"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

terça-feira, outubro 30, 2007

FICF - Festival Internacional de Cinema do Funchal

Entre os dias 2 e 10 de Novembro irá decorrer na capital madeirense, o "Festival Internacional de Cinema do Funchal", um evento que conta com o apoio de diversas entidades privadas e públicas, entre as quais a Câmara Municipal do Funchal, a Empresa Municipal "Funchal 500 anos" e a Direcção Regional dos Assuntos Culturais (D.R.A.C.). Trata-se de uma raríssima oportunidade para o público residente na Madeira, ou que se encontra aqui de passagem, visionar películas que normalmente não se encontram no circuito mais comercial da sétima arte. Quanto ao cinema asiático, as opções não são profícuas resumindo-se ao filme iraniano "A Few Kilos of Dates For a Funeral", do realizador Saman Salur. De qualquer forma, a selecção no seu global parece ser interessante, e quanto a mim tudo farei para lá dar um salto, conforme o trabalho e a disponibilidade em geral o permitirem.
Os ingressos para assistir às sessões custam 3 euros para o público em geral e 1,5 para os estudantes. A gala de encerramento ficará pelos 10 euros.
Para acederem ao programa do festival, basta clicar na imagem. Quanto ao site oficial do festival, façam o favor de ir AQUI.

domingo, outubro 28, 2007

A Maldição da Flor Dourada/Curse of the Golden Flower/Man Cheng jin dai huang jin jia - 满城尽带黄金甲 (2006)

Origem: China

Duração: 109 minutos

Realizador: Zhang Yimou

Com: Gong Li, Chow Yun Fat, Jay Chou, Liu Ye, Ni Dahong, Chen Jin, Li Man, Qin Junjie

"A imperatriz Fénix"

Estória

O imperador “Ping” (Chow Yun Fat) é um homem poderoso que construiu um império vasto, dominado pela grandiosidade e pela opulência. “Ping” descobre que a sua esposa, a imperatriz “Fénix” mantém um “affair” com o príncipe “Wan” (Liu Ye), o herdeiro do trono (Nota: o príncipe “Wan” é fruto do primeiro casamento do imperador, logo não estamos a falar de incesto, pois a imperatriz é a sua madrasta), e instrui o médico da corte (Ni Dahong) para juntar um veneno de origem persa ao remédio que é ministrado a “Fénix”, tendo em vista a cura da sua anemia. O veneno é servido em poucas doses, tendo em vista provocar uma loucura crescente na imperatriz, que a levará inevitavelmente à morte. Por outra via, o príncipe “Wan” envereda por um relacionamento proibido com “Chen” (Li Man), a filha do médico da corte e a responsável por servir o “presente envenenado” à imperatriz.

"O imperador Ping"

O imperador mantém em secretismo a relação que manteve com a sua primeira esposa e mãe do príncipe “Wan”, dando a entender que a mesma faleceu e prestando-lhe homenagem todos os anos na cerimónia mais importante do reino e denominada “Festa dos Crisântemos”. No meio de toda esta turbulência familiar, encontra-se o príncipe “Jie” (Jay Chou) que tenta de alguma forma manter a harmonia. No entanto, quando descobre os planos de assassínio da sua mãe, e que estão a ser levados a cabo pelo seu pai, associa-se à conspiração da imperatriz “Fénix” que passa por uma tomada de poder a ser efectuada na noite da “Festa dos Crisântemos”.

Acontece que o imperador não está tão desprevenido quanto isso…

"O principe Jie, 2º na linha do trono, em apuros"

"Review"

Baseado na peça intitulada “Thunderstorm”, do dramaturgo Cao Yu, chega-nos o terceiro “Wuxia” de Zhang Yimou, para o qual o realizador dispôs de um orçamento na ordem dos 45 milhões de dólares, tornando-se à altura a mais cara produção asiática de sempre, superando “The Promise” de Kaige Chen. Desde já se afirma que mantém muitos dos aspectos já anteriormente evidenciados em “Herói” e “O Segredo dos Punhais Voadores”, mas que a nível de argumento denota um certo parentesco com “The Banquet – Inimigos do Império”, de Feng Xiaogang.

“A Maldição da Flor Dourada” é uma película sustentada a nível da trama, essencialmente em intrigas palacianas, tão do agrado das obras de William Shakespeare, e por aqui fica explicada a analogia que fizemos acima com “The Banquet”, filme que tinha por mote principal uma adaptação oriental da tragédia “Hamlet” do conhecido dramaturgo inglês. Existem as costumeiras traições, os escândalos, e inclusive até o choque provocado pelos incestos (não estou a referir-me à relação entre a imperatriz e o príncipe “Wan”, pelos motivos já explicados na sinopse). Tudo gira essencialmente em torno de um drama familiar que ocorre no seio de uma família poderosa, ou seja, a do próprio imperador. E nem os mimos próprios da corte, as facilidades inerentes ao estatuto da nobreza e a faustosidade do modo de vida dos intervenientes conseguem por cobro a estas situações. Zhang Yimou quando se referiu a esta obra, resumiu a mensagem que tentava passar com a frase: “Gold and Jade on the outside, rot and decay on the inside”. Julgo que sintetizou extremamente bem as incidências familiares que constituem o cerne da longa-metragem. Outra declaração emblemática que fará jus ao drama familiar que se avizinha, será a proferida pelo imperador “Ping” ao seu filho o príncipe “Jie”: “Nunca adquiras pela força aquilo que eu não te der”.

Quando nos deparámos com os cenários e o guarda-roupa de “A Maldição da Flor Dourada”, percebemos de imediato onde foi investida grande parte dos tais 45 milhões de dólares que constituíram o orçamento do filme. O palácio é de uma sumptuosidade a toda a prova, sendo considerado um dos maiores cenários jamais construídos. Na verdade, é o mesmo palácio que foi usado nas filmagens de “Herói”, e onde residia o imperador “Qin”, o tal que “queria unir tudo debaixo dos céus”. Simplesmente na aludida estrutura, foram acrescentados muitos mais ornamentos e cor, sendo o resultado final fantástico. Mais impressionante ainda, se tal é possível, é o guarda-roupa envergado pelas personagens. Não existem absolutamente palavras para o descrever, sendo melhor deixar as imagens falarem por si. Apesar de por vezes roçar o signo da extravagância, o detalhe e as cores usadas nos trajes usados tanto pela família real, como pelos restantes intervenientes, dos quais se destacam os soldados, é de “saltar os olhos da cara”! Só a título de curiosidade, os robes que são usados pelo casal imperial nos momentos finais do filme, são completamente bordados à mão, tendo demorado dois meses a concluir e exigido o trabalho de 40 pessoas!!!


"O ataque dos misteriosos assasinos"

As cenas de combate acompanham fielmente toda a aura do filme, enveredando pela espectacularidade, não tendo pejo em fazer uso do “CGI” e dos guindastes. Refira-se apenas que ao contrário do que aconteceu nos dois anteriores “Wuxia” de Zhang Yimou, aqui temos a oportunidade de ver uma batalha monumental entre dois exércitos. Digamos que o mais exuberante foi guardado para o fim, embora tenha colhido a minha preferência pessoal o assalto à residência do médico imperial, efectuada por uns assassinos muito “sui generis”, que através de cordas, deslizavam pelas montanhas até ao seu alvo principal.

Outro motivo de interesse no filme é a possibilidade de vermos actuar em conjunto dois dos maiores nomes de sempre do cinema asiático, ou seja, Gong Li e Chow Yun Fat, que representam o desavindo casal imperial. Gong Li que durante largos anos foi a musa de Yimou, tendo mesmo mantido um relacionamento amoroso longo com o realizador, já não trabalhava com aquele há 11 anos. Por sua vez, Chow Yun Fat volta à representação no cinema asiático, de onde nunca deveria ter saído, após um interlúdio de 5 anos. Como grandes actores que são, é óbvio que destacam-se dos demais. Mesmo assim, confesso que já os vi fazer melhor. É o problema das películas que apostam em excesso na espectacularidade do visual. Muitas vezes, a representação não chama tanto à atenção, e espera-se “que o resto faça o resto”. De qualquer forma, fiquei bem impressionado com o actor Liu Ye, no papel do príncipe “Wan”, o herdeiro do trono.

“A Maldição da Flor Dourada” constitui uma boa proposta, que se revela essencial para os apreciadores da cinematografia do consagrado Zhang Yimou. No entanto, será o elo mais fraco da brilhante trilogia de “Wuxia” do realizador, pelo facto de não possuir a profundidade e a genialidade de “Herói”, nem tão pouco a paixão de “O Segredo dos Punhais Voadores”. Admita-se que o facto de não inovar grande coisa, mas sim acrescentar algo ao que de bom anteriormente tinha sido feito, retirou impacto ao filme. Poderá isto ser uma evidência do cansaço de uma fórmula de sucesso? O futuro o dirá.

"A batalha final"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 8

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 10

Emotividade - 8

Mérito artísitco - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,13





Votações do "My Asian Movies"

Como já é habitual semanalmente, seguem mais 4 insignes contendores nas votações que estão a decorrer neste espaço:
Lucy Liu

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Kwon Sang-woo

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Maggie Q

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Tak Sakaguchi

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Shinobi: Heart Under Blade, Azumi, a Assassina, Azumi 2: Amor ou Morte, Versus - A Ressurreição



quarta-feira, outubro 24, 2007

Shinobi: Heart Under Blade - Aquela música...


Nos momentos mais dramáticos de "Shinobi: Heart Under Blade", tais como o confronto dos apaixonados "Kouga Gennosuke" e "Iga Oboro", ou a deslumbrante cena do sacrifício de "Oboro", ouve-se uma melodia que em conjugação com o visual, tornam-se em episódios memoráveis e que quanto a mim são inesquecíveis. Quer se goste do filme ou não. Da autoria do compositor japonês Taro Iwashiro, deixo-vos com um instrumental que vale a pena ouvir até ao fim. Apreciem AQUI.
Simplesmente lindo, embora bastante trágico admita-se...

terça-feira, outubro 23, 2007

O Caminho Para Casa/The Road Home/Wo de fu qin mu qin - 我的父亲母亲 (1999)
Origem: China
Duração: 86 minutos
Realizador: Zhang Yimou
Com: Zhang Ziyi, Sun Honglei, Zheng Hao, Zhao Yulian, Li Bin, Chang Guifa, Sing Wencheng, Liu Qi, Ji Bo, Zhang Zhongxi
"A jovem Zhao Di"

Estória

Um jovem empresário chamado “Luo Yusheng” (Sun Honglei), retorna à sua aldeia Sanhetun, pela pior das razões. O seu pai “Luo Changyu”, um professor primário amado por todos, faleceu durante uma tempestade de neve, quando viajava tendo em vista a angariação de fundos para a construção de uma nova escola. É necessário tratar do funeral, e cabe a “Yusheng”, o único filho, tratar da penosa tarefa.

“Zhao Di” (Zhao Yulian), a mãe de “Yusheng”, encontra-se devastada devido à morte do seu marido e único amor da sua vida. Em respeito por uma antiga tradição, “Di” insiste que o corpo do marido seja trazido a pé desde a morgue situada numa cidade vizinha, até à aldeia. A pedido dos habitantes da povoação, “Yusheng” tenta dissuadir a mãe dos seus propósitos, pois não existem homens suficientes para o pretendido, além dos existentes serem todos idosos.

"O professor Luo Changyu"

Antes de tomar a sua decisão final, “Yusheng” reflecte sobre a história de amor dos pais, que é bem conhecida por todos os que vivem em Sanhetun, e nesta parte somos levados até ao longínquo ano de 1958. A então jovem de 18 anos “Zhao Di” (Zhang Ziyi) assiste à chegada à aldeia do novo professor primário, o citadino “Luo Changyu” (Zheng Hao). A rapariga enamora-se de imediato, e é correspondida. Acontece que “Changyu” tem problemas com o regime comunista, e é levado de volta à cidade para prestar esclarecimentos acerca dos seus ideais políticos. “Di” fica todos os dias a mirar a estrada de acesso à aldeia, enfrentando condições meteorológicas adversas, esperando que o seu amor retorne. Até que um dia o professor retorna, e finalmente sucede-se o feliz enlace.

De volta ao presente, “Yusheng” percebe a importância da estrada ou do “caminho para casa”, e opera-se um volte face nas suas ideias para as exéquias pai falecido. Igualmente questiona-se acerca do sentido da sua vida.

"O início de uma bela estória de amor"

"Review"

Baseado no romance “Remembrance”, de Shi Bao, autor que igualmente foi o responsável pelo argumento do filme que ora se analisa, “O Caminho Para Casa” constituiu a estreia na sétima arte de Zhang Ziyi. No mundo do trabalho, como em tudo na vida, é preciso ter sempre alguma dose de fortuna, e a aclamada actriz chinesa foi favorecida neste aspecto em grandes dosagens! Teve a oportunidade como debutante de ser dirigida pelo mais emblemático realizador da denominada “5ª geração”, Zhang Yimou, e de participar num filme que tem tanto de belo, que até dói! Mas lá chegaremos.

A película foi alvo de inúmeros e merecidos prémios em vários certames internacionais de cinema, destacando-se o “Urso de Prata” – prémio do grande júri, no Festival Internacional de Cinema de Berlim (foi igualmente nomeado para o “Urso de Ouro”, o galardão máximo do festival, mas não venceu), e o “Audience Award”, na categoria de “Cinema do Mundo”, distinção obtida no conhecido “Festival de Cinema de Sundance”. Foi igualmente o responsável por uma “birra” de Yimou, relacionada com o conhecidíssimo Festival de Cannes, e que passou pelo facto de na edição de 1999 do certame, ter sido decidido exibir o filme do realizador chinês “Nenhum a Menos”, sendo recusada a mostragem de “O Caminho Para Casa”. Yimou respondeu retirando ambos os filmes da competição!

“O Caminho Para Casa” é um hino ao bom cinema! Esta é a primeira ideia a reter. Ao mesmo tempo possui uma estória simples, mas extremamente bem contada e significativa, que nos atinge em cheio no coração, enternece-nos e transporta o nosso ser para uma dimensão superior a nível de sensibilidade. Durante hora e meia abstraímo-nos de tudo e de todos, e a mais leve distracção que perturbe o embevecimento perante esta obra magnífica, parece uma heresia cósmica, merecedora de um apedrejamento na praça pública. Além do mais, “O Caminho Para Casa” possui outro factor inolvidável que é fazer com que mesmo aqueles que possuem um coração empedernido, possam acreditar no amor. Foi assim que me senti quando visualizei pela primeira vez “O Caminho Para Casa”, e esta sensação repete-se sempre que revejo esta longa-metragem. Poucos filmes têm o condão de provocar um efeito semelhante na minha pessoa, e este é sem dúvida um deles.

"O professor acompanha os alunos a casa"

Yimou prova, antes da trilogia de “wuxias” que o consagrou definitivamente a nível internacional, que é um realizador de uma divisão superior e de elite na constelação dos grandes nomes da sétima arte. A maneira como gere docemente factos que implicam uma grande tensão sentimental, é de arrepiar. Aqui não existem dramatismos forçados na exposição da estória, fluindo tudo natural e suavemente. O cenário é de sonho, a fotografia é soberba, a banda-sonora de extrema qualidade e fiel aos desígnios do filme. Que poderemos ansiar mais?

Como já cima foi referido, “O Caminho Para Casa” constituiu a película que deu a conhecer essa jovem, embora já flamejante estrela do cinema asiático, Zhang Ziyi. E à altura, não seria muito difícil de perceber que estaríamos perante um caso bastante sério no panorama cinematográfico oriental, como cerca de dois anos depois se viria a confirmar com a participação da actriz em “O Tigre e o Dragão”. Zhang Ziyi é fenomenal no papel de “Zhao Di”, ao ponto de fazer com que eu desejasse ser um professor na China rural do fim dos anos 50, e deixar a “treta” da papelada que costumo estar envolvido no meu emprego, e me "azucrina" o juízo! A força da sua interpretação e a pureza com que transmite os seus sentimentos, atropela-nos de sobremaneira, enternecendo-nos ao ponto máximo. Foram bastante raras as estreias de actores que denotassem esta qualidade, asseguro-vos.

Muitas vezes se afirma que as coisas simples são as mais belas da vida. “O Caminho Para Casa” é um filme simples, sem grandes pretensiosismos. Igualmente constitui uma das mais belas obras do cinema asiático que tive oportunidade (e neste caso a felicidade) de visionar. Se algum defeito de maior lhe pode ser assacado, é a sua curta duração (menos de hora e meia) e que assume maior relevância quando estamos deslumbrados com tamanha magnificência. No entanto, sempre se poderá dizer em abono da verdade, que nada fica por contar e que porventura o mérito da película será ainda maior por conseguir atingir o seu objectivo, quando outros filmes com o dobro do tempo falham redondamente as suas premissas. Muitas vezes navegando nas mesmas águas de “O Caminho Para Casa”. Isto faz lembrar quase aquela estória do "falam, falam e não dizem nada", ao invés daqueles que com poucas palavras transmitem de uma forma concisa e deveras explicativa a sua mensagem.

Um triunfo “simplesmente” imperdível!

"A última morada de um homem amado por todos"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Marcelo Ikeda, Cinedie Asia, Veja On Line, Terra Cinema, Contracampo, Cine-Ásia

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 9

Argumento - 9

Banda-sonora - 10

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 10

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 9

Classificação final: 8,88





domingo, outubro 21, 2007

Votações do "My Asian Movies"

Outros quatro nomes emblemáticos do cinema asiático que se encontram a votação no "My Asian Movies":
Charlie Yeung

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Sete Espadas, Ashes of Time

Anthony Wong

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": A Man Called Hero, Infiltrados, Isabella, The Storm Riders

Bai Ling

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Ahn Sung-kee (Ahn Sung-gi)

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": The Duelist, Arahan, Battle of Wits, Silmido




sexta-feira, outubro 19, 2007

Socorro...sou um trintão!!!

Um fim de uma década...o início de outra!