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quinta-feira, setembro 07, 2006
domingo, setembro 03, 2006
Curse of the Golden Flower (Teaser Trailer)
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Jorge Soares Aka Shinobi
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3:02 p.m.
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sexta-feira, setembro 01, 2006
Origem: Hong Kong
Duração: 106 minutos
Realizador: Raymond Lee
Com: Brigitte Lin, Maggie Cheung, Tony Leung Ka Fai, Donnie Yen, Xiong Xin Xin, Ngai Chung, Yen Shi, Lawrence Ng, Yuen Cheung, Elvis Tsui
"Cho Wai On (Tony Leung Ka Fai) e Yau Mo Yan (Brigitte Lin)
Estória
Dinastia Ming. Um terrível eunuco chamado "Tsao Siu Yan" detém mais poder que o próprio imperador e controla o governo da China. O ministro da defesa "Yang" tenta denunciar as vilanias de "Tsao" ao soberano, mas é apanhado nos seus propósitos e barbaramente executado.
"Tsao" desconfia e com razão que o general "Chow Wai On", um adepto e amigo incondicional de "Yang", poderá revoltar-se e querer vingança. É montada uma armadilha a "Chow", que este consegue iludir graças ao auxílio da sua companheira "Yau Mo Yan", conseguindo-se pelo meio, salvar-se os filhos de "Yang".
"O maléfico eunuco Tsao Siu Yan (Donnie Yen) rodeado do seu séquito"
"Chow" e "Mo Yan" procuram refúgio no célebre "Dragon Inn", uma taberna situada a meio do deserto, cuja proprietária é "Rainha de Jade", uma pelintra da pior espécie, que engana os clientes, servindo-lhes refeições à base de carne humana, sem que aqueles desconfiem.
"Tsao" descobre o paradeiro dos seus inimigos e acompanhado do seu exército pessoal dirige-se para o "Dragon Inn"!
"A Rainha de Jade (Maggie Cheung) tenta acalmar os ânimos de um seguidor do eunuco Tsao e do general Chow"
"Review"
Constituindo um "remake" do filme com um nome semelhante realizado nos anos 60, da autoria de King Hu, "New Dragon Gate Inn" ou simplesmente "Dragon Inn" é um ícone do género "Wuxia" que teve uma grande popularidade na primeira metade dos anos 90, ressurgindo actualmente em força e com contornos já mais internacionais.
Com um elenco de "sonho", "Dragon Inn" tem todos os elementos característicos e distintivos que conformam os tradicionais "swordplays" de Hong Kong.
Os "bons" do filme apresentam um pendor e faceita verdadeiramente heróica, destacando-se neste particular as personagens interpretadas por Tony Leung Ka Fai e Brigitte Lin, verdadeiros opositores de um regime tirano e malévolo, que oprime recorrendo ao terror e à matança injustificada, liderado pelo eunuco representado por Donnie Yen.
Igualmente apresenta uma estória de amor platónico cujos intervenientes são Leung e Lin, com uma tentativa de imiscuição por parte da "Rainha de Jade", interpretada por Maggie Cheung.
Os costumeiros vilões dos risos maníacos estão todos lá, embora a personagem de Donnie Yen se diferencie pelo seu ar circunspecto e frio, não detendo uma participação muito grande a nível de minutos, aparecendo com uma certa continuidade no início do filme e na luta final.
"O eunuco Tsao em dificuldades"
As cenas de luta estão muito bem feitas e emocionantes atendendo à época, usando-se abusando-se dos guindastes, tendo sido conseguido por vezes efeitos verdadeiramente espectaculares. Reporto-me especialmente a uma cena em que Brigitte Lin atira-se de um planalto e derruba cinco ou seis cavaleiros que tentavam capturar os filhos de "Yang". O confronto final apresenta-se bastante aceitável, no entanto absolutamente dispensava-se a cena em que Donnie Yen fica sem carne absolutamente nenhuma numa das pernas e num dos braços, vislumbrando-se apenas os ossos. É um pouco ridículo e até cómico!!!
E por falar em comicidade, a existente em "Dragon Inn" constitui sem duvida um dos pontos fortes do filme. As honras neste particular vão quase todas para a personagem da "Rainha de Jade", interpretada pela diva Maggie Cheung. A comédia é inocente e muito engraçada, conseguindo arrancar alguns risos e sorrisos ao espectador.
"Dragon Inn" é uma obra obrigatória para todos os apreciadores de "Wuxia". Não atinge no entanto o nível evidenciado em "The Bride With White Hair" e "Era Uma Vez na China, partes I e II". Situar-se-à mais ou menos no mesmo patamar que "Swordsman II".
"O exército de Tsao dirige-se com más intenções para o Dragon Inn"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 7
Argumento - 7
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 7
Emotividade - 7
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,38
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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4:30 p.m.
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Etiquetas: Brigitte Lin, Donnie Yen, Elvis Tsui, Hong Kong, Lawrence Ng, Maggie Cheung, Ngai Chung, Raymond Lee, Tony Leung Ka Fai, Wuxia, Xiong Xin Xin, Yen Shi, Yuen Cheung
quinta-feira, agosto 31, 2006
Luta violenta entre a lenda Donnie Yen e Jacky Wu Jing (actor que participou em "Os guerreiros da montanha), num dos últimos grandes êxitos do cinema "made in Hong Kong"! Embora não seja muito apreciador dos policiais em geral, estou extremamente curioso para visionar este filme, nem que seja por ter como protagonistas principais Donnie Yen e Sammo Hung! As críticas que circulam pela "net" são em geral abonatórias para esta película.
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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7:46 p.m.
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terça-feira, agosto 29, 2006
Origem: Japão
Duração: 67 minutos
Realizador: Shunji Iwai
Com: Takako Matsu, Seiichi Tanabe, Kazuhiko Kato, Kahori Fujii, Kae Minami, Kanji Tsuda
Estória
"Uzuki Nareno" é uma jovem que deixa a rural "Hokkaido" no extremo norte do Japão, para estudar na universidade situada na capital Tóquio.
Embora à primeira vista se pudesse pensar que a motivação principal da adolescente fosse a licenciatura, posteriormente nos apercebemos que a escolha da universidade e da cidade não foi inocente, pois "Uzuki" está apaixonada por um rapaz da sua terra natal, que se encontra precisamente a estudar na faculdade escolhida.
A adaptação à grande cidade não é fácil, atendendo a que "Uzuki" é extremamente tímida, embora possuidora de uma amabilidade a toda a prova. Chega a ser alvo da chacota dos colegas e assediada por um pervertido numa sala de cinema.
Aos poucos a vida começa a melhorar, com "Uzuki" a fazer os primeiros amigos e inclusive a aderir ao clube de pesca da universidade.
E encontra o tal rapaz a trabalhar numa livraria...
"Um calmo passeio de bicicleta"
"Review"
O ponto forte de "April Story" é sem dúvida a extrema simplicade e honestidade da estória e da representação dos actores.
Não podemos deixar de nos sentir cativados pela inocente "Uzuki" e o seu esforço em adaptar-se a uma realidade completamente nova, com pessoas que pouco lhe ligam, tudo em nome de um rapaz que mal sabia da sua existência na escola secundária.
O dia-a-dia da jovem é preenchido pelas coisas banais que todos os estudantes universitários fazem, com a grande excepção que "Uzuki" não tem muitos amigos e passa o dia a rondar a livraria onde o rapaz trabalha.
A ida ao cinema em que é assediada por um maníaco qualquer e a ignorância a que é votada pela vizinha da porta da frente, igualmente não contribuem para um início feliz da vida da rapariga em Tóquio. Os seus passeios de bicicleta acabam por ser um escape para esta difícil fase inicial.
No meu caso pessoal não pude deixar de sentir uma especial empatia com a situação de "Uzuki", pois eu também por motivos académicos tive que deixar o conforto da minha terra natal, a cidade do Funchal na ilha da Madeira, e deslocar-me para um meio diferente e maior, a capital do país Lisboa. E deparei-me com as dificuldades inerentes à situação, embora rapidamente tivesse conseguido ambientar-me e achar sinceramente que foram os melhores seis anos da minha vida, mesmo com os normais "altos e baixos"!
Voltando de novo à análise do filme, a rapariga aos poucos começa a integrar-se, muito devido a uma colega que de início gozava-a e posteriormente começa a criar uma certa empatia com "Uzuki". A entrada para o clube de pesca e a crescente confiança que começa a adquirir com a vizinha, contribuem decisivamente para que "Uzuki" se sinta melhor com a sua nova vida.
Como aqui já foi veiculado, a honestidade com que a estória de"Uzuki" nos é apresentada constitui o "must" do filme, e embora isto possa soar a contraditório, a simplicidade do enredo faz com que "April Story" acave por ser uma película pouco comum. Não esteja o caro leitor à espera dos costumeiros e intrincados enredos, com bandas-sonoras de puxar lágrima ao olho. Nada disso! Iwai quis contar uma estória simples e com pessoas que todos nós podemos fazer analogias com outras que fazem parte do nosso quotidiano.
E assim como a sempre presente simplicidade é o ponto forte desta película, acaba por outro lado por consubstanciar-se na sua principal fragilidade. O filme é curto demais, com apenas 67 minutos, foca-se única e exclusivamente em "Uzuki", não desenvolvendo em concreto nenhuma das outras personagens. Talvez seja o meu próprio gosto por filmes mais elaborados que faça com que eu não aprecie tanto "April Story" como gostaria.
De qualquer forma é um filme que se aconselha o visionamento.
Trailer (Não encontrado - caso alguém tenha um link para o trailer deste filme agradecia que mo disponibilizassem), The Internet Movie Database (IMDb) link
Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 8
Argumento - 8
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 7
Emotividade - 8
Mérito artístico - 7
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,38
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
5:03 p.m.
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Etiquetas: Drama, Japão, Kae Minami, Kahori Fujii, Kanji Tsuda, Kazuhiko Kato, Seiichi Tanabe, Shunji Iwai, Takako Matsu
segunda-feira, agosto 28, 2006
Origem: Japão
Duração: 112 minutos
Realizador: Shusuke Kaneko
Com: Aya Ueto, Yuma Ishigaki, Chiaki Kuriyama, Shun Oguri, Tak Sakaguchi, Kenichi Endo, Mikijiro Hira
Alerta
Antes de começar a ler o texto, aviso que alguns aspectos de "Azumi, a Assassina", a primeira parte da saga de "Azumi", serão aqui revelados, pelo que só deve prosseguir caso tenha visto este filme.
Estória
Depois de em "Azumi, a Assassina", a nossa heroína ter morto dois dos três nobres do clã Toyotomi que pretendiam opôr-se ao Xógun dos Tokugawa, em "Azumi 2..." podemos observar a missão que visa assassinar o terceiro senhor da guerra chamado "Masayuki Sanada".
A estória começa propriamente dita com "Azumi" e o seu único amigo sobrevivente "Nagara" a escaparem por pouco a uma emboscada levada a cabo pelo furioso "Kanbei", um dos inimigos fidagais dos jovens, e um grupo de ninjas.
Posteriormente os dois assassinos são convocados por "Lord Tenkai", que os tenta demover da missão de assassinar "Sanada", atendendo a que este está muito bem guardado por um grupo de ninjas com poderes fora do normal, os Koga, ancestrais inimigos dos Iga que por sua vez estão do lado de "Tenkai" e dos "Tokugawa".
Acontece que "Azumi" e "Nagara" em honra da missão que lhes foi confiada pelo falecido mestre, e relembrando os enormes sacrifícios que fizeram, recusam-se terminantemente a desistir dos seus intentos. Tendo em vista o auxílio à demanda, os Iga enviam "Kozue", uma jovem ninja que acompanha "Azumi e "Nagara".
No caminho para o monte "Kudo" (onde está localizado o alvo "Sanada"), "Azumi" encontra um grupo de bandidos com bom coração, cujo irmão do líder é exactamente igual a "Nachi", o amor de "Azumi", que esta foi obrigada a assassinar no primeiro filme.
Conseguirá "Azumi" lidar com os seus sentimentos, e ao mesmo tempo cumprir a missão que lhe foi confiada?
"Azumi prepara-se para enfrentar um inimigo"
"Review"
Antes de tudo e correndo o risco de antecipar em muito a conclusão, tenho a dizer que "Azumi 2..." é um filme interessante, inclusive passivel de ser catalogado de bom, mas está uns furos abaixo do seu antecessor.
A atmosfera é em tudo semelhante a "Azumi, a Assassina", embora desde logo falte um vilão com carisma suficiente que de brilho à rapariga. Mais concretamente sente-se a ausência de um "Bijomaru Mogami". Não quero com isto afirmar que os ninjas de Kouga não sejam bons adversários, indo a minha preferência neste particular para "Roppa", um gigante que parece ser decalcado do anime de culto "Ninja Scroll, o Mercenário". A tal facto não será alheio a presença de Yoshiaki Kawajiri como autor da estória de "Azumi 2...". Caso não saibam, Kawajiri é o realizador de "Ninja Scroll". Voltando aos vilões, falta a crueldade alucinada de "Bijomaru"! Se calhar já sou eu que estou mal habituado!
Um "furo abaixo" que o filme possui passa pela própria figura de "Azumi". Já na crítica que fiz ao primeiro filme, tinha afirmado que Aya Ueto possuia o condão de a nível da representação dar um ar muito ingénuo, mas ao mesmo tempo mortal à figura da assassina, o que era francamente positivo. Mas igualmente tinha chamado à atenção para o facto de ficarmos com a sensação que "Azumi" não era tão grande espadachim quanto isso e que não amiúde se tinha recorrido a várias técnicas para disfarçar o "handy-cap" da rapariga. Neste filme, ainda mais do que no primeiro, atrevo-me a dizer que "Azumi" parece uma verdadeira desastrada, sem um verdadeiro domínio da "katana", e que se um dos maus se esforçasse verdadeiramente despachava a rapariga em três tempos!
"Luta com um dos super ninjas dos Koga"
"Azumi 2..." tem bastantes cenas de luta, com a costumeira profusão de sangue e golpes rápidos e certeiros. Destaco em especial as sequências em que intervem o ninja "Roppa", com a sua fantástica lança-bomerangue. No entanto, há uma nítida preocupação em mostrar uma "Azumi" interessada nos seus aspectos mais íntimos e pessoais. Tal é ainda mais instigado pela sua relação com "Ginkaku", o rapaz bastante semelhante ao falecido "Nachi". E é com base nisto que por vezes a película envereda por devaneios inúteis e que só nos fazem perder tempo. O drama aqui mais profuso, não é tão bem conseguido como no primeiro filme, que possuia menos, mas mais bem feito.
"Azumi 2: Amor ou Morte", é uma longa-metragem bem intencionada, com pormenores deliciosos, mas como já foi várias vezes referido, não atinge o nível do seu antecessor. No entanto será um filme a ver para os fãs e não só desta figura de "manga".
Igualmente é preciso aproveitar o facto de haver uma edição nacional, e inclusive um "pack" que nos dá a oportunidade de adquirir os dois filmes de uma só vez.
Com interesse!
"Violenta golpe lançado sobre Lord Sanada"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 7
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 7
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,38
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
5:44 p.m.
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sábado, agosto 26, 2006
Origem: Coreia do Sul
Duração: 96 minutos
Realizador: Lee Hyung-seung
Com: Jun Ji-hyun, Lee Jung-jae, Kim Mu-saeng, Jo Seung-yeon, Min Yun-jae
"O casal e a misteriosa caixa de correio"
Estória
O início do filme ocorre no fim do ano de 1999, quando a jovem "Eun-joo" (Jun Ji-hyun) abandona a casa onde vivia que detém o nome italiano "Il Mare" (o mar). "Eun" deixa um cartão de Natal na caixa de correio a solicitar ao próximo habitante da moradia que lhe envie a correspondência para a sua nova morada no centro da cidade.
Entretanto, exactamente dois anos antes, em 1997, "Sung-hyun" (Lee Jung-jae), um arquitecto e o primeiro proprietário de "Il Mare", recebe o cartão de Natal de "Eun". Pensando que se trata de uma piada de mau gosto, "Sung" escreve de volta a pedir para não brincarem com a sua caixa de correio, deixando bem claro que o ano que decorre é 1997 e não 1999.
Após mais uma troca de cartas, o casal chega à conclusão que está separado no tempo por dois anos e que a caixa de correio tem propriedades mágicas que permite a correspondência neste hiato temporal.
"A casa conhecida como Il Mare"
A troca de correspondência continua e "Eun" e "Sung" vão aos poucos criando uma certa confiança e intimidade um com o outro, desabafando sobre os seus problemas e tristezas, que se reconduzem em última instância ao seu sentimento da solidão.
"Eun" sente-se devastada pelo abandono do namorado que partiu para os Estados Unidos da América, encetando um relacionamento com outra mulher.
"Sung", por seu lado, vive em angústia pela relação inexistente com o seu pai que o abandonou quando tinha apenas sete anos.
Aos poucos ambos vão resolvendo pequenos problemas do passado e do futuro, consoante a perspectiva um do outro. "Sung" consegue recuperar um "walkman" que "Eun" tinha perdido numa estação de comboios. "Eon" envia uma biografia publicada sobre o pai de "Sung".
A relação adquire uma tal intensidade que ambos concordam em encontrar-se numa determinada data. Tal significará uma espera de uma semana para a rapariga, e de dois anos e uma semana para o rapaz.
Porém no dia marcado "Sung" não aparece, e "Eun" começa a questionar-se acerca do porquê de tal ter sucedido...
"Review"
"Il Mare" constitui uma película muito introspectiva e que nos põe a pensar imenso, tudo devido ao hiato temporal que separa o casal de correspondentes. Esta premissa ainda assume mais acuidade, quando no filme nunca é explicada a razão de a caixa de correio permitir a troca de correspondência num espaço temporal de dois anos. Quanto a mim já decidi não me por a conjecturar mais sobre este aspecto, atendendo a que acaba por revelar-se num pormenor de certa forma secundário, embora importante, quando confrontado com o desenvolvimento emocional da relação entre "Eun" e "Sung" e as peripécias com que a mesma se depara, ainda por cima tendo um adversário praticamente invencível: o tempo!!!
O que faz de "Il Mare" um filme quase único é a fabulosa estória de amor suportada por um maravilhoso argumento (já disse que não quero saber da caixa de correio!). Sem exagerar no melodrama, o realizador Lee Hyung-seung transmite-nos todos os sentimentos e anseios das personagens e especialmente a extrema solidão que se encontra imbuída em quase todos os aspectos da película. Solidão essa que se pretende ver quebrada com a reunião de "Eun" e "Sung", e que faz com que o espectador enverede por uma tal ansiedade nas situações em que tal está prestes a acontecer, e depois lamentavelmente já não se sucede. Solidão essa, insisto, que "Sung" sente mais particularmente, pois por vezes depara-se com "Eon" e ela não o reconhece, devido ao nefasto tempo que medeia e cruelmente separa as suas vidas.
Outro dos fortes da realização do filme e com uma importância quase tão grande como o casal protagonista é sem dúvida o mar. As diferentes perspectivas com que o realizador nos presenteia sobre aquele, aliada à conjugação dos elementos atmosféricos, dão azo a uma das melhores fotografias que jamais visionei. O mar é sempre o fiel companheiro dos actores e adensa ainda mais a tragédia que assola as suas vidas.
"Il Mare" é uma linda e sentida estória de amor que joga com elementos próximos da ficção científica, tornando-o ao mesmo tempo um filme com uma extensa originalidade.
O cinema norte-americano com a sua crise de ideias, fez um "remake" que presentemente se encontra em exibição nas salas de cinema portuguesas, intitulado "The Lake House" (em Portugal assumiu o nome de "A Casa da Lagoa"). Embora não tenha significado nenhum do ponto de vista prático, gostaria de deixar aqui o mais veemente protesto contra esta já irritante mania de "Hollywood" andar a realizar versões de cinema asiático, sendo o cinema coreano um alvo particularmente apetecível. Quando descobri que querem "remakerizar" "My Sassy Girl", quase que dava-me uma síncope! Recuso-me a visionar estas "cópias", pois tenho 99% de certeza que a magia, a boa representação, o inebriante jogo das paisagens e demais aspectos distintivos/belos dos dramas sul-coreanos irão simplesmente pela "sanita abaixo". Perdoem-me a dureza da expressão, mas é o que sinto! Em suma:
"STOP AMERICAN REMAKES OF ASIAN MOVIES!!!"
Passado este aparte e descargo de consciência, só me resta dizer-vos que "Il Mare" é uma película que quando visionada, dificilmente será esquecida!
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português/espanhol:
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 8
Argumento - 10
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 9
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 8,38
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
11:51 a.m.
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Etiquetas: Coreia do Sul, Drama, Jo Seung-yeon, Jun Ji-hyun, Kim Mu-saeng, Lee Hyung-seung, Lee Jung-jae, Min Yun-jae













