"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

domingo, outubro 10, 2010

Noriko's Dinner Table/Noriko no shokutaku - 紀子の食卓 (2005)

1

Origem: Japão

Duração aproximada: 159 minutos

Realizador: Sion Sono

Com: Kazue Fukiishi, Tsugumi, Yuriko Yoshitaka, Shiro Namiki, Sanae Miyata, Yoko Mitsuya, Tamae Ando, Ken Mitsuishi, Chihiro Abe, Hanako Onuki, Usumaru Furuya

Noriko

Noriko”

Sinopse

“Noriko Shimabara” (Kazue Fukiishi) é uma adolescente de 17 anos, que se encontra desiludida e frustrada com a sua vida na pequena cidade de Toyokawa. O seu pai “Tetsuzo” (Ken Mitsuishi) construiu uma vida para toda a família, que preza a estabilidade, e por esse motivo monótona. Ele possui um emprego seguro, como repórter-chefe num jornal provinciano. O homem faz questão de colocar “Noriko” e a sua irmã mais nova “Yuka” (Yuriko Yoshitaka) numa escola onde ambas podem se tornar em jovens mulheres, sem preocupações de maior.

Yuka

Yuka”

Acontece que “Noriko”, após travar amizade com uma amiga virtual com o “nickname” “Ueno Station 54”, foge para Tóquio, de forma a poder mudar a sua vida. A jovem acaba por travar conhecimento efectivo com “Ueno Station 54”, que na realidade se chama “Kumiko” (Tsugumi). “Noriko” acaba por ser arrastada para o negócio pouco convencional de “Kumiko”, que se traduz em “aluguer de famílias”. Pessoas que perderam os entes queridos, ou que se encontram afastados dos mesmos, contratam os serviços de “Kumiko” e outros figurantes, de forma a que estes supram as suas carências afectivas. No entanto, um negócio estranho vive lado a lado com a possibilidade de as pessoas se imbuírem de tal forma nos seus papéis, que até a morte pode ter lugar.

Noriko e Kumiko 2

Kumiko e Noriko banhadas em sangue”

Review”

Anunciado como uma prequela do filme de culto “Suicide Club”, “Noriko's Dinner Table” é mais um exercício do realizador japonês Sion Sono acerca dos conflitos geracionais nas famílias contemporâneas, e todos os fenómenos relacionados, incluindo a internet como meio de fuga à solidão, que muitas vezes aqui é definida como sentir-se isolado entre muitos. Na realidade, e relacionando novamente com “Suicide Club”, “Noriko's (...)” temporalmente falando, passa-se num período anterior, durante e mesmo posterior àquele filme. Abrange, pois, um hiato temporal maior. Esta película foi um cliente assíduo de muitos festivais de cinema em todo o mundo, tendo gerado um certo “frisson” no meio.

Como acima foi aflorado, “Noriko's (...)” constitui uma profunda meditação acerca dos laços familiares, o impacto e porventura algum efeito pernicioso da tecnologia na vivência actual e até os problemas de identidade que todos enfrentam em maior ou menor medida. Começando por ser um desfilar de psicologia adolescente, “Noriko's (...)” evolui para um drama existencialista, teorizando acerca das pessoas e as suas frustrações, onde se criam mundos de fantasia. Neste caso em concreto, é-nos dado a observar certos estados marcadamente patológicos, em que homens e mulheres que sangram por dentro, são capazes de pagar para recriar situações que outrora eram-lhes mais caras do que tudo na vida.

Prelúdio de um suicídio colectivo

Suicide Club”

Vivendo sob um signo que muitas vezes aposta na narrativa, os quatro primeiros capítulos da película estão divididos pelos nomes das personagens principais, onde cada uma é actor fulcral na fase do filme que supostamente lhe pertence. São explanados vários pontos de vista, consoante a perspectiva de quem é objecto de análise, que se assemelham naturalmente contraditórios, mas que acabam de certa forma, por se complementarem. O quinto capítulo explode verdadeiramente nos olhos do espectador, chocando-o devido a cenas muito fortes visual e psicologicamente, onde a palavra “violência” assumirá aqui bastante acuidade. Todos nós, em maior ou menor medida, temos a noção que a nossa mente ainda é algo de inexplorado, e a deturpação da mesma poderá levar a consequências nefastas. Sono não se coíbe de explorar esta premissa, e dar-lhe voltas sem conta, não encontrando qualquer tipo de resposta, mas lançando um manancial de sugestões de problemas, parecendo mesmo recrear-se com isso.

Com interpretações muito poderosas e expressivas, “Noriko's (...)” é uma obra que vive sob o espectro de algum surrealismo. Sono, realizador polémico, poeta não apenas do cinema e, segundo muitos, um alcoólico inveterado, destila um ensaio acerca da ruína da família, dos desejos recônditos do ser humano e dos anseios juvenis. Com mensagens visuais muito latentes e uma aura algo sombria, “Noriko's (...)” constitui uma longa-metragem de qualidade, que se aconselha a ver com uma mente aberta, mas muito atenta. Uma coisa é certa, não reunirá consensos.

Muito aconselhável!

Um por-do-sol

Um pôr-do-sol”

imdb 7.2 em 10 (737 votos) em 9 de Outubro de 2010

Outras críticas em português:

  1. Ftofani
  2. Asian Reviews

Avaliação:

Entretenimento – 7

Interpretação – 9

Argumento – 10

Banda-sonora – 7

Guarda-roupa e adereços – 7

Emotividade – 8

Mérito artístico – 9

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8,13

sábado, outubro 09, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Chrissie Chau







Mais informações sobre esta belíssima modelo e actriz de Hong Kong, AQUI.


domingo, outubro 03, 2010

Jeon Woo Chi: The Taoist Wizard/Jeon Woo Chi – 전우치 (2009)

Capa

Origem: Coreia do Sul

Duração aproximada: 136 minutos

Realizador: Choi Dong-hoon

Com: Kang Dong-won, Kim Yoon-seok, Im So-jeong, Yoo Hae-jin, Song Young-chan, Joo Jin-moo, Kim Sang-ho, Seon Woo-seon, Kong Jeong-hwan, Kwon Tae-won, Lee Sook, Baek Yun-shik

Jeon Woo Chi 2

Jeon Woo Chi”

Sinopse

Há 500 anos atrás, na Coreia, em plena dinastia Joseon, “Jeon Woo Chi” (Kang Dong-won), um jovem feiticeiro com laivos de rebeldia, parece estar mais preocupado em perseguir a fama e agir de forma pouco respeitável, do que propriamente ajudar o seu mestre (Baek Yun-shik) a proteger uma flauta sagrada dos temíveis “goblins”. Após o seu mentor ter caído às mãos do feiticeiro maléfico “Hwa-dan” (Kim Yoon-seok), “Woo Chi” e o seu fiel companheiro “Dorangyi” (Yoo Hae-jin) são incriminados injustamente pelo horrível acto e selados magicamente em pinturas pelos deuses taoistas.

In-kyeong

In-kyeong”

Na Seul da actualidade, “Hwa-dan” e os “goblins” procuram a flauta mágica, e temendo o fim do mundo, os deuses taoistas libertam “Woo Chi” e “Dorangyi”, de forma a combater as forças do mal. Infelizmente, 500 anos parecem não ter sido suficientes para que o jovem feiticeiro tivesse alterado seu feitio indisciplinado. Contudo, tudo parece mudar quando “Woo Chi” depara-se com a reincarnação do seu amor de sempre “In-kyeong” (Im So-jeong).

Hwadan 2

O feiticeiro Hwa-dan”

“Review”

Posso começar este breve texto, praticamente com a conclusão: “Jeon Woo Chi (...)” foi uma agradável surpresa, que ajudou a passar muito bem duas horas e pouco nocturnas, em que o cansaço já começava a pesar. Contudo, o filme teve o condão de despertar o ser e a mente, proporcionando momentos de notável entretenimento e emoção a rodos. Trata-se de uma película ideal para os momentos de maior descontracção ou de festividade, não tivesse sido “Jeon Woo Chi (...)”, o campeão de bilheteira na Coreia do Sul, durante o Natal de 2009, com um registo de admissões nas salas de cinema, superior a seis milhões de espectadores.

Apesar de ser marcadamente um “blockbuster” de grande orçamento, esta longa-metragem tem partes distintas, mas muito bem estruturadas e quase igualmente cativantes. Os primeiros 45 minutos passam-se no período da história coreana conhecido como a era (ou dinastia) Joseon. Não se resumindo apenas a uma mera função de enquadramento, aqui temos a oportunidade de nos deparar com um “Woo Chi” arrogante e que só se mete em tropelias, deambulando num mundo mitológico e mágico onde convivem deuses, feiticeiros e seres maléficos como “goblins”. Na segunda parte, temos um “Woo Chi” liberto na actualidade, em que terá de se adaptar ao progresso de 500 anos, mas acima de tudo aprender a abandonar o seu feitio imaturo e rebelde, de forma a poder salvar o mundo. De certa forma, confesso que o feitio de “Woo Chi” e a aura que o rodeia, fez-me lembrar a personagem do jovem e desafiador feiticeiro “Howl”, do filme de Miyazaki “Owl's Moving Castle”.

Ataque dos goblins

Ataque de um goblin que assumiu forma humana”

Como já acima aflorei, esta obra encontra-se dotada de um grande entretenimento. Os efeitos especiais, que ilustram principalmente as lutas travadas entre feiticeiros e também entre estes e “goblins”, estão bem acima da média e proporcionam mesmo momentos visualmente fascinantes. Sendo uma película revestida de muita criatividade e até alguma originalidade, é garantido que aqueles que elegem a fantasia como o seu domínio de eleição, ficarão deslumbrados com o design dos “goblins”, ou então com a variedade de feitiços que são expostos. Tudo acompanhado com um ritmo apreciável e momentos de acção bem conseguidos. No meio, sempre há espaço para felizes momentos de comédia, essencialmente a cargo de “Dorangyi”, o “side kick” de “Woo Chi” e dos três desajeitados deuses taoistas.

Com actuações medianas, mas seguras, “Jeon Woo Chi (...)” é a prova que um filme de massas, não tem necessariamente de ser um exercício oco de superficialidade, mas pelo contrário auxiliado por bastantes aspectos relevantes. Esta longa-metragem reflecte um adequado equilíbrio entre efeitos especiais, personagens interessantes e um argumento aceitável. Pelo exposto, e porque o entretenimento e o cinema “leve”, são também “cinema”, aconselho este “Jeon Woo Chi: The Taoist Wizard” a todos aqueles que abraçam o mitológico e o fantástico, exteriorizado com qualidade. É este o caso.

Goblin

Um dos goblins”

imdb 7.0 em 10 (336 votos) em 2 de Outubro de 2010

Avaliação:

Entretenimento – 9

Interpretação – 7

Argumento – 7

Banda-sonora – 7

Guarda-roupa e adereços – 9

Emotividade – 8

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do "M.A.M.” – 7

Classificação final: 7,75

domingo, setembro 26, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Byeon Jeong-soo








Mais informações sobre esta bela actriz sul-coreana, AQUI.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Cyborg She Aka Cyborg Girl/Boku no kanojo wa saibôgu – 僕の彼女はサイボーグ (2008)

Capa

Origem: Japão

Duração aproximada: 120 minutos

Realizador: Kwak Jae-young

Com: Haruka Ayase, Keisuke Koide, Risa Ai, Kazuko Yoshiyuki, Naoto Takenaka, Fumiyo Kohinata, Masato Ibu, Kenta Kiritani, Kenichi Endo, Rokurô Naya, Hiromasa Taguchi

Cyborg 2

“Ciborgue Modelo Cyberdine 103”

Sinopse

No ano de 2070, um idoso de seu nome “Jiro” (Rokurô Naya), constrói uma ciborgue de modelo “Cyberdyne 103” (Haruka Ayase), de maneira a poder ajudá-lo a enfrentar as suas dificuldades do quotidiano. Tendo obtido um aparelho de viagens no tempo, “Jiro” envia a ciborgue até ao ano de 2007, de maneira a que esta possa evitar o incidente que o deixou debilitado para o resto da vida, e que se reconduziu a um tiroteio num restaurante. Cumprindo com o plano, o organismo cibernético consegue salvar o jovem “Jiro” (Keisuke Koide).

Jiro 2

Jiro”

“Jiro” enceta um relacionamento pouco convencional com a ciborgue, pois apesar da sua natureza, o rapaz acha-a a mulher mais atraente que conheceu na sua inexperiente vida. A felicidade de ambos sofre um duro revés, quando um terramoto massivo atinge Tóquio, e a ciborgue tenta salvar a vida de “Jiro”.

Fuga do terramoto

Em fuga do terramoto”

Review”

Kwak Jae-young, o mestre sul-coreano da comédia romântica, desta vez viaja ao Japão, para impor o seu estilo algo próprio no país do sol nascente, testando a sensibilidade e a capacidade de actores nipónicos para navegarem nos domínios do realizador. Na sequência desta ideia, convém relembrar que os grandes êxitos de Jae-young nos últimos anos, a saber, o magnífico “My Sassy Girl” e o muito aceitável “Windstruck” partiram sempre de premissas semelhantes a nível da construção da trama. As histórias alicerçavam-se em relacionamentos pouco convencionais, para não dizer estranhos, em que as mulheres são dotadas de uma personalidade forte e algo lunática, tendo por contraponto homens dotados de ingenuidade, fragilidade e simples. “Cyborg She” não foge à tradição e até em alguns aspectos exponencia-a mais. De um lado, temos um organismo cibernético feminino, dotado de características sobre-humanas como uma força fora do normal ou uma grande velocidade, que por desconhecimento da época onde vive, age de maneira pouco convencional. Do outro, temos um rapaz de bom coração, solitário, inexperiente, que se vê enredado em situações com as quais tem tremendas dificuldades em lidar.

Apesar de, para quem conhece o trabalho de Jae-young, estar no reino do extremamente previsível, há que reconhecer que o realizador tem uma grande facilidade (para não dizer talento) em mesclar a comédia, o romance e o drama. “Cyborg She” constitui mais um exemplo desta faceta. Apesar de atingirmos algum melodrama forçado, manipulador e desleal para os corações mais sensíveis, a película tem momentos de genuíno drama e boa disposição, a que ninguém conseguirá ficar alheio. Pense-se no retorno de “Jiro” à sua terra-natal, onde cresceu juntamente com a sua suposta avó, e facilmente se apreenderá esta ideia. Perto do seu epílogo, o filme entra mesmo noutros campos que se reconduzem às longas-metragens acerca de desastres naturais, e aqui tanto a acção, como os efeitos, atingem níveis de muito boa qualidade.

Lágrimas 

Lágrimas”

A bela Haruka Ayase deslumbra, embora esta expressão se refira mais à sua grande beleza e “sex appeal” do que propriamente à actuação que mesmo assim se reputa de bastante aceitável. Por sua vez, o actor Keisuke Koide encarna bem o papel do “geek” “Jiro”, conseguindo transmitir ao espectador a imagem requisitada, ou seja, a do perdedor com bom fundo, que ao menos um dia terá direito a algo que muitos parecem obter com relativa facilidade, mas que para ele parece quase impossível: uma rapariga linda, que o aprecie verdadeiramente pelas qualidades que ele detém.

Quem pretende visionar “Cyborg She”, nunca poderá estar à espera de uma obra de antologia, até por que o filme em si não o pretende ser. É certo que já todos vimos algo bastante semelhante antes , e que a única coisa à partida algo inovadora serão os elementos de ficção científica que douram a trama (e daí, se calhar, nem isso). Igualmente, possui um final algo cor-de-rosa e mesmo forçado, mas que tem o seu quê de algo surpreendente, e poderá mesmo fugir ao diapasão mais trágico, comum nos dramas daquelas paragens. Agora, o que é indubitável é que estamos perante um “feel good movie” que, como a designação indica, nos provocará sentimentos positivos e que devemos preservar com persistência. É um filme de Kwak Jae-young, será preciso dizer mais?!

Aconselhável para os incuravelmente românticos! Os outros, também podem dar uma espreitadela!

Lágrimas 2

“A dor”

imdb 6.9 em 10 (990 votos) em 20 de Setembro de 2010

Outras críticas em português:

  1. Cinema ao Sol Nascente

Avaliação:

Entretenimento – 9

Interpretação – 7

Argumento – 7

Banda-sonora – 8

Guarda-roupa e adereços – 8

Emotividade – 9

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 7

Classificação final: 7,88

segunda-feira, setembro 13, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Chermarn Boonyasak Aka Laila Boonyasak








Mais informações sobre esta beleza das terras do Sião, AQUI.


quarta-feira, setembro 08, 2010

Movie On//My Asian Movies - Princesa Mononoke em exibição no Mini Eco Bar - Rua da Alfandega - Funchal - 22h. 30m.

Amanhã exibido por mim, no Mini Eco Bar, Rua da Alfândega, Funchal, pelas 22h. 30m. Estão todos convidados a aparecer, tomar um copo e ver bom cinema ;) .