"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

Mostrar mensagens com a etiqueta Jang-hyuk. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jang-hyuk. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, março 21, 2008

Volcano High - Escola de Combate/Volcano High/Hwasango -
화산고 (2001)

Origem: Coreia do Sul

Duração: 117 minutos

Realizador: Kim Tae-gyoon

Com: Jang-hyuk, Sin Min-ha, Heo Joon-ho, Byeon Hee-bong, Kim Soo-ro, Kwon Sang-woo, Kong Hyo-jin, Jeong Sang-hoon, Kim Hyeong-jong, Yoon Moon-sik, Jo Seong-ha, Park Dong-bin, Seo Beom-sik, Jeong Won-joong, Kim Il-woo, Jo Sang-geon, Parg Geon-tae, Kim-hyuk, Eom Soo-jeong, Do Yong-goo, Kim Eung-soo

"Kim Kyung-soo"

Estória

“Volcano High” é um liceu onde todos os alunos parecem possuir poderes paranormais relacionados com as artes marciais, para além de procurarem insistentemente pela supremacia do seu clube de prática desportiva, perante os demais. Nesta escola, corre um rumor que o director possui um manuscrito que faz com que aquele que se atreva a desvendar os seus mistérios, fique com poderes ilimitados. O clube de halterofilismo, liderado pelo louco “Jang Ryang Touro Negro” (Kim Soo-ro), assim como o vil director-adjunto (Byeon Hee-bong), anseiam pela obtenção do documento. Os dois armam uma conspiração, envenenando o director, deixando-o desta forma numa estranha letargia. Igualmente tramam o mais forte aluno da escola, “Song Hak-rim” (Kwon Sang-woo), culpando-o pelo sucedido e fazendo com que o mesmo seja detido. No entanto, os seus planos saem frustrados, pois o mítico pergaminho não é encontrado.

A prisão de “Hak-rim” lança o liceu num caos, com todos os clubes a entrarem numa guerra desenfreada, para ver quem deterá o poder. Aos poucos, “Jang Ryang” começa a ganhar a supremacia e luta pela atenção amorosa da líder do clube de Kendo, “Yo Chae-yi Jade de Gelo” (Sin Min-ha). O problema é que “Ryang” tem um rival à altura em “Kim Kyung-soo” (Jang-hyuk), um estudante recentemente transferido para “Volcano”. “Kyung-soo” não se associa a nenhum clube, e recusa lutar por razões pessoais, embora possua poderes verdadeiramente espantosos.

"Yo Chae-yi, Jade de Gelo"

O espectro do liceu é seriamente abalado, quando o director-adjunto contrata cinco professores possuidores de habilidades paranormais extraordinárias. Os alunos começam a ser verdadeiramente disciplinados através da quantidade de pancada que levam, nos combates que travam com os novos docentes. A revolta começa a crescer em “Kyung-soo”, e este resolve intervir contra a ditadura imposta.

"O clube de halterofilismo, liderado por Jang Ryang, Touro Negro"

"Review"

Quando toca a desafiar a gravidade, poucos filmes se podem comparar com “Volcano High”. Sendo assim mais vale ir directamente ao óbvio e afirmarmos que estamos perante uma película, neste particular, na linha de “The Matrix”, dos irmãos Wachovski, e de “Dark City” de Alex Proyas, embora com características algo próprias.

O filme visa sobretudo entreter. E quanto a este aspecto, quase de certeza que ninguém irá ficar defraudado! Assenta sobretudo nos efeitos especiais, o que até se compreende, pois praticamente todos os protagonistas têm super-poderes. E de facto os efeitos especiais elaborados para “Volcano High” são de uma grandiosidade imensa e que nos arregala os olhos até doer! Combates fenomenais, não no sentido das artes marciais propriamente ditas, mas sim na espectacularidade dos voos em câmara lenta, nos saltos sobre-humanos, no domínio da energia de forma a canalizá-la contra o oponente, etc, etc, etc. Já estão a “ver o filme”. Tudo o que se pretende aqui é mostrar uma longa-metragem que fez uma clara aposta no “rebentar as costuras de estilo”, em detrimento de algo com mais substância.

O sentido de enclausuramento que resulta do liceu, também ajuda imenso a que seja criadas condições para uma típica arena de luta, onde todos se digladiam quase incessantemente pelo título de lutador mais forte da escola. Ao mesmo tempo, também constitui um dos aspectos em que o filme se encontra algo incompleto. Passo a explicar. A acção passa-se toda na área do liceu, que supostamente fica numa remota zona rural da Coreia do Sul. Nunca temos a oportunidade de ver ou saber se os alunos vão para casa a seguir às aulas, o que fazem nos seus tempos livres e o demais que é normal em pessoas daquela idade. Tudo se passa, acontece, vive, esmorece, “and so on, so on, so on...” no liceu. E daqui de duas uma. Ou estamos a falar de uma estrutura do género de um colégio interno, o que até acho provável atendendo aos “flashbacks” de “Kyung-soo”, ou então, o argumentista simplesmente marimbou-se para os outros aspectos necessários para que exista alguma empatia com as personagens, no sentido de as querermos conhecer melhor.

"Kyung-soo domina o elemento água"

O factor entretenimento, embora esteja sobretudo solidificado nos combates e nos efeitos especiais, também deixa algum espaço à comédia. O estilo é muito “cartoonizado” ou “cartunizado”, passe a expressão. Muita careta estúpida e estranha, movimentos súbitos, conversas sem nexo nenhum, quedas mirabolantes, galinhas a voar sempre que aparece o director e dedos em “v”. O “nonsense” nem sempre resulta muito bem, mas por vezes consegue arrancar-nos alguns sorrisos.

Os actores têm um desempenho à luz do filme. Preocupam-se muito mais em transmitir grandes poses do que representar. No entanto, sempre se dirá que quando lhes é facultada a oportunidade de respirar e não andar à pancada uns com os outros, acabam por conseguir um desempenho competente. A honra não irá tanto para o actor principal Jang-hyuk, mas sim para Kim Soo-ro, o inflamado “Jang Ryang”, que com os seus lampejos de superioridade e de "língua comprida", consegue uma interpretação meritória. É pena a personagem “Hak-rim”, interpretada pelo popular actor Kwon Sang-woo, não ter sido alvo de um maior desenvolvimento durante o filme, desaparecendo de cena relativamente cedo. Prometia bastante!

Como curiosidade final, refira-se que “Volcano High” foi alvo de uma adaptação americana para a MTV, onde pontificavam como actores nomes do rap de que constitui exemplo Snoop Doggy Dog, tendo ainda o veterano Pat Morita a dar uma perninha. A “brincadeira” não durou muito e ainda bem, pois com intervenientes destes, aliados às costumeiras atrocidades que se costumam fazer neste tipo de “remakes”, teríamos com certeza um produto de 1ª linha, a nível de palhaçada e mau gosto! Não vi, nem estou minimamente interessado em pôr os olhos naquele produto de duvidosa qualidade...

O principal mérito de “Volcano High” será o facto de ter sido o pioneiro na Coreia do Sul, no que concerne aos filmes que usam e abusam de efeitos especiais! Uma boa proposta para uma tarde domingueira, que não nos obrigará a pensar muito, mas sobretudo que elevará os índices de entretenimento para outros patamares! E este aspecto também merece um lugar de destaque no que toca à sétima arte, pois o cinema também visa, entre uma panóplia de objectivos, divertir!

"Kyung-soo luta com um professor"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinedie Asia, Quando a barata voa, A Vida

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,75







sábado, outubro 21, 2006


Windstruck/Nae yeojachingureul sogae habnida (2004)

Origem: Coreia do Sul


Duração: 123 minutos


Realizador: Kwak Jae-young


Com: Jun Ji-hyun, Jang-hyuk, Kim Su-ro, Lee Ki-woo, Im Ye-jin, Kim Chang-wan


"Há dias em que não se deve sair de casa..."


Estória

"Gyeong-jin" é uma mulher polícia com uma atitude muito dura para com o crime, e que não amiúde cai em exageros, roçando a tão propalada brutalidade policial. Um dia, quando estava de folga, começa a perseguir um assaltante que tinha acabado de furtar a carteira a uma transeunte e acaba por deter a pessoa errada, um professor do ensino secundário chamado "Myung-woo".

Após algumas peripécias, a confusão acaba por ser sanada, mas "Myung" não se livra de "Gyeong", pois acaba por andar a patrulhar as ruas com a polícia, no âmbito de um programa de voluntariado.

Após passar uma noite algemado (literalmente!!!) à "Gyeong", enquanto esta perseguia criminosos, "Myung" não consegue resistir ao charme e beleza da rapariga.

"Myung" e "Gyeong" começam então a namorar, e os bons tempos sucedem-se, com o casal a fazer todas aquelas coisas que os jovens enamorados adoram tais como viajar pelo campo de modo a fugir do bulício da cidade, dançar à chuva, jantar à luz das velas e por aí fora.

O problema é que o perigoso trabalho da rapariga colide com a atitude demasiado cavalheiresca do jovem e a tragédia acontece...


"Balbúrdia na sala de aulas!"


"Review"

Em 2004, "Windstruck" foi um dos filmes que gerou mais expectativa no oriente, pelo facto de juntar novamente o realizador e a actriz principal de "My Sassy Girl", a belíssima comédia dramática coreana, por quem tantos se apaixonaram. Tentando aproveitar ao máximo o culto criado à volta desta película, e atingir dois grandes mercados cinematográficos simultaneamente, "Windstruck" foi o primeiro filme coreano a estrear simulatneamente no país de origem e em Hong Kong. Não foi com grande surpresa que o retorno financeiro proveniente das bilheteiras foi bastante aceitável, mas mesmo assim esteve a milhas do seu predecessor.

Que dizer então de "Windstruck"?


Desde logo pelas razões já apontadas, as comparações com "My Sassy Girl" são inevitáveis. Mesmo assim tentarei não fazer girar em demasia a órbita deste texto em relação àquele aspecto.


Desde logo tenho a dizer que "Windstruck" é um bom filme, bastante enternecedor, mas que não chega ao nível evidenciado em "My Sassy Girl".


Vejamos os aspectos negativos.


Desde logo, o romance acontece e evolui depressa demais. Quem é que acredita que dois seres se podem apaixonar com a rapidez que "Gyeong" e "Myung" o fazem, começar logo a namorar com aquela intensidade, fazer todas aquelas coisas que vemos no filme num tão curto espaço de tempo, etc...etc...etc...? Este aspecto retira logo alguma credibilidade à paixão interpretada pelos dois actores principais. À primeira vista nem há razão para que este desenfreamento aconteça, pois não estamos a falr de um filme com 75 ou 80 minutos, em que se tentam apressar as coisas devido à falta de tempo. A única desculpa que encontro relaciona-se com a segunda hora do filme, em que, e sem tentar desvendar demasiado o enredo, julgo que o realizador Kwak Jae-young pretendeu extrapolar mais a dor de "Gyeong", sendo o romance apenas um preâmbulo.


Outro aspecto foi o exagero dos clímaxes. Não usei este termo no plural de uma forma inocente. No que toca a películas dramáticas, sempre gostei dos crescendos até atingirmos finalmente o ponto máximo, aquele grande momento em que nos toca definitivamente no coração e, porque não dizê-lo sem rodeios, com lágrimas por vezes a acompanhar a nossa emoção. Ora quem visiona "Windstruck", tem que preparar-se para a exploração deste pormenor ao máximo. O espectador pensa que o topo já chegou, que o filme não durará muito mais, e logo a seguir toca a aparecer outra cena que pretende ser mais um clímax, "and so on", "so on", "so on"... "Windstruck" possui cenas deste género para dez filmes!!!


Outra coisa que eu acho que se dispensava era a alusão directa que se faz a "My Sassy Girl" no epílogo, e que inclusive até tem a intervenção do actor Cha Tae-hyun. Eu pessoalmente achei um pouco "piroso", mas daí, é uma opinião e vale o que vale.

"Algemado, mas não chateado!"

Não se pense que "Windstruck" não tem pontos favoráveis! Longe disso!

Jun Ji-hyun presenteia-nos com mais uma boa interpretação, a que muito ajuda aquela pose de menina rebelde e adorável que ninguém consegue resistir! Já tinha ficado com uma relativa boa impressão de Jang-hyuk em "Volcano High", que se manteve agora. O restante elenco não se sai igualmente nada mal.

Curioso sem dúvida é a banda sonora que resolveram usar neste filme, com uma versão coreana de "Knockin' on Heaven's Door" (título muito sugestivo para quem conhece o enredo do filme) e umas musiquinhas "à la Motown". Resultou bem sem dúvida!

Assim como critiquei mais acima o exagero dos clímaxes, também reconheço que caa uma dessas cenas individualmente consideradas, representam momentos muito belos de cinema. É certo que todos os "clichés" do romance e do drama lá estão, mas não deixa de ser bonito de se ver!

Mais uma nota cumpre aqui deixar. "Windstruck" apesar de ser uma comédia/drama romântico, é temperado com várias cenas de acção bem executadas, muito por força da profissão da rapariga. Mesmo assim alguém vai ter de me explicar como é que uma pessoa falha tiros a 5 metros de distância, mesmo estando a correr...

"Windstruck" é um bonito filme, com aspectos muito bem conseguidos, sem no entanto atingir o patamar de "My Sassy Girl", película difícil de bater. A pontuação atribuída no item "Gosto pessoal do M.A.M." não é a mais sincera, pois na realidade seria um 7. Levou um 8, pois o autor deste "blog" ainda não aprendeu a resistir a certo tipo de "clichés" românticos e dramáticos...

A ver!

"A importância do vento e da liberdade..."


Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português/espanhol:

Avaliação:


Entretenimento - 8
Interpretação - 8
Argumento - 7
Banda-sonora – 8
Guarda-roupa
e adereços – 7
Emotividade – 10
Mérito artístico – 8
Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8