"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!
terça-feira, janeiro 01, 2008
domingo, dezembro 30, 2007
Feliz Ano Novo!!!
Caros amigos e visitantes deste espaço, à semelhança do que foi efectuado a propósito da época natalícia, chega agora o momento de vos enviar os meus votos de um ano de 2008 cheio de realizações e sucessos pessoais, polvilhado de tudo o que de bom esta vida tem, incluindo o cinema (já agora asiático)!Um grande abraço a todos!
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
11:35 p.m.
4
comentários
Etiquetas: Devaneios
Cartas de Iwo Jima/Letters from Iwo Jima Aka Red Sun, Black Sand/Io Jima Kara no Tegamî - 硫黄島からの手紙 (2006)Origem: E.U.A. (U.S.A.)
Duração: 134 minutos
Realizador: Clint Eastwood
Com: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase, Shido Nakamura, Hiroshi Watanabe, Takumi Bando, Yuki Matsuzaki, Takashi Yamaguchi, Eijiro Ozaki, Nae, Nobumasa Sakagami, Akiko Shima, Toshi Toda, Ken Kensei, Luke Eberl
Introdução
O presente texto é efectuado ao abrigo da rubrica deste espaço denominada “Cunho da Ásia”. Apesar de “Cartas de Iwo Jima” ser uma produção norte-americana, a esmagadora maioria dos actores são japoneses, que na película se expressam todos na sua língua materna.
"O barão Nishi, comandante do esquadrão de tanques japoneses"
Estória
1945, ilha de Iwo Jima, terra que pertence ao sagrado império do Japão. O reino do sol nascente está a perder a guerra, e a derrota na batalha do Mar das Filipinas, onde o Japão perdeu uma grande parte da sua frota naval, constituiu um rude golpe. Iwo Jima constitui um ponto estratégico para os contendores, pois a sua localização faz com que possa servir de base de apoio para um ataque em larga escala ao âmago do território japonês.
O general “Tadamichi Kuribayashi” (Ken Watanabe) é encarregue de liderar o exército nipónico e engendrar uma estratégia que trave o avanço norte-americano em Iwo Jima. Cedo “Kuribayashi” enfrenta a oposição do general “Hayashi” (Ken Kensei) e do almirante “Ohsugi” (Nobumasa Sakagami), pois estes defendem que deverão ser escavadas trincheiras nas praias, de forma a impedir o avanço do exército americano. “Kuribayashi”, no entanto, é da opinião que a melhor maneira de proteger a ilha é deixar as praias à mercê do inimigo, e colocar a força japonesa nas montanhas bem defendidas, tentando causar o maior número de baixas possíveis ao opositor.
Entretanto, “Saigo” (Kazunari Ninomiya), um jovem soldado japonês que deixou a mulher grávida na terra-natal, começa a questionar-se acerca das verdadeiras motivações do conflito. O seu pessimismo encontra um adversário titânico na mentalidade do exército a que pertence, que prefere morrer até ao último homem, do que cair em desonra.
Com um exército japonês em clara inferioridade numérica e de recursos, a gigantesca batalha começa, e num manancial de dúvidas, emoções e morte, o desfecho da II Guerra Mundial começará a ser decidido em Iwo Jima.
"O soldado Saigo despede-se da sua esposa"
"Review"
A batalha de Iwo Jima foi um combate determinante para o início do epílogo na guerra do Pacífico, muito se devendo ao facto de ter sido o primeiro ataque de ocupação norte-americano ao solo japonês propriamente dito. A luta foi acérrima, mas bastante desigual pois os efectivos de ambos os exércitos pendiam na razão de 5 para 1, com claro prejuízo para os japoneses. E isto sem contar com a disparidade de meios bélicos, em que os americanos levavam claramente a melhor. Mesmo assim, e para termos ideia da tenacidade do exército imperial do Japão, dos 21.000 soldados nipónicos que combateram em Iwo Jima, 20.700 homens foram mortos e apenas cerca de 300 foram capturados. Tais números revelaram para muitos que o espírito dos antigos samurais ainda residia no coração dos combatentes japoneses, e que a ideia de “antes a morte do que a desonra”, ou “antes quebrar do que torcer” norteava de alguma forma o seu pensamento.
Foi com base nesta importantíssima batalha da II Guerra Mundial, que o actor e realizador Clint Eastwood deu vida a dois filmes no mesmo ano, que expunham os pontos de vista de cada uma das partes em conflito, a saber, o competente “Flags of Our Fathers” no que toca aos americanos, e este maravilhoso “Letters From Iwo Jima” em relação aos japoneses.
Uma pergunta que eu teria muitas dificuldades em responder, seria se preferia o trabalho de Clint Eastwood enquanto realizador ou actor. Não opinarei quanto a este aspecto em particular. Apenas afirmarei que admiro bastante o trabalho da personalidade em questão no respeitante a ambos os aspectos. A riqueza cultural que Eastwood conseguiu erigir, nas facetas que assumiu na sétima arte, faz com que estejamos perante uma das estrelas mais cintilantes do cinema. Em “Cartas de Iwo Jima”, mais uma vez isto é demonstrado, e de forma bem corajosa. Porquê que digo isto? Por uma razão muito simples. Todos nós estamos habituados a visionar películas de guerra de “Hollywood”, em que apenas é abordado o ponto de vista norte-americano dos conflitos em que este país participou. Mesmo assim, nasceram grandes obras da sétima arte com pontos de vista mais ou menos sinceros, e que não são propriamente bastante elogiosas para a grande nação. No entanto, a máquina propagandística americana assume-se, como é do conhecimento de todos, como verdadeiramente infernal, tendo servido não escassas vezes para disfarçar alguns insucessos bélicos. Pense-se nos casos das longas-metragens que tiveram por pano de fundo a guerra do Vietname, ou mais raramente, da Coreia. Eastwood aqui abana o instituído e, como americano, arrisca-se a contar o embate do ponto de vista do “inimigo”. “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”, já dizia o poeta Fernando Pessoa, e este filme possui um grande espírito!
A trama baseia-se em eventos reais (naturalmente romanceados), tendo por suporte os livros “Picture Letters from a Commander in Chief”, da autoria do general Tadamichi Kuribayashi (isso mesmo, o comandante das forças japonesas em Iwo Jima), e “So Sad to Fall in Battle: An Acount of War”, de Kumiko Kakehashi, tendo ambas as obras sido adaptadas para o grande ecrã através do argumento escrito por Iris Yamashita. Acima de tudo, e mais do que relatar um conflito bélico, “Cartas de Iwo Jima” humaniza o soldado japonês e desmistifica a ideia do combatente frio, cruel e mal-humorado. É certo que temos exemplares com estas características, sendo porventura o expoente máximo o tenente “Ito” (interpretado pelo excelente Shido Nakamura). Contudo, é deveras interessante observar o confronto de perspectivas que ocorre no seio do próprio exército japonês, e que se materializa desde logo no comando do general Kuribayashi. A sua liderança é considerada covarde pela maioria dos outros oficiais, mas na realidade trata-se de um comando inteligente e realista face às circunstâncias. Numa hierarquia muito mais baixa, vemos um frustrado soldado “Saigo” a ser discriminado por apenas querer voltar para a sua esposa e filha recém-nascida, e achar que não vale a pena lutar por um lugar ermo e desolado, que pouco mais tem que areia e montes. “Kubayashi” e “Saigo”, cada um à sua maneira, representam o anti-herói japonês, mas nem por isso deixam de fazer a sua parte e lutar pelo que verdadeiramente acreditam com a mesma valentia dos restantes.
As interpretações dos actores são do mais elevado quilate, destacando-se naturalmente Ken Watanabe, um actor que emergiu das profundezas do Japão e atingiu que nem um soco a cena cinematográfica mundial. Actualmente, afigura-se como candidato a desempenhar um papel asiático em tudo o que seja uma grande produção norte-americana (pense-se nas participações do actor em "Memórias de uma Gueixa" ou "O Último Samurai").
Este texto estaria incompleto, se não houvesse ainda uma palavra especial para mais dois aspectos. O primeiro passará pelo uso dos tons cinzentos e castanhos na imagem, que confere uma beleza singela a um filme que tem uma grande tragédia por fundo. O outro reconduzir-se-á ao trabalho de casa e profissionalismo com que Eastwood encarou a feitura da película, mormente no respeitante aos costumes e modo de agir do exército japonês.
Com cenas que irão figurar por muitos anos no panteão do que de melhor se fez no mundo maravilhoso do cinema (pense-se no suicídio dos soldados japoneses com granadas), e um vencedor de um Óscar e de um globo de ouro, para além de outros prémios importantes, “Cartas de Iwo Jima” constitui um marco indelével!

"As tropas japonesas no calor do combate"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Cinema Cafri, Fanaticine, Público, Cine Repórter, Cine Críticas, A Cinematic Vision, Cine Pt, Docas nas Asas do Desejo, Axasteoquê ?, Mulholland Drive, gonn1000
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 9
Argumento - 9
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 9
Emotividade - 9
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 8,50
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
10:02 p.m.
2
comentários
Etiquetas: Clint Eastwood, E.U.A., Eijiro Ozaki, Épico, Hiroshi Watanabe, Kazunari Ninomiya, Ken Watanabe, Nae, Ryo Kase, Shido Nakamura, Takashi Yamaguchi, Takumi Bando, Tsuyoshi Ihara, Yuki Matsuzaki
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Em relação ao post anterior...
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
10:47 p.m.
0
comentários
Etiquetas: Devaneios
Dil se -Chaiyya Chaiyya
a fun video from "dil se", enjoy
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
10:43 p.m.
6
comentários
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Origem: Hong Kong
Duração: 100 minutos
Realizador: Tony Ching Siu Tung
Com: Leslie Cheung, Joey Wong, Michelle Reis, Jacky Cheung, Wu Ma, Waise Lee, Lau Shun, Lau Siu Ming, Tin Kai Man, Ku Feng, To Siu Chun
"Ning outra vez em apuros com demónios"
Atenção!!!
Parte do enredo de “A Chinese Ghost Story” poderá ser revelado mais abaixo, pelo que só deverão prosseguir na leitura do presente texto, caso tenham visionado aquele filme.
"Ning entre as duas irmãs, Ching Fung (com o punhal) e Yut Chi"
Estória
Em “A Chinese Ghost Story”, “Ning Tsai Chen” (Leslie Cheung), ajudado pelo estranho monge taoista “Yen” (Wu Ma), salvou o seu amor “Nieh Hsiao Tsing” (Joey Wong), do espírito aterrador chamado “Old Dame”. Desta forma foram criadas as condições para que “Nieh” pudesse reencarnar, tendo em vista reunir-se a “Ning”, bastantes anos mais tarde.
Após estes eventos, “Ning” e o seu amigo “Yen” seguem por caminhos separados, prosseguindo “Ning” no seu ofício de cobrador de impostos, enquanto que o monge volta para o templo de “Lan Yeuk”. Devido a um infeliz caso de identidades trocadas, “Ning” é preso e passa meses numa cela com um ancião chamado “Chu” (Ku Feng). O velho apercebe-se que “Ning”, embora ingénuo, é uma boa pessoa com um coração e uma ética acima de qualquer reparo. Por esse motivo, resolve ajudá-lo a fugir na véspera da sua execução.
Foragido, “Ning” conhece “Jichan” (Jacky Cheung), um espadachim taoista que igualmente possui poderes mágicos. Os companheiros são atacados por um bando de guerreiros, comandados por “Ching Fung” (Joey Wong), que possui uma semelhança notável com “Nieh”, o fantasma que é o amor de “Ning”. O nosso herói é confundido com o ancião com quem partilhou a cela, um filósofo bastante respeitado. Devido a este facto, os guerreiros solicitam a “Ning” que os comande na tentativa de resgate do pai de “Fung”. Uma aventura fabulosa inicia-se, fazendo com que “Ning” mais uma vez enfrente alguns dos piores demónios existentes neste mundo e no outro!
"Ching Fung possuída perante o olhar de Ning e do guerreiro taoísta Jichan"
"Review"
A saga “A Chinese Ghost Story” constitui um dos ícones emblemáticos da cinematografia de Hong Kong, e é encarada como um dos grandes feitos de Tsui Hark, aqui envergando as vestes de produtor. Mas como quase sempre acontece aquando do surgimento de uma boa ideia, o seu uso excessivo sem grandes inovações, eventualmente faz com que a fórmula acabe por se gastar. Existem 3 filmes, todos com a realização de Tony Ching Siu Tung e produção de Tsui Hark, e o que desde logo se deve ter em conta é que a qualidade vai decrescendo de película para película. Em 1997, ainda viria a ser feito um filme de animação.
Partindo da ideia acima veiculada, a segunda longa-metragem que ora se analisa constitui uma obra inferior à sua predecessora, mas melhor do que aquela que viria a seguir. A razão para tal? Essencialmente duas. A primeira deve-se ao facto do impacto já não ser o mesmo do primeiro filme. A segunda reconduzir-se-á ao pouco uso do “comic relief” “Yen”, que só aparece basicamente na última meia-hora de filme.
Os efeitos especiais são, à semelhança do que já acontecia na primeira película, um pouco atabalhoados. Mas também no texto referente àquela obra, já tinha sido explicado que estamos perante filmes que já foram feitos há cerca de 18-20 anos, para além do facto de sermos obrigados a reconhecer que a indústria cinematográfica de Hong Kong à altura, embora profícua, estava muito longe de poder competir a nível de recursos com o que então se fazia em Hollywood. Hoje em dia, as diferenças já se encontram muito mais esbatidas. Contudo, a menor destreza dos efeitos é compensada com a aura negra e fantasmagórica que carrega toda a película aos ombros e que constitui sem dúvida uma imagem de marca desta saga, que a meu ver, só viria a ser igualada em “The Bride With White Hair”. Cumpre ainda chamar a atenção para o facto de nas lutas, por vezes, ser visível os guindastes que suportam os actores. Este aspecto é claramente perceptível na primeira vez em que “Ning” se depara com o grupo de guerreiros comandado por “Ching Fung”. Ora tal aspecto não abona nada a favor do filme, e faz cair no ridículo cenas que até têm algo de belo. Um certo cuidado é necessário, meus senhores!
Quanto ao “cast”, as grandes novidades em relação ao primeiro filme passam pelo recrutamento de Jacky Cheung como o monge “sidekick” de “Ning”, de Michelle Reis como mais uma cara bonita para deliciar os olhos do público masculino, e de Waise Lee como o valente oficial do exército. Embora o elenco tenha ficado teoricamente mais forte em relação ao primeiro filme, na prática isso não se nota. Jacky Cheung bem tenta, mas não consegue proporcionar os bons momentos que o monge interpretado por Wu Ma nos oferece na longa-metragem anterior. Aliás, como já acima foi dito, o mesmo só decide aparecer mais para o epílogo da película e, aí sim, ficamos um tanto ou quanto satisfeitos. Michelle Reis nada faz de relevo, pelo que tirando os óbvios atributos físicos, nada de marcante há a relevar. Waise Lee será porventura a excepção, porquanto o seu desempenho como o oficial “Tso”, representa uma boa adição no que toca às cenas mais movimentadas. Quanto a Leslie Cheung e a Joey Wong, as super-estrelas do filme, não brilham tanto como anteriormente, embora desempenhem os seus papéis com o nível habitual, ou seja, bom. Esta asserção mesmo assim valerá mais para Leslie Cheung.
“A Chinese Ghost Story II” viria essencialmente a manter o que de bom já tinha sido feito anteriormente, embora como já se disse, esteja uns furos abaixo da película que inaugurou a saga. Um filme razoável, que valerá mais pelo interesse histórico, do que propriamente pelos aspectos mais cinematográficos. Terá ainda o “quid”, em especial para o público português, de ter vencido o prémio para melhores efeitos especiais no Fantasporto – edição de 1992, para além de ter sido nomeado para melhor filme no mesmo certame (o vencedor foi “Totó, o Herói”, do belga Jaco Van Dormael).

"O monge Yen faz mais uma vez uso dos seus vastos poderes mágicos"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 7
Argumento - 7
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 7
Mérito artístico - 7
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,38
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
11:29 a.m.
2
comentários
Etiquetas: Ching Tung, Fantasia, Hong Kong, Jacky Cheung, Joey Wong, Ku Feng, Lau Shun, Lau Siu Ming, Leslie Cheung, Michelle Reis, Tin Kai Man, To Siu Chun, Waise Lee, Wu Ma, Wuxia
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Feliz Natal!
A época natalícia está aí à porta, e eu já estou a entrar em estágio para os "abusos" do costume (quem é que eu quero enganar, isto é todo o ano, yupi!!!) ! Espero que cada um de vós, da maneira que vos satisfizer mais, tenha UM GRANDIOSO NATAL! São os votos sinceros de Jorge Soares Aka Shinobi, para todos os indefectíveis malucos do cinema asiático que andam por esse mundo fora! E já agora, um abraço especial para os visitantes frequentes deste humilde espaço! Vocês sabem quem são!
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
11:40 p.m.
8
comentários
Etiquetas: Devaneios






