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quarta-feira, abril 23, 2008

Final Fantasy VII - Advent Children/Fainaru Fantaji Sebun Adobento Chirudoren - ファイナルファンタジーVII アドベントチルドレン (2005)

Origem: Japão

Duração: 101 minutos

Realizador: Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue

Vozes das personagens principais (versão japonesa): Takahiro Sakurai (Cloud), Ayumi Ito (Tifa), Shotaro Morikubo (Kadaj), Toshiyuki Morikawa (Sephirot), Tôru Okawa (Shinra), Miyuu Tsuzuhara (Marlene), Maaya Sakamoto (Aerith), Keiji Fujiwara (Reno), Taiten Kusunoki (Rude), Yûji Kishi (Yazoo), Kenji Nomura (Loz), Shougo Suzuki (Vincent), Masahiro Kobayashi (Barret), Kazuyuki Yama (Cid)

"Cloud"

Sinopse

Dois anos após os eventos de “Final Fantasy VII” (o jogo), os sobreviventes de “Midgar” começaram a construir uma nova cidade chamada “Edge”. No entanto, a vida da comunidade encontra-se permanentemente ameaçada por uma doença a quem dão o nome de “geoestigma”. “Cloud”, um ex-soldado da empresa “Shinra”, após uma árdua e épica batalha com “Sephirot”, dedica-se a um negócio de entrega de bens.

Depois de ser atacado por três estranhos, “Cloud” é contactado pelo seu antigo patrão “Shinra”, que tenta recrutá-lo para pôr cobro ao caos que “Kadaj” pretende lançar no mundo. Vem-se a revelar que “Kadaj” é um dos três atacantes, sendo os restantes os seus irmãos “Yazoo” e “Loz”. O trio pretende encontrar o ser a quem chamam “mãe”, que acaba por ser “Jenova”, um ente extra-terrestre, que se julga ser responsável pelo “geoestigma”.

"Sephirot"

Quando os irmãos finalmente conseguem encontrar o remanescente de “Jenova”, “Cloud” e os seus aliados, onde se inclui o seu amor “Tifa”, descobrem que o reavivar de “Sephirot” está perto, o que pode significar o fim do planeta.

“Cloud” parte para o combate final e prepara-se para enfrentar a batalha de uma vida!


"Tifa"

"Review"

“Final Fantasy VII – Advent Children” (doravante apenas F.F. VII) inicialmente foi pensado para ser um videojogo, mais propriamente uma sequela ao aclamado “Final Fantasy VII” de 1997, que pelo o que eu percebi, tem uma considerável legião de fãs. Conheço bem a sensação, pois das raras vezes que tenho algum tempo para me dedicar a videojogos, os “rpg's” normalmente colhem a minha preferência. Kazushige Nojima, o autor do argumento, invocou diversos factores que impediram a passagem para videojogo, e a ideia do filme venceu. Em boa hora assim sucedeu!

A aura de videojogo permaneceu na película. Julgo que tal facto é inegável. No entanto, ao contrário do que muitos poderiam esperar, o resultado foi francamente maravilhoso. “F.F. VII” é um claro candidato a ser uma das peças de animação, visualmente mais apelativas e maravilhosas de sempre! Design das personagens extremamente “cool” e bonito; paisagens com um certo pendor apocalíptico, mas dignas de constar num repertório de arte; armas de uma imaginação profícua e criatividade imensa (o que eu não dava para possuir uma colecção de sabres como “Cloud”) ; o uso das cores e tons é de suspirar e chorar por mais! Existem cenas extremamente realistas, que nos fazem questionar se um dia, de facto, não será possível realizar um filme inteiramente sem personagens de carne e osso, mas fazendo parecer com que as mesmas estejam lá. A dificuldade seria com certeza transmitir a alma que só uma pessoa pode dar, e que julgo, salvo melhor opinião, as imagens geradas por computador ainda não estão aptas a substituir. Seria com certeza um resultado nefasto para o cinema, criando um desemprego evidente no meio artístico da representação. Mas como dizia o outro, “estes romanos são loucos”, ou melhor, “estes japoneses são loucos”. Como todos sabemos, o ser humano é um animal que está em permanente evolução e dinâmica. A época vai chegar, mais cedo ou mais tarde. Isso é certo. Mesmo assim, em “F.F. VII”, a dinâmica das personagens é brilhante, e até pormenores como o movimento dos cabelos (nota: com cortes incomuns, mas fenomenais. É pena um gajo não poder fazer aquilo, senão era despedido!), ou as expressões faciais estão simplesmente deslumbrantes!

Tifa Vs. Loz"

E que dizer da acção? Um portento, nada mais, nada menos! As cenas de luta são um “must” inesquecível, que fazem com que não consigamos despegar os olhos do ecrã um segundo que seja! Sumariamente: golpes fenomenais, perseguições de outro mundo e duelos de espada frenéticos. A maneira, ou melhor, a forma como estes aspectos são apresentados só é possível mesmo com recurso ao CGI. O manancial de combates é sempre efectuado a um altíssimo nível, pelo que torna-se complicado fazer escolhas quanto ao melhor momento do filme neste particular. Pessoalmente elejo a luta entre “Tifa” e “Loz” no lar de “Cloud”, uma igreja em escombros, como o suprasumo. Mas as escolhas possíveis são tantas, que não chocará minimamente que outros prefiram os supersónicos duelos de estrada, ou a titânica batalha final entre “Cloud” e um “Sephirot” renascido. Assim como acima foi referido que “F.F. VII” era um claro candidato a um dos mais belos produtos de animação, a mesma ideia poderá ser veiculada no que concerne ao aspecto mais lúdico e movimentado que ora se retrata.

Se algum defeito de maior poderá ser apontado, é o facto de aqueles que não estão familiarizados com o jogo de computador, sentirem dificuldades em perceber o enredo. Na sequência disto, muitas vezes o argumento poderá parecer de certa forma ilógico, ou até mesmo incompreensível. Afinal, “F.F. VII” foi uma película realizada sobretudo para os fãs da conhecida saga de videojogos, constituindo esta a sua potencial e principal fragilidade. Aqueles com certeza terão uma grande vantagem em reconhecer e compreender aspectos desta animação, que mais nenhum de nós perceberá se não fizer algum tipo de pesquisa. Na sequência desta ideia, é importante frisar que eu praticamente nunca joguei o “Final Fantasy” na minha vida. Contudo, e tentando dar uma visão o mais desapaixonada possível, asseguro-vos que tal facto não me impediu de ficar maravilhado com esta pérola da animação!

Uma excelente proposta, que tem momentos de parar o trânsito!

"Vincent Valentine prepara-se para combater"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Omolete, Cine Players (Tony Pugliese), Cine Players (Flávio Augusto), Rodrigo Flausino, Portal Cinema, Saindo da Matrix, Cine-Asia, Axasteoquê

Avaliação:

Entretenimento - 9

Animação - 10

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Emotividade - 9

Mérito artístico - 10

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,57






8 comentários:

blueminerva disse...

Ontem à noite passou na RTP a tarde e mais horas Infiltrados. Reconheci o actor Tony Leung e resolvi ver o filme. Vi a primeira parte e no intervalo pesquisei alguma informação do filme. Para meu espanto, apercebi-me que estava a ver a Infiltrados III. Ou seja, a RTP entendeu começar pelo fim. Naturalmente que não vi mais nada, porque era provável não perceber bem a história uma vez que nunca vi Infiltrados nem Infiltrados II. E anda assim a programação do canal público.
Um beijo

Berdades disse...

Caro amigo, para quando um filme chinês sobre a revolução dos cravos?
Um abraço amigo

Shinobi disse...

blueminerva: pois é cara amiga, são estas e outras incongruências que fazem com que o serviço público de televisão deixe muito a desejar (por vezes). As estórias dos 3 infiltrados estão relacionadas, embora assumam um princípio, meio e fim. O melhoré sem dúvida o primeiro filme, embora os outros também tenham uma boa qualidade.

Beijinho!

Shinobi disse...

Caro amigo Berdades,

estava-se mesmo a ver no que ia dar :) ! O Salgueiro Maia a voar por todo o lado e dar cabo dos fascistas com saraivadas de G3, lolol!

Grande abraço!

sp disse...

Completo, informativo e inteligente!
Gostei muito e prometo voltar...

Shinobi disse...

Olá sp!

Fico extremamente contente que este espaço tenha sido do teu agrado!

Volta sempre, pois todos são bem-vindos!

Abraço!

Nuno disse...

Jorge,

Só posso dizer que foi um dos melhores filmes de animação que vi na minha vida...e com isto está tudo dito.
Mais uma análise que eu assinaria por baixo, fantástica.

Um abraço amigo

Shinobi disse...

Adorei o filme Nuno! Tem momentos de tirar a respiração!

Grande abraço!