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domingo, outubro 12, 2008

Realizador Asiático Preferido - Votação

Apresento-vos mais um realizador asiático que está sujeito ao vosso escrutínio, no quadro de votações mais abaixo à direita. Não custa relembrar que podem escolher mais do que uma opção, antes de clicarem e submeterem o(s) vosso(s) voto(s). Igualmente podem sugerir outros nomes para serem postos a votação.
Hiroshi Teshigahara

Informação

Filmografia enquanto realizador (caso exista alguma crítica, o título estará assinalado a cor vermelha. Para aceder ao texto , basta clicar):

  1. Hokusai (1953)
  2. Ikebana (1956)
  3. Tokyo 1958 (1958)
  4. Jose Torres (1959)
  5. Pitfall (1962)
  6. La Fleur de L'âge/Les Adolescents segmento Ako (1964)
  7. Woman of the Dunes (1964)
  8. Jose Torres II (1965)
  9. White Morning (1965)
  10. Stranger's Face (1966)
  11. Explosion Course (1967)
  12. The Ruined Map (1968)
  13. Summer Soldiers (1972)
  14. Antonio Gaudi (1984)
  15. Rikyu (1989)
  16. Basara - The Princess Goh (1992)


4 comentários:

Miguel Patrício disse...

Teshigahara é, primeiramente, um arauto de independência (ou cinema sem estúdios) no contexto japonês dos 60, juntamente com por exemplo Susumu Hani e Toshio Matsumoto.
Dos três filmes que vi (baseados nas obras literárias do excelentíssimo Kobo Abe, e com tonalidades sonoras do magnânimo Toru Takemitsu) repara-se que o seu paradigma narrativo favorito é a alegoria. É nessa "intuição colectiva" através de contos individuais que Teshigahara mergulha os seus dramas à procura da essência humana. Tanto em "Pitfall", como no seu "Woman of the Dunes" (que estranhamente não está presente na lista de filmes do post) ou ainda em "The Face of Another", é sempre o mesmo objecto e sujeito que se prescruta: humano, demasiado humano na confusão de sombras, alteridades e sociedade opressora que ora o retrai, ora o liberta.
Perfeitas metáforas aliadas a um excelente trabalho formal e técnico dão imponência a um cinema pouco usual: rarefeito no interesse na luta política ou social, Hiroshi Teshigahara é um esteta absoluto. O seu cinema sente-se na sua universalidade de narrativas tão ricas como qualquer mitologia.

Shinobi disse...

Caro Miguel Patrício,

a omissão já foi corrigida, com a introdução de "Woman of the Dunes" na filmografia de Teshigahara. Foi naturalmente um lapso meu. Obrigado pela chamada de atenção,

Abraço!

tf10 disse...

Quando se fala do Teshigahara a primeira referência vai sempre para o seu trio de obras mais conhecidas, onde o seu apurado sentido estético se destaca nos fascinantes "Pitfall" essa inquietante fábula; a sua claustrofóbica alegoria e seguramente a sua mais celebrada obra "Woman in the Dunes" e por último a minha favorita "The Face of Another" essa genial e tenebrosa parábola existencialista onde a questão da identidade - tema tão caro a muitos realizadores da altura - é levada a extremos até então pouco vistos, o que se reflectiu em algumas das mais desconcertantes imagens por si criadas!
Mas a sua obra está longe de ficar por ai, "Summer Soldiers" sobre as encruzilhadas dos desertores do exército americano, foi para mim na altura uma agradável surpresa já que a ausência do seu aprumo estético é compensada por uma nova linguagem, mais próxima do documental - com alguns discursos directos para a câmara - tornando a experiência bem interessante, mas ainda assim talvez não muito acessivel para o público em geral.
Também pouco acessivel mas por outras razões é "Rikyu", uma obra mais tardia, naquele que é um lentissimo e contemplativo filme sobre um personagem histórico onde além de toda a serenidade e elegância atrás da câmara, somos brindados com um verdadeiro festival dos senhores Mikuni e Yamazaki! Bravo!
Para quem é particular apreciador de arquitectura ou simplesmente para quem gosta de arte em geral, deve aproveitar o documentário "Antonio Gaudí" que é uma espécie de "teoria da paisagem versão artistica" já que afasta qualquer tipo de palavras (com uma ou outra excepção) focando-se na sensibilidade estética do Teshigahara, nos desconcertantes acordes do Takemitsu e claro nos arrebatadores cenários desse génio espanhol! Possui algumas sequências de puro êxtase!
Por último, não podia deixar de destacar duas das suas várias curtas, nomeadamente a caótica "Tokyo 1958" feito em conjunto por um gang com ideias bem inovadoras, mas principlamente a curta "Ako", uma verdadeira obra-prima que nos remete para algo próximo do universo por exemplo de "Nanami: The Inferno of First Love" e que é um verdadeiro fartote para qualquer fanático da arrojada estética da new wave! Pouco menos de 30 minutos absolutamente assombrosos, num mini pesadelo cinematográfico!

Shinobi disse...

Amigo tf10,

mais um comentário bastante esclarecedor/elucidativo acerca de um realizador que confesso ser desconhecedor da sua obra.

Abraço!