All In (Série Coreana) - Música
A rapariga diz no início qualquer coisa como isto 'It hurts too much to love you... I can't do this anymore'.
Caramba, estes coreanos sabem mesmo fazer melodrama, eh, eh, eh!
"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!
A rapariga diz no início qualquer coisa como isto 'It hurts too much to love you... I can't do this anymore'.
Caramba, estes coreanos sabem mesmo fazer melodrama, eh, eh, eh!
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
1:09 p.m.
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"Estória"
Após os acontecimentos sucedidos em "Swordsman II", e no seguimento de uma épica batalha, a notória vilã "Asia, the Invincible" (Brigitte Lin) é dada como presumivelmente morta, embora a sua lenda perdure por toda a China.
No entanto, para alguns subsiste a desconfiança acerca do falecimento do mito. "Koo" ( Yu Rong Guang), um oficial da Dinastia Ming, é uma destas pessoas. O guerreiro acompanha um galeão espanhol ao "Recife Negro", local onde os eventos nefastos do filme anterior aconteceram, tendo em vista encontrarem o navio holandês que jaz no fundo do mar, para além do "Pergaminho Sagrado", de onde "Asia, the Invincible" retirava a sua prodigiosa técnica e força.
Ali chegados, deparam-se com uma estranha personagem, que se auto-intitula o "Guardião do Túmulo", e que os leva até à campa da guerreira. Quando os espanhóis tentam profanar este lugar, o misterioso guardião elimina-os usando uma técnica marcial fora do normal, e muito mais poderosa do que qualquer outra alguma vez vista. O "Guardião do Túmulo" é nada mais, nada menos que "Asia, the Invincible", que forjou a sua morte, em ordem a que todos pensassem que tinha desaparecido para o mundo.
No entanto, "Koo" explica a "Asia" que apesar de muitos pensarem que a lutadora está morta, existem numerosas pessoas a fazerem-se passar pelo mito, para benefício próprio. Enraivecida por esta situação, "Asia" jura eliminar os usurpadores da sua imagem e recuperar o lugar que é seu por direito.
No entanto, a guerreira sofre um grande desgosto quando descobre que a imitação mais perfeita de entre as impostoras é a sua ex-concubina "Snow". Contudo, esta situação não a faz recuar.
No meio de uma luta pelo poder supremo na China e no mundo, que envolve o "Sun Moon Sector" (a organização comandada por "Asia"), a dinastia Ming, os japoneses e os espanhóis, o sangue e a vingança serão os actores principais!
"Review"
Atendendo ao grande sucesso evidenciado por "Swordsman II", mas acima de tudo pela personagem mais emblemática daquela película, a infame "Asia, the Invincible" (aka "Invincible Asia ou "Evil Asia"), era incontornavél que se fizesse mais um episódio da saga, de modo a consagrar a figura interpretada pela lenda de Hong Kong, a Sra. Brigitte Lin (1000 vénias!!!). Os realizadores Raymond Lee e Ching Siu Tung, aliados ao produtor/realizador Tsui Hark aceitaram o desafio, e o resultado saiu num mediano "assim-assim", que utilizou uma propaganda comunista chinesa para dar o nome a esta película.
Acima de tudo, esta longa-metragem visa essencialmente duas coisas: entreter e dar um fim mais dignificante e sonhador a "Asia, the Invincible". As lutas são do mais tradicional que há nos "Wuxias", com os voos imp0ssíveis, a acção que nos tira a respiração, etc., etc. Já este aspecto foi aludido diversas vezes neste blogue, pelo que não vale a pena continuar. Mesmo assim, foi-se um pouco mais além, fazendo com que "Asia" consiga agarrar balas de canhão em pleno voo, e remete-las à origem com o dobro da potência!!! Neste particular, os fãs puros de filmes movimentados não ficarão desiludidos.
A fantasia impera um pouco em demasia e chega a ir longe demais, como é o caso do navio japonês, que se consegue transformar numa espécie de submarino, tendo em vista atacar os seus adversários numa posição submersa. Uma crítica implícita ao reino do sol nascente?!

"Asia, the Invincible e Snow, uma relação amor-ódio"
Não resisto contar uma certa passagem do filme, que achei deveras interessante, mais pelo seu conteúdo do que propriamente pela representação em si, e que ilustra um pouco a parca compreensão que por vezes os ocidentais têm em relação à cultura chinesa, incluindo os seus mitos. A certa altura, quando "Koo" dirige-se ao túmulo de "Asia", acompanhado dos soldados e sacerdotes espanhóis, começa a dar saltos fantásticos, tão típicos dos heróis lendários dos "Wuxia". Os europeus ficam abismados, e o general espanhol não resiste a perguntar a outro emissário chinês que tipo de bruxaria é aquela. O oriental, por sua vez espanta-se e diz que é uma coisa perfeitamente normal, atendendo a que "Koo" é um mestre em artes marciais, detendo uma técnica chamada "light Kung Fu". O espanhol não entende, e o chinês não lhe consegue explicar mais nada. Isto fez-me lembrar as constantes críticas fáceis e sem rigor nenhum, que sobreveem de pessoas que por não estarem habituadas a este género de películas, denegrem as capacidades sobre-humanas evidenciadas e que passam pelos saltos sobrenaturais e pela extrema rapidez no desferimento dos golpes. Meus amigos, nós estamos no campo das lendas e do conceito de herói popular para os orientais! Estamos no mundo do "Jianghu" 江湖. Manda a mais elementar prudência e bom senso que se deve tentar primeiro entender minimamente as coisas e só depois enveredar pela crítica, seja ela positiva ou negativa. É engraçado que eu nunca vi ninguém criticar o facto de o Super-Homem voar, ou o "Neo" de "The Matrix" fazer acrobacias em tudo copiadas dos Wuxias. Já agora, o que acham de um certo rei espartano dar saltos à Jet Li?
Feito este aparte, resta dizer que a interpretação dos actores é mediana, salvando-se apenas Brigitte Lin e Yu Rong Guang (Joey Wong desiludiu-me um pouco), a banda-sonora é razoável e muito típica do segmento onde se insere, o guarda-roupa e a fotografia é o costume, ou seja, bom.
Nada mais a reportar, a não ser que este filme fica abaixo de outros expoentes do género, confirmando apenas que "Swordsman II" é, sem margem para qualquer dúvida, o melhor filme da saga.
"Asia, The Invincible descarrega a sua fúria no oficial Koo"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 6
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 7
Mérito artístico - 7
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,13
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
11:43 a.m.
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Etiquetas: Brigitte Lin, Ching Tung, Eddy Ko, Fennie Yuen, Hong Kong, Jean Wang, Joey Wong, King Tan Yuen, Raymond Lee, Shun Lau, Waise Lee, Wuxia, Yu Rong-guang
Origem: Japão
Duração: 116 minutos
Realizador: Shunji Iwai
Com: Miho Nakayama, Etsushi Toyokawa, Bunjaku Han, Katsuyuki Shinohara, Miki Sakai, Takashi Kashiwabara, Ken Mitsuishi, Emiko Nagata
Estória
"Hiroko Watanabe" (Miho Nakayama) é uma jovem rapariga que vive em Kobe, arrasada pela morte do seu noivo "Fujii Itsuki", ocorrida dois anos antes num acidente de montanhismo.
Aquando da celebração do aniversário do falecimento do seu amor, "Hiroko" descobre na casa deste o livro do liceu onde "Itsuki" concluiu o ensino secundário, situado na recôndita cidade de Otaru, na ilha de Hokkaido. Folheando o livro, "Hiroko" aponta no seu braço a antiga morada de "Itsuki".
Mesmo sabendo que a casa de "Itsuki" em Otaru já não existe, atendendo a que foi demolida para dar lugar a uma auto-estrada, "Hiroko" resolve escrever uma carta dirigida ao seu falecido noivo com os simples dizeres "Dear Fujii Itsuki. How are you? I am fine. Hiroko Watanabe". O objectivo é o simbolismo impregnado e a descarga de sentimentos. "Hiroko" sabe muito bem que não vai obter uma resposta. Pelo menos era o que pensava...
"O falecido Fujii Itsuki, noivo de Hiroko"
Surpreendentemente "Hiroko" recebe uma carta de volta, assinada sob o nome "Fujii Itsuki". A explicação passa por a missiva ter sido entregue a uma rapariga que partilha o mesmo nome que o noivo de "Hiroko".
A homónima de "Itsuki" (igualmente interpretada por Miho Nakayama), ao receber a carta de "Hiroko", tinha ficado assustada, mas ao mesmo tempo curiosa, e decidiu responder da mesma maneira ambígua, sem revelar o facto de ser uma mulher (esta ideia nem lhe ocorreu, pois compreensivelmente nesta altura, não imaginava o que realmente se estava a passar).
Novas trocas de correspondência sucedem-se, e acabamos por descobrir que a rapariga "Itsuki" foi colega da mesma turma de liceu do rapaz "Itsuki". A partir desta premissa, nasce uma forte ligação entre as duas mulheres, que a "Hiroko" servirá para descobrir aspectos que desconhecia da adolescência noivo, e por outro lado fará com que a "Itsuki" feminina redescubra o seu passado e se aperceba que, porventura, nem tudo era o que pressupunha em relação ao "Itsuki" masculino dos tempos de liceu.
"Review"
Shunji Iwai é um realizador detentor de uma característica que aprecio imenso, e que passa pelo facto de ser capaz de expor, de uma forma simples, uma estória que muito bem poderia acontecer no nosso dia-a-dia e transformá-la num filme que transborda de sentimentalismo anti-barato, e nos toca bem lá no fundo da alma. Já o tinha notado em "April Story" , fiquei completamente rendido nesta obra antecessora daquele filme.
A maneira como Iwai trata do enredo em "Love Letter" é digna dos maiores elogios e aclamações, e salvo um ou outro defeito nunca por demais evidente, roça a quase perfeição. O primeiro ponto a focar é que, apesar de porventura a sinopse indicar o oposto (aqui provavelmente a culpa terá de ser assacada ao subscritor deste texto), a estória é-nos apresentada com uma fluidez tal, fazendo com que nunca nos percamos em devaneios inúteis ou sejamos contagiados pela superficialidade. Simplesmente o que aqui conta é sentir o anseio, a dor e as expectativas dos intervenientes. Podendo à partida, e pela supramencionada descrição no que tange à troca de correspondência numa fase inicial, haver algum efeito que se reconduza ao paranormal, à semelhança do belo melodrama sul-coreano "Il Mare" , cedo isto se desvanece. O motor da trama é desencadeado por um simples engano, reconduzindo-se este à entrega de uma carta a uma pessoa com o mesmo nome e que, por coincidência, conhece muito bem o passado do destinatário.
Pensando melhor, aqui eventualmente poderia ser apontada uma falha no enredo que passa pelo seguinte:
i) Constando na carta a morada correcta; ii) a casa a que corresponde a morada já não existe, pois foi demolida tendo em vista a construção de uma auto-estrada; iii) a cidade de Otaru é pequena no contexto japonês, mas tem mais de 140.000 habitantes (mais ou menos a mesma população da minha povoação, o Funchal)
Pergunta-se com lógica, "porquê que a carta não foi devolvida ao remetente, e pelo contrário foi entregue a uma pessoa que vive noutro ponto completamente diferente da cidade, tendo por único meio de relação, o facto de ter o mesmo nome?"
Não opinarei em demasia acerca deste ponto, até porque o filme fascinou-me bastante. A única desculpa que encontro para este aparentemente inexplicável contrasenso, será o carteiro ser um apaixonado da "Itsuki" feminina e provavelmente ter dado com a carta (quantos carteiros existirão em Otaru?). Adiante!
A fotografia é de uma beleza quase inexcedível. O constante cair da neve ilustra com magnificência a dor e o "inverno" dos sentimentos de "Hiroko" e posteriormente da "Itsuki" feminina, transportando igualmente as intermitências dolorosas de uma personagem para a outra.
O desempenho dos actores é bastante aceitável, cabendo as honras quase por completo a Miho Nakayama, uma actriz que não conhecia muito bem, mas que a partir de agora prometo que estarei mais atento. Ela praticamente deslumbra, interpretando duas personagens distintas com igual competência e personalidade. O melhor elogio que se poderá fazer a Nakayama é ficarmos com a sensação, ao visionar "Love Letter", que estamos perante duas actrizes diferentes e igualmente boas. Não é um caso de dupla personalidade. Constitui, isso sim, duas actuações de elevado mérito, reunidas numa película intemporal.
A banda-sonora ajuda ao desfile agonizante dos sentimentos, sendo contituída sobretudo por bonitas passagens de piano, acompanhadas de um violino que desperta por vezes algumas das nossas sensações mais escondidas.
No fim de "Love Letter" há que retirar duas conclusões contra-corrente e eventualmente pessimistas.
A primeira é que nem sempre o tempo cura tudo. Mas caso as feridas do coração não sarem, há que seguir em frente e tentar conviver com a realidade, nunca lutando ingloriamente contra o que não pode ser vencido, ou seja, as recordações.
A segunda, não sendo tão óbvia, passará pelo passado muitas vezes voltar para nos assombrar, e mudar completamente a percepção que nós tinhamos de coisas que aconteceram há anos atrás. Às vezes vamos a tempo de alterar as situações; noutras, como em "Love Letter", é tarde demais...
Aconselho vivamente!!!
Trailer (Não encontrado)
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras Críticas em Português/Espanhol:
Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 8
Argumento - 9
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 9
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 8,25
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
12:25 p.m.
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Etiquetas: Bunjaku Han, Drama, Emiko Nagata, Etsushi Toyokawa, Japão, Katsuyuki Shinohara, Ken Mitsuishi, Miho Nakayama, Miki Sakai, Shunji Iwai, Takashi Kashiwabara
Conforme prometido, e atendendo a que já decorreram 3 meses, urge fazer o balanço actual das votações que estão a decorrer neste blog. Sendo assim:
Qual a vossa actriz asiática preferida? Para votarem carreguem AQUI
1º - Cecilia Cheung (7 votos)
2º A opção "outra" (5 votos)
3º Zhang Ziyi e Aya Ueto (4 votos)
Qual o vosso actor asiático preferido? Para votarem carreguem AQUI
1º Bruce Lee (14 votos)
2º Choi Min-sik (5 votos)
3º Jet Li (2 votos)
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Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
3:50 p.m.
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Etiquetas: Votações
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
3:40 p.m.
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Etiquetas: Devaneios
Origem: Japão
Duração: 93 minutos
Realizadores: Shigeyasu Yamauchi
Vozes das personagens principais (versão japonesa): Kane Kosugi (Ryu), Kazuya Ichijô (Ken Masters), Yumi Tôma (Chun Li), Tomomichi Nishimura (Gouki), Ai Orikasa (Rose), Chiaki Ôsawa (Sakura), Reiko Kiuchi (Shun), Ken Yamaguchi (Akuma), Bin Shimada (Wallace), Miki Nagasawa (Kei), Kazuyuki Ishikawa (Vega), Hidenari Ugaki (Zangief), Ryûzaburô Ôtomo (Birdie)
Estória
"Ryu" e "Ken Masters" são dois exímios praticantes de artes marciais, treinados pelo mesmo mestre e criados como irmãos. No entanto, são pessoas extremamente diferentes uma da outra. Enquanto "Ken" é um jovem descontraído que adora desfrutar as coisas boas da vida, o circunspecto "Ryu" vive apenas para a luta, tentando arduamente elevar a sua técnica para um nível perfeito.
"Ryu" consegue dominar o grande poder conhecido como "Hadou", mas ao mesmo tempo começa a surgir dentro do seu ser, o contraponto negativo da técnica, o "Dark Hadou". Isto faz com que "Ryu" se possa tornar, em potência, um ser maléfico.
Quando o mestre de "Ryu" e "Ken" é assassinado por "Akuma" ("Gouken"), os dois voltam a reunir-se, tendo em vista a vingança. Contudo, um acontecimento inesperado sucede com a chegada do pequeno "Shun", que afirma ser o irmão mais novo de "Ryu".
"Ryu" sente o poder do "Dark Hadou" a crescer dentro de si, e a consumi-lo aos poucos. Este facto aliado à permanente dúvida em relação à veracidade das afirmações de "Shun", fazem com que a vida do herói não se afigure nada fácil.
A situação descamba completamente quando "Shun" é raptado por um misterioso inimigo. Tal constitui o mote para "Ryu", auxiliado por "Ken" e "Chun Li", uma agente da Interpol que tenta infiltrar-se na organização mafiosa "Shadowlaw", iniciem uma perigosa viagem que marcará para sempre as suas vidas.
"Review"
Já anteriormente tinha dissertado um pouco acerca da grande importância que os jogos da saga "Street Fighter" da Capcom tiveram e porventura ainda demonstram no mundo dos videojogos, tendo marcado uma geração inteira de adolescentes da qual orgulhosamente há uns anos fiz parte. Para quem gostasse de computadores, de diversão e luta, "Street Fighter" era indubitavelmente a melhor solução que eventualmente se poderia arranjar, ao contrário dos tempos de hoje, em que existe um verdadeiro manancial de jogos do estilo para todos os gostos e feitios.
É pena que os animes que se fizeram para honrar esta lenda dos videojogos, tivessem sempre ficado bastante aquém das expectativas, e, à semelhança do que foi aqui escrito acerca de "Street Fighter II - Animação", este "Street Fighter Alpha" consegue em certos aspectos ser ainda pior.
Desde logo, o que me desiludiu de sobremaneira foi a própria animação. Reconheço que ela é de certa forma inovadora, e que talvez seja a minha estranheza perante tal facto que me leva a proferir tais afirmações, mas definitivamente não gostei. As personagens foram desenhadas com linhas muito fortes, sem sensibilidade nenhuma, e com certas desproporções na sua própria constituição. Observem por exemplo o pormenor do exagerado tamanho dos pés de "Ryu" ou de "Ken" e percebem logo o que eu estou a dizer. Não há beleza quase nenhuma no "design" das figuras, com uma única honrosa excepção, que se reconduz a Chun Li. Neste particular, acho que a agente da interpol ficou mais bem caracterizada neste anime do que no outro da série já aqui revisto. Não pretendo com isto dizer que o estilo de desenho, nomeadamente a mencionada desproporção dos membros, não seja comummente usada nos animes. Mas frequentemente quando isso acontece, visa acentuar certos aspectos pessoais das personagens, como por exemplo a comicidade. No filme que ora se fala, não encontro razões para tal acontecer. Julgo ser uma questão pura de experimentação.
Continuando na animação, o aspecto que achei verdadeiramente mau, foi o próprio "Ryu". Supostamente esta personagem, a principal da estória, é japonês. Mas quem observa atentamente, consegue perceber que ele foi desenhado quase em tudo para parecer um ocidental. Chega a ser extenuante tentarmos perceber se de facto é a nossa imaginação que nos está a trair, mas caros amigos garanto-vos que não. Supostamente, sendo "Street Fighter Alpha", uma prequela a "Street Fighter II", ocorrendo o enredo quatro anos antes, é suposto que se tente fazer com que "Ryu" pareça mais imberbe. Mas o que verdadeiramente se conseguiu foi destruir um pouco a própria identidade de "Ryu" e não me parece que haja algo que me faça mudar de ideias quanto a isto.

"Ken executa o poderoso golpe Shoryuken num adversário"
Os fãs de acção certamente não irão ficar desludidos, pois "Street Fighter Alpha" possui excitantes combates, que conseguem nos prender de certa forma. As perspectivas das lutas são evidenciadas com muita fluidez e de vários ângulos distintos, o que nos permite apreciar condignamente alguns golpes, que tantas dores de cabeça nos deram para conseguir executá-los na consola.
No entanto, convém alertar que existe um maior pendor filosófico em "Street Fighter Alpha", do que no anime antecessor. Várias das cenas que nos são dadas a ver transmitem essencialmente a angústia de "Ryu" pelo facto de se sentir consumido pelo mal, e por vezes nada poder fazer. O drama é profícuo, essencialmente rodando em torno da estória da família do lutador japonês intimamente ligada ao irmão mais novo "Shun", assim como é reflectido quanto baste a tragédia pessoal de Chun Li em relação à morte do pai. Simplesmente ficamos com a sensação que por vezes existem cenas que não fazem sentido nenhum, e que redundam em estrondosos falhanços de natureza "bera" e pseudo-sentimentalista.
Um último alerta cumpre aqui deixar. Não estejam à espera de ver personagens como M. Bison, Sagat, Balrog, Guile, Honda e afins, pois os mesmos não fazem parte deste segmento da saga "Street Fighter". Mesmo assim, terão oportunidade de ver o gigante soviético Zangief em acção!
É meu vivo conselho que se algum dia decidirem visionar "Street Fighter Alpha", não deverão gerar expectativas desmesuradas, pois a quantidade das mesmas será reflectida posteriormente em desilusão...
Nada de especial!
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku
Avaliação:
Entretenimento - 7
Animação - 6
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Emotividade - 7
Mérito artístico - 6
Gosto pessoal do "M.A.M." - 6
Classificação final: 6,57
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
11:49 a.m.
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Etiquetas: Anime, Japão, Shigeyasu Yamauchi
Num misto de falta de tempo e inspiração para escrever uma crítica (farei tudo para postar qualquer coisa de jeito próximo fim de semana), deixo-vos com mais um vídeo. Desta vez trata-se de uma luta retirada de "Basilisk", o anime que serviu de inspiração a "Shinobi: Heart Under Blade". Supostamente trata-se da 1º combate ocorrido na série de animação, mas como ainda não tive oportunidade de a visionar, corrijam-me se a informação estiver incorrecta.
Uma das minhas próximas aquisições, com certeza!!!
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
6:43 p.m.
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