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domingo, outubro 03, 2010

Jeon Woo Chi: The Taoist Wizard/Jeon Woo Chi – 전우치 (2009)

Capa

Origem: Coreia do Sul

Duração aproximada: 136 minutos

Realizador: Choi Dong-hoon

Com: Kang Dong-won, Kim Yoon-seok, Im So-jeong, Yoo Hae-jin, Song Young-chan, Joo Jin-moo, Kim Sang-ho, Seon Woo-seon, Kong Jeong-hwan, Kwon Tae-won, Lee Sook, Baek Yun-shik

Jeon Woo Chi 2

Jeon Woo Chi”

Sinopse

Há 500 anos atrás, na Coreia, em plena dinastia Joseon, “Jeon Woo Chi” (Kang Dong-won), um jovem feiticeiro com laivos de rebeldia, parece estar mais preocupado em perseguir a fama e agir de forma pouco respeitável, do que propriamente ajudar o seu mestre (Baek Yun-shik) a proteger uma flauta sagrada dos temíveis “goblins”. Após o seu mentor ter caído às mãos do feiticeiro maléfico “Hwa-dan” (Kim Yoon-seok), “Woo Chi” e o seu fiel companheiro “Dorangyi” (Yoo Hae-jin) são incriminados injustamente pelo horrível acto e selados magicamente em pinturas pelos deuses taoistas.

In-kyeong

In-kyeong”

Na Seul da actualidade, “Hwa-dan” e os “goblins” procuram a flauta mágica, e temendo o fim do mundo, os deuses taoistas libertam “Woo Chi” e “Dorangyi”, de forma a combater as forças do mal. Infelizmente, 500 anos parecem não ter sido suficientes para que o jovem feiticeiro tivesse alterado seu feitio indisciplinado. Contudo, tudo parece mudar quando “Woo Chi” depara-se com a reincarnação do seu amor de sempre “In-kyeong” (Im So-jeong).

Hwadan 2

O feiticeiro Hwa-dan”

“Review”

Posso começar este breve texto, praticamente com a conclusão: “Jeon Woo Chi (...)” foi uma agradável surpresa, que ajudou a passar muito bem duas horas e pouco nocturnas, em que o cansaço já começava a pesar. Contudo, o filme teve o condão de despertar o ser e a mente, proporcionando momentos de notável entretenimento e emoção a rodos. Trata-se de uma película ideal para os momentos de maior descontracção ou de festividade, não tivesse sido “Jeon Woo Chi (...)”, o campeão de bilheteira na Coreia do Sul, durante o Natal de 2009, com um registo de admissões nas salas de cinema, superior a seis milhões de espectadores.

Apesar de ser marcadamente um “blockbuster” de grande orçamento, esta longa-metragem tem partes distintas, mas muito bem estruturadas e quase igualmente cativantes. Os primeiros 45 minutos passam-se no período da história coreana conhecido como a era (ou dinastia) Joseon. Não se resumindo apenas a uma mera função de enquadramento, aqui temos a oportunidade de nos deparar com um “Woo Chi” arrogante e que só se mete em tropelias, deambulando num mundo mitológico e mágico onde convivem deuses, feiticeiros e seres maléficos como “goblins”. Na segunda parte, temos um “Woo Chi” liberto na actualidade, em que terá de se adaptar ao progresso de 500 anos, mas acima de tudo aprender a abandonar o seu feitio imaturo e rebelde, de forma a poder salvar o mundo. De certa forma, confesso que o feitio de “Woo Chi” e a aura que o rodeia, fez-me lembrar a personagem do jovem e desafiador feiticeiro “Howl”, do filme de Miyazaki “Owl's Moving Castle”.

Ataque dos goblins

Ataque de um goblin que assumiu forma humana”

Como já acima aflorei, esta obra encontra-se dotada de um grande entretenimento. Os efeitos especiais, que ilustram principalmente as lutas travadas entre feiticeiros e também entre estes e “goblins”, estão bem acima da média e proporcionam mesmo momentos visualmente fascinantes. Sendo uma película revestida de muita criatividade e até alguma originalidade, é garantido que aqueles que elegem a fantasia como o seu domínio de eleição, ficarão deslumbrados com o design dos “goblins”, ou então com a variedade de feitiços que são expostos. Tudo acompanhado com um ritmo apreciável e momentos de acção bem conseguidos. No meio, sempre há espaço para felizes momentos de comédia, essencialmente a cargo de “Dorangyi”, o “side kick” de “Woo Chi” e dos três desajeitados deuses taoistas.

Com actuações medianas, mas seguras, “Jeon Woo Chi (...)” é a prova que um filme de massas, não tem necessariamente de ser um exercício oco de superficialidade, mas pelo contrário auxiliado por bastantes aspectos relevantes. Esta longa-metragem reflecte um adequado equilíbrio entre efeitos especiais, personagens interessantes e um argumento aceitável. Pelo exposto, e porque o entretenimento e o cinema “leve”, são também “cinema”, aconselho este “Jeon Woo Chi: The Taoist Wizard” a todos aqueles que abraçam o mitológico e o fantástico, exteriorizado com qualidade. É este o caso.

Goblin

Um dos goblins”

imdb 7.0 em 10 (336 votos) em 2 de Outubro de 2010

Avaliação:

Entretenimento – 9

Interpretação – 7

Argumento – 7

Banda-sonora – 7

Guarda-roupa e adereços – 9

Emotividade – 8

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do "M.A.M.” – 7

Classificação final: 7,75

domingo, fevereiro 01, 2009

Chuva Sangrenta/Blood Rain/Hyeol-ui nu - 혈의 누 (2005)

Origem: Coreia do Sul

Duração: 114 minutos

Realizador: Kim Dae-seung

Com: Cha Seung-won, Park Yong-woo, Ji Seong, Yoon Se-ah, Choi Ji-na, Cheon Ho-jin, Oh Hyeon-Kyeong, Choi Jong-won, Yoo Hae-jin, Jeong Gyoo-soo, Park Cheol-min, Choi Dong-joon, Park Choong-seon

"O detective imperial Won-kyu"

Sinopse

Em 1808, em plena dinastia Joseon, Dong-hwa é uma ilha remota, mas que vive numa certa prosperidade devido à sua importante fábrica de produção de papel. A relativa tranquilidade da localidade é seriamente perturbada, quando o navio que iria transportar o tributo anual ao imperador é incendiado. A corte envia o investigador “Won-kyu” (Cha Seung-won), tendo em vista que este averigue o sucedido.

"O jovem artesão Du-ho"

Uma missão que no início parecia um cumprimento de burocracias e formalidades, cedo sofre um volte-face arrepiante. “Won-kyu” depara-se com um corpo empalado de um habitante da ilha, conhecido por ser um bêbado e jogador inveterado. Os assassinatos começam a grassar, e o detective imperial apercebe-se que os crimes parecem estar relacionados com a execução do Comissário “Kang” (Cheon Ho-jin) e da sua família, ocorrida sete anos antes. O motivo da condenação foi pelo facto de “Kang” ser supostamente um católico, religião que foi proibida pela monarquia coreana. “Won-kyu” acaba por contactar com o responsável pelos homicídios, que enverga uma misteriosa máscara branca que oculta a sua face.

"A xamã"

"Review"

“Chuva Sangrenta” é um filme de mistério e detectives, que tem a particularidade de ocorrer numa época histórica, com todos os pormenores daí advenientes ou associados. Com base nesta mistura de elementos, obtemos uma película bastante interessante, com intriga e pormenores culturais suficientes para manter uma atenção constante de um espectador mais ou menos esclarecido.

Crânios esmagados, sangue a jorros, autópsias, corpos humanos desmembrados, empalados ou a serem cozidos em água a ferver. Tudo isto serve para referir que “Chuva Sangrenta” não se furta aos pormenores mais “gore” ou violentos, imprimindo desta forma um certo realismo às execuções ou os assassinatos, o que certamente não será para o estômago de qualquer um. Estas cenas em particular são extremamente bem elaboradas, e servem para acentuar os caminhos mais negros que por vezes a película percorre. Cumpre alertar que os defensores dos direitos dos animais não ficarão muito satisfeitos, com a decapitação gratuita de cinco galinhas, em que se nota que não houve recurso a efeitos especiais.

"Uma das vítimas é cozida viva"

O argumento, por seu turno, detém altos e baixos. Explora bem o factor cultural , mas por vezes existe um certo entusiasmo que confunde o espectador tanto na resolução do mistério, assim como na fronteira entre o mundano e o sobrenatural. É por este motivo que, apesar de ser uma película com quase duas horas de duração, certas aspectos ficam por explicar e outros simplesmente não têm sentido. Pelo menos à primeira vista. O que funciona bem, e como já acima dei a entender, são os pormenores históricos dos quais destacaria a perseguição aos católicos e a tudo o que representasse contactos profundos com a cultura ocidental. Todos nós temos a consciência do que representou a inquisição na Idade Média, e as atrocidades que se cometeram em nome de Deus, quando na realidade era a mente dos homens que era fanática ou deturpada. Ora séculos mais tarde, com a expansão europeia para o extremo oriente, em especial para a China, Coreia e Japão, os católicos igualmente foram vítimas de ataques desmesurados. Especialmente os autóctones que se convertiam. Embora não haja um tratamento exaustivo desta questão, sempre temos elementos suficientes para entender um pouco este confronto religioso, e que à primeira vista lateral, constitui um factor importante e decisivo para uma melhor percepção de “Chuva Sangrenta”.

Os cenários e guarda-roupa são exibidos de uma forma quase perfeita, o que constitui sem dúvida alguma um dos pontos fortes desta longa-metragem. Os elementos orquestrais presentes na banda-sonora conferem uma certa dimensão à película, mas nada de extasiante. Os actores esforçam-se por apresentarem-se em bom nível, mas o que de bom sucede nas personagens secundárias, falha um pouco nos intérpretes principais. “Wong-kyu”, interpretado pelo actor Cha Seung-won, consegue ser credível, mas por vezes sensaborão e sem alma. Poderíamos eventualmente traduzir por ausência de algum carisma.

“Chuva Sangrenta” foi por alguns comparado a “O Nome da Rosa”, a maravilhosa obra do realizador Jean-Jacques Annaud, baseada num ainda mais fenomenal livro de Umberto Eco. Contudo, o filme coreano está a milhas de sequer poder ser mencionado ao lado daquela película, porquanto está longe de evidenciar uma mestria argumentativa e uma representação à altura. No entanto, sempre se dirá que esta película tem alguns aspectos interessantes e que na sua quase globalidade se reconduzem ao aproximar histórico-cultural de uma época importante e de transição para os coreanos. Igualmente será de apreciar alguns factores prementes da trama, no que concerne à investigação dos homicídios, que por vezes entusiasma. Por fim, torna-se importante relevar a inusitada violência e realismo, que poderão causar algum suplício às mentes mais sensíveis e impressionáveis. Com uma carreira ainda breve, o realizador Kim Dae-seung oferece-nos um “thriller” histórico que abre o apetite para que futuras realizações sejam elevadas a um nível superior.

Não custa conferir!

"Won-kyu persegue o assassino"

Trailer

The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 9

Emotividade - 8

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,50





quinta-feira, dezembro 20, 2007

Musa, the Warrior/Musa - 무사 (2001)

Origem: Coreia do Sul

Duração: 127 minutos

Realizador: Kim Seong-su

Com: Jung Woo-sung, Zhang Ziyi, Joo Jin-mo, Ahn Sung-kee, Yu Rong Guang, Park Yong-woo, Song Jae-ho, Lee Do-il, Park Jung-hak, Yoo Hae-jin, Jung Seok-yong

"Yeo-sol"

Estória

China, 1375. Uma delegação coreana, liderada pelo general “Choi Jung” (Joo Jin-mo) vai ao encontro do imperador Ming, tendo em vista reatar conversações acerca de paz e sanar um mal-entendido que levou à morte de um enviado chinês ao reino da Coreia. Os chineses prendem a embaixada coreana e enviam-nos para o exílio num deserto hostil. Os coreanos acabam por se libertar, devido a um ataque de soldados mongóis da dinastia Yuan que mata todos os soldados Ming que serviam de escolta. Decidem então encetar um penoso retorno a casa, atravessando para o efeito as infindáveis areias escaldantes.

Na jornada para casa, os coreanos deparam-se novamente com os mongóis, liderados desta vez por “Rambulhua” (Yu Rong Guang), e apercebem-se que o mesmo leva como prisioneira, uma princesa Ming, de seu nome “Buyong” (Zhang Ziyi). Os guerreiros entendem que a situação constitui uma oportunidade para ficarem bem vistos perante a dinastia chinesa e obviar o seu falhanço diplomático. Atendendo ao exposto, salvam a nobre dos seus captores.

"O general Choi Jung e a princesa Buyong"

Uma nova viagem é encetada pelo deserto, mas numa diferente direcção, pois os coreanos pretendem entregar a princesa sã e salva ao seu povo. Ao mesmo tempo, começa-se a desenvolver um triângulo amoroso entre o general “Choi Jung”, a princesa “Buyong” e “Yeo-sol” (Jung Woo-sung), um escravo que é um guerreiro formidável no manejo da lança.

Contudo, os mongóis não se deixam ficar, e perante um juramento de sangue, “Rambulhua” inicia uma perseguição pelo deserto, tendo por objectivo recuperar a princesa e matar os homens que o desonraram.

"Jin-lib (a olhar para o lado) e os restantes guerreiros coreanos"

"Review"

Quando “Musa, the Warrior” estreou na Coreia do Sul em 2001, vinha com o rótulo de filme mais dispendioso de sempre da história do cinema coreano, prometendo a todos ser uma epopeia quase sem par. Supostamente baseado em factos históricos verídicos (embora aqui romanceados), “Musa” é uma interpretação da viagem do embaixador Chung Yong-son, que se dirigiu com o seu séquito à China, em ordem a oferecer cavalos ao imperador Ming Hongwu. O embaixador foi exilado e nunca mais retornou à terra-natal. É uma obra que merece um grande respeito, pelo facto de no que respeita aos aspectos mais cinematográficos, transpirar qualidade e pujança por todos os poros!

Ao ver “Musa” pela primeira vez e focando-me agora no factor argumentativo, vêm-me ao pensamento filmes como “Os Sete Samurais” ou “Guerreiros do Céu e da Terra”. Esta ideia explica-se pelo facto de termos um grupo de heróicos guerreiros, que defendem os mais oprimidos, em nome de algo maior do que eles próprios. Claro está, com uma diferença de efectivos abismal em relação aos seus opositores. No caso do filme de He Ping, a verosimilhança será um tanto ou quanto mais evidente, pois assim como em “Musa”, existe uma grande perseguição pelo deserto que acaba num cerco a uma fortaleza. No entanto, será uma perfeita heresia colocar “Guerreiros do Céu e da Terra” ao nível de “Musa”, atendendo a que a longa-metragem que ora se analisa é por demais superior em praticamente todos os aspectos.

Um dos componentes mais fascinantes em “Musa”, passará pela relação entre as várias personagens que compõem o grupo de fugitivos, e inclusive entre os inimigos. É deveras interessante seguir o confronto de personalidades e estatuto entre o general “Choi” e o escravo “Yeo-sol”. O militar olha com sobranceria para um ser humano que é visto como um animal em razão da estratificação social da época, e o conflito adensa-se mais quando o general se apercebe que está atrás de “Yeo-sol” no que concerne à atenção e admiração da princesa. No entanto, e sem os predicados do costume, “Choi” aprende a respeitar a coragem de “Yeo-sol” e a maneira como o mesmo transmite esse ardor nas horas difíceis aos restantes coreanos.

"Yeo-sol cavalga para a batalha"

Igualmente é de destacar o envolvimento romântico entre a princesa “Buyong” e “Yeo-sol”. Quem está mais atento ao cinema asiático, terá forçosamente de concordar que o mesmo é relativamente pudico em expor num filme os aspectos mais físicos desse sentimento que nos dá a volta a cabeça e chamamos amor (as mentes perniciosas que já estão a pensar nos “sexploitations”, por favor “aguentem os cavalos”). Como em tudo na vida, a tendência está a mudar, mas o traço característico mantém-se. Contudo, e isto é uma opinião meramente pessoal, entendo que o chamado “platonismo” cinematográfico (vou subtrair agora os aspectos vivenciais) tem a sua beleza e o condão de nos fazer sonhar. Coligindo estes pressupostos, tenho a dizer que o belo sentimento que brota entre “Yeo-sol” e a princesa “Buyong” é simplesmente enternecedor. O ar altivo da nobre, que funciona sobretudo como defesa pessoal, aliado ao circunspectivismo natural e à capacidade de sacrifício do verdadeiro herói da estória, resulta numa soma óbvia (este termo não é depreciativo) de qualidade apaixonante que estamos longe de encontrar no dia-a-dia da sétima arte.

Outro dos factores que é de relevar são os combates. Caros visitantes deste espaço, ao contrário da exposição de sentimentos entre “Buyong” e “Yeo-sol” (e porque não dize-lo, do general “Choi”), aqui já não estamos no campo da delicadeza e do “vai, não vai”. A violência crua prima à semelhança de um sanguinolento “chambara”, em que as peles são rasgadas, o sangue jorrado, e as lutas não se prolongam atendendo a factores de estética (que diga-se de passagem, também têm o seu lugar). Não me quero alongar em demasia no que concerne a este aspecto em particular. Só vos digo que “Musa” tem, sem margem para qualquer dúvida, uma das decapitações mais chocantes da história do cinema. E o que entusiasma (mórbido, brrr…) é que nem pressentimos a sua chegada. Ficamos siderados e a pensar “mas que raio é que aconteceu?”

O trabalho dos actores é bastante competente. Existe um unanimismo à volta das capacidades de Zhang Ziyi, que é partilhado pela minha pessoa. A actriz cumpre e bem. Jung Woo-sung e Jo Jin-mo, são dois valores seguros do cinema coreano, que expõem mais uma vez as suas inegáveis capacidades na representação. O destaque que aqui faço não irá para as três personagens principais da película, representadas pelos actores atrás mencionados, mas para Ahn Sung-kee. Um portento a sua actuação como o sábio arqueiro coreano “Jin-lib”. Doce nos momentos de aconselhamento, frio e tenaz nas cenas mais movimentadas. Sempre calmo em qualquer uma das situações. Mas alguém duvida que Ahn Sung-kee é um dos maiores valores do cinema sul-coreano, quiçá do asiático e até do global? Só um louco duvidaria!

Julgo que a haver defeito em “Musa”, passará pelo facto de a banda-sonora não estar ao nível dos restantes aspectos do filme. Nos “trailers” que visionei, antes de adquirir o filme, a música épica grassava e trazia ainda mais “água na boca”. Contudo, na película, as coisas não se passam bem assim. Apesar de o aspecto sonoro ser aceitável, falta em certa medida, aquelas melodias épicas de encher o coração e fazer-nos apetecer agarrar numa espada e saltar para dentro do ecrã, mesmo correndo o risco de levar um enxerto de pancada (como seria o mais provável), sem nos importarmos minimamente com isso.

“Musa, the Warrior” é uma película imperdível para qualquer fã que goste de um bom épico asiático, pela simples razão de, sem margem para grandes teorias, ser um dos grandes expoentes do género. Aliás, “Musa” foi apelidado por diversas vezes como o “Braveheart” da Coreia do Sul, embora eu discorde desta analogia. Um aliciante extra passará por podermos ver Zhang Ziyi num dos seus filmes menos conhecidos no ocidente.

Constituindo uma longa-metragem a deter na colecção de qualquer cinéfilo, “Musa” daria uma excelente prenda para o Natal! Felizmente que consta do meu acervo pessoal há algum tempo :) !

"Luta num riacho que atravessa o penoso deserto"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português/espanhol:

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 9

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M" - 8

Classificação final: 8,38