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quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Sad Movie/Sae-deu Moo-bi – 새드무비 (2005)

Capa

Origem: Coreia do Sul

Duração aproximada: 108 minutos

Realizador: Kwon Jong-kwan

Com: Jung Woo-sung, Im So-jeong, Cha Tae-hyun, Yum Jung-ah, Sin Min-a, Son Tae-yeong, Lee Ki-woo, Yeo Jin-gu, Kim Seung-cheol

Ahn Su-jeong

Ahn Su-jeong”

Sinopse

“Jin-woo” (Jung Woo-sung), um bombeiro com um sentido de dever muito apurado, mantém uma relação com “So-jeong” (Im So-jeong), uma intérprete para surdos-mudos, que trabalha num canal televisivo. O amor entre os dois é muito forte, e tudo indica que o casal está apto a dar o passo seguinte, ou seja, o casamento. Contudo, a perigosa profissão do rapaz, funciona como um inibidor para ambos, devido às constantes preocupações de “So-jeong” com os riscos que “Jin-woo” corre. “So-jeong” vive com a sua irmã “So-eun” (Sin Min-a). Apesar de “So-eun” apoiar imenso o relacionamento da irmã, possui igualmente os seus problemas amorosos. Ela trabalha num parque de diversões, e apaixona-se por um jovem pintor que passa por lá o dia. O problema é que “So-eun” é uma surda-muda, com uma proeminente cicatriz na face. Estas suas debilidades fazem com que a rapariga seja incapaz de se aproximar da sua paixão, sem que esteja indumentada com o seu fato pouco convencional de Branca de Neve.

Uma flor no parque

“So-eum, escondida por trás do fato, recebe uma flor da sua paixão”

Paralelamente, tomamos contacto com “Ju-yung” (Yum Jung-ah), uma mãe que devido ao seu trabalho, não presta a atenção que devia ao seu filho, o pequeno “Hui-chan” (Yeo Jin-gu). As coisas mudam quando “Ju-yung” é internada no hospital devido a um cancro. Durante a permanência de “Ju-yung” no hospital, “Hui-chan” descobre os diários da mãe e conhece a verdade acerca da sua concepção, nascimento e os primeiros anos. Uma ligação forte nasce finalmente entre mãe e filho. Numa noite num parque, “Hui-chan” quando se lamentava da sorte da progenitora, trava conhecimento com “Ha-seok” (Cha Tae-hyun), um homem desempregado que ganha algum dinheiro servindo de saco de boxe para lutadores locais. “Ha-seok” namora com “Suk-hyun” (Son Tae-yong), e esta já se encontra farta de o companheiro não arranjar um emprego estável, tanto que acaba por deixá-lo. Após convencer a namorada a lhe conferir uma nova oportunidade, “Ha-seok” arranja um trabalho pouco convencional. Cria uma agência de separações, cujo função é transmitir mensagens de homens e mulheres que querem acabar as relações com os seus companheiros.

Beijo

“Jin-woo e So-jeong beijam-se apaixonadamente”

Review”

A sinopse acima é longa, facto pelo qual o subscritor deste texto se penitencia por uma eventual falta de capacidade de síntese, mas não é fácil resumir um argumento que possui quatro histórias distintas no mesmo filme que, a certa altura se interligam, mas de uma forma muito ténue. Com um elenco composto de muitas estrelas do espectro cinematográfico sul-coreano, “Sad Movie” é uma película que, ao contrário do que o seu título possa indiciar, não é uma viagem constante de dor e lágrimas. A parte mais melodramática, está sem dúvida alguma reservada para os minutos finais, e aí podemos referir com propriedade que o epíteto desta longa-metragem encontra-se preenchido.

Embora com momentos algo imaginativos, a análise da trama de “Sad Movie” poder-se-ia ater basicamente a estarmos presentes perante personagens que colhem a nossa simpatia, detendo as mesmas problemas relacionados com o jogo de sentimentos e que a certa altura parecem estar no bom caminho para resolve-los. Depois de criar esta sensação no espectador, tudo é deitado por terra, em alguns casos de uma forma brutal. Apesar de possuir algumas características que associamos ao verdadeiro subgénero do “K-Drama”, “Sad Movie” envereda mais pela comédia romântica em grande parte do seu trajecto, o que só vem potenciar mais o efeito dramático final. As diversas situações com que nos deparamos nesta obra, são fórmulas que já foram profusamente utilizadas. Existe o casal com problemas de compromisso, devido a factores externos como o trabalho; a rapariga tímida que se apaixona pelo homem dos seus sonhos, mas que se sente relutante na aproximação, devido a algo que a envergonha; o clássico drama da doença terminal, que potencia a relação mãe-filho; e por fim, o rapaz que tenta evitar ser largado pela namorada, metendo-se em negócios pouco convencionais.

Mãe e filho

“Ju-yung com o seu filho Hui-chan”

A comédia encontra-se algo presente, o que entretém de certa forma e serve para afastar algum pendor demasiado dramático que “Sad Movie” pudesse eventualmente deter. Aliás, ao longo da película, quem faz mais as despesas de “tear jerker” será o segmento a cargo das personagens “Ju-yung” e “Hui-chan”, e toda a envolvência à volta da doença terminal daquela e os pensamentos expressos no seu diário pessoal. No que concerne aos momentos mais descontraídos e bem dispostos, o conhecido Cha Tae-hyun de “My Sassy Girl” brilha na sua pouca convencional profissão de transmitir mensagens de separação entre casais.

Após o visionamento de “Sad Movie”, facilmente se concluirá que estaremos perante mais uma obra que não revolucionará nada o “K-Drama”, e apenas será mais uma adição para as dezenas de exemplos que existem na bem sucedida indústria do género na Coreia do Sul. As actuações pautam-se pelo requisitado, sendo que a dupla Yum Jung-ah e Yeo Jin-gu, respectivamente mãe e filho nesta obra, exibem-se num plano bastante elevado. A banda-sonora consiste numa música agradável que essencialmente se houve pelo filme todo e quanto às situações que servem de base ao argumento, já todos as vimos anteriormente de uma forma ou de outra. Será um filme obrigatório da lista, para todos aqueles que cultivam o drama provindo daquela região asiática e são fãs incontornáveis de Jung Woo-sung e companhia. Para os restantes, consistirá em mais um exercício de curiosidade acerca das lutas pelas quais passam os casais para manter os seus relacionamentos de boa saúde, ou observar o sofrimento de uma criança pela condição da mãe. Parece muito, mas quem visionar “Sad Movie”, perceberá que o tratamento não é tão elevado assim.

O sifrimento de uma criança

O sofrimento de uma criança”

imdb 7,6/10 (862 votos) em 17 de Fevereiro de 2010

Outras críticas em português:

  1. Dorama fãs

Avaliação:

Entretenimento – 7

Interpretação – 8

Argumento – 7

Banda-sonora – 7

Guarda-roupa e adereços – 7

Emotividade – 9

Mérito artístico – 7

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 7

Classificação final: 7,38

sábado, outubro 21, 2006


Windstruck/Nae yeojachingureul sogae habnida (2004)

Origem: Coreia do Sul


Duração: 123 minutos


Realizador: Kwak Jae-young


Com: Jun Ji-hyun, Jang-hyuk, Kim Su-ro, Lee Ki-woo, Im Ye-jin, Kim Chang-wan


"Há dias em que não se deve sair de casa..."


Estória

"Gyeong-jin" é uma mulher polícia com uma atitude muito dura para com o crime, e que não amiúde cai em exageros, roçando a tão propalada brutalidade policial. Um dia, quando estava de folga, começa a perseguir um assaltante que tinha acabado de furtar a carteira a uma transeunte e acaba por deter a pessoa errada, um professor do ensino secundário chamado "Myung-woo".

Após algumas peripécias, a confusão acaba por ser sanada, mas "Myung" não se livra de "Gyeong", pois acaba por andar a patrulhar as ruas com a polícia, no âmbito de um programa de voluntariado.

Após passar uma noite algemado (literalmente!!!) à "Gyeong", enquanto esta perseguia criminosos, "Myung" não consegue resistir ao charme e beleza da rapariga.

"Myung" e "Gyeong" começam então a namorar, e os bons tempos sucedem-se, com o casal a fazer todas aquelas coisas que os jovens enamorados adoram tais como viajar pelo campo de modo a fugir do bulício da cidade, dançar à chuva, jantar à luz das velas e por aí fora.

O problema é que o perigoso trabalho da rapariga colide com a atitude demasiado cavalheiresca do jovem e a tragédia acontece...


"Balbúrdia na sala de aulas!"


"Review"

Em 2004, "Windstruck" foi um dos filmes que gerou mais expectativa no oriente, pelo facto de juntar novamente o realizador e a actriz principal de "My Sassy Girl", a belíssima comédia dramática coreana, por quem tantos se apaixonaram. Tentando aproveitar ao máximo o culto criado à volta desta película, e atingir dois grandes mercados cinematográficos simultaneamente, "Windstruck" foi o primeiro filme coreano a estrear simulatneamente no país de origem e em Hong Kong. Não foi com grande surpresa que o retorno financeiro proveniente das bilheteiras foi bastante aceitável, mas mesmo assim esteve a milhas do seu predecessor.

Que dizer então de "Windstruck"?


Desde logo pelas razões já apontadas, as comparações com "My Sassy Girl" são inevitáveis. Mesmo assim tentarei não fazer girar em demasia a órbita deste texto em relação àquele aspecto.


Desde logo tenho a dizer que "Windstruck" é um bom filme, bastante enternecedor, mas que não chega ao nível evidenciado em "My Sassy Girl".


Vejamos os aspectos negativos.


Desde logo, o romance acontece e evolui depressa demais. Quem é que acredita que dois seres se podem apaixonar com a rapidez que "Gyeong" e "Myung" o fazem, começar logo a namorar com aquela intensidade, fazer todas aquelas coisas que vemos no filme num tão curto espaço de tempo, etc...etc...etc...? Este aspecto retira logo alguma credibilidade à paixão interpretada pelos dois actores principais. À primeira vista nem há razão para que este desenfreamento aconteça, pois não estamos a falr de um filme com 75 ou 80 minutos, em que se tentam apressar as coisas devido à falta de tempo. A única desculpa que encontro relaciona-se com a segunda hora do filme, em que, e sem tentar desvendar demasiado o enredo, julgo que o realizador Kwak Jae-young pretendeu extrapolar mais a dor de "Gyeong", sendo o romance apenas um preâmbulo.


Outro aspecto foi o exagero dos clímaxes. Não usei este termo no plural de uma forma inocente. No que toca a películas dramáticas, sempre gostei dos crescendos até atingirmos finalmente o ponto máximo, aquele grande momento em que nos toca definitivamente no coração e, porque não dizê-lo sem rodeios, com lágrimas por vezes a acompanhar a nossa emoção. Ora quem visiona "Windstruck", tem que preparar-se para a exploração deste pormenor ao máximo. O espectador pensa que o topo já chegou, que o filme não durará muito mais, e logo a seguir toca a aparecer outra cena que pretende ser mais um clímax, "and so on", "so on", "so on"... "Windstruck" possui cenas deste género para dez filmes!!!


Outra coisa que eu acho que se dispensava era a alusão directa que se faz a "My Sassy Girl" no epílogo, e que inclusive até tem a intervenção do actor Cha Tae-hyun. Eu pessoalmente achei um pouco "piroso", mas daí, é uma opinião e vale o que vale.

"Algemado, mas não chateado!"

Não se pense que "Windstruck" não tem pontos favoráveis! Longe disso!

Jun Ji-hyun presenteia-nos com mais uma boa interpretação, a que muito ajuda aquela pose de menina rebelde e adorável que ninguém consegue resistir! Já tinha ficado com uma relativa boa impressão de Jang-hyuk em "Volcano High", que se manteve agora. O restante elenco não se sai igualmente nada mal.

Curioso sem dúvida é a banda sonora que resolveram usar neste filme, com uma versão coreana de "Knockin' on Heaven's Door" (título muito sugestivo para quem conhece o enredo do filme) e umas musiquinhas "à la Motown". Resultou bem sem dúvida!

Assim como critiquei mais acima o exagero dos clímaxes, também reconheço que caa uma dessas cenas individualmente consideradas, representam momentos muito belos de cinema. É certo que todos os "clichés" do romance e do drama lá estão, mas não deixa de ser bonito de se ver!

Mais uma nota cumpre aqui deixar. "Windstruck" apesar de ser uma comédia/drama romântico, é temperado com várias cenas de acção bem executadas, muito por força da profissão da rapariga. Mesmo assim alguém vai ter de me explicar como é que uma pessoa falha tiros a 5 metros de distância, mesmo estando a correr...

"Windstruck" é um bonito filme, com aspectos muito bem conseguidos, sem no entanto atingir o patamar de "My Sassy Girl", película difícil de bater. A pontuação atribuída no item "Gosto pessoal do M.A.M." não é a mais sincera, pois na realidade seria um 7. Levou um 8, pois o autor deste "blog" ainda não aprendeu a resistir a certo tipo de "clichés" românticos e dramáticos...

A ver!

"A importância do vento e da liberdade..."


Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português/espanhol:

Avaliação:


Entretenimento - 8
Interpretação - 8
Argumento - 7
Banda-sonora – 8
Guarda-roupa
e adereços – 7
Emotividade – 10
Mérito artístico – 8
Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8