Beldades do Cinema Asiático - Zhang Ziyi




Palavras para quê?! Zhang Ziyi é a actriz asiática mais famosa no ocidente, essencialmente devido às suas grandes qualidades representativas. Mas convenhamos que o aspecto ajuda muito...Mais informações AQUI.
"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!




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Jorge Soares Aka Shinobi
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12:19 da tarde
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Zhang Ziyi
Origem: Coreia do Sul
Duração: 127 minutos
Realizador: Kim Seong-su
Com: Jung Woo-sung, Zhang Ziyi, Joo Jin-mo, Ahn Sung-kee, Yu Rong Guang, Park Yong-woo, Song Jae-ho, Lee Do-il, Park Jung-hak, Yoo Hae-jin, Jung Seok-yong
Estória
China, 1375. Uma delegação coreana, liderada pelo general “Choi Jung” (Joo Jin-mo) vai ao encontro do imperador Ming, tendo em vista reatar conversações acerca de paz e sanar um mal-entendido que levou à morte de um enviado chinês ao reino da Coreia. Os chineses prendem a embaixada coreana e enviam-nos para o exílio num deserto hostil. Os coreanos acabam por se libertar, devido a um ataque de soldados mongóis da dinastia Yuan que mata todos os soldados Ming que serviam de escolta. Decidem então encetar um penoso retorno a casa, atravessando para o efeito as infindáveis areias escaldantes.
Na jornada para casa, os coreanos deparam-se novamente com os mongóis, liderados desta vez por “Rambulhua” (Yu Rong Guang), e apercebem-se que o mesmo leva como prisioneira, uma princesa Ming, de seu nome “Buyong” (Zhang Ziyi). Os guerreiros entendem que a situação constitui uma oportunidade para ficarem bem vistos perante a dinastia chinesa e obviar o seu falhanço diplomático. Atendendo ao exposto, salvam a nobre dos seus captores.
"O general Choi Jung e a princesa Buyong"
Uma nova viagem é encetada pelo deserto, mas numa diferente direcção, pois os coreanos pretendem entregar a princesa sã e salva ao seu povo. Ao mesmo tempo, começa-se a desenvolver um triângulo amoroso entre o general “Choi Jung”, a princesa “Buyong” e “Yeo-sol” (Jung Woo-sung), um escravo que é um guerreiro formidável no manejo da lança.
Contudo, os mongóis não se deixam ficar, e perante um juramento de sangue, “Rambulhua” inicia uma perseguição pelo deserto, tendo por objectivo recuperar a princesa e matar os homens que o desonraram.
"Jin-lib (a olhar para o lado) e os restantes guerreiros coreanos"
"Review"
Quando “Musa, the Warrior” estreou na Coreia do Sul em 2001, vinha com o rótulo de filme mais dispendioso de sempre da história do cinema coreano, prometendo a todos ser uma epopeia quase sem par. Supostamente baseado em factos históricos verídicos (embora aqui romanceados), “Musa” é uma interpretação da viagem do embaixador Chung Yong-son, que se dirigiu com o seu séquito à China, em ordem a oferecer cavalos ao imperador Ming Hongwu. O embaixador foi exilado e nunca mais retornou à terra-natal. É uma obra que merece um grande respeito, pelo facto de no que respeita aos aspectos mais cinematográficos, transpirar qualidade e pujança por todos os poros!
Ao ver “Musa” pela primeira vez e focando-me agora no factor argumentativo, vêm-me ao pensamento filmes como “Os Sete Samurais” ou “Guerreiros do Céu e da Terra”. Esta ideia explica-se pelo facto de termos um grupo de heróicos guerreiros, que defendem os mais oprimidos, em nome de algo maior do que eles próprios. Claro está, com uma diferença de efectivos abismal em relação aos seus opositores. No caso do filme de He Ping, a verosimilhança será um tanto ou quanto mais evidente, pois assim como em “Musa”, existe uma grande perseguição pelo deserto que acaba num cerco a uma fortaleza. No entanto, será uma perfeita heresia colocar “Guerreiros do Céu e da Terra” ao nível de “Musa”, atendendo a que a longa-metragem que ora se analisa é por demais superior em praticamente todos os aspectos.
Um dos componentes mais fascinantes em “Musa”, passará pela relação entre as várias personagens que compõem o grupo de fugitivos, e inclusive entre os inimigos. É deveras interessante seguir o confronto de personalidades e estatuto entre o general “Choi” e o escravo “Yeo-sol”. O militar olha com sobranceria para um ser humano que é visto como um animal em razão da estratificação social da época, e o conflito adensa-se mais quando o general se apercebe que está atrás de “Yeo-sol” no que concerne à atenção e admiração da princesa. No entanto, e sem os predicados do costume, “Choi” aprende a respeitar a coragem de “Yeo-sol” e a maneira como o mesmo transmite esse ardor nas horas difíceis aos restantes coreanos.
"Yeo-sol cavalga para a batalha"
Igualmente é de destacar o envolvimento romântico entre a princesa “Buyong” e “Yeo-sol”. Quem está mais atento ao cinema asiático, terá forçosamente de concordar que o mesmo é relativamente pudico em expor num filme os aspectos mais físicos desse sentimento que nos dá a volta a cabeça e chamamos amor (as mentes perniciosas que já estão a pensar nos “sexploitations”, por favor “aguentem os cavalos”). Como em tudo na vida, a tendência está a mudar, mas o traço característico mantém-se. Contudo, e isto é uma opinião meramente pessoal, entendo que o chamado “platonismo” cinematográfico (vou subtrair agora os aspectos vivenciais) tem a sua beleza e o condão de nos fazer sonhar. Coligindo estes pressupostos, tenho a dizer que o belo sentimento que brota entre “Yeo-sol” e a princesa “Buyong” é simplesmente enternecedor. O ar altivo da nobre, que funciona sobretudo como defesa pessoal, aliado ao circunspectivismo natural e à capacidade de sacrifício do verdadeiro herói da estória, resulta numa soma óbvia (este termo não é depreciativo) de qualidade apaixonante que estamos longe de encontrar no dia-a-dia da sétima arte.
Outro dos factores que é de relevar são os combates. Caros visitantes deste espaço, ao contrário da exposição de sentimentos entre “Buyong” e “Yeo-sol” (e porque não dize-lo, do general “Choi”), aqui já não estamos no campo da delicadeza e do “vai, não vai”. A violência crua prima à semelhança de um sanguinolento “chambara”, em que as peles são rasgadas, o sangue jorrado, e as lutas não se prolongam atendendo a factores de estética (que diga-se de passagem, também têm o seu lugar). Não me quero alongar em demasia no que concerne a este aspecto em particular. Só vos digo que “Musa” tem, sem margem para qualquer dúvida, uma das decapitações mais chocantes da história do cinema. E o que entusiasma (mórbido, brrr…) é que nem pressentimos a sua chegada. Ficamos siderados e a pensar “mas que raio é que aconteceu?”
O trabalho dos actores é bastante competente. Existe um unanimismo à volta das capacidades de Zhang Ziyi, que é partilhado pela minha pessoa. A actriz cumpre e bem. Jung Woo-sung e Jo Jin-mo, são dois valores seguros do cinema coreano, que expõem mais uma vez as suas inegáveis capacidades na representação. O destaque que aqui faço não irá para as três personagens principais da película, representadas pelos actores atrás mencionados, mas para Ahn Sung-kee. Um portento a sua actuação como o sábio arqueiro coreano “Jin-lib”. Doce nos momentos de aconselhamento, frio e tenaz nas cenas mais movimentadas. Sempre calmo em qualquer uma das situações. Mas alguém duvida que Ahn Sung-kee é um dos maiores valores do cinema sul-coreano, quiçá do asiático e até do global? Só um louco duvidaria!
Julgo que a haver defeito em “Musa”, passará pelo facto de a banda-sonora não estar ao nível dos restantes aspectos do filme. Nos “trailers” que visionei, antes de adquirir o filme, a música épica grassava e trazia ainda mais “água na boca”. Contudo, na película, as coisas não se passam bem assim. Apesar de o aspecto sonoro ser aceitável, falta em certa medida, aquelas melodias épicas de encher o coração e fazer-nos apetecer agarrar numa espada e saltar para dentro do ecrã, mesmo correndo o risco de levar um enxerto de pancada (como seria o mais provável), sem nos importarmos minimamente com isso.
“Musa, the Warrior” é uma película imperdível para qualquer fã que goste de um bom épico asiático, pela simples razão de, sem margem para grandes teorias, ser um dos grandes expoentes do género. Aliás, “Musa” foi apelidado por diversas vezes como o “Braveheart” da Coreia do Sul, embora eu discorde desta analogia. Um aliciante extra passará por podermos ver Zhang Ziyi num dos seus filmes menos conhecidos no ocidente.
Constituindo uma longa-metragem a deter na colecção de qualquer cinéfilo, “Musa” daria uma excelente prenda para o Natal! Felizmente que consta do meu acervo pessoal há algum tempo :) !
"Luta num riacho que atravessa o penoso deserto"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português/espanhol:
Avaliação:
Entretenimento - 9
Interpretação - 8
Argumento - 8
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 9
Emotividade - 9
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M" - 8
Classificação final: 8,38
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Jorge Soares Aka Shinobi
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10:20 da tarde
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Etiquetas: Ahn Sung-kee, Coreia do Sul, Épico, Joo Jin-moo, Jung Seok-yong, Jung Woo-sung, Kim Seong-su, Lee Do-il, Park Jung-hak, Park Yong-woo, Song Jae-ho, Yoo Hae-jin, Yu Rong-guang, Zhang Ziyi
Estória
Um jovem empresário chamado “Luo Yusheng” (Sun Honglei), retorna à sua aldeia Sanhetun, pela pior das razões. O seu pai “Luo Changyu”, um professor primário amado por todos, faleceu durante uma tempestade de neve, quando viajava tendo em vista a angariação de fundos para a construção de uma nova escola. É necessário tratar do funeral, e cabe a “Yusheng”, o único filho, tratar da penosa tarefa.
“Zhao Di” (Zhao Yulian), a mãe de “Yusheng”, encontra-se devastada devido à morte do seu marido e único amor da sua vida. Em respeito por uma antiga tradição, “Di” insiste que o corpo do marido seja trazido a pé desde a morgue situada numa cidade vizinha, até à aldeia. A pedido dos habitantes da povoação, “Yusheng” tenta dissuadir a mãe dos seus propósitos, pois não existem homens suficientes para o pretendido, além dos existentes serem todos idosos.
Antes de tomar a sua decisão final, “Yusheng” reflecte sobre a história de amor dos pais, que é bem conhecida por todos os que vivem em Sanhetun, e nesta parte somos levados até ao longínquo ano de 1958. A então jovem de 18 anos “Zhao Di” (Zhang Ziyi) assiste à chegada à aldeia do novo professor primário, o citadino “Luo Changyu” (Zheng Hao). A rapariga enamora-se de imediato, e é correspondida. Acontece que “Changyu” tem problemas com o regime comunista, e é levado de volta à cidade para prestar esclarecimentos acerca dos seus ideais políticos. “Di” fica todos os dias a mirar a estrada de acesso à aldeia, enfrentando condições meteorológicas adversas, esperando que o seu amor retorne. Até que um dia o professor retorna, e finalmente sucede-se o feliz enlace.
De volta ao presente, “Yusheng” percebe a importância da estrada ou do “caminho para casa”, e opera-se um volte face nas suas ideias para as exéquias pai falecido. Igualmente questiona-se acerca do sentido da sua vida.
"O início de uma bela estória de amor"
"Review"
Baseado no romance “Remembrance”, de Shi Bao, autor que igualmente foi o responsável pelo argumento do filme que ora se analisa, “O Caminho Para Casa” constituiu a estreia na sétima arte de Zhang Ziyi. No mundo do trabalho, como em tudo na vida, é preciso ter sempre alguma dose de fortuna, e a aclamada actriz chinesa foi favorecida neste aspecto em grandes dosagens! Teve a oportunidade como debutante de ser dirigida pelo mais emblemático realizador da denominada “5ª geração”, Zhang Yimou, e de participar num filme que tem tanto de belo, que até dói! Mas lá chegaremos.
A película foi alvo de inúmeros e merecidos prémios em vários certames internacionais de cinema, destacando-se o “Urso de Prata” – prémio do grande júri, no Festival Internacional de Cinema de Berlim (foi igualmente nomeado para o “Urso de Ouro”, o galardão máximo do festival, mas não venceu), e o “Audience Award”, na categoria de “Cinema do Mundo”, distinção obtida no conhecido “Festival de Cinema de Sundance”. Foi igualmente o responsável por uma “birra” de Yimou, relacionada com o conhecidíssimo Festival de Cannes, e que passou pelo facto de na edição de 1999 do certame, ter sido decidido exibir o filme do realizador chinês “Nenhum a Menos”, sendo recusada a mostragem de “O Caminho Para Casa”. Yimou respondeu retirando ambos os filmes da competição!“O Caminho Para Casa” é um hino ao bom cinema! Esta é a primeira ideia a reter. Ao mesmo tempo possui uma estória simples, mas extremamente bem contada e significativa, que nos atinge em cheio no coração, enternece-nos e transporta o nosso ser para uma dimensão superior a nível de sensibilidade. Durante hora e meia abstraímo-nos de tudo e de todos, e a mais leve distracção que perturbe o embevecimento perante esta obra magnífica, parece uma heresia cósmica, merecedora de um apedrejamento na praça pública. Além do mais, “O Caminho Para Casa” possui outro factor inolvidável que é fazer com que mesmo aqueles que possuem um coração empedernido, possam acreditar no amor. Foi assim que me senti quando visualizei pela primeira vez “O Caminho Para Casa”, e esta sensação repete-se sempre que revejo esta longa-metragem. Poucos filmes têm o condão de provocar um efeito semelhante na minha pessoa, e este é sem dúvida um deles.
"O professor acompanha os alunos a casa"
Yimou prova, antes da trilogia de “wuxias” que o consagrou definitivamente a nível internacional, que é um realizador de uma divisão superior e de elite na constelação dos grandes nomes da sétima arte. A maneira como gere docemente factos que implicam uma grande tensão sentimental, é de arrepiar. Aqui não existem dramatismos forçados na exposição da estória, fluindo tudo natural e suavemente. O cenário é de sonho, a fotografia é soberba, a banda-sonora de extrema qualidade e fiel aos desígnios do filme. Que poderemos ansiar mais?
Como já cima foi referido, “O Caminho Para Casa” constituiu a película que deu a conhecer essa jovem, embora já flamejante estrela do cinema asiático, Zhang Ziyi. E à altura, não seria muito difícil de perceber que estaríamos perante um caso bastante sério no panorama cinematográfico oriental, como cerca de dois anos depois se viria a confirmar com a participação da actriz em “O Tigre e o Dragão”. Zhang Ziyi é fenomenal no papel de “Zhao Di”, ao ponto de fazer com que eu desejasse ser um professor na China rural do fim dos anos 50, e deixar a “treta” da papelada que costumo estar envolvido no meu emprego, e me "azucrina" o juízo! A força da sua interpretação e a pureza com que transmite os seus sentimentos, atropela-nos de sobremaneira, enternecendo-nos ao ponto máximo. Foram bastante raras as estreias de actores que denotassem esta qualidade, asseguro-vos.
Muitas vezes se afirma que as coisas simples são as mais belas da vida. “O Caminho Para Casa” é um filme simples, sem grandes pretensiosismos. Igualmente constitui uma das mais belas obras do cinema asiático que tive oportunidade (e neste caso a felicidade) de visionar. Se algum defeito de maior lhe pode ser assacado, é a sua curta duração (menos de hora e meia) e que assume maior relevância quando estamos deslumbrados com tamanha magnificência. No entanto, sempre se poderá dizer em abono da verdade, que nada fica por contar e que porventura o mérito da película será ainda maior por conseguir atingir o seu objectivo, quando outros filmes com o dobro do tempo falham redondamente as suas premissas. Muitas vezes navegando nas mesmas águas de “O Caminho Para Casa”. Isto faz lembrar quase aquela estória do "falam, falam e não dizem nada", ao invés daqueles que com poucas palavras transmitem de uma forma concisa e deveras explicativa a sua mensagem.
Um triunfo “simplesmente” imperdível!
"A última morada de um homem amado por todos"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Marcelo Ikeda, Cinedie Asia, Veja On Line, Terra Cinema, Contracampo, Cine-Ásia
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 9
Argumento - 9
Banda-sonora - 10
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 10
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 9
Classificação final: 8,88
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Jorge Soares Aka Shinobi
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7:37 da tarde
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Etiquetas: Chang Guifa, China, Drama, Ji Bo, Li Bin, Liu Qi, Sing Wencheng, Sun Honglei, Zhang Yimou, Zhang Zhongxi, Zhang Ziyi, Zhao Yulian, Zheng Hao
Conforme o prometido na semana passada, aqui vão mais duas actrizes e dois actores que estão a votação neste blogue. Para a semana, serão apresentados outros quatro.
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": O Tigre e o Dragão, Herói, O Segredo dos Punhais Voadores, Os Guerreiros da Montanha, The Banquet (Inimigos do Império), 2046, Memórias de Uma Gueixa, O Caminho Para Casa
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": The Bride With White Hair , Ashes of Time, A Chinese Ghost Story, The Bride With White Hair II, Anna Magdalena
Não participou em nenhum filme criticado no "My Asian Movies".
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Os Guerreiros da Montanha, The Duel, A Man Called Hero , The Storm Riders
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Jorge Soares Aka Shinobi
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Etiquetas: Ekin Cheng, Joan Chen, Leslie Cheung, Votações, Zhang Ziyi
Origem: E.U.A.
Duração: 139 minutos
Realizador: Rob Marshall
Com: Zhang Ziyi, Gong Li, Michelle Yeoh, Ken Watanabe, Suzuka Ohgo, Kôji Yakusho, Youki Kudoh, Kaori Momoi, Tsai Chin, Zoe Weizenbaum, Cary Hiroyuki Tagawa, Kenneth Tsang, Randall Duk Kim, Ted Levine
Estória
Em 1929, “Chiyo Sakamoto” (Suzuka Ohgo), com apenas nove anos, e a sua irmã “Satsu”, são vendidas pela sua pobre família rural, sendo posteriormente separadas e colocadas em “Okyia” (casa de alojamento de uma Gueixa) diferentes.
A nova casa de “Chiyo” é pertença da “Sra. Nitta” (Kaori Momoi), mais conhecida por “Mãe”, e nela vivem a famosa e vil gueixa “Hatsumomo” (Gong Li), a idosa irmã da “Sra. Nitta”, conhecida por “Tia” (Tsai Chin) e outra jovem rapariga chamada “Pumpkin” (Zoe Weizenbaum).
“Chiyo”, ainda muito jovem, começa a chamar a atenção devido à sua beleza e raros olhos de cor azul - acinzentada, iniciando o seu treino de gueixa. No entanto, sofre pesadas provações durante este estágio, provocadas sobretudo pela cruel “Hatsumomo”, chegando o treino a ser interrompido, devido a uma tentativa de fuga de “Chiyo”.
Um dia, a criança encontra-se a chorar amargurada numa ponte, e é abordada por um homem, conhecido como “Administrador” (Ken Watanabe) que revela uma extrema bondade, comprando-lhe um gelado, para além de lhe oferecer dinheiro e a aconselhar. “Chiyo”, apesar de ser muito nova, instantaneamente apaixona-se e toma a firme resolução de fazer tudo para se tornar numa gueixa, de forma a atrair o seu amor.
Os anos passam, “Chiyo” tem 15 anos (Zhang Ziyi), o seu treino de gueixa nunca mais foi retomado, e “Hatsumomo” continua a infernizar-lhe a vida. Um dia porém, “Mameha” (Michelle Yeoh), a mais conhecida gueixa do burgo, propõe à “Sra. Nitta” tomar “Chiyo” a seu cargo e ensiná-la nas artes da profissão. A rapariga muda então o seu nome para “Sayuri” (em português “Lírio”), e com o decorrer do tempo torna-se extremamente bem sucedida, tornando-se a gueixa mais conhecida do Japão.
Apesar de uma gueixa estar proibida de amar, “Sayuri” nunca esqueceu o “Administrador”, e nem toda a notoriedade que consegue, fazem-na tirar da cabeça a sua verdadeira paixão.
"Review"
Baseado no romance homónimo de Arthur Golden, e dirigido pelo realizador Rob Marshall (“Chicago”), “Memórias de Uma Gueixa” foi um filme envolto em certa polémica, sobretudo devido à escolha dos actores, ou melhor dizendo, das actrizes que despontam nos papéis principais.
Para quem não sabe, Zhang Ziyi e Gong Li são oriundas da China, e Michelle Yeoh da Malásia. Como o enredo decorre inteiramente no Japão, e é centrado numa profissão típica deste país, seria porventura de esperar que fossem recrutadas actrizes do reino nipónico para o desempenho de “Sayuri”, “Hatsumomo” e “Mameha”. Ora isto não aconteceu, e considerando que o pretendido foi dar vida a uma película de âmbito verdadeiramente internacional, para além de termos em consideração que os capitais para a feitura do filme foram oriundos de empresas como a Columbia Pictures, a Dreamworks e a Spyglass Entertainment, a produção esteve a cargo da Amblin de Steven Spielberg, e o realizador é estado-unidense (prefiro esta designação em detrimento da de norte-americano, por considerar mais adequada e não ofensiva para os canadianos), lógico seria que se procurassem as actrizes asiáticas com maior projecção mundial. Julgo ser relativamente consensual a ideia que coloca no topo, a nível de fama, Zhang Ziyi, Gong Li e Michelle Yeoh. Não existe nenhuma actriz japonesa cujo nome sequer se aproxime da notoriedade destas três divas do cinema asiático. E a verdade é essa, e nada mais!
Ao contrário do que se estaria à espera, o celeuma ocorreu primeiro na República Popular da China, que praticamente não aceitou que porventura os seus dois maiores nomes cinematográficos, na esfera feminina, desempenhassem o papel de prostitutas de um país invasor (lembro que o Japão ocupou a China antes e durante a II Guerra Mundial). Neste aspecto a república comunista não foi de meias medidas, e chegou mesmo a proibir a exibição do filme no seu território. Por outra via, o sentimento nacionalista despontou em grande medida no Japão, o que apenas foi mitigado pelo facto desta longa-metragem ter muitos actores japoneses, incluindo o principal protagonista masculino (Ken Watanabe, de “O Último Samurai” e “Cartas de Iwo Jima”).
Se me é permitida uma opinião pessoal (afinal vivemos numa democracia e o blogue é meu!!!), julgo esta questão de uma menoridade gritante. Claro que se fizessem um filme que versasse sobre um aspecto particular da cultura portuguesa, eu teria uma preferência natural por um actor nosso conterrâneo. Já agora que falamos disso, eu não fiquei lá muito contente que a personagem de Salgueiro Maia, no filme “Capitães de Abril”, tivesse sido interpretada pelo actor italiano Stefano Accorsi. Mas obviamente que isto não é motivo para fazer “cair o Carmo e a Trindade”, e serem adoptadas atitudes vestidas de radicalismos que caíram (ou deveriam ter caído) em desuso. Mas daí…passemos à frente!
Á partida, a qualquer cultor do cinema asiático, causa uma certa estranheza ver actores e actrizes que estamos habituados a ver expressarem-se no seu idioma, falarem inglês praticamente o filme todo. O resultado é muito fácil de prever. Os diálogos são todos muito pausados e cuidados, fazendo-nos aperceber que Zhang Ziyi e Gong Li não dominam na perfeição a língua. Isto faz com que a naturalidade das falas se disperse um pouco, e o drama perca de certa forma com este aspecto.
No entanto, a representação no que concerne aos demais itens, não chega a ser mortalmente afectada com os aspectos linguísticos, pois estamos a falar de actores com bastantes provas dadas, constituindo alguns o que de melhor o cinema asiático possui. Zhang Ziyi e Michelle Yeoh, embora já tivessem registos melhores, oferecem-nos um trabalho competente que, no que toca a Ziyi, tem o seu expoente máximo na fabulosa dança e representação que faz no teatro perante uma grande plateia. O facto da actriz ter um passado ligado à dança, abona imenso a seu favor nas partes mais físicas das actuações. Pense-se nas grandes heroínas de artes marciais que Ziyi interpretou, ou na fabulosa dança dos tambores de “O Segredo dos Punhais Voadores”. Sendo um filme de certa forma mais virado para o público feminino, é normal que as actrizes tenham uma evidente primazia a nível da intervenção na trama. Mesmo assim, o protagonista masculino Ken Watanabe, encontra-se num nível bastante aceitável, consagrando-se como um dos actores asiáticos com mais cartaz internacional (desde “O Último Samurai, de Edward Zwick isto é evidente). Pensavam que eu não ia falar de Gong Li?! Longe de mim cometer tal pecado mortal! Deixei-a propositadamente para o fim, pois é sem margem para dúvidas, quem consegue o melhor desempenho. Representar o vilão do filme costuma ser um papel não amiúde tão ou mais difícil do que os restantes. Aqui Li encarna na quase perfeição a vilã trágica “Hatsumomo”, personagem venenosa, intriguista e invejosa, mas no entanto longe de ser fria, tendo as emoções “à flor da pele”. A actriz tem uma característica única que muitas vezes lhe confere vantagem em relação às demais. Li, quando representa, usa o corpo todo. Mexe-se tanto com graciosidade, como é capaz de fazer os gestos mais abruptos e ríspidos possíveis. Debita as suas falas como um verdadeiro camaleão, mas acima de tudo, e aqui é que está o grande trunfo da actriz, acompanha-as com umas expressões faciais e olhares de “de outro mundo”. Sei que poderei estar a ser um pouco temerário na afirmação que irei fazer, mas não me lembro de nenhum intérprete com a capacidade de Li neste aspecto.
A fotografia é um verdadeiro sonho, embora não adquira uma permanente constância ao longo do filme. A banda-sonora é baseada essencialmente em músicas oriundas do país do sol nascente, com uma ou outra excepção, tendo bons momentos que acentuam o pendor dramático desta longa-metragem. O guarda-roupa foi escolhido minuciosamente, e as roupas que as gueixas usam (o furisode e o okobo) de regalar os olhos.
“Memórias de Uma Gueixa” é um filme dotado de interesse, que vale sobretudo pelo seu pendor educativo. Nele aprendemos que, ao contrário do que é pensado por esse mundo fora, as gueixas não eram prostitutas, mas sim acompanhantes que são educadas na arte da música, do servir e conversar. Aliás era-lhes completamente vedado ter sexo com os seus clientes.
No entanto, o filme não consegue fugir ao estigma de ser realizado e produzido por entidades ligadas a “Hollywood”, o que lhe retira alguma autenticidade. Isto reflecte-se em algumas cenas do filme, que possuem um cunho marcadamente “hollywoodesco”. Pergunto agora se o mestre Kurosawa, ou outro competente realizador japonês, tivesse ao seu alcance os meios de Rob Marshall em “Memórias de Uma Gueixa”, que película não teria sido obtida?
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Cine-Ásia, Cinerama, Cinema Cafri
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 7
Argumento - 8
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 9
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,75
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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7:36 da tarde
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Etiquetas: Cary Hiroyuki Tagawa, Cunho da Ásia, Drama, Gong Li, Kaori Momoi, Ken Watanabe, Kenneth Tsang, Kôji Yakusho, Michelle Yeoh, Rob Marshall, Suzuka Ohgo, Tsai Chin, Youki Kudoh, Zhang Ziyi
Origem: China/Hong Kong
Duração: 122 minutos
Realizador: Wong Kar Wai
Com: Tony Leung Chiu Wai, Zhang Ziyi, Gong Li, Takuya Kimura, Faye Wong, Carina Lau, Chang Chen, Wang Sum, Siu Ping Lam, Maggie Cheung, Thongchai McIntyre, Dong Jie, Miao Feilin, Farini Cheung, Berg Ng
"Chow Mo Wan, o escritor, jornalista, boémio e amante de mulheres"
Estória
"Chow Mo Wan" é um escritor de romances eróticos, que vende as suas estórias a jornais de Hong Kong, tendo em vista ganhar algum dinheiro que sustente o seu modo de vida boémio.
"Chow" chegou a Hong Kong, vindo de Singapura, onde viveu um romance com uma misteriosa mulher vestida de negro, que tinha o hábito inexplicável de usar uma luva da mesma cor na mão esquerda. Alcançado o seu destino, instala-se no apartamento 2047 do "Oriental Hotel", que fica mesmo ao lado do número 2046. Na realidade, "Chow" pretendia ficar no apartamento 2046, mas tal não foi possível pois este encontrava-se fechado devido a remodelações. O escritor começa a interessar-se pelas pessoas que posteriormente vão viver para o apartamento 2046.
Essas pessoas são na sua totalidade mulheres com as suas estórias e dramas pessoais. "Chow" vive um romance com "Lulu", que desaparece misteriosamente; a seguir, chega "Wang Jing Wen", a filha do dono do hotel, que mantém um relacionamento com um homem japonês, que o pai desaprova vivamente, devido a sofrimentos familiares do passado; por fim, aparece "Bai Ling", uma jovem e bela acompanhante.
"Chow" inicia um relacionamento com "Bai Ling", mas que revela ter pouco de amor e mais de conveniência. O romance progride, tendo como pano de fundo a complexa história de Hong Kong dos anos 60, mas está fadado ao malogro.
No meio de todas estas vivências emocionais, "Chow" continua fascinado pelo apartamento número 2046, que aparece atrair apenas pessoas que tentam reviver as suas recordações perdidas...igualmente imagina uma estória futurística onde o papel do apartamento 2046 tem um importante significado.
"Tórrido amor no futuro entre um humano e uma ciborgue..."
"Review"
"Todas as recordações são rastos de lágrimas". É com esta premissa que praticamente começa uma das mais aguardadas obras de sempre do aclamadíssimo realizador Wong Kar Wai. Contribuiu muito para a expectativa gerada em torno de "2046", o facto de ter sido o primeiro esforço do realizador após o bem sucedido "Disponível Para Amar" ("In The Mood For Love"), e supostamente a película que ora se tenta avalizar seria uma espécie de sequela daquele filme.
A sua apresentação no Festival de Cannes - edição de 2004, não foi livre de atribulações, pois a cópia que seria exibida no famoso certame de cinema chegou apenas 3 horas depois do horário que deveria passar na tela, obrigando a que a exibição tivesse de ser remarcada. Tratou-se de um acontecimento inédito na história do festival. Igualmente, a rodagem desta película não esteve isenta de incidentes, atendendo a que um repórter dum tablóide de Hong Kong chamado "Sudden Weekly", conseguiu escapulir-se para o local das filmagens, conseguindo publicar as fotos do interior do "Oriental Hotel". O resultado foi Kar Wai ter mudado os cenários completamente, e o repórter ter sido condenado a três meses de prisão.
A própria designação do filme evoca o último ano em que Hong Kong permanecerá com o seu estatuto actual e especial de Região Administrativa, com os poderes e faculdades inerentes a tal prerrogativa. O título da película tem contornos ambíguos e analógicos mais ou menos óbvios. Sendo o apartamento 2046, um local que supostamente as coisas nunca mudam, a região de Hong Kong manterá igualmente a sua autonomia e regime (à semelhança do que já acontecia sob o domínio inglês) durante 50 anos, até haver uma plena integração na República Democrática da China. Milita a favor desta interpretação, o facto de o único homem que consegue fugir ao apartamento 2046 ser um viajante japonês que se apaixona por uma ciborgue, personagens do romance futurístico de "Chow". Tal implica uma mudança, tal se passa num futuro a médio-longo prazo.
Sendo um filme com a marca de Wong Kar Wai, é inevitável que apresente as marcas distintivas do seu intrincado estilo de realização e direcção. As personagens são movidas por uma permanente estaticidade que se reflecte de sobremaneira no ambiente envolvente, salvo as incursões feitas pelo romance futurístico de "Chow". As emoções andam quase sempre à flor da pele, conjugadas umbilicalmente com os dramas pessoais de cada um dos intervenientes. Mas acima de tudo, o que ressalta inevitavelmente no trabalho do realizador chinês são as memórias das pessoas e tudo o que gira à volta deste diapasão.
Dotado de um elenco fabuloso, porventura um dos mais carismáticos de sempre do cinema oriental, "2046" faz da representação dos actores um dos seus pratos fortes. Tony Leung Chiu Wai repete a excelente interpretação evidenciada em "Disponível Para Amar" (o que é que não estará ao alcance deste actor é a questão que se põe), bem secundado pelas grandiosas divas Zhang Ziyi, Gong Li, Faye Wong e Carina Lau (Maggie Cheung só aparece em poucos momentos relacionados com a sua personagem em "Disponível Para Amar").
A fotografia é simplesmente maravilhosa (abençoado Christopher Doyle!), os pormenores são brilhantes, as emoções são fortes e significativas, tudo parece rondar a perfeição.
No entanto, tenho que confessar que já começo a fartar-me da extrema contemplação e lentidão que Wong Kar Wai insiste em expor nas suas obras. De início é maravilhoso, mas para quem já visionou algumas obras do realizador, fica com a sensação que neste aspecto ele precisa de se redescobrir. Fico por vezes com a sensação que é pretendido a análise milimétrica de cada cena maravilhosa que nos é dada a conhecer. Isto tem efeitos perniciosos em relação à movimentação e desenvolvimento do filme. Se calhar uma maneira simpática de dizer "lento demais!". Se o filme trata de mudança, porventura não seria má ideia Wong Kar Wai nos presentear com algo de verdadeiramente novo para variar. O seu talento incontornável assim o exige!
De qualquer forma, é inolvidável que estamos perante uma grande obra de cinema, que merecerá sem dúvida aclamação.
Muito bom!
"Chow Mo Wan vive númerosos affaires"
Trailer , The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Entretenimento - 6
Interpretação - 9
Argumento - 9
Banda-sonora - 9
Guarda-roupa e adereços - 9
Emotividade - 9
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 8,50
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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11:33 da manhã
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Etiquetas: Carina Lau, Chang Chen, China, Drama, Faye Wong, Gong Li, Hong Kong, Maggie Cheung, Takuya Kimura, Tony Leung Chiu Wai, Wong Kar Wai, Zhang Ziyi
Origem: Hong Kong
Duração: 131 minutos
Realizador: Feng Xiaogang
Com: Zhang Ziyi, Daniel Wu, Ge You, Zhou Xun, Ma Jingwu, Huang Xiaoming
"A imperatriz Wan, interpretada por Zhang Ziyi"
Estória
No período conhecido como o das "5 dinastias, 10 reinos", a imperatriz "Wan" esteve em tempos apaixonada pelo principe herdeiro e actualmente exilado "Wu Luan", mas um acaso do destino fez com que se casasse com o imperador, o pai da sua paixão. Pouco tempo depois, o imperador e pai de "Wu Luan" morre em circunstâncias misteriosas.
Corre o boato que a culpa da morte do imperador é do irmão chamado "Li", que o sucede, tornando-se soberano. "Li" propõe a "Wan" que seja a sua mulher, o que esta aceita por forma a continuar imperatriz do reino. O usurpador sente-se ameaçado pela existência do sobrinho "Wu Luan" e envia um grupo de assassinos para matá-lo, de maneira a que este não possa reclamar o trono. A imperatriz "Wan" descobre os planos do actual imperador e por sua vez contacta com o governador "Yin", tendo em vista que o nobre proteja "Wu Luan". Os intentos do imperador saem frustrados pois os guerreiros de "Yin" conseguem cumprir a sua missão.
"Wu Luan" retorna ao palácio imperial em segurança, a tempo de aperceber-se que o tio usurpou o trono que devia ser seu por direito. Igualmente depara-se com "Qing", uma rapariga que jurou amá-lo para sempre, mas que tarda a ser correspondida devido aos sentimentos que "Wu Luan" porventura ainda nutre pela imperatriz "Wan".
Previsivelmente, o imperador "Li" fica bastante importunado pela presença de "Wu Luan" no palácio, e faz tudo para afastá-lo de cena, desde tentar novamente assassiná-lo até inclusive forçá-lo a mais um exílio. "Li" no entanto tem mais problemas com que se preocupar. Existem súbditos que pensam que ele é um traidor e que não tem direito absolutamente nenhum ao trono, e começam a maquinar estratagemas para depô-lo.
Entretanto, o papel de "Wu Luan" mantém-se uma verdadeira incógnita. Assumirá ele uma verdadeira postura no sentido de recuperar o trono e vingar o pai? Optará pela imperatriz "Wan" ou pela jovem nobre "Qing"? Terá a imperatriz "Wan" os seus próprios desígnios pessoais?
Estas e outras respostas serão dadas num banquete que o imperador "Li" convoca para a meia-noite, em que toda a corte é obrigada a marcar presença, sob pena de execução...
"O imperador Li (Ge You), o usurpador"
"Review"
"The Banquet" constitui a proposta de Hong Kong para o óscar na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro", estando neste momento na pré-selecção para se chegar aos cinco nomeados. No que toca ao cinema asiático e a título meramente exemplificativo, encontram-se igualmente na extensa lista "The Curse of the Golden Flower" (China) e "The King and the Clown" (Coreia do Sul).
Desde logo se avisa o estimado leitor para não estar à espera de um "Wuxia" na linha dos afamados "O Tigre e o Dragão", "Herói" ou o "Segredo dos Punhais Voadores". "The Banquet" é um filme bastante diferente, sendo acima de tudo um drama histórico, temperado com uma ou outra cena de luta, estas sim na linha das películas mencionadas. Tendo sido baseado num dos mais conhecidos dramas de William Shakespeare, "Hamlet", é natural que haja uma normal primazia das interpretações em claro detrimento dos combates.
Não vamos ser extemporâneos nas observações e vamos por partes.
Feng Xiaogang é mais um realizador asiático que tenta o estrelato internacional, tendo-se proposto a realizar este "The Banquet". Para tanto muniu-se de alguns dos melhores intervenientes nos diversos aspectos que havia a considerar. Como cabeça de cartaz, apresenta provavelmente a mais conhecida actriz asiática do momento, Zhang Ziyi. Para as cenas de artes marciais, contou com o mestre coreógrafo Yuen Woo Ping, que dispensa qualquer tipo de apresentação. Teremos ainda que mencionar Tim Yip e Tan Dun, importantes elementos da produção e composição musical de "O Tigre e o Dragão". Com esta equipa, acompanhada de um estrondoso orçamento, poderiamos com segurança esperar uma produção de elevada magnitude. Mas como já apanhei algumas desilusões bem grandes, em que também várias condições estavam reunidas para uma obra-prima, pus-me logo com um "pé atrás" e tentei não gerar expectativas desmesuradas. Pense-se no "flop" "The Promise".
Que dizer então?
Lento...lento...ainda mais lento..."The Banquet" é uma longa-metragem que tem como grande aspecto negativo a sua monotonia, que chega a ser exasperante. A acção é quase sempre a "10 à hora", ressalvando os raros casos em que existe uma exibição de "swordplay" em que quase nos apetece saltar de alegria e agradecer a todos os deuses e mais alguns! Obviamente que sendo uma adaptação de uma tragédia "Shakesperiana", temperada com os belos elementos da cultura asiática, não se poderia esperar um filme de acção extrema, mas não é propriamente isto que estamos a criticar. Pode-se muito bem expôr uma tragédia, sem cair nas dezenas de devaneios inúteis que "The Banquet" por vezes envereda. Aconselho pois a visionarem o filme quando estiverem bem acordados, desde já alertando igualmente para não estarem demasiado bem acomodados, pois isso levará inevitavelmente à sonolência!
"Um jogo de polo muito especial"
Felizmente, o único aspecto marcadamente negativo de "The Banquet" é a lentidão, porque tudo o resto é-nos apresentado num nível elevado.
A interpretação dos actores é bastante competente e digna dos intervenientes. Daniel Wu, Zhang Ziyi e Zhou Xun desempenham com alma os respectivos papéis, embora ache que o papel do principe "Wu Luan" atribuído a Wu pudesse ter beneficiado de um melhor tratamento e desenvolvimento a nível dos aspectos mais pessoais. As honras neste particular vão todas para Ge You, o intérprete do usurpador "Li", que nos presenteia com um "acting" digno de um óscar para melhor actor. Os meus parabéns!
Como já foi aludido as lutas são escassas, mas quando se dignam a marcar presença são verdadeiramente espectaculares. A cena em que os guerreiros do governador "Yin" saem do solo coberto de neve para atacar os assassinos do imperador, é particularmente brilhante!
Verdadeiramente fenomenal é o guarda-roupa, a fotografia e certos pormenores que observamos no filme. O suicídio dos cavaleiros do imperador, com o sangue a escorrer pelos cavalos até pingar das patas destes animais é de uma simbologia atroz e chocante, que nos marca imenso. As roupas e as armas foram desenhadas com um cuidado fora do normal e o resultado final é simplesmente magnífico!
A banda-sonora tem os seus altos e baixos, com expoentes verdadeiramente tocantes como uma música cantada a solo que se pode ouvir, acompanhada de uma representação teatral que imagino ser tradicional da China, mas existem alturas que prima pela ausência, deixando-nos sem ter nada para apreciar.
O argumento não podia deixar de ser bom, atendendo à fonte de onde bebe. Mesmo assim, ainda estou a pensar no significado da cena final do filme, pois à primeira vista não parece fazer sentido nenhum. No entanto o meu "sexto sentido", se é que possuo algum, diz-me que existe uma mensagem a retirar e que acredito piamente que passará um pouco por "todos nós somos vítimas dos nossos próprios desígnios".
"The Banquet" é uma película que embora não sendo perfeita, possui uma elevada qualidade e mestria na sua realização. No entanto, não parece ser suficientemente boa para alcançar o resultado que visa obter: o óscar para melhor filme estrangeiro.
Apropriado para os mais contemplativos, nada recomendado para os que adoram acção!
"A imperatriz Wan banha-se na água coberta de pétalas de rosa"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português/espanhol:
Avaliação:
Entretenimento - 6
Interpretação - 8
Argumento - 8
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa - 10
Emotividade - 7
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,75
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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9:10 da tarde
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Etiquetas: Daniel Wu, Feng Xiaogang, Ge You, Hong Kong, Huang Xiaoming, Ma Jingwu, Wuxia, Zhang Ziyi, Zhou Xun
Origem: Hong Kong/China
Duração: 77 minutos
Realizador: Tsui Hark
Com: Ekin Cheng, Cecilia Cheung, Louis Koo, Patrick Tam, Kelly Lin, Sammo Hung, Zhang Ziyi, Jacky Wu, Lau Shun
"Dawn medita num belo pano de fundo"
Estória
As montanhas de "Zu" constituem a morada dos deuses cuja principal função consiste em velar pelo equilíbrio do mundo e da civilização, um pouco à semelhança do Olimpo da mitologia grega. Acontece que uma destas divindades, o poderoso e diabólico "Insomnia" rebela-se contra os seus pares e tenta conquistar o poder pela força. Os exércitos do reino mítico de "Omei" congregam-se para dar luta a "Insomnia". Deste fantástico exército destaca-se "King Sky" (noutras versões "Blue Wolf"), que possui como arma principal, o fabuloso "Disco Lunar", que herdou da sua falecida mestre e apaixonada, "Dawn".
"Dawn explica ao seu discípulo e amante King Sky, os poderes do maravilhoso Disco Lunar"
Apesar de "Dawn" ter sido assassinada por "Insomnia" há 200 anos atrás, "King Sky" depara-se com a sua reincarnação amnésica "Enigma", que é uma das deusas que lidera as tropas de "Omei". "Enigma" em conjunto com a reicarnação do seu irmão "Hollow", voam para a batalha chefiados pelo deus mais poderoso de "Omei" chamado "White Eyebrows", conseguindo afugentar "Insomnia" para a "Caverna do sangue".
"Red Hawk", uma divindade possuidora de umas fantásticas asas de metal que tanto servem para voar, como para lutar, fica encarregue da vigilância da "Caverna do sangue" e das movimentações do inimigo. No entanto, é enganado pelos ardis de "Insomnia" e passa para o lado das forças do mal. O deus do mal sentindo-se suficientemente poderoso, decide lançar um ataque decisivo contra "Omei", criando desta forma as condições para a batalha final que irá decidir quem terá o controlo das montanhas de "Zu" e consequentemente do mundo.
"King Sky tenta dominar o Disco Lunar"
"Review"
Tenho dificuldades em opinar acerca desta película, atendendo à grande confusão argumental que o filme padece, deixando o espectador completamente "à nora" em determinados momentos. Mesmo assim, e como não poderia deixar de ser, darei o meu melhor.
A primeira ideia a reter é que este filme foi criado com o intuito quase exclusivo de deslumbrar o espectador com os seus efeitos especiais. O que dizer quanto a estes?
Numa primeira aproximação, convém desde já dizer que não estamos perante um clássico filme de artes marciais. As personagens literalmente voam, atiram raios e coriscos uns aos outros, brandem espadas místicas com 10 ou 15 metros de comprimento, etc. Falamos pois de um filme de super-heróis, que por acaso até são deuses. Em todo o filme, existe apenas o registo de uma luta convencional, travada entre "Ying" (a reincarnação de "Hollow") e "Joy", uma mortal cujo sonho de uma vida é conhecer os deuses.
As armas sagradas dos deuses são em regra muito interessantes de se ver. Destaco desde já o "Disco Lunar" de "King Sky", que constitui um verdadeiro regalo para os olhos! Adoro ver a graciosidade de movimentos e o poder que este artefacto transmite! Outra arma que merece bastante atenção é a possuída por "White Eyebrows", designada por "Escudo do Céu", uma eficaz protecção que repele quase todo o tipo de ataques.
"King Sky e Red Hawk conferenciam numa noite de lua cheia"
As interpretações são à semelhança do enredo uma total confusão. Parece que os actores decoraram tudo à pressa e debitaram as falas "às três pancadas", degenerando na incongruência total. A desilusão ainda é maior, quando estamos perante um elenco de luxo claramente subaproveitado. Veja-se o exemplo da personagem interpretada por Zhang Ziyi, totalmente desfasada do filme, "sem ponta por onde se lhe pegue".
No entanto cumpre dar uma pequena palavra de apreço para Ekin Cheng, o actor que corporiza "King Sky". Apesar do seu "acting" ser igualmente pouco mais do que medíocre, salva-se da tragédia geral devido ao seu ar circunspecto e sonhador, o que lhe dá uma aura muito "cool". O romance protagonizado primeiro com "Dawn" e posteriormente com "Enigma" (ambas interpretadas pela belíssima Cecilia Cheung), tem momentos verdadeiramente ternos e bonitos, sendo bem acompanhados por uma música de cariz sentimental. Claro que depois vem mais uma sem nexo nenhum e lá se vai o romantismo e tudo o resto ao ar!
Tenho que confessar que não sou grande fã de Tsui Hark. Isto dito assim parece uma heresia e uma verdadeira afronta a todos aqueles que adoram o cinema proveniente de Hong Kong. Vi o seu último trabalho "Sete Espadas", e apesar do filme ter os seus bons momentos, a minha opinião não mudou muito. À primeira vista, deste realizador gostei da saga "Era Uma Vez na China" e pouco mais. Perdoem-me, mas é a minha opinião.
"Os Guerreiros da Montanha" é um filme que possui algumas cenas que ficarão na memória, mas sinceramente o resto é para esquecer. Deste género, prefiro 1000 vezes "The Storm Riders".
Medíocre, quase no mediano!
"King Sky ladeado das forças do bem de Omei"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 5
Argumento - 6
Guarda-roupa e adereços - 9
Banda-sonora - 6
Emotividade - 7
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 5
Classificação final: 6,75
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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7:57 da tarde
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Etiquetas: Cecilia Cheung, China, Ekin Cheng, Fantasia, Hong Kong, Jacky Wu, Kelly Lin, Louis Koo, Patrick Tam, Sammo Hung, Shun Lau, Tsui Hark, Zhang Ziyi
"Review"
"O Segredo dos Punhais Voadores" é a segunda incursão de Zhang Yimou no género "Wuxia Pien", depois da aclamação recebida em "Herói". O resultado é francamente bom, embora esteja uns furos abaixo do primeiro trabalho.
A fotografia permanece um verdadeiro espanto, assim como o guarda-roupa, Já é uma imagem de marca destes filmes em geral, e dos de Yimou em particular.
Zhang Ziyi continua a deslumbrar e a tornar-se cada vez mais numa actriz consagrada, apesar da sua relativa juventude. Podemos apreciar agora o seu trabalho em "Memórias de uma Gueixa", filme com uma produção verdadeiramente internacional. A cena da dança dos tambores, protagonizada por esta actriz, é de uma beleza indescritível, de suspirar e querer mais, e ficará com certeza durante bastante tempo, na memória de todos os que tiveram a oportunidade, ou melhor, a felicidade de a vislumbrar.
Takeshi Kaneshiro efectua uma representação muito credível, e a sua passagem de agente do governo numa missão que não admite falhas, para o amante que é ao mesmo tempo um protector é honesta e bem intencionada.
O ícone de Hong Kong, Andy Lau, dá corpo a uma personagem envolta numa aura obscura e sinistra, que posteriormente revela as suas fraquezas emocionais, num "acting" muito bem conseguido.
Como "Wuxia" que é, torna-se incontornável dissertar acerca das cenas de luta presentes em "O Segredo dos Punhais Voadores". Neste particular, como em outros, este filme é inferior a "Herói". No entanto há que reconhecer que a sequência da floresta de bambú, embora não me tenha convencido na primeira impressão, é das melhores cenas de acção jamais filmadas em películas deste género.
O grande problema do filme é sem dúvida o seu final. Embora deveras emocionante, com alguns exageros admita-se, é demasiado focado nas 3 personagens principais e deixa-nos a certa altura completamente "à nora" quanto à organização da qual a película retirou o seu nome. Fiquei bastante desgostoso com a cena em que se observa os soldados a penetrar na floresta que abriga o covil do clã e...
Quem visiona o "Segredo dos Punhais Voadores" tem que se preparar para o seguinte: o clã embora seja uma parte importante do enredo, acaba por não ser mais que um ilustre acessório a uma maravilhosa estória de amor. Quanto a mim, e com todo o respeito, Yimou falhou neste aspecto e perdeu a oportunidade de realizar um filme ao nível de "O Tigre e o Dragão" e "Herói". Em virtude disto "faltou-lhe um bocadinho assim".
É minha opinião que aqueles que não costumam ver cinema oriental, irão gostar mais de "O Segredo dos Punhais Voadores" do que "Herói". Esta afirmação foi por mim comprovada nas salas de cinema do "Madeira Shopping", um grande centro comercial que existe aqui no Funchal. Desloquei-me a esta estrutura comercial para ver tanto "Herói", como "O Segredo dos Punhais Voadores", obviamente em alturas distintas, atendendo a que os filmes não são contemporãneos. Constatei o seguinte:
Em "Herói" houve pessoas que adoraram o filme, outras entraram numa onda completamente básica que passava por criticar e rir à gargalhada, impedindo com a sua má educação que o restante público pudesse desfrutar e apreciar a película como deve ser. As mais elementares regras da convivência social ensinam que "quem não gosta, não estraga!". E logo "Herói" que é um filme que requer uma certa atenção, por forma a percebermos a sua mensagem. Continuo a dizer que há gente que devia de ser proibida de entrar em certos lugares públicos, incluindo as salas de cinema...
Já em "O Segredo dos Punhais Voadores", a opinião foi mais consensual em sentido positivo. Lembro-me, com um certo agrado, que até lá estavam os pais de um grande amigo meu, sendo do meu conhecimento pessoal que o gosto cinematográfico daquelas pessoas passa mais por filmes tipo "Casablanca" e afins, e no final da exibição estavam francamente satisfeitos. Inclusive, no meu local de trabalho, conhecedores do meu gosto cinematográfico, disseram-me que simplesmente tinham adorado esta longa-metragem.
Quanto a mim, e enquanto apreciador do género, o "Segredo dos Punhais Voadores" está no meu top 10 no que respeita a cinema asiático, mas mantenho a minha convicção que se encontra uns furos abaixo tanto de "Herói" como do "Tigre e do Dragão". No entanto sou forçado a admitir que o enredo é mais atractivo para o público ocidental.
A ver para sentir a sua grande beleza! Tem um cantinho muito especial na minha "DVDteca!
"O violento combate entre Lao e Jin"
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
6:48 da tarde
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Etiquetas: Andy Lau, China, Dandan Song, Hong Kong, Takeshi Kaneshiro, Wuxia, Zhang Yimou, Zhang Ziyi