmica muito própria, mas apreciável.

Em pose para a luta

O prelúdio de um duelo”

Finda a conversa, inicia-se o embate final e é aqui que Kitamura está no seu campo de acção, e evidencia onde se sente mais à vontade. É-nos apresentada um duelo revestido de grande espectacularidade, com “katanas” a flamejar, acrobacias sobre-humanas e muita ferocidade à mistura. Não é um clássico duelo “chambara”, pois tal se torna incompatível com o estilo de Kitamura. E “estilo” é a palavra chave, como é apanágio do autor japonês. Os fãs mais puristas de Kitamura rejubilarão com o o duelo travado entre “Aragami” e o samurai, e sentir-se-ão finalmente recompensados por uma espera que reputarão de longa. Se não são masoquistas, neste caso em concreto, mais vale carregar o botão “forward” do vosso leitor de dvd, e avançar logo para o electrizante duelo final. Os restantes, poderão apreciar a “agradável” argumentação travada entre os dois oponentes da história, e no fim, também não ficarão defraudados com as estonteantes cenas de acção.

Com interpretações aceitáveis, de Osawa, Kato e até de uma silenciosa/tenebrosa Uotani, “Aragami” está longe de ser uma película de antologia. Contudo, a sua abordagem interessante nos diálogos dos intervenientes, a atmosfera negra e sufocante, para além do “stand off” final, valerá uma espreitadela descomprometida. Se não ficarem satisfeitos, também não perderão muito tempo. Este “chambara” de Kitamura não chega a oitenta minutos, portanto...

Luta 2

Combate”

imdb Nota: 6.7/10 (1.218 votos) em 12/01/2010

  1. Cinedie Asia
  2. Royale With Cheese

Avaliação:

Entretenimento – 8

Interpretação – 7

Argumento – 7

Guarda-roupa e adereços – 8

Emotividade – 8

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 7

Classificação final: 7,50

terça-feira, junho 05, 2007

Versus - A Ressurreição/Versus - ヴァーサス (2000)

Origem: Japão

Duração: 116 minutos

Realizador: Ryuhei Kitamura

Com: Tak Sakaguchi, Hideo Sakaki, Chieko Misaka, Kenji Matsuda, Yuichiro Arai, Minoru Matsumoto, Kazuhito Ohba, Takehiro Katayama, Ayumi Yoshihara, Shoichiro Matsumoto, Toshiro Kamiaka, Yukihito Tanikado, Hoshimi Asai, Ryosuke Watabe, Motonari Komiya

Considerações introdutórias

As personagens do filme “Versus – A Ressurreição” não possuem nomes que as identifiquem, e apenas o herói da estória, interpretado por Tak Sakaguchi, tem uma breve referência como o “prisioneiro KSC2-303”. Tal poderá levantar dificuldades na leitura da sinopse, mas tentaremos dar o nosso melhor, como de costume.

"O prisioneiro KSC2-303"

Estória

Há 500 anos atrás, na “Floresta da Ressureição”, um jovem samurai luta contra um bando de zombies, conseguindo leva-los de vencida com a sua “katana”. A vitória não dura muito, pois o guerreiro depara-se com uma estranha personagem (Hideo Sakaki) que o assassina impiedosamente. Tudo isto é assistido com atenção por outro samurai (Tak Sakaguchi).

De volta ao presente, dois condenados fogem da prisão, e embrenham-se numa estranha floresta, tendo em vista alcançarem um grupo de yakuzas que os ajudem a completar a fuga. Os gangsters esperam pelos foragidos, mas recusam-se a arredar pé, enquanto o chefe não chega. Um dos prisioneiros, “KSC2-303” (de novo Tak Sakaguchi), envolve-se numa altercação com os yakuzas, devido a uma rapariga (Chieko Misaka) que estes raptaram e decide, sem mais, fugir com ela pela misteriosa floresta. Os yakuzas não se deixam ficar e resolvem ir no encalço dos jovens.

"O líder Yakuza recruta uma das suas apaniguadas"

Cedo o casal descobre que a floresta tem os seus tenebrosos segredos, encontrando-se infestada de zombies sedentos de sangue. O número de mortos-vivos aumenta exponencialmente, à medida que a matança grassa, e os falecidos acordam completamente alterados.

Quando o chefe Yakuza (outra vez Hideo Sakaki) finalmente chega ao local, segredos imemoriais começam a ser desvendados, e a verdade começa a vir à tona, estando intimamente ligada a um portal para um mundo paralelo que se encontra na floresta, e a um verdadeiro duelo imortal em que são intervenientes principais “KSC2-303” e o líder dos gangsters, constituindo a rapariga a chave essencial para a resolução da trama.

"Um dos adversários que o casal perseguido tem de enfrentar"

"Review"

Com um misto de litros de sangue a jorrar, toneladas de violência gratuita, comédia q.b., zombies, uma floresta sinistra e misticismo a rodos, chega-nos um dos verdadeiros itens cinematográficos de culto do reino do sol nascente, “Versus – A Ressurreição”. Sob a chancela do competente realizador Ryuhei Kitamura, responsável, entre outros, por “Aragami”, “Azumi, a Assassina” e “Godzilla: Final Wars”, obtemos um filme que nos deixa sem fôlego quase do princípio ao fim.

“Versus” tem o condão de congregar os amantes de vários estilos cinematográficos distintos, que vão desde o puro “gore”, a acção, as artes marciais, ao “chambara”, o oculto, etc. No entanto, devido à sua grande versatilidade e porventura a uma perigosa e pouco ortodoxa fusão de géneros, poderá afastar os mais tradicionalistas do seu visionamento. Quanto a mim, tenho a dizer que agradou de sobremaneira!

As cenas de luta são de ver e chorar por mais, quer se consubstanciem em trocas de golpes de espada ou de “pancada” à moda antiga (com auxílio de alguns guindastes admita-se), ou duelos infernais de tiroteio “à John Woo” em que as balas parecem nunca acabar. Não amiúde acontece tudo ao mesmo tempo, ou seja, katana, punhos, pés e balas! Estamos pois, de certa forma, perante um verdadeiro “Gun-fu”, se me é permitida a designação.

"Matança"

A caracterização das personagens encontra-se bastante boa, e só não vai mais além, pois em certos momentos podemos nos aperceber que estamos perante um filme que não teve um orçamento desafogado. Mesmo assim, os zombies estão aterradores quanto baste, e o dinheiro que havia deve ter ido metade para comprar litros e litros de sangue falso!

O guarda-roupa está muito “cool”, com o negro e o cabedal a marcarem a presença dominante, num registo que se assemelha a uma trilogia dos irmãos Wachowski que todos nós bem conhecemos. O cenário resume-se praticamente a uma floresta que parece ter sido retirada de “Blair Witch”, e que se assume como um fundo verdadeiramente claustrofóbico, apesar de ser um espaço aberto e ao ar livre. A certa altura ficamos com a sensação que só existe a vegetação, as personagens e absolutamente nada mais!

A banda-sonora consiste sobretudo em música electrónica, muito estilo “techno”, rápido o suficiente para acentuar as partes de acção. As melodias tradicionais marcam igualmente a sua presença, nos recuos da estória até ao Japão feudal. Contudo, o realce aqui vai para os sons de fundo que acompanham o deambular das personagens pela “Floresta da Ressurreição”, que fazem aumentar o sentimento de reclusão e de suspense.

O fim revela uma grande surpresa, e mais não digo!

Este misto de “Evil Dead”, Highlander”, Matrix” e sei lá mais o quê, convém não perder!

"O duelo final"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 7

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 9

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,13