"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

sexta-feira, abril 06, 2007

Love Letter Aka When I Close My Eyes (1995)

Origem: Japão

Duração: 116 minutos

Realizador: Shunji Iwai

Com: Miho Nakayama, Etsushi Toyokawa, Bunjaku Han, Katsuyuki Shinohara, Miki Sakai, Takashi Kashiwabara, Ken Mitsuishi, Emiko Nagata

"Hiroko adormecida na neve"

Estória

"Hiroko Watanabe" (Miho Nakayama) é uma jovem rapariga que vive em Kobe, arrasada pela morte do seu noivo "Fujii Itsuki", ocorrida dois anos antes num acidente de montanhismo.

Aquando da celebração do aniversário do falecimento do seu amor, "Hiroko" descobre na casa deste o livro do liceu onde "Itsuki" concluiu o ensino secundário, situado na recôndita cidade de Otaru, na ilha de Hokkaido. Folheando o livro, "Hiroko" aponta no seu braço a antiga morada de "Itsuki".

Mesmo sabendo que a casa de "Itsuki" em Otaru já não existe, atendendo a que foi demolida para dar lugar a uma auto-estrada, "Hiroko" resolve escrever uma carta dirigida ao seu falecido noivo com os simples dizeres "Dear Fujii Itsuki. How are you? I am fine. Hiroko Watanabe". O objectivo é o simbolismo impregnado e a descarga de sentimentos. "Hiroko" sabe muito bem que não vai obter uma resposta. Pelo menos era o que pensava...

"O falecido Fujii Itsuki, noivo de Hiroko"

Surpreendentemente "Hiroko" recebe uma carta de volta, assinada sob o nome "Fujii Itsuki". A explicação passa por a missiva ter sido entregue a uma rapariga que partilha o mesmo nome que o noivo de "Hiroko".

A homónima de "Itsuki" (igualmente interpretada por Miho Nakayama), ao receber a carta de "Hiroko", tinha ficado assustada, mas ao mesmo tempo curiosa, e decidiu responder da mesma maneira ambígua, sem revelar o facto de ser uma mulher (esta ideia nem lhe ocorreu, pois compreensivelmente nesta altura, não imaginava o que realmente se estava a passar).

Novas trocas de correspondência sucedem-se, e acabamos por descobrir que a rapariga "Itsuki" foi colega da mesma turma de liceu do rapaz "Itsuki". A partir desta premissa, nasce uma forte ligação entre as duas mulheres, que a "Hiroko" servirá para descobrir aspectos que desconhecia da adolescência noivo, e por outro lado fará com que a "Itsuki" feminina redescubra o seu passado e se aperceba que, porventura, nem tudo era o que pressupunha em relação ao "Itsuki" masculino dos tempos de liceu.


"Gravando memórias no braço"

"Review"

Shunji Iwai é um realizador detentor de uma característica que aprecio imenso, e que passa pelo facto de ser capaz de expor, de uma forma simples, uma estória que muito bem poderia acontecer no nosso dia-a-dia e transformá-la num filme que transborda de sentimentalismo anti-barato, e nos toca bem lá no fundo da alma. Já o tinha notado em "April Story" , fiquei completamente rendido nesta obra antecessora daquele filme.

A maneira como Iwai trata do enredo em "Love Letter" é digna dos maiores elogios e aclamações, e salvo um ou outro defeito nunca por demais evidente, roça a quase perfeição. O primeiro ponto a focar é que, apesar de porventura a sinopse indicar o oposto (aqui provavelmente a culpa terá de ser assacada ao subscritor deste texto), a estória é-nos apresentada com uma fluidez tal, fazendo com que nunca nos percamos em devaneios inúteis ou sejamos contagiados pela superficialidade. Simplesmente o que aqui conta é sentir o anseio, a dor e as expectativas dos intervenientes. Podendo à partida, e pela supramencionada descrição no que tange à troca de correspondência numa fase inicial, haver algum efeito que se reconduza ao paranormal, à semelhança do belo melodrama sul-coreano "Il Mare" , cedo isto se desvanece. O motor da trama é desencadeado por um simples engano, reconduzindo-se este à entrega de uma carta a uma pessoa com o mesmo nome e que, por coincidência, conhece muito bem o passado do destinatário.

Pensando melhor, aqui eventualmente poderia ser apontada uma falha no enredo que passa pelo seguinte:

i) Constando na carta a morada correcta; ii) a casa a que corresponde a morada já não existe, pois foi demolida tendo em vista a construção de uma auto-estrada; iii) a cidade de Otaru é pequena no contexto japonês, mas tem mais de 140.000 habitantes (mais ou menos a mesma população da minha povoação, o Funchal)

Pergunta-se com lógica, "porquê que a carta não foi devolvida ao remetente, e pelo contrário foi entregue a uma pessoa que vive noutro ponto completamente diferente da cidade, tendo por único meio de relação, o facto de ter o mesmo nome?"

Não opinarei em demasia acerca deste ponto, até porque o filme fascinou-me bastante. A única desculpa que encontro para este aparentemente inexplicável contrasenso, será o carteiro ser um apaixonado da "Itsuki" feminina e provavelmente ter dado com a carta (quantos carteiros existirão em Otaru?). Adiante!


"Oração de saudade"

A fotografia é de uma beleza quase inexcedível. O constante cair da neve ilustra com magnificência a dor e o "inverno" dos sentimentos de "Hiroko" e posteriormente da "Itsuki" feminina, transportando igualmente as intermitências dolorosas de uma personagem para a outra.

O desempenho dos actores é bastante aceitável, cabendo as honras quase por completo a Miho Nakayama, uma actriz que não conhecia muito bem, mas que a partir de agora prometo que estarei mais atento. Ela praticamente deslumbra, interpretando duas personagens distintas com igual competência e personalidade. O melhor elogio que se poderá fazer a Nakayama é ficarmos com a sensação, ao visionar "Love Letter", que estamos perante duas actrizes diferentes e igualmente boas. Não é um caso de dupla personalidade. Constitui, isso sim, duas actuações de elevado mérito, reunidas numa película intemporal.

A banda-sonora ajuda ao desfile agonizante dos sentimentos, sendo contituída sobretudo por bonitas passagens de piano, acompanhadas de um violino que desperta por vezes algumas das nossas sensações mais escondidas.

No fim de "Love Letter" há que retirar duas conclusões contra-corrente e eventualmente pessimistas.

A primeira é que nem sempre o tempo cura tudo. Mas caso as feridas do coração não sarem, há que seguir em frente e tentar conviver com a realidade, nunca lutando ingloriamente contra o que não pode ser vencido, ou seja, as recordações.

A segunda, não sendo tão óbvia, passará pelo passado muitas vezes voltar para nos assombrar, e mudar completamente a percepção que nós tinhamos de coisas que aconteceram há anos atrás. Às vezes vamos a tempo de alterar as situações; noutras, como em "Love Letter", é tarde demais...

Aconselho vivamente!!!

"Uma carta de amor"

Trailer (Não encontrado)

The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras Críticas em Português/Espanhol:

Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 8

Argumento - 9

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,25





quinta-feira, abril 05, 2007

Votações - 2º Balanço

Conforme prometido, e atendendo a que já decorreram 3 meses, urge fazer o balanço actual das votações que estão a decorrer neste blog. Sendo assim:

Qual a vossa actriz asiática preferida? Para votarem carreguem AQUI
1º - Cecilia Cheung (7 votos)
2º A opção "outra" (5 votos)
3º Zhang Ziyi e Aya Ueto (4 votos)

Qual o vosso actor asiático preferido? Para votarem carreguem AQUI
1º Bruce Lee (14 votos)
2º Choi Min-sik (5 votos)
3º Jet Li (2 votos)

Feliz Páscoa!


Desejo a todos os amigos, colegas e visitantes deste blogue uma Páscoa Feliz, já agora com bastantes amêndoas, um belo de um Cabrito Assado ou se preferirem um Bacalhau à Lagareiro, acompanhado por uma boa garrafinha de vinho tinto (a minha Tapada do Chaves aguarda ansiosamente por Domingo!)! Felicidades a todo(a)s!!!

Street Fighter Alpha Aka Street Fighter Zero (1999)

Origem: Japão

Duração: 93 minutos

Realizadores: Shigeyasu Yamauchi

Vozes das personagens principais (versão japonesa): Kane Kosugi (Ryu), Kazuya Ichijô (Ken Masters), Yumi Tôma (Chun Li), Tomomichi Nishimura (Gouki), Ai Orikasa (Rose), Chiaki Ôsawa (Sakura), Reiko Kiuchi (Shun), Ken Yamaguchi (Akuma), Bin Shimada (Wallace), Miki Nagasawa (Kei), Kazuyuki Ishikawa (Vega), Hidenari Ugaki (Zangief), Ryûzaburô Ôtomo (Birdie)

"Ryu"

Estória

"Ryu" e "Ken Masters" são dois exímios praticantes de artes marciais, treinados pelo mesmo mestre e criados como irmãos. No entanto, são pessoas extremamente diferentes uma da outra. Enquanto "Ken" é um jovem descontraído que adora desfrutar as coisas boas da vida, o circunspecto "Ryu" vive apenas para a luta, tentando arduamente elevar a sua técnica para um nível perfeito.

"Ryu" consegue dominar o grande poder conhecido como "Hadou", mas ao mesmo tempo começa a surgir dentro do seu ser, o contraponto negativo da técnica, o "Dark Hadou". Isto faz com que "Ryu" se possa tornar, em potência, um ser maléfico.

Quando o mestre de "Ryu" e "Ken" é assassinado por "Akuma" ("Gouken"), os dois voltam a reunir-se, tendo em vista a vingança. Contudo, um acontecimento inesperado sucede com a chegada do pequeno "Shun", que afirma ser o irmão mais novo de "Ryu".

"Ken Masters"

"Ryu" sente o poder do "Dark Hadou" a crescer dentro de si, e a consumi-lo aos poucos. Este facto aliado à permanente dúvida em relação à veracidade das afirmações de "Shun", fazem com que a vida do herói não se afigure nada fácil.

A situação descamba completamente quando "Shun" é raptado por um misterioso inimigo. Tal constitui o mote para "Ryu", auxiliado por "Ken" e "Chun Li", uma agente da Interpol que tenta infiltrar-se na organização mafiosa "Shadowlaw", iniciem uma perigosa viagem que marcará para sempre as suas vidas.

"Chun Li"

"Review"

anteriormente tinha dissertado um pouco acerca da grande importância que os jogos da saga "Street Fighter" da Capcom tiveram e porventura ainda demonstram no mundo dos videojogos, tendo marcado uma geração inteira de adolescentes da qual orgulhosamente há uns anos fiz parte. Para quem gostasse de computadores, de diversão e luta, "Street Fighter" era indubitavelmente a melhor solução que eventualmente se poderia arranjar, ao contrário dos tempos de hoje, em que existe um verdadeiro manancial de jogos do estilo para todos os gostos e feitios.

É pena que os animes que se fizeram para honrar esta lenda dos videojogos, tivessem sempre ficado bastante aquém das expectativas, e, à semelhança do que foi aqui escrito acerca de "Street Fighter II - Animação", este "Street Fighter Alpha" consegue em certos aspectos ser ainda pior.

Desde logo, o que me desiludiu de sobremaneira foi a própria animação. Reconheço que ela é de certa forma inovadora, e que talvez seja a minha estranheza perante tal facto que me leva a proferir tais afirmações, mas definitivamente não gostei. As personagens foram desenhadas com linhas muito fortes, sem sensibilidade nenhuma, e com certas desproporções na sua própria constituição. Observem por exemplo o pormenor do exagerado tamanho dos pés de "Ryu" ou de "Ken" e percebem logo o que eu estou a dizer. Não há beleza quase nenhuma no "design" das figuras, com uma única honrosa excepção, que se reconduz a Chun Li. Neste particular, acho que a agente da interpol ficou mais bem caracterizada neste anime do que no outro da série já aqui revisto. Não pretendo com isto dizer que o estilo de desenho, nomeadamente a mencionada desproporção dos membros, não seja comummente usada nos animes. Mas frequentemente quando isso acontece, visa acentuar certos aspectos pessoais das personagens, como por exemplo a comicidade. No filme que ora se fala, não encontro razões para tal acontecer. Julgo ser uma questão pura de experimentação.

Continuando na animação, o aspecto que achei verdadeiramente mau, foi o próprio "Ryu". Supostamente esta personagem, a principal da estória, é japonês. Mas quem observa atentamente, consegue perceber que ele foi desenhado quase em tudo para parecer um ocidental. Chega a ser extenuante tentarmos perceber se de facto é a nossa imaginação que nos está a trair, mas caros amigos garanto-vos que não. Supostamente, sendo "Street Fighter Alpha", uma prequela a "Street Fighter II", ocorrendo o enredo quatro anos antes, é suposto que se tente fazer com que "Ryu" pareça mais imberbe. Mas o que verdadeiramente se conseguiu foi destruir um pouco a própria identidade de "Ryu" e não me parece que haja algo que me faça mudar de ideias quanto a isto.


"Ken executa o poderoso golpe Shoryuken num adversário"

Os fãs de acção certamente não irão ficar desludidos, pois "Street Fighter Alpha" possui excitantes combates, que conseguem nos prender de certa forma. As perspectivas das lutas são evidenciadas com muita fluidez e de vários ângulos distintos, o que nos permite apreciar condignamente alguns golpes, que tantas dores de cabeça nos deram para conseguir executá-los na consola.

No entanto, convém alertar que existe um maior pendor filosófico em "Street Fighter Alpha", do que no anime antecessor. Várias das cenas que nos são dadas a ver transmitem essencialmente a angústia de "Ryu" pelo facto de se sentir consumido pelo mal, e por vezes nada poder fazer. O drama é profícuo, essencialmente rodando em torno da estória da família do lutador japonês intimamente ligada ao irmão mais novo "Shun", assim como é reflectido quanto baste a tragédia pessoal de Chun Li em relação à morte do pai. Simplesmente ficamos com a sensação que por vezes existem cenas que não fazem sentido nenhum, e que redundam em estrondosos falhanços de natureza "bera" e pseudo-sentimentalista.

Um último alerta cumpre aqui deixar. Não estejam à espera de ver personagens como M. Bison, Sagat, Balrog, Guile, Honda e afins, pois os mesmos não fazem parte deste segmento da saga "Street Fighter". Mesmo assim, terão oportunidade de ver o gigante soviético Zangief em acção!

É meu vivo conselho que se algum dia decidirem visionar "Street Fighter Alpha", não deverão gerar expectativas desmesuradas, pois a quantidade das mesmas será reflectida posteriormente em desilusão...

Nada de especial!

"O maléfico Akuma"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku

Avaliação:

Entretenimento - 7

Animação - 6

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Emotividade - 7

Mérito artístico - 6

Gosto pessoal do "M.A.M." - 6

Classificação final: 6,57





terça-feira, abril 03, 2007

Basilisk Anime - A 1ª batalha

Num misto de falta de tempo e inspiração para escrever uma crítica (farei tudo para postar qualquer coisa de jeito próximo fim de semana), deixo-vos com mais um vídeo. Desta vez trata-se de uma luta retirada de "Basilisk", o anime que serviu de inspiração a "Shinobi: Heart Under Blade". Supostamente trata-se da 1º combate ocorrido na série de animação, mas como ainda não tive oportunidade de a visionar, corrijam-me se a informação estiver incorrecta.
Uma das minhas próximas aquisições, com certeza!!!

sexta-feira, março 23, 2007

A Chinese Odyssey II - Cinderella - Only You

Como previsivelmente não haverá a habitual crítica de um filme este fim de semana, devido a afazeres profissionais inadiáveis, e atendendo que as últimas críticas versaram sobre a saga "A Chinese Odyssey", deixo-vos com a cena do filme em que "Longevity Monk" demonstra os seus dotes de cantor(???)a "Joker". Não aconselhado a ouvidos muito sensíveis!
Já agora fiquem com a letra traduzida para inglês:

"Only you, can take me to retrieve Buddhist sutras
Only you, can beat the demons
Only you, can protect me
Not let the demons eat me
You're the powerful one
Yes, only you

Only you, Don't blame my talkativeness
Wear the headband
Don't be afraid and panic
Don't be scare from the obstacle
I can understand
Just do it
I'll share the burden
Nam Mo Oh Li To Fu (Buddhist amen)"

segunda-feira, março 19, 2007

Dia do Pai

Obrigado Pai por todo o apoio e amor que me deste até hoje! É o mínimo que posso dizer de uma das duas pessoas que gosto mais em todo o mundo!