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sábado, julho 31, 2010

Love and Honor/Bushi no ichibun - 武士の一分 (2006)

Capa

Origem: Japão

Duração aproximada: 121 minutos

Realizador: Yôji Yamada

Com: Takuya Kimura, Rei Dan, Mitsugoro Bando, Takashi Sasano, Kaori Momoi, Nenji Kobayashi, Ken Ogata, Makoto Akatsuka, Toshiki Ayata

Shinnojo 2

“Shinnojo Mimura”

Sinopse

“Shinnojo Mimura” (Takuya Kimura) é um samurai de 30 “koku”, um nível considerado baixo entre os guerreiros japoneses. O seu grande sonho é abrir um “dojo”, onde ele possa ensinar a arte da espada a todas as crianças que necessitem, independentemente da classe a que pertençam. Contudo, os seus ganhos como provador de comida do chefe do clã, asseguram um ganho sustentado para ele e para a sua esposa “Kayo” (Rei Dan), e assim “Shinnojo” vai adiando a sua ambição de vida.

Kayo 2

“Kayo”

Um dia, a desgraça bate à porta de “Shinnojo”, pois ele prova um molusco altamente tóxico. Após uns dias em coma, o samurai sobrevive mas fica com uma sequela nefasta: a perda da visão. A família de “Shinnojo” reúne-se, de maneira a arranjar uma forma de o guerreiro e a esposa poderem sobreviver. É decidido que “Kayo” deverá aceitar a ajuda de “Toya Shimada” (Mitsugoro Bando), um samurai de um nível elevado e comandante das tropas do clã, para que este assegure que “Shinnojo” receba o seu salário até ao fim da vida. Acontece que “Kayo”, contra a sua vontade, torna-se amante de “Shimada”, por exigência deste e de forma a assegurar a sobrevivência do seu marido. Quando “Shinnojo” descobre o que está a acontecer, e independentemente de estar cego, desafia “Shimada” para um duelo, tendo em vista salvar a sua honra.

Kayo e Tokuhei

“Kayo e Tokuhei”

“Review”

“O amor a ninguém dá honra e a muitos dá dor”. Este provérbio poderia assentar que nem uma luva à trama de “Love and Honor”, a terceira parte da trilogia não oficial de “chambara” existencialistas de Yôji Yamada. A fórmula básica segue um pouco na linha dos seus predecessores “Twilight Samurai” e “The Hidden Blade”, ou seja, temos um samurai de um baixo nível social, mas bastante respeitado. Um acontecimento, de certa forma trágico, abala a vida relativamente tranquila do guerreiro, e no fim ele terá de se submeter a uma prova de força, cujo resultado é agoniante e eventualmente mortal. A principal inovação e diferença que reside em “Love and Honor”, comparativamente aos outros dois filmes, passará pelo facto desse evento bulir mais directamente com a vida do samurai, ocorrendo dentro das suas próprias portas. Não é demais relembrar que em “Twilight Samurai” e “The Hidden Blade”, Yamada usou como catalisador a rebeldia dentro do próprio clã de samurais, abordando genial e lateralmente aspectos próprios da época. Ora em “Love and Honor” está em causa, como o próprio título indica, o amor e a honra que residem no próprio coração do guerreiro “Shinnojo”, tornando esta película de certa forma ainda mais intimista.

E é precisamente no facto de o filme ser bastante centrado nas expectativas e personalidade de “Shinnojo”, que reside o bom resultado final de “Love and Honor”. Convém sempre alertar os mais desprevenidos ou que desconhecem a obra do realizador japonês, que os “chambara” de Yamada não são cruzadas sanguinárias de luta de sabre. O que normalmente é focado nos seus filmes de samurais, é uma perspectiva mais realista, sentimental e simples da vida dos míticos combatentes. O que se pretende é dar a conhecer o quotidiano e o lado mais humano do homem e não tanto do mestre da “katana”. Não fugindo a este diapasão, “Love and Honor” é uma longa-metragem que se traduz  num drama acerca da relação entre o amor e a honra, e que tenta mostrar a perspectiva do samurai quando os dois conceitos se digladiam ou se incompatibilizam. Porque a verdade é que esta obra se pode resumir ao seguinte: “Shinnojo” luta pela sua honra, devido a um conflito desencadeado precisamente por um acto de amor.

Os provadores

“Os provadores”

Como já tinha acontecido em filmes anteriores, o espectador é paulatinamente introduzido no modo de vida de “Shinnojo”, quando este era corriqueiro e, de certa forma, feliz. O jovem tem os seus sonhos, por vezes é surpreendentemente infantil, mas tem o código dos samurais muito bem interiorizado. É uma personagem que granjeia imenso a simpatia do espectador, porque em “Shinnojo” reside a bondade e a honra, a par de um homem comum que tem anseios palpáveis. Terá de se admitir que “Love and Honor” não é um filme muito movimentado, mas tal não será, neste caso em concreto, sinónimo de chato. Yamada, como realizador com medidas equilibradas de competência e experiência, consegue embrenhar-nos imenso na história. Em decorrência deste factor, os momentos dramáticos têm um respeitável impacto sentimental perante quem os visiona, parecendo sinceros e retirados da vida real. É tudo uma questão de identificação, e conseguimos sentir que nos revemos em algo no filme. Será forçoso desenvolver um pouco mais este particular. O que é determinante para desenvolver a empatia entre o espectador e o filme, passa pelas razões que norteiam as acções de “Shinnojo”, nos momentos em que a sua vida parece uma tragédia, com a impossibilidade de um final minimamente feliz. Não está apenas em causa o código de honra dos samurais, mas algo maior, a saber, o amor que o homem nutre pela sua mulher. Pessoalmente retirei que “Shinnojo” quando desafia “Shimada” para um duelo, não está apenas a salvaguardar a sua honra de samurai e a da sua esposa. Ele acima de tudo parece querer salvar o seu sentimento, e conferir-lhe um novo fôlego.

Poder-se-ia pensar que Takuya Kimura, artista que ficou conhecido por ser membro de uma banda j-pop chamada “Smap”, não estaria à altura do papel que lhe foi conferido. Nada mais enganador. O actor tem uma actuação fantástica, e estoicamente carrega “Love and Honor” nos seus ombros. É bem apoiado pela actriz Rei Dan, muito aprazível no seu papel de esposa devota, capaz dos maiores sacrifícios pelo seu amor, inclusive dando o corpo a uma causa que considerou maior. Merece ainda uma palavra especial, o actor Takashi Sasano, que interpreta “Tokuhei”, o criado do samurai. A sua actuação prima por algum humor inocente, mas sempre acompanhado de um bom senso assinalável que, à partida, seria incomum numa pessoa pouco instruída, que devotou a sua vida ao serviço de terceiros.

Com “Love and Honor”, Yamada conclui de forma bastante feliz a sua trilogia “chambara”. A “finesse” e “savoir fare” com que nos brinda na direcção da película é de relevar, e contribui para mais um bom momento do cinema nipónico. É-nos oferecido um filme honesto, despido de qualquer tipo de pretensiosismo. Há que contar uma história e faze-lo bem. Numa profundidade salutar e assinalável, apraz-me dizer que “Love and Honor” é um bom exemplo do género. Portanto...muito recomendado!

Duelo

“Duelo”

imdb 7.6 em 10 (914 votos) em 31 de Julho de 2010

Avaliação:

Entretenimento – 7

Interpretação – 9

Argumento – 8

Banda-sonora – 8

Guarda-roupa e adereços – 8

Emotividade – 8

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8

terça-feira, maio 13, 2008

Realizador Asiático Preferido - Votação

Apresento-vos mais um realizador asiático que está sujeito ao vosso escrutínio, no quadro de votações mais abaixo à direita. Não custa relembrar que podem escolher mais do que uma opção, antes de clicarem e submeterem o(s) vosso(s) voto(s). Igualmente podem sugerir outros nomes para serem postos a votação.


Yôji Yamada

Informação


Filmografia enquanto realizador (caso exista alguma crítica, o título estará assinalado a cor vermelha. Para aceder ao texto, basta clicar):

  1. Nikai no tanin (1961)
  2. Shitamachi no taiyou (1963)
  3. Baka marudashi (1964)
  4. Baka ga tanku de yatte kuru (1964)
  5. Likagen baka (1964)
  6. The Loveable Tramp (1966)
  7. Un ga yokerya (1966)
  8. Ippatsu daiboken (1968)
  9. Fukeba tobuyona otokodaga (1968)
  10. Tora San Our Loveable Tramp (1969)
  11. So Sad Is Man (1969)
  12. Tora San's Runaway (1970)
  13. Where Spring Comes Late (1970)
  14. Tora San's Shattered Romance (1971)
  15. Tora San, the Good Samaritan (1971)
  16. Tora San's Love Call (1971)
  17. Home From the Sea (1972)
  18. Tora San's Dear Old Home (1972)
  19. Tora San's Dream Come True (1972)
  20. Tora San's Forget Me Not (1973)
  21. Tora San Loves an Artist (1973)
  22. Tora San's Lovesick (1974)
  23. Tora San's Lullaby (1974)
  24. The Village (1975)
  25. Tora San, Love Under One Umbrella (1975)
  26. Tora San, the Intellectual (1975)
  27. Tora San's Sunrise and Sunset (1976)
  28. Tora's Pure Love (1976)
  29. Tora San Meets His Lordship (1977)
  30. The Yellow Handkerchief (1977)
  31. Tora San Plays Cupid (1977)
  32. Stage-struck Tora San (1978)
  33. Talk of the Town Tora San (1978)
  34. Tora San, the Matchmaker (1979)
  35. Tora San's Dream of Spring (1979)
  36. Tora's Tropical Fever (1980)
  37. A Distant Cry from Spring (1980)
  38. Foster Daddy, Tora (1980)
  39. Tora San's Love in Osaka (1981)
  40. Tora San's Promise (1981)
  41. Hearts and Flowers for Tora San (1982)
  42. Tora San, the Expert (1982)
  43. Tora San's Song of Love (1983)
  44. Tora San Goes Religious ? (1983)
  45. Marriage Counselor Tora San (1984)
  46. Tora San's Forbidden Love (1984)
  47. Tora San, the Go-between (1985)
  48. Tora San's Island Encounter (1985)
  49. Final Take: The Golden Age of Movies (1986)
  50. Tora San's Bluebird Fantasy (1986)
  51. Tora San Goes North (1987)
  52. Tora San Plays Daddy (1987)
  53. Hope and Pain (1988)
  54. Tora San's Salad-Day Memorial (1988)
  55. Tora San Goes to Vienna (1989)
  56. Tora San, My Uncle (1989)
  57. Tora San Takes a Vacation (1990)
  58. My Sons (1991)
  59. Tora San Confesses (1991)
  60. Tora San Makes Excuses (1992)
  61. A Class to Remember (1993)
  62. Tora San's Matchmaker II (1993)
  63. Tora San 47 (1994)
  64. Tora San the Final (1995)
  65. A Class to Remember 2 (1996)
  66. Niji o tsukamu otoko (1996)
  67. Gakko III, the New Voyage (1998)
  68. A Class to Rememeber 4: Fifteen (2000)
  69. The Twilight Samurai (2002)
  70. Love and Honor (2006)
  71. Kabei: Our Mother (2008)


domingo, fevereiro 25, 2007

A Espada do Samurai/The Hidden Blade/Kakushi ken oni no tsume (2004)

Origem: Japão

Duração: 132 minutos

Realizador: Yôji Yamada

Com: Masatoshi Nagase, Takako Matsu, Yukiyoshi Ozawa, Hidetaka Yoshioka, Min Tanaka, Tomoko Tabata, Ken Ogata, Nenji Kobayashi, Reiko Takashima, Chieko Baisho, Sachiko Mitsumoto

"O samurai Munezo Katagiri"

Estória

No Japão do Séc. XIX, dois samurais chamados "Munezo Katagiri" (Masatoshi Nagase) "Samon Shibada" (Hidetaka Yoshioka) despedem-se do seu grande amigo "Yaichiro Hazama", que está de partida para Edo, onde irá assumir uma posição importante no seu clã. Posteriormente, os dois companheiros dirigem-se para a casa de "Katagiri", tendo em vista acertar o casamento da irmã deste "Shino" (Tomoko Tabata) com "Shibada". Num almoço alegre, o enlace é acordado sobre os mais esperançosos auspícios.

Na casa de "Katagiri", vivem igualmente a mãe do samurai e a sua serva, uma rapariga chamada "Kie" (Takako Matsu), pertencente a uma casta inferior. "Kie" cresceu numa quinta, e vive com a família "Katagiri", tendo em vista aprender os afazeres domésticos, por forma a que possa arranjar um bom casamento e elevar um pouco a sua parca condição social.

"Kie"

Três anos depois muita coisa mudou. "Shibada"casou com "Shino", a mãe de "Katagiri" faleceu, e "Kie" casou com o herdeiro de uma abastada família de comerciantes. Um dia, "Katagiri" encontra "Kie", com um aspecto bastante diferente. Ela encontra-se muito mais magra e abatida, o que leva "Katagiri" a pensar, e com razão, que a rapariga anda a ser maltratada pela família do marido. Posteriormente chega ao conhecimento do samurai que "Kie" adoeceu gravemente, o que o faz enfurecer. Ele resgata-a do seu degredo social, leva-a de novo para a sua casa e trata do divórcio de "Kie". Esta recupera da sua maleita, e volta a ser a serva fiel de "Katagiri", providenciando por todo o bem estar da sua residência.

Não tarda muito que a felicidade do casal seja ameaçada por dois cruéis eventos.

O primeiro prende-se com os rumores emergentes que espalham o boato de "Kie" ser amante de "Katagiri", provocando um certo escândalo, atendendo a que a rapariga é de uma casta inferior à do samurai, facto imperdoável no clima social do Japão de então. Isto faz com que "Katagiri" seja obrigado a enviar "Kie" para a quinta dos pais, provocando um desgosto enorme a ambos.

O segundo acontecimento está relacionado com o amigo de "Katagiri" que partiu anos antes para Edo. Pelos vistos, "Hazama" envolveu-se numa conspiração ao mais alto nível, sendo preso e posteriormente evadindo-se, tomando como reféns um agricultor e a sua filha. O clã ordena a "Katagiri" que mate "Hazama", pois ambos foram alunos do lendário samurai "Kansai Toda" (Min Tanaka), sendo "Katagiri" considerado o único capaz de levar a missão a "bom porto".

Dividido pela amizade e pela honra, devastado pela possível perda do seu amor, "Katagiri" vê-se envolvido num enorme dilema interior que o leva a tomar as decisões mais importantes da sua vida.

"Nos bons tempos"

"Review"

"A Espada do Samurai" constitui o segundo episódio da aclamada trilogia do respeitado realizador japonês Yôji Yamada, sob a chancela da produtora Shochiku. O primeiro filme da "trilogia samurai" de Yamada, chamado "A Sombra do Samurai", resultou num grande sucesso, tendo ganho 12 "Japan Academy Film Awards" e inclusive obtido uma merecida nomeação para o óscar de melhor filme estrangeiro, na edição dos prédios da academia de Hollywood referente ao ano de 2004.

O que desde logo fascina nos filmes de Yamada é que, ao contrário do que os títulos das películas possam indicar, não estamos perante as normais longas-metragens de "chambara" ou "jidai geki", mas antes deparamo-nos com películas que têm uma componente dramática muito maior, em detrimento da acção violenta e realista dos combates. Yamada preocupou-se sobretudo em expôr as fragilidades emocionais dos míticos guerreiros, tentando humanizá-los ao máximo e situá-los na sociedade tremendamente feudal do Japão. Do ponto de vista estritamente histórico, as obras de Yamada são bem capazes de ser as que nos elucidam melhor acerca da vivência dos samurais.

A estória de "A Espada do Samurai" situa-se numa época de grande confrontação e celeuma entre o antigo modo de vida dos samurais, e a modernização do império nipónico, que no filme é abordada essencialmente nos seus aspectos militares. Porventura, o caro leitor estará a pensar neste momento que já viu este tema abordado em algum sítio. Tem toda a razão, pois o "blockbuster O Último Samurai" de Edward Zwick, com Tom Cruise e Ken Watanabe como principais protagonistas, assentava sobretudo nesta ideia de choque da cultura japonesa com a ocidental. Em "A Espada do Samurai", o mesmo tema é dissecado de uma maneira mais refinada, embora muito menos espectacular.

Não pensem igualmente que, tal como a tradução portuguesa indicia, o filme tem por pano de fundo alguma espada sagrada, perdida, invencível ou qualquer coisa deste género. Ele refere-se a uma técnica de esgrima denominada "lâmina escondida" (aqui a tradução inglesa foi manifestamente mais feliz), muito efectiva em combate e ensinada pelo mestre "Kansai Toda" a "Katagiri".

"Katagiri é obrigado a lutar até à morte com o seu amigo renegado Yaichiro Hazama"

Fiel ao escopo dos seus filmes de samurais, como já foi anteriormente aludido, Yamada dá o enfoque sobretudo à vida social de "Katagiri", às escolhas que forçosamente tem de fazer face à sua situação de samurai de baixa condição, sem contudo ser um "ronin", e por esse mesmo motivo ligado a um senhor a quem deve a mais estrita obediência. No entanto, os famosos guerreiros já não são o que eram, e muita corrupção e falta de sentido de honra grassa e mancha o outrora quase imaculado código dos samurais. Quando "Katagiri" se apercebe deste aspecto, coloca em dúvida as suas próprias convicções, e sem pôr em causa o seu sentido de dever e lealdade perante o clã, acaba por tomar a atitude mais certa perante a sua consciência pessoal: liberta-se da casta a que a sua família pertenceu durante gerações.

As comparações com o primeiro filme da série de Yamada são inevitáveis. Quem viu "A Sombra do Samurai", terá de concluir inevitavelmente que existe aqui uma repetição de vários aspectos do argumento. A relação entre "Katagiri" e "Kie" é bastante similar ao amor de "Seibei" e "Tomoe"; ambos os protagonistas dos filmes são samurais de baixa condição, com problemas financeiros; ambos recebem ordens para matar um rebelde e renomado espadachim, ocorrendo ambas as lutas num ambiente de certa forma claustrofóbico; e claro está, ambos põem em causa tudo o que acreditaram até então, sendo forçados a tomar decisões que cortam completamente com o seu passado.

Atendendo à grande similaridade entre ambos os filmes, "A Sombra do Samurai" terá de levar inevitavelmente alguma vantagem, nem que seja pelo facto de ter sido o primeiro a aparecer. Isto não quer dizer que "A Espada do Samurai" não tenha os seus méritos e alguma individualidade própria. Mas o problema é mesmo esse. É "alguma"!

Constitui um filme merecedor de atenção, mas para quem se queira iniciar na melancólica trilogia de Yamada, mais vale respeitar a cronologia, ou seja, "A Sombra do Samurai" deverá ser a primeira obra a visionar.


"O expressar dos sentimentos de Katagiri e Kie"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Esta crítica encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 7,75