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segunda-feira, agosto 20, 2007

Votações do "My Asian Movies"

Cumprindo a promessa semanal, aqui vão outros 4 ínsignes contendores nas votações levadas a cabo presentemente no "My Asian Movies:
Shu Qi
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": A Man Called Hero, Beijing Rocks , The Storm Riders, Millennium Mambo
Jackie Chan

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": O Mito, A Dinastia da Espada, O Grande Mestre dos Lutadores

Joey Wong

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": A Chinese Ghost Story, The East is Red Aka Swordsman III, O Rei dos Jogadores, Butterfly & Sword

Joe (Jô) Odagiri

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Shinobi: Heart Under Blade, Azumi, a Assassina



sábado, abril 29, 2006

Azumi, a Assassina/Azumi (2003)

Origem: Japão

Duração: 123 minutos

Realizador: Ryhuei Kitamura

Com: Aya Ueto, Shun Oguri, Hiroki Narimiya, Kenji Kohashi, Takatoshi Kaneko, Yuma Ishigaki, Yasuomi Sano, Shinji Suzuki, Eita Nagayama, Shogo Yamaguchi, Kazuki Kitamura, Kenichi Endo, Kazuya Shimizu, Ryô, Jô Odagiri, Tak Sakaguchi

"Azumi"

Estória

No alto de uma montanha situada numa das zonas mais recônditas do Japão, dez jovens são treinados desde crianças por um mestre samurai, tendo em vista tornarem-se em perfeitos assassinos. De entre estes adolescentes encontra-se uma rapariga chamada "Azumi", a mais dotada de todos os aprendizes graças à sua velocidade de movimentos e à apurada técnica no manejo da espada.

O objectivo desta preparação passa pelos jovens matarem 3 senhores da guerra que ameaçam o poder do Xógun Tokugawa, por forma a evitar uma sangrenta guerra civil no Japão.

Após matarem o primeiro nobre sem grande dificuldade, "Azumi" e os seus companheiros começam a se questionar acerca da razão de ser da sua missão e da justeza da mesma. Entretanto, o segundo alvo descobre as intenções dos Tokugawa e a missão dos adolescentes, e decide enviar os seus homens para por termo à vida dos guerreiros.

Cabe agora a "Azumi" e aos seus companheiros decidirem se fogem, ou se pelo contrário, enfrentam os inimigos e levam a missão de que foram incumbidos até ao fim.

"O cruel e alucinado Bijomaru"

"Review"

"Azumi, a Assassina" é acima de tudo um filme de samurais, num estilo popularizado sobretudo pelo grande mestre Akira Kurosawa, embora com uma vertente muito mais contemporânea, circunstância a que não é alheia o facto de ser baseado numa popular "manga" (palavra usada para designar as estórias em quadradinhos japonesas e o seu próprio estilo de desenho).

O filme não tem praticamente momentos mais lentos, sendo a acção uma constante, conjugada com um ou outro momento mais sentimental ou filosófico. Desde já se elogia a competente realização e envolvência criada por Kitamura, o autor de "Versus".

Embora "Azumi" seja a personagem central do filme, elogia-se o desenvolvimento das restantes personagens, notando-se um cuidado extremo neste aspecto. Atentemos agora às duas figuras mais interessantes, começando pela dita rapariga.

Esta mulher tem tanto de implacável assassina, como da ingenuidade e fragilidade que costumamos associar a uma criança, ou a uma pessoa que tem um realtivo desconhecimento do mundo. Ela mata os seus adversários com uma frieza implacável, ao mesmo tempo que enverga um olhar inocente e por vezes melancólico, que é emanado com uma naturalidade impressionante. É sem dúvida uma personagem com "un je ne se quois" belo e irresistível, porque consegue reunir e harmonizar características tão díspares.

Verdadeiramente fenomenal é a figura de "Bijomaru Mogami", interpretado por Jô Odagiri, o actor que deu vida posteriormente a "Gennosuke" em "Shinobi: Heart Under Blade". Até hoje nunca vi um vilão de um filme que sequer se aproximasse a esta personagem. Um samurai calculista, mas ao mesmo tempo completamente louco, com laivos de demência que roçam a comicidade. Exemplo disto é uma cena em que "Azumi" está em acesso combate com os homens que estão do lado de "Bijomaru", levando-os de vencida aos poucos, e aquele dá pulos de contente, gritando histericamente de contentamento por ter um adversário à sua altura. "Bijomaru" possui igualmente uma indumentária muito sugestiva, usando uma túnica de um branco singélico, fazendo questão de andar sempre com uma rosa de cor vermelho-sangue, que faz questão de atirar para os corpos defuntos dos oponentes. Os meus parabéns ao argumentista e aos responsáveis pelo guarda-roupa e pela caracterização. Simplesmente espectacular!

"O samurai Kanbei"

Os combates são à boa maneira dos samurais. Curtos e cheios de sangue, sem muito espaço para "golpes para a fotografia". As coisas resolvem-se "à bruta e sem contemplações".

O grande senão do filme passa pela própria figura de "Azumi". Assim como reafirmo os elogios que fiz acima, nomeadamente a incrível naturalidade com que Aya Ueto reúne características tão opostas e belas, forçosamente também tenho que dizer que a actriz não me convenceu quanto ao resto. Passo a explicar.

Supostamente "Azumi" é uma assassina quase perfeita, dotada de um manejo da espada praticamente sem par. Ora quando vemos a rapariga em combate, ficamos por vezes com a sensação que ela não é tão dotada assim, e que percebe tanto de luta com a "katana", como eu ou a maior parte das pessoas que estão a ler este texto. Nota-se que o realizador tentou disfarçar este aspecto, recorrendo a uns efeitos que aumentam a velocidade dos seus golpes, ou então fazendo com que os adversários da jovem façam movimentos idiotas, quase como se estivessem a pedir para serem mortos.

De qualquer forma, e tirando um ou outro senão, considero "Azumi, a Assassina" um bom filme, praticamente ao mesmo nível de qualidade que o seu conterrãneo "Shinobi: Heart Under Blade". Tem como grande mérito fazer uma muito razoável adaptação de uma manga, transformando Aya Ueto num verdadeiro ídolo juvenil no Japão.

Atendendo ao sucesso do filme e ao seu epílogo, teve direito a uma sequela intitulada "Azumi 2: Amor ou Morte".

"Azumi numa luta desigual...para os oponentes!!!"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Banda-sonora - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M" - 8

Classificação final: 7,75






terça-feira, abril 25, 2006

Shinobi: Heart Under Blade (2005)
Origem: Japão
Duração: 100 minutos
Realizador: Ten Shimoyama
Com: Jô Odagiri, Yukie Nakama, Erika Sawajiri, Tomoka Kurotani, Kippei Shina, Takeshi Masu, Mitsuki Koga, Tak Sakaguchi, Houka Kinoshita, Shun Ito, Riri, Minoru Terada, Masaki Nishina, Toshiya Nagasawa, Yutaka Matsushige, Renji Ishibashi, Kazuo Kitamura.


"Gennosuke e Oboro"

Considerações pessoais
Ora aqui vou falar de um filme que considero especial por algumas razões, desde a edição que possuo ter o menú todo em japonês, o que me deu o cabo dos trabalhos, mas após várias tentativas, lá consegui dar com o abençoado "subtitles in english". Para além disso, esta película serviu parcialmente de inspiração para o nome deste "blog": Shinobi-My Asian Movies.
"O-Gen, líder dos Iga e avó de Oboro"

Estória

Em 1614 da nossa era, o Japão está pacificado pelo grande Xógun "Tokugawa". No entanto, subsistem ainda sinais da prática da arte da guerra, representados sobretudo por dois clãs de ninjas, os Iga e os Koga, que são inimigos fidagais. Estas facções estão proibidas de lutar directamente uma contra a outra, devido a um decreto com 400 anos, emanado pelo primeiro "Hattori Hanzou", o líder máximo de todos os ninjas.

Acontece que um dia "Oboro", a neta da chefe dos Iga, encontra "Gennosuke", neto do chefe dos Koga, a meditar à beira de um rio, e instantaneamente nasce um amor proibido. Apesar de se amarem secretamente, as coisas complicam-se imenso na sequência de um determinado evento que ocorre no castelo Sanju, casa do Xógun "Tokugawa".

Danjou, chefe dos Koga, e O-Gen, líder dos Iga, são chamados pelo Xógun, para serem informados que o tal decreto que proibia os clãs de lutarem entre si tinha sido revogado, e foi-lhes ordenado que escolhessem os 5 melhores guerreiros de cada lado, tendo em vista lutarem até à morte. O prémio era a escolha do sucessor de "Tokugawa".

A inusitada decisão do Xógun, surge na sequência da influência negativa do herdeiro de "Hattori Hanzo" e do ministro "Yagyu", que temem de sobremaneira as capacidades fantásticas e incríveis dos ninjas, e chegando à conclusão que o melhor a fazer é engendrar uma forma que leve os guerreiros a matarem-se uns aos outros.

É no meio deste cenário de guerra entre os Iga e os Kouga, que o amor de Gennosuke e Oboro terá de sobreviver ou morrer...

"Danjou, líder dos Koga e avô de Gennosuke"

"Review"

"Shinobi: Heart Under Blade é baseado numa série de anime muito popular no Japão chamada "Basilisk", e constitui nada mais, nada menos, que o "Romeu e Julieta" dos filmes de artes marciais. Há que reconhecer sem dúvida que o romantismo inerente a esta película é deveras cativante.

De um lado temos um homem ("Gennosuke") que, embora muito circunspecto, revela sempre uma grande esperança que tudo vai dar certo com a sua paixão, para além de condenar vivamente a própria natureza dos ninjas, que é matar e fazer guerra, revelando-se um pacifista e indo contra a corrente e a tradição. Isto não quer dizer que "Gennosuke" não lute fabulosamente e não retalie quando não seja preciso, conforme podemos constatar algumas vezes no filme.

"Oboro", uma bela rapariga, apesar de completamente enamorada, por outra via adopta uma postura mais pessimista e porventura realista, ilustrada por uma frase que diz mais do que uma vez: "We'll be together only in our dreams." Só não desmoraliza completamente, devido à atitude persistente de Gennosuke, indo retirar a este a sua força interior.

"Koshiro (Koga) Vs. Yashamaru (Iga)"

Não pensem que estamos perante um clássico filme de ninjas, em que as personagens andam com aqueles fatos negros, de cara tapada, a atirar "shurikens" (as estrelas de ferro) uns aos outros. Nada disso! As personagens principais vestem adereços normais da época, e nem por este motivo deixam de ser ninjas. Os tais "homens de negro" só marcam a sua presença uma única vez, sendo "despachados" por "Gennosuke" em poucos minutos.

Para não variar a fotografia e as paisagens não são menos do que óptimas. As personagens por sua vez são interessantíssimas, cada uma com as suas habilidades muito próprias, o que faz com que aconteçam combates espectaculares. Estou-me a lembrar particularmente do combate entre "Koshiro", um ninja de Koga, que tem como ponte forte a capacidade de atirar várias projectéis de ferro ao mesmo tempo, para além de ser dotado de uma agilidade fabulosa, e "Yashamaru", um ninja dos Iga, que é uma espécie de "Homem-Aranha" (é a melhor analogia que consigo arranjar de momento), dotado igualmente de incríveis capacidades acrobáticas, possuindo umas cordas que lhe saem das mangas do "Kimono", servindo para projectar os adversários contra o chão, paredes, árvores, etc.

Escusado será dizer que os mais fortes são o casal de apaixonados. "Oboro" domina a terrível técnica dos "Olhos da Destruição", que faz com que o infeliz que tenha o azar de fitar o olhar da rapariga, sinta o seu corpo ser verdadeiramente implodido. A arte de "Gennosuke" por seu lado foi mais complicada de discernir, mas passa por ter o poder de paralisar os adversários, assim como voltar contra eles os seus próprios ataques.

No entanto, desde já se alerta que "Shinobi: Heart Under Blade" não é um filme de acção exagerada. Trata-se sobretudo de uma estória de amor, e de alguém que questiona-se acerca da violência reinante e porquê a mesma tem que impedir coisas tão boas como a completa paz e a satisfação dos sentimentos belos da vida. Mas o conturbado Japão feudal de facto revela-se um inimigo difícil de bater.

Como "não há bela sem senão", a principal fragilidade desta película passa sem dúvida pela curta duração do filme, apenas 1 hora e 40 minutos aproximadamente. Com um manancial de personagens, que poderiam ser mais desenvolvidas, tanto nos seus aspectos pessoais, como até nas suas próprias habilidades de luta, o que nos é presenteado acaba por saber a pouco. Eu por exemplo, adoraria saber muito mais acerca de "Tenzen", o suposto ninja imortal dos Iga, e da sua relação com "Kagero", a ninja dos Koga que expele veneno. Embora estes personagens ajam como verdadeiros desconhecidos, a sua proximidade, mesmo na inimizade, fez-me sempre pensar que haveria algo mais. O mesmo pensei em relação aos líderes dos clãs, "Danjou" e "O-Gen". Bem, parece que terei mesmo é que arranjar maneira de obter a série de anime. Sabe a pouco, e o espectador que tem sede, não tem por onde beber... Duas horas e meia precisavam-se, para o que se pretendia fazer!!!

Uma palavra final para uma cena existente quase no final do filme, protagonizada por "Oboro" perante o Xógun "Tokugawa". Foram raras as vezesque o meu coração quase gelou perante a magnificiência de uma imagem, em conjugação com a música de fundo. Embora depois pense que era óbvio que ela ia tomar aquela atitude, não deixa de nos emocionar e de nos fazer sentir consideração por tão altruísta actuação (Não, não, não, ela não morre!).

Um bom filme sem dúvida, embora deixe aquela raiva do pouco desenvolvimento argumentativo!

"Gennosuke em acção"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Clubotaku, Daiblog, Bitlogger, Conexão Oriente, Cinema ao Sol Nascente

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 8

Guarda-roupa e adereços - 9

Banda-sonora - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação Final: 8

"Um amor destinado à tragédia"