"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!
sexta-feira, agosto 21, 2009
quarta-feira, agosto 19, 2009
Sinopse
Em 1930, a cidade de Foshan é conhecida pelo grande número de praticantes de artes marciais, e pelas várias escolas que rivalizam entre si. “Ip Man” (Donnie Yen) é de longe o melhor lutador, mas a sua humildade faz com que não aceite discípulos, e leve uma vida abastada e calma com a sua família e amigos, para além de treinar e tentar aperfeiçoar as suas habilidades. De vez em quando, “Ip Man” luta privadamente com outros mestres, inapelavelmente vencendo-os sempre, inclusive o lutador forasteiro “Jin” (Louis Fan) que pretendia desonrar os combatentes de Foshan.
Em 1937, com o incidente Marco Polo, o Japão invade em força a China e ocupa Foshan. O outrora rico “Ip Man”, vê-se privado da sua casa que se torna o quartel-general das forças nipónicas e cai na miséria. Obrigado a trabalhar numa mina de carvão e posteriormente na fábrica de algodão do amigo “Quan” (Simon Yam), “Ip Man” apercebe-se da tirania dos japoneses perante os habitantes de Foshan, e começa a criar um sentimento nacionalista e de defesa da pátria ocupada. Vencendo vários japoneses em combates de artes marciais, “Ip Man” acaba por desafiar o general “Miura” (Hiroyuki Ikeuchi), o comandante local, para uma luta perante os habitantes da cidade.
"Ip Man, rodeado por dez lutadores japoneses"
"Review"
“Ip Man” visa ser um filme biográfico acerca de uma das personagens contemporâneas mais importantes do mundo das artes marciais, chamado precisamente Ip Man. Este mestre de artes marciais é bastante conhecido na China e em Hong Kong, tendo sido celebrizado no ocidente por ter sido mentor de, nada mais, nada menos que Bruce Lee. O projecto de fazer um filme acerca da vida de Ip Man já existia há algum tempo, desde 1998, mas parecia votado ao abandono. Contudo, o conhecido produtor Raymond Wong, após ter obtido o consentimento dos filhos de Ip Man, foi de armas e bagagens para Foshan, de forma a investigar o passado do famoso praticante de Wing Chun. Estreada a película, a recepção foi francamente positiva, com críticas bastante favoráveis e a consagração nos Hong Kong Film Awards, onde a obra viria a arrecadar o prémio para melhor filme e para melhor coreografia de acção. Sendo a primeira parte de uma trilogia, a sequela chega já em 2010, onde a personagem de Bruce Lee, aparecerá com a tenra idade de 10 anos.
Ao longo de muitos anos, foram realizadas várias películas das cinematografias de Hong Kong, China e Coreia do Sul, cujo inspiração principal passava pela resistência a um invasor estrangeiro. Em muitas delas, o alvo principal eram os japoneses, pelas razões históricas que todos conhecemos, e que não vale a pena estar a explorar muito agora, pois já o fiz profusamente antes, a propósito de outras críticas. No caso em concreto do cinema de artes marciais, tal premissa deu origem a obras emblemáticas como “Fist of Fury”, “Fist of Legend”, “Fighter in the Wind” e “Fearless”, tendo desta forma quase nascido um subgénero no meio. “Ip Man” é uma obra que se enquadra bastante na linha anteriormente mencionada, tendo inclusive uma cena no dojo em que o mestre chinês dá uma verdadeira lição de pancadaria a um grupo de japoneses. O paralelo é fácil de se aperceber para os mais informados na matéria, não fossem existir cenas parecidas em “Fist of Fury” ou “Fist of Legend”, cujos intervenientes foram Bruce Lee e Jet Li, respectivamente. O nacionalismo está bastante presente, evidenciando-se em vários momentos. “Ip Man” é um herói chinês que recusa a vergar-se perante a opressão que lhe está a destruir o país e subsequentemente a vida. Podemos ver o mestre a tomar diversas atitudes de resistência contra a dominação japonesa, e até contra as aproximações mais amigáveis destes. Exemplo disto é a recusa do pedido do general “Miura” por parte de “Ip Man”, e que consistia em ensinar Wing Chun aos soldados nipónicos. Consta que esta parte não tem nada de mito, mas aconteceu mesmo na realidade, salvaguardando-se desta forma algum rigor histórico.
As cenas de acção estão extremamente felizes, com um Donnie Yen numa forma invejável aos 45 anos. A situação só pode melhorar com a coreografia a cargo do insuspeito Sammo Hung, com uma vastíssima e por demais conhecida experiência na matéria. As entusiasmantes cenas de artes marciais estão bem temperadas com a parte mais dramática da trama, fazendo com que os combates não sejam insípidos e plenamente justificados face às circunstâncias. Cumpre dizer que Yen é bem secundado por actores que detém experiência no domínio das artes marciais, como são Louis Fan e Hiroyuki Ikeuchi, sendo este último um cinturão negro em judo.
Donnie Yen, exibe-se num bom plano, e atrever-me-ia a dizer que é dos papéis mais bem conseguidos da sua carreira. Justifico-me pelo facto de normalmente associarmos Donnie Yen às personagens exclusivamente de acção, em que lhe é apenas exigido que se exiba num bom plano a nível do seu inquestionável domínio das artes marciais. Aqui é-lhe imposto algo mais. Yen tem de aliar a parte física à parte mais representativa que ligamos a um actor dito mais convencional. O resultado foi bastante satisfatório. Donnie Yen sem deslumbrar, demonstra que não é apenas um dos melhores executantes de filmes de acção a nível mundial, mas também é capaz de se adaptar a papéis onde efectivamente tem de agir a um nível mais erudito. Na minha opinião, este mito de Hong Kong precisava de um papel assim, nem que fosse para desmistificar algum estereótipo que lhe havia sido colocado. O próprio Donnie Yen haveria de confessar que este tinha sido o trabalho mais difícil da sua profícua carreira. Além de estar meses a preparar-se mentalmente para representar Ip Man, Yen entrou numa dieta exigente de vegetais e consumia apenas uma refeição diária. Treinou imenso Wing Chun e estudou arduamente a vida de Ip Man, de forma a se embrenhar melhor na personagem.
Um dos pontos bem conseguidos de “Ip Man”, é que ao lado de Yen, Fan e Hikeuchi, despontam bons actores, com provas dadas na representação em filmes de géneros distintos do das artes marciais. Gordon Lam possivelmente é o que se sai melhor. O seu papel de um ex-polícia, que se torna um tradutor para os japoneses (e por este motivo, visto como um traidor), é profundo e bem executado. Sentimos as dúvidas que Lam sente ao longo do filme, e o seu desempenho faz-nos questionar acerca da reacção que teríamos numa situação semelhante. Por este motivo, acabamos por justificar muitas das suas acções, e no fim, de uma forma diversa, o heroísmo de Lam acaba por ser quase tão grande como o do próprio Donnie Yen. Igualmente não se pode esquecer a presença do competente e emblemático actor Simon Yam, que se exibe num nível aceitável, embora não dê tanto nas vistas como o já citado Gordon Lam.
Com uma bela banda-sonora do conhecido compositor japonês Kenji Kawai, “Ip Man” constitui uma agradável surpresa e um marco na carreira, tanto do realizador Wilson Yip, como do mítico Donnie Yen. É certo que falha bastante (pelo menos, atendendo ao que li) como biografia do verdadeiro Ip Man, mas ganha no entretenimento e no enredo ficcionado. É pois, com alguma ânsia, que se aguarda “Ip Man 2”, esperando que se enverede pela mesma linha do primeiro filme, onde a acção está bem temperada com o drama. E sempre teremos a oportunidade de ver quem é que Donnie Yen vai desancar em Hong Kong, já que não terá os japoneses como alvo a abater. E sim, como já referi acima, vamos ter como uma das personagens um miúdo chamado Bruce Lee, a dar os primeiros passos na direcção da sua saga no mundo das artes marciais. A curiosidade aumenta ainda mais, quando Wong Kar Wai está a preparar o seu próprio “biopic” do mestre e que terá Tony Leung Chiu Wai como protagonista principal. Desconfio, e tenho a certeza que não estou sozinho neste particular, que iremos nos deparar com uma abordagem completamente distinta da vida de “Ip Man”, provavelmente mais contemplativa e incidente sobre outros aspectos ditos mais existencialistas e dramáticos. Quanto a este “Ip Man”, é sem margem para qualquer dúvida, uma boa obra do cinema de Hong Kong, que entusiasma e, por essa via, merecerá uma atenta espreitadela.
Bom filme!
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Entretenimento - 8
Interpretação - 8
Argumento - 7
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 7,88
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Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
5:32 p.m.
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Etiquetas: Artes Marciais, Chen Zhihui, Donnie Yen, Gordon Lam, Hiroyuki Ikeuchi, Hong Kong, Louis Fan, Lynn Xiong, Simon Yam, Wilson Yip, Wong Yau Nam, Xing Yu
terça-feira, agosto 18, 2009
Beldades do Cinema Asiático - Lee Eun-joo




Uma actriz talentosa e belíssima, que infelizmente já não se encontra entre nós...mais informações AQUI.
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Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
9:43 p.m.
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Lee Eun-joo
quinta-feira, agosto 13, 2009
"Da esquerda para a direita: Bulldozer, Ddan Dda-ra, No Mark e Paint"À medida que a noite vai avançando, os amigos prendem mais reféns, vão-se metendo com o rapaz de entregas do restaurante de comida chinesa e entram em confrontos com “gangs” rivais que se metem no território que consideram deles. Resistindo a todos os desafios que se lhes vão deparando, os rapazes continuam a desenvolver de uma forma pouco ortodoxa, o seu negócio. Contudo, e através dos confrontos que vão arranjando com todos, chega a uma altura que todos os caminhos vão dar à bomba de gasolina. Por esse motivo, a polícia e os rivais dos jovens chegam para um inevitável ajuste de contas.
"Review"
“Attack the Gas Station!” foi uma película que, atendendo ao seu conteúdo, teria de gerar alguma polémica na sua cinematografia de origem, a Coreia do Sul. Para além de evidenciar uma juventude rebelde, que desrespeita instituições e padrões sociais instituídos, foi realizada numa altura em que a Coreia do Sul enfrentava uma grave crise económica. Um dos sintomas deste período foi o despedimento de milhares de trabalhadores da indústria automóvel sul-coreana, actualmente a quinta maior do mundo. Várias alusões a este facto são feitas durante o filme, desde a polícia corrupta e amante de “borlas” a rebaixar a forma como os veículos nacionais são produzidos, evidenciando falhas de estrutura, passando pela personagem “Paint” destruir uns cartazes que encorajavam os trabalhadores do sector a serem produtivos. A inevitável crítica ao imperialismo norte-americano haveria igualmente de aparecer, com um dos elementos do quarteto, o músico “Ddan Dda-ra”, a ser ofendido por consumir uma “Pepsi”. O próprio realizador Kim Sang-jin haveria de confessar, durante a exibição da película no festival internacional de cinema de Vancouver, que as personagens principais desta obra teriam inspirado alguns sul-coreanos a cometer crimes contra bombas de gasolina.
“Attack the Gas Station!” é um filme bastante imbuído de aspectos prementes de uma sociedade contemporânea decadente, e que falha muitas vezes em suportar os seus membros nas ditas situações de crise. Neste caso em concreto, o filme gira em torno da rebeldia da juventude sul-coreana e da forma como a mesma supostamente gera em pura delinquência. Quando nos deparamos pela primeira vez com o grupo de quatro jovens, não sentimos qualquer simpatia pelos mesmos ou pelo seu modo de agir. Eles são violentos, brutos, e despreocupados com os outros, a não ser com eles próprios. No entanto, e à medida que o filme avança, começamos a nos aperceber que as coisas não são bem assim. Acaba por ser evidenciado que o “gang” tem um código moral bastante próprio, e que acaba por revelar uma destrinça aceitável entre o que é justo e o que se revela imoral. Simplesmente, os protagonistas têm uma maneira pouco “normal” em demonstrar as suas convicções perfeitamente aceitáveis. Numa mini-sociedade criada no espaço a que corresponde a bomba de gasolina, “No Mark” e os seus seguidores conseguem revelar capacidades em punir aqueles que são desonestos ou aproveitam-se dos mais indefesos, assim como são capazes de proteger ou recompensar os reféns que são honestos ou carentes. A certa altura, e de uma forma progressiva, concluímos que os presumíveis delinquentes, começam a mudar de forma positiva a vida de todos os que os rodeiam, quão paladinos do antigamente.
Passando de uma fase em que abominávamos o comportamento dos rapazes, e começamos a admirar as suas atitudes de justiça, começamos a nos interrogar
acerca das razões pelas quais os jovens agem criminosamente, envolvendo-se em rixas e ataques contra o património alheio. Tudo tem de ter uma explicação, e na altura certa o realizador Kim Sang-jin introduz, de uma forma previsível mas meritória, os conhecidos “flashbacks”. Espaçada e individualmente, cada um dos jovens quando se depara com determinada situação, aviva a memória e viaja até um acontecimento penoso que o marcou, e subsequentemente, provocou “o virar da página”. “No Mark” é um ex-jogador de basebol injustiçado; “Ddan Dda-ra” tinha uma banda de “rock”, mas um problema com dívidas afastou-o do mundo da música; “Paint” teve de enfrentar um pai que não entendia a sua veia artística para a pintura; por fim, “Bulldozer” era constantemente castigado de uma forma peculiar, nos tempos de liceu.Sendo uma comédia, um tanto ou quanto “sui generis”, esta obra possui momentos de entretenimento bastante divertidos e de fácil apreensão para um espectador ocidental. Misture-se esta prerrogativa do filme, com cenas de acção bem conseguidas, e temos um produto bastante agradável de seguir. Os actores, principalmente os quatro protagonistas do filme, são bastante autênticos nas suas interpretações. E isto assume mais acuidade, quando estamos a falar de papéis que facilmente poderiam transparecer um bando de jovens completamente superficiais ou vazios, à semelhança de muitos “teen movies” norte-americanos.
Um dos grandes trunfos de “Attack the Gas Station!” é expôr uma crítica social, sem ter necessidade de recorrer a grandes pretensiosismos ou a discursos de aparente antologia, mas completamente ocos por dentro. A sua saudável sátira social, bastante incomum para quem está habituado aos produtos de “Hollywood”, é cativante e facilmente conquistará aqueles que visionarem esta película. Merecia uma banda-sonora mais imponente e trabalhada, atendendo a que possui uma personagem virada para o mundo musical e que faz questão de demonstrar essa faceta. Não será uma obra maior do cinema sul-coreano, mas esforça-se por ser uma lufada de ar fresco, numa cinematografia que por vezes está apegada a determinados géneros. E nós por estas bandas, à semelhança de muitos, gostamos de alguma originalidade, portanto...
Uma boa proposta!
Nota: Em 2010, vamos ter uma sequela intitulada "Attack the Gas Station! 2", também dirigida por Kim Sang-jin. Aguardemos, então!
"Pancadaria na bomba de gasolina"
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Avaliação:
Entretenimento - 8
Intérprete - 8
Argumento - 8
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,75
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Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
7:23 p.m.
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Etiquetas: Comédia, Coreia do Sul, Jeong So-yeong, Jun Jeong, Kang Seong-jin, Kim Sang-jin, Kim Su-ro, Lee Jeong-ho, Lee Sung-jae, Lee Won-jong, Lee Yu-won, Park Yeong-gyu, Yu Ji-tae, Yu Oh-seong
terça-feira, agosto 11, 2009
Beldades do Cinema Asiático - Haruka Ayase




Em relação a esta actriz que é a protagonista da rubrica desta semana, perdoem-me a sinceridade, só me apetece dizer "eu dou Graças a Deus todos os dias, por, na sua infinita sabedoria, ter moldado belezas como estas..."! Disse! Mais informações sobre esta divindade terrena AQUI.
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Jorge Soares Aka Shinobi
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8:39 p.m.
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Haruka Ayase
quinta-feira, agosto 06, 2009
Origem: Hong Kong/Japão/França/Argentina
Duração: 91 minutos
Realizador: Chris Nahon
Com: Jun Ji-hyun (Aka Gianna Jun), Koyuki, Allison Miller, Liam Cunninghan, JJ Feild, Yasuaki Kurata, Larry Lamb, Andrew Pleavin, Liu Lei, Michael Byrne, Colin Salmon, Masiela Lusha, Ailish O'Connor, Constantine Gregory
Sinopse
Desde há centenas de anos atrás, uma guerra grassa entre os humanos e uma raça de demónios sedenta de sangue. Em pleno século XX, mais propriamente em 1970, os demónios parecem ter uma actividade muito intensa na base área de Yokota, uma instalação militar do exército norte-americano, situada no Japão. A razão para tal, parece prender-se com o retorno de “Onigen” (Koyuki), o líder máximo dos seres sobrenaturais e o seu elemento mais poderoso. O “Conselho”, uma organização que se dedica a combater os demónios, apercebe-se do que está para acontecer, e envia “Saya” (Jun Ji-hyun), uma mulher metade humana, metade vampira, para combater os demónios e eliminar “Onigen”.
“Saya” é colocada no liceu de Yokota como estudante, de forma a poder investigar a situação e agir em conformidade. Na escola, “Saya” faz amizade com “Alice” (Allison Miller), a filha do comandante supremo da base, o general “McKee” (Larry Lamb). Após as raparigas viverem uma série de peripécias, chega o dia em que “Saya” terá de enfrentar “Onigen” num duelo final, e ser-lhe revelado um facto surpreendente.
"Review"
Baseado no anime com o mesmo título, realizado por Hiroyuki Kitakubo e anteriormente criticado neste espaço (ver AQUI), “Blood: The Last Vampire” foi um filme que gerou-me imensa expectativa por várias razões. Quando escrevi um pequeno texto acerca da animação, eu ainda não estava bem interiorizado acerca do universo onde se movimentava “Saya”, e posteriormente tive elementos adicionais que me fizeram perceber melhor o enredo. Deparei-me com uma história fascinante, embora negra e por vezes mórbida, cheia de personagens de antologia, daquelas que ficam na memória. Foi por esse motivo que quando em 2006, o produtor Bill Kong, com intervenção em “O Tigre e o Dragão”, anunciou que “Blood (...)” iria tornar-se num filme com personagens de carne e osso, o entusiasmo foi crescente. Pelos comentários que emergiram por todo o universo especializado, o sentimento de contentamento não se aplicou apenas à minha pessoa, mas foi de certa forma generalista. A empresa, numa fase inicial, foi entregue ao conhecido realizador de Hong Kong, Ronny Yu. Posteriormente, e com a entrada em cena da companhia francesa Pathé, como co-produtora em conjunto com a I.G., a direcção da película viria a ser entregue ao francês Chris Nahon, ficando reservado para Yu o papel de produtor. As belíssimas Jun Ji-hyun (que alteraria o seu nome artístico para Gianna Jun, de forma a soar mais “ocidental") e Koyuki seriam recrutadas, o que granjearia à partida “glamour” e um olhar embevecido dos fãs masculinos. O lendário actor japonês de filmes de acção Yasuaki Kurata completaria o elenco asiático, no que se refere a nomes de primeira linha. Os restantes actores, quer da parte ocidental, quer oriental, são de um campo secundário. No início, estava estabelecido que o argumento decorreria essencialmente num campo militar norte-americano, no Japão pós-II Guerra Mundial. No fim, venceu a ideia que já constava no anime, e a trama sucede-se numa base aérea norte-americana, por altura da guerra do Vietname. A propósito deste aspecto, cumpre informar que Yokota existe mesmo (site oficial AQUI), e nos precisos termos em que é descrita na história.O anime que serviu de referência a “Blood (...)” foi um inegável sucesso no meio, embora na minha opinião pessoal, algo exagerado. No entanto, tratava-se de um produto que, como acima referi e mais tarde aprofundei, possuía uma ideia fascinante e original, que merecia um desenvolvimento à altura. Desde já posso adiantar que “Blood (..)" é, atendendo ao “frisson” gerado, uma tremenda desilusão, com proporções quase estratosféricas! Com excepção de Jun Ji-hyun e os poucos minutos que Yasuaki Kurata e Koyuki têm direito, a representação atinge por vezes um amadorismo incrível. Os diálogos são entediantes, sem credibilidade ou sentimento praticamente algum. Allison Miller, supostamente teria de agir como “sidekick” e amiga de “Saya”, para além de dar uma desculpa para descobrirmos mais acerca da vida da heroína. Contudo, mais parece uma adolescente enfadonha e chata, e a certa altura rezamos para que “Saya” deixe de salvá-la das complicações em que se mete. O resto dos actores segue no mesmo diapasão fastidioso, e apenas Andrew Pleavin, no papel de “Frank”, consegue a espaços convencer.
Muitas críticas negativas têm sido feitas aos efeitos especiais presentes nesta película, e a mim só me resta dar a mão à palmatória e ser mais um que se junta no clube do “bota abaixo”. Tirando um ou outro pormenor, regra geral são uma calamidade. Os litros de sangue jorrados na película, são expressados num “CGI” da pior qualidade, que deveriam pedir o dinheiro de volta a quem foi entregue o desiderato. A transformação em monstros, também desilude imenso e fiquei com a impressão que se tentou fazer uma péssima imitação da saga “Underworld”. Inclusive, a cena do ataque ao camião que precede a rota final para o epílogo, faz lembrar imenso uma outra que constou em “Underworld: Evolution”, mas num nível claramente inferior, para não dizer despiciendo.
No meio desta amálgama de aspectos menos felizes, sempre se pode afirmar que a acção não defraudará, embora também não seja nada de outro mundo. O responsável por este departamento é o conhecido Corey Yuen, que teve participações a nível de coreografia em “The Moon Warriors”, “Fong Sai Yuk”, “Red Cliff” e “Red Cliff II”. Mesmo assim, é por demais óbvio que aqui existe uma preocupação direccionada para o estilo, com a inevitável ajuda dos guindastes, e muito menos para a substância e técnica. Verdade se diga, no elenco, apenas Yasuaki Kurata estaria sobejamente creditado para mais, atendendo ao seu inegável historial na matéria em causa. E a prova do que estou a afirmar é que os melhores momentos de acção no filme, passam-se num “flashback” que é efectuado até ao Japão feudal, onde Kurata consegue dar um ar das suas excelentes capacidades no domínio das artes marciais.
Caindo num erro incalculado, mas seriamente previsível, em transformar “Blood (...)” numa mistura pouco ortodoxa da trilogia “Blade” com “Buffy, Vampire Slayer”, a primeira ideia a reter acerca desta obra é a sua evidente banalidade. No entanto, sempre se dirá que tem o mérito de agradar aos fãs pouco exigentes do filme de acção. Igualmente, trata-se da primeira experiência da actriz Jun Ji-hyun num filme quase todo debitado em língua inglesa, onde a bela coreana até nem se sai mal, podendo de alguma forma ser mais versátil, e não se limitar aos papéis exclusivamente dramáticos ou de comédia. Concluímos que haverá algum espaço para os géneros mais movimentados no seu reportório. Outra vantagem, principalmente em relação ao anime, passa por ser facultado uma melhor percepção da história de “Saya”, as suas origens e como é que ela se tornou na figura que nos é apresentada. No restante, trata-se de uma película que não deixará saudades a ninguém, e em alguns, um travo amargo na boca.

"Saya defronta Onigen, no duelo final"
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português/espanhol:
Avaliação:
Entretenimento - 9
Interpretação - 6
Argumento - 6
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 6
Gosto pessoal do "M.A.M." - 6
Classificação final: 7
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
7:42 p.m.
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Etiquetas: Acção, Allison Miller, Andrew Pleavin, Argentina, Chris Nahon, França, Hong Kong, Japão, JJ Feild, Jun Ji-hyun, Koyuki, Larry Lamb, Liam Cunninghan, Liu Lei, Michael Byrne, Yasuaki Kurata
segunda-feira, agosto 03, 2009
Beldades do Cinema Asiático - Maggie Cheung
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
8:53 p.m.
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Maggie Cheung


























