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quarta-feira, abril 26, 2006

Ong-Bak, o Guerreiro/Ong-Bak: Muay Thai Warrior (2003)

Origem: Tailândia

Duração: 101 minutos

Realizador: Prachya Pinkaew

Com: Tony Jaa, Petchtai Wongkamlao, Pumwaree Yodkamol, Suchao Pongwilai, Chumphorn Thepphithak, Wannakit Sirioput

"Ting ora a Buda antes de combater"

Estória

Quando uma cabeça de buda chamada "Ong-Bak" é furtada de uma pobre aldeia rural da Tailândia, os habitantes entram em desespero, e todos os males são previstos, em especial para as colheitas agrícolas.

"Ting" (Tony Jaa) é o melhor lutador da aldeia e por essa razão é incumbido de procurar "Don", o sujeito que desviou "Ong-Bak", em Bangkok, e fazer todos os esforços para recuperar o artefacto e salvar a povoação.

"O senhor do crime com a cabeça de Ong Bak que Ting tanto anseia recuperar"

Quando "Ting" chega a Bangkok, depara-se desde logo com uma realidade que lhe é completamente estranha, pois não está nada habituado ao bulício da grande cidade. Conforme instruções recebidas na aldeia, procura "Humlae" um conterrâneo de "Ting" que partiu há muitos anos e que actualmente é um degenerado larápio citadino, com problemas de jogo e dívidas.

Juntos tudo farão para reaver "Ong-Bak", inclusive lutar contra os maiores criminosos de uma das mais impressionantes metrópoles do mundo!

"O incrível estilo de combate de Tony Jaa"

"Review"

Tenho que reconhecer que "Ong-Bak" não faz muito o meu género de filme, mas tendo um "blog" cujo conteúdo é exclusivamente sobre o cinema oriental e não aludir a esta película é quase um crime, atendendo ao impacto que criou, marcando uma nova era para o cinema de artes marciais.

Quando "Ong-Bak" estreou por todo o mundo, gerou uma enorme sensação nos amantes dos filmes de acção, nascendo uma nova estrela chamada Panon Yeerun, ou como é mais conhecido, Tony Jaa.

Quem quiser ver este filme, não tem que se preocupar com o enredo, pois é muito básico e não tem nada de transcendente. Aqui não se pretende fazer filosofia ou demonstrar excelentes capacidades interpretativas. Unicamente visa-se partir cabeças, pernas, braços e tudo o que estiver mais à mão!

Jaa possui umas capacidades quase sobre-humanas no domínio das artes marciais. Existem cenas para todos os gostos e feitios, em que este actor (?), ou melhor dizendo, um verdadeiro exterminador, desfila os seus dotes, dando umas valentes "cacetadas" em tudo e todos que ousam atravessar no seu caminho. Ninguém me diga que não houve dentes partidos, maleitas e escoriações nas cenas de acção deste filme. Eu não acredito, tal é o realismo presente, com Jaa a distribuir um rol impressionante de joelhadas e cotoveladas nos restantes intervenientes do filme, que têm o azar de estarem a fazer o papel de vilões da estória. Cumpre dizer que o principal protagonista não usa duplos, e meus amigos existem cenas de ficarmos com os olhos arregalados e perguntarmos "Será que isto é possível?". É, e Tony Jaa demonstra-o na máxima plenitude e força!

"Acrobacia quase impossível!!!"

Este filme tem algum pendor de afirmação nacionalista como podemos ver nas cenas do bar em que "Ting" "rebenta" literalmente com um americano, um birmanês (o país agora chama-se Myianmar, portanto "Myianmarês", "...marense", "...marenho???) e particularmente um australiano que começa a bater num tailandês, arrependo-se amargamente desta atitude e de que maneira!

"Ong-Bak" foca igualmente as assimetrias existentes na Tailândia e o seu reflexo na população. De um lado, temos a aldeia praticamente terceiro-mundista de "Ting", muito pobre, supersticiosa e com uma economia essencialmente agrícola. No campo completamente oposto, deparamo-nos com Bangkok, uma cidade gigantesca, com cerca de dez milhões de habitantes, onde convivem o vício e a contemporaneidade. Para quem não sabe, esta cidade é, segundo relatórios da ONU, a capital mundial da prostituição, estimando-se que 15% da sua população (!) esteja directa ou indirectamente ligada àquele ramo. Ora tudo isto é incompatível com o carácter ingénuo e honrado de "Ting" e só serve para adensar ainda mais o conflito.

"Ong-Bak" é acima de tudo um filme honesto e redentor, ideal para vermos naqueles dias em que não estamos com cabeça ou paciência para pensar muito. Tem o grande mérito de internacionalizar verdadeiramente o cinema tailandês, e provar que o cinema asiático não é propriedade exclusiva de um sexteto composto pela China, Hong Kong, Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Índia.

"Sem palavras...simplesmente fenomenal!"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinedie Asia, Cine Players, Zeta Filmes, C7nema, Cinema ao Sol Nascente

Avaliação:

Entretenimento - 10

Interpretação - 5

Argumento - 6

Guarda-Roupa e adereços - 5

Banda-sonora - 6

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 6

Classificação final: 7











3 comentários:

Sérgio Freitas disse...

Agora diz lá a verdade...!!! o verdadeiro problema deste filme é não ter uma Zhang Zi Yi !!!

annabel lee disse...

Claro que não é um filme para se ficar fascinado com a complexidade do enredo, mas acho que serve o seu propósito: deliciar os fãs de artes marciais com a performance (e não 'representação') simplesmente brilhante de Tony Jaa!

Shinobi disse...

Estou completamente de acordo com o teu pensamento, annabel!

Tony Jaa padece, à primeira vista, de capacidades de representação, embora tenha de se admitir que os filmes para os quais é solicitado não dão para muito mais...

Quanto à "performance" no âmbito das artes marciais, é claramente inquestionável que Jaa actualmente é o top!

Cumps,