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terça-feira, março 04, 2008

Ran, os Senhores da Guerra/Ran/Ran - 乱 (1985)

Origem: Japão

Duração: 156 minutos

Realizador: Akira Kurosawa

Com: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Daisuke Ryu, Mieko Harada, Yoshiko Miyazaki, Hisashi Igawa, Peter, Masayuki Yui, Kazuo Kato, Norio Matsui, Mansai Nomura, Hitoshi Ueki

"Hidetora Ichimonji"

Estória

Japão, século XVI. O clã Ichimonji é um dos mais poderosos do país do sol nascente e tem em “Hidetora” (Tatsuya Nakadai), um líder forte e orgulhoso. No entanto, após ter iniciado a sua sede de conquista 50 anos antes, “Hidetora”, agora com a respeitável idade de 70 anos, sente que é altura de passar a liderança a alguém mais jovem.

Reunido com os seus três filhos, “Hidetora” decide atribuir a liderança do clã ao descendente mais velho chamado “Taro” (Akira Terao). Os restantes irmãos “Jiro” (Jinpachi Nezu) e “Saburo” (Daisuke Ryu) ficam com castelos, controlando regiões menores e devendo obediência ao mais velho. O filho mais novo “Saburo” acha o plano do pai imprevidente e tem uma violenta discussão com ele, acabando por ser banido do clã e acolhido pelo nobre vizinho “Nobuhiro Fujimaki” (Hitoshi Ueki).

"A dama Kaede"

Efectuadas as partilhas necessárias, o velho “Hidetora” vai viver no castelo principal, onde “Taro” governa o clã Ichimonji. No entanto, “Kaede” (Mieko Harada), a esposa de “Taro”, manipula com destreza a mente fraca do marido, e este começa a desprezar a presença do pai. Ofendido, “Hidetora” decide ir viver para o castelo do segundo filho “Jiro”. Este, no entanto, igualmente declina a companhia do pai. Despeitado ao ponto máximo, o antigo líder do clã, resolve ocupar o terceiro castelo que se encontra vazio devido ao banimento de “Saburo”.

Mais uma vez influenciado pela perfídia de “Kaede”, “Taro” declara o pai insano e ataca o castelo conjuntamente com o seu irmão, derrotando os 30 bravos guerreiros que escoltavam “Hidetora” e que constituíam a sua guarda pessoal. Contudo, é morto no decurso do combate, por instigação do seu irmão “Jiro”, que assume agora a liderança dos Ichimonji.

O velho sobrevive, e deambula como um louco pelos campos, acompanhado apenas do bobo da corte “Kyoami” (Peter). O infortúnio de “Hidetora”, chega ao conhecimento do filho renegado “Saburo”, e este invade o território dos Ichimonji, tendo em vista salvar o pai. Uma batalha sangrenta espreita, e o futuro do clã será decidido definitivamente.

"Hidetora sai do 3º castelo em chamas, sob o olhar dos exércitos dos filhos Taro e Jiro"

"Review"

Para mim é bastante difícil falar ou escrever algo sobre “Ran, os Senhores da Guerra”, doravante designado abreviadamente e com muito carinho, simplesmente por “Ran”. O que é que significa este filme para a minha pessoa? Várias coisas, que se tornam impossíveis de descrever num pequeno texto. Pelo exposto, tentarei ser o mais objectivo que as minhas parcas faculdades permitirem.

Em 1º lugar, “Ran” é um dos grandes responsáveis por hoje em dia eu alimentar este pequeno blogue chamado “My Asian Movies”. As memórias perdem-se no tempo, quando tento relembrar a 1ª vez que tomei contacto com este filme. No ano em que “Ran” viu a luz do dia, eu tinha a singela idade de 7, 8 anos. Tendo em conta que na Madeira, estas películas, à semelhança do que acontece hoje em dia, muito raramente estreiam, pus de parte a hipótese “sala de cinema”. No entanto, com alguma nostalgia, comecei a pensar nos gloriosos ciclos da sétima arte que a Câmara Municipal do Funchal levava a efeito há bastantes anos atrás. Nessa altura, adorava que os meus pais me levassem ao nobre teatro Baltazar Dias a ver filmes que, devido à minha meninice, quase nunca entendia. Não sei porquê, mas ligo “Ran” a esses tempos. Pesquisei, e não encontrei nenhuma referência à exibição desta longa-metragem, na citada sala de espectáculos. Se alguma alma caridosa tiver ideia de alguma relação de “Ran” com esta minha impressão pessoal, não se acanhe e dê um passo em frente! Talvez tenha sido imaginação minha, e o VHS tenha operado o milagre naqueles tempos.

Perdoem-me o devaneio. Vamos ao que interessa!

Os mais informados acerca da vida e dos gostos do mítico Kurosawa, saberão que o realizador japonês teve alguma predilecção pelas tragédias shakesperianas, que em muito inspiraram os argumentos dos seus filmes. No que toca a “Ran” esse aspecto veio ao de cima, pois a película colhe muito da tragédia do dramaturgo de Stratford – upon – Avon, denominada “King Lear”, mesclada com a lenda japonesa do daymio Mori Motonari. O resultado é, à falta de adjectivo melhor, brilhante! Uma estória pujante, com personagens extremamente cuidadas, dotadas de personalidades bem construídas, que nos fascinam pela expressão da sua natureza humana e falível.

Intimamente ligadas à magnificência do argumento, surgem as grandiosas actuações dos actores do filme, com uma natural primazia para Tatsuya Nakadai, que dá vida ao senhor da guerra “Hidetora Ichimonji”. Meu Deus, que interpretação! É praticamente do outro mundo, assistir a transfiguração de um “Hidetora” habituado a comandar e a ser obedecido, como qualquer outro nobre do Japão feudal, em um homem insano devido às agruras da vida, que neste caso se reconduzem à traição de dois dos seus filhos. Nakadai parece um fantasma que desfila as suas frustações e pesadelos pelo ecrã, e nos impressiona vivamente com a loucura pessoal trágica, mas bastante significativa. Quando as coisas correm mal, normalmente o passado volta para perseguir-nos impiedosamente, e os chamados “skeletons in the closet” emergem quão vilões sanguinários. “Hidetora” foi implacável ao longo da sua vida, atendendo ao seu percurso como senhor da guerra. O presente agora vem cobrar a retribuição. Outro carácter fascinante, e que porventura merecerá algum destaque em relação aos demais, será “Kaede”, interpretada pela actriz Mieko Harada. O perfil da mulher que a todos manipula e que empurra os homens para a perdição, usando uma astúcia fora do comum, não será propriamente uma novidade nos filmes de Kurosawa. Pessoalmente, fiz bastantes analogias de “Kaede”, com a personagem “Asaji”, presente em “O Trono de Sangue”, e interpretada à altura por Isuzu Yamada. Ambas as mulheres são extremamente manipuladoras, e conseguem levar a cabo os seus propósitos pessoais. Entendo que com “Kaede”, Kurosawa foi mais longe e mostrou uma verdadeira “raposa de nove caudas”, expressão usada por Kurogane, o experiente general de “Jiro”. A representação, segundo dizem, é bastante influenciada pelo teatro Noh japonês. Se assim o é de facto, tenho de começar a virar baterias para esta forma de actuação, pois observando Tatsuya Nakadai e Mieko Harada nas suas brilhantes “performances”, o interesse é sobejamente despertado. Eu desejei seriamente que ambos morressem durante o filme, um em nome do sofrimento, a outra relativamente à repulsa que me causava!

"O insano Hidetora fita os céus, acompanhado do bobo Kyoami"

Com um orçamento que à época rondou os 12 milhões de dólares, “Ran” é um luxo visual, que nos deslumbra em cada cena. Tendo sido o trabalho mais oneroso de Kurosawa, do ponto de vista financeiro, é notório onde o dinheiro foi gasto. Falemos de números. 1400 armaduras fabricadas, 200 cavalos (alguns importados dos E.U.A.), filmagens em locais emblemáticos do Japão, tanto do ponto de vista natural, como arquitectónico de que são exemplo as fortalezas de Kumamoto, Himeji e Azusa. Verdadeiramente impressionante são os 1,5 milhões de dólares gastos na construção do denominado 3º castelo que é incendiado, do qual “Hidetora” sai num torpor lancinante, dando origem a uma das cenas mais emblemáticas da película. Apesar do vasto orçamento para a época, poderíamos estar perante um “flop” monumental, que faria arrancar os cabelos! Com Kurosawa, isso é impossível de acontecer! Deêm-lhe as armas (de preferência “katanas”) e o “grande homem” maximiza resultados ao máximo!!!

Como se poderia eventualmente fazer crer, não se espere um filme impregnado de batalhas épicas, pois essencialmente só existem duas que não ocuparão em conjunto mais do que uns 35, 40 minutos da longa-metragem. No entanto, quando os combates acontecem, é a dureza, realismo e violência do costume! O sadismo é elevado, e até pensamos que as paredes de casa ficavam muito bem pintadas de sangue (o trocadilho refere-se à morte de uma personagem da película)...

O texto já vai longo...importa agora concluir.

Na incomparável cinematografia do mítico Kurosawa, torna-se bastante complicado tomar partidos. A maior parte, eventualmente, será da opinião que o espectacular “Sete Samurais” será a sua obra mais emblemática. Outros preferirão a abordagem de “Rashomôn”, “Trono de Sangue”, “Fortaleza Escondida”, “Yojimbo” ou até “Kagemusha”. Aqueles que acham que a cinematografia do mestre japonês não pode ficar reduzida ao “chambara” (e muito bem), pugnarão, a título meramente exemplificativo, por “Ikiru” ou “Cão Danado”. No meio de tantas pérolas cinematográficas, opto por esta despedida do realizador japonês quanto aos épicos inesquecíveis. Embora não gostasse de ser um “senhor da guerra”, sempre me imaginei como um “Saburo” que apesar das discordâncias, anseia sempre por fazer justiça e retornar para aqueles que mais ama. Mesmo que o futuro seja envolto em tragédia... Afinal, e como diz “Kyoami”, o bobo de “Hidetora”, “num mundo de loucos, só os loucos são sãos...”. Eu acrescentaria, “e os sonhadores também!”

Nomeado para 4 óscars, entre os quais o de melhor realizador, viria injustamente apenas a vencer um (melhor guarda-roupa). Salva-se o “Globo de Ouro” para melhor filme estrangeiro, um César e mais duas mãos cheias de prémios em vários certames. Um dos grandes momentos do cinema mundial merecia, mesmo assim, muito mais!

"O exército de Jiro cavalga para a batalha"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 10

Argumento - 10

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 10

Emotividade - 9

Mérito artístico - 10

Gosto pessoal do "M.A.M." - 9

Classificação final: 9,13







quinta-feira, abril 26, 2007

Kagemusha, a Sombra do Guerreiro Aka O Sósia/Kagemusha, the Shadow Warrior/ Kagemusha - 影武者 (1980)

Origem: Japão

Duração: 152 minutos

Realizador: Akira Kurosawa

Com: Tatsuya Nakadai, Tsutomu Yamazaki, Kenichi Hagiwara, Jinpachi Nezu, Hideji Otaki, Daisuke Ryu, Masayuki Yui, Kaori Momoi, Mitsuko Baisho, Hideo Murota, Takayuki Shiho, Koji Shimizu, Noburo Shimizu, Sen Yamamoto, Shuhei Sugimori

"Lorde Shingen, o irmão e o sósia"

Estória

No último quartel do século XVI, a família mais poderosa do Japão é o clã Takeda, liderado pelo carismático e poderoso “Takeda Shingen”. “Kagemusha” é um pobre ladrão, que é apanhado a roubar umas moedas, e em consequência do seu acto, condenado à morte através de crucificação. A sua sorte muda quando “Nobukado”, o irmão de “Takeda Shingen” se apercebe da grande parecença que o delinquente tem com o chefe do clã Takeda e, em virtude disto, apresenta-o ao mesmo. “Shingen” acha que “Kagemusha” poderá ser-lhe útil como sósia em certas ocasiões, decidindo perdoar-lhe o crime e mantê-lo por perto.

Durante um cerco ao castelo do senhor rival “Tokugawa Ieyasu”, líder do clã Tokugawa, “Shingen” é ferido com grande gravidade e morre pouco tempo depois. O seu desejo final foi que a morte se mantivesse secreta durante 3 anos, em ordem a que a sua presença mantivesse os inimigos em respeito. Por lealdade ao seu senhor, o irmão “Nobukado”, conjuntamente com os principais generais e conselheiros do clã, armam um plano que passa por “Kagemusha” substituir o falecido “Shingen”.

A “performance” de “Kagemusha” é bastante convincente, conseguindo enganar tudo e todos, inclusive o neto e as concubinas, para além dos espiões dos Tokugawa e do seu aliado “Oda Nobunaga”, que andavam desconfiados que “Shingen” tinha falecido.

"O Exército do clã Takeda marcha sobre uma paisagem magnífica"

Depois de liderar com sucesso o clã Takeda na batalha de Takatenjin, “Kagemusha” ganha um excesso de confiança, e tenta montar o cavalo de “Shingen”, que apenas permitia ser conduzido pelo seu verdadeiro dono. Tendo falhado neste propósito, o embuste é descoberto e “Kagemusha” expulso do seio do clã, tendo a chefia deste sido assumida pelo filho de “Shingen”, chamado “Katsuyori”.

“Katsuyori” que sempre tinha vivido na sombra do pai, tenta ficar envolto em glória, liderando o poderoso exército dos Takeda contra “Oda Nobunaga”, que controla a capital Quioto, resultando daqui a batalha de Nagashino. “Kagemusha”, meio enlouquecido, assiste e teima fazer parte no combate que decidirá o destino dos Takeda.

"O exército do clã Takeda resplandece debaixo do pôr-do-sol"

"Review"

À partida quando estamos perante um filme da autoria de Akira Kurosawa, e ainda para mais sendo o mesmo um épico “Chambara”, daqueles a que o conceituado mestre japonês tanto nos habituou, só poderemos esperar uma película envolta numa magnificência total e sem praticamente defeito de relevo que se aponte.

Os eventos passados em “Kagemusha” (que literalmente significa guerreiro-sombra), embora de certa forma romanceados e ficcionados, contêm um certo fundamento histórico, pois o senhor “Takeda Shingen” é baseado na figura real de Daimyo Takeda Shingen, um poderoso senhor feudal que tentou obter a supremacia total no reino nipónico. A batalha de Nagashino, igualmente aconteceu, tratando-se de um confronto ocorrido em 1575, embora não com as consequências representadas na película.

Na análise da equipa que trouxe “Kagemusha” à luz do dia e ao branco das telas, chama à atenção o facto de constarem nos créditos da versão internacional do filme, como produtores, outros dois nomes consagradíssimos da sétima arte: Francis Ford Coppola e George Lucas. Tal se deve ao facto de o orçamento para a rodagem de “Kagemusha”, ter sido excedido, e por esse mesmo motivo, os estúdios “Toho” ficaram com falta de capacidade financeira para a conclusão do filme. Coppola e Lucas, sendo admiradores confessos do trabalho de Akira Kurosawa, convenceram a “20th. Century Fox” a subsidiar o remanescente do filme, tendo obtido em troca os direitos para a distribuição internacional da película.

“Kagemusha” é olhado por alguns como uma preparação para outro épico samurai que Kurosawa viria a realizar 5 anos depois, intitulado “Ran – Os Senhores da Guerra”. Não cabe aqui tomar posição sobre este aspecto, embora se adiante que ambos os filmes têm alguns pontos de contacto, sendo no entanto películas diferentes. Apenas posso adiantar que a minha preferência vai para “Ran”, mas não me choca absolutamente nada que outros prefiram “Kagemusha”. Ambos são obras que merecem todoo respeito e consideração.

Quando visionamos “Kagemusha”, e conhecendo um pouco da biografia de Kurosawa, apercebemo-nos logo que o realizador japonês com certeza teve uma vida muito ligada à escrita e à pintura, tal é o intrincado, mas brilhante enredo presente, assim como os momentos verdadeiramente de sonho no que toca à fotografia.

"O significativo sonho de Kagemusha"

O ladrão sósia de “Shingen” (grande interpretação de Tatsuya Nakadai) recolhe quase de imediato a nossa simpatia, quando deparamo-nos com a dificuldade e estranheza que o mesmo sente em personificar um homem com quem não tem nada em comum, a não ser a aparência. Um é o senhor mais poderoso do Japão, rivalizando com o próprio imperador; o outro, um pobre ladrão. “Shingen” possui uma personalidade forte e destemida, própria de um nobre que sabe o que vale, de onde vem e para onde vai; “Kagemusha” (chamemo-lo assim, porque na realidade nunca sabemos o verdadeiro nome da personagem ao longo do filme), é quase um animal assustado, que não faz a mínima ideia de como um membro da nobreza se deve comportar. O chefe guerreiro é uma “pedra inamovível” (expressão que faz parte do estandarte dos Takeda); o outro, uma pedra rolante (nada de confusões com a expressão “Rolling Stone”, nem os significados comummente decorrentes).

Falar de Kurosawa, significa falar de pormenores. Em “Kagemusha” eles estão lá todos. Pense-se no orgulhoso exército Takeda a marchar numa praia, com um mar revolto e ao mesmo tempo um brilhante arco-iris que pontifica no céu. Reflicta-se acerca do mesmo corpo guerreiro, orgulhosamente espraiando-se numa planície, com o pôr-do-sol a emanar a luz que verdadeiramente pinta as armaduras dos samurais com um brilho esplendoroso. Interiorize-se a chocante imagem do cavalo moribundo, no remanescente da batalha de Nagashino. Mas acima de tudo, deleitemo-nos vezes sem conta, com a carga solitária de “Kagemusha”, contra o exército de Nobunaga, elevando a honra de um clã que nunca foi seu, e a sua última viagem feita no rio, talvez para um lugar melhor, passando lentamente ao pé do estandarte caído dos Takeda.

Se críticas negativas há a fazer a “Kagemusha”, será talvez o facto de não possuir o “pace” de “Sete Samurais” ou “Ran - os Senhores da Guerra”, mas tal só vem ao de cima por estarmos a falar de Kurosawa, um verdadeiro génio da sétima arte, fazendo com que na relação das suas obras umas com as outras, se possa tomar partidos. Quando se trata da comparação dos seus filmes, com os de outros autores, inevitavelmente o realizador nipónico levará na maior parte das vezes vantagem.

Vencedor da Palma de Ouro do festival de Cannes – edição de 1980, "ex-aequo" com "All That Jazz", é uma obra obrigatória para qualquer cinéfilo que se preze.

"O delírio final"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Tempore, Cinedrio, Paixões e Desejos

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 9

Argumento - 9

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 9

Emotividade - 8

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,38