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sexta-feira, junho 18, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Sei Ashina







Mais informações acerca desta bela actriz japonesa AQUI.


segunda-feira, junho 07, 2010

Sword of the Stranger/Sutorenjia: Mukô hadan - ストレンヂア無皇刃譚 (2007)

Capa

Origem: Japão

Duração aproximada: 103 minutos

Realizador: Masahiro Ando

Vozes das personagens principais (versão original – japonesa): Tomoya Nagase (Sem Nome-Nanashi), Yuuri Chinen (Kotarou), Kôichi Yamadera (Luo Lang-Rarou), Akio Ohtsuka (Shougen Itadori), Naoto Takenaka (Shoan), Unshou Ishizuka (Lord Akaike)

Samurai

Nanashi, o samurai”

Sinopse

No Japão feudal, mais propriamente na era Sengoku, “Kotarou”, um jovem rapaz, vê-se perseguido por um bando de temíveis guerreiros chineses, que servem o imperador Ming. Acompanhado do seu fiel companheiro, o cão “Tobimaru”, “Kotarou” acaba por se deparar com um samurai errante, que não possui nome. Embora exista um antagonismo inicial, “Kotarou” é obrigado a contratar o combatente, após “Tobimaru” ser ferido numa refrega.

Kotarou e Tobimaru

Kotarou e o cão Tobimaru”

Aos poucos, entre “Kotarou” e o guerreiro nasce uma grande amizade. Contudo, a caça ao jovem aumenta por parte dos chineses, que acabam por capturar o fugitivo, tendo em vista usar o seu sangue para criar uma poção que supostamente tem a faculdade de conceder a vida eterna. O samurai parte numa busca para salvar o seu amigo, e de forma a salvar a vida do jovem, terá de defrontar o líder dos servidores do imperador Ming e o adversário mais fabuloso com que se deparou, o temível Luo Lang, também conhecido por Rarou.

Rarou Vs. Samurai 2

O samurai defronta Luo Lang Aka Rarou”

“Review”

Não sendo dos animes mais conhecidos do Japão, nem por este motivo “Sword of the Stranger” deixou de figurar em muitos festivais internacionais dedicados ao cinema de animação e não só, tendo mesmo sido exibido em algumas salas norte-americanas. Mas o que efectivamente poderá pontificar mais a favor de “Sword of the Stranger”, neste particular, foi o facto de ter sido a proposta nipónica para a 81ª edição dos Óscares da Academia de Hollywood, cerimónia que ocorreu em 2009, não tendo contudo logrado chegar ao grupo dos três finalistas. O prémio para melhor filme de animação viria a ser ganho por “WALL-E”. As críticas em geral são bastante favoráveis a esta longa-metragem de animação, e os fãs dos “chambara” de animação japoneses, na linha de películas como “Ninja Scroll”, ou a série “Basilisk”, nos quais veementemente me incluo, não irão ficar defraudados com “Sword of the Stranger”.

Tratando-se do primeiro e até agora o único filme de animação de Masahiro Ando, o realizador não revela a sua inexperiência no meio e consegue dar vida a um produto de qualidade, onde existe uma combinação feliz de efeitos visuais e momentos de acção fabulosos, embora eivados de grande violência. Os aspectos típicos do “chambara” estão muito bem personificados, com a típica personagem do herói solitário, com um passado tenebroso, mas dotado de uma honra e bondade a toda a prova, a ser muito bem enquadrada na trama. Outro factor, que não é tão comum mas que confere um interesse acrescido a esta película, são os vilões da história. Como se depreende da sinopse, os mesmos são chineses e inclusive a maior parte dos seus diálogos são em mandarim, dialecto que convive com o japonês ao longo de todo o tempo que dura “Sword of the Stranger”. Em virtude deste facto, é-nos apresentado um choque cultural premente, que dá azo a confrontos excitantes, entre estilos de combate opostos, mas igualmente mortíferos. Porventura, e aqui estaremos no campo da pura conjectura, poderá existir algumas mensagens implícitas, tal como o facto de o poderio económico chinês estar a crescer de dia para dia, em detrimento de alguma estagnação da economia e influência nipónica naquela zona do continente asiático.

Kotarou e o samurai

Kotarou e o samurai”

Outra premissa que reveste bastante interesse, passa por duas das personagens principais, a saber, o samurai sem nome e o seu oponente Luo Lang, serem na realidade ocidentais. O samurai, que desconhece o seu passado, pinta de negro, o seu cabelo de cor natural ruiva, de forma a não chamar as atenções de terceiros para si. Por outra via, Luo Lang é na realidade um gigante de aparência germânica, louro e com olhos azuis, aspecto que contribui ainda mais para o medo que causa, e que faz com que os autóctones o chamem sugestivamente de “demónio”. Poderá aqui estar implícita a abertura da sociedade asiática ao imperialismo ocidental, aspecto que efectivamente sucedeu à altura? Ou será apenas uma maneira inocente de enriquecer a trama, ou torná-la mais original?

Os heróis da história provocam uma empatia quase imediata com o espectador, embora se reconheça que os conceitos subjacentes não são tão originais quanto isso. Temos um guerreiro samurai, que é perseguido por fantasmas do passado, revelando-se o mesmo obscuro em grande parte da sua vida. Por um acaso, este cruza-se com um jovem rapaz irrequieto, que possui uma missão determinante, que nem mesmo o próprio tem a real noção da importância e do tenebroso que se esconde por detrás da demanda. Resta o sempre simpático e corajoso animal, o cão “Tobimaru” que personifica a lealdade máxima para com os seus amigos.

Com uma dinâmica extremamente apreciável, “Sword of the Stranger” configura-se como um filme obrigatório para todos aqueles que amam o “chambara”, e que ainda o valorizam mais quando o mesmo é transposto para a animação. Possui momentos de acção de tirar a respiração, personagens emblemáticas e um enquadramento histórico apelativo. A animação poderá não ser o top, mas com certeza não irá defraudar, nem causar desilusões de relevo. Tem as potencialidades todas para ser um filme de massas, sem estar dotado de redundância ou superficialidade. Tendo sido uma agradável surpresa, resta-me recomendar vivamente este “Sword of the Stranger”, mais um bom produto do “anime” japonês.

Paisagem

“O samurai e Tobimaru miram o reduto dos guerreiros Ming”

imdb 7.8 em 10 (1.345 votos) em 07/06/2010

Outras críticas em português:

  1. ANIMEHAUS
  2. Anime Portugal

Avaliação:

Entretenimento – 9

Animação – 8

Argumento – 7

Banda-sonora – 8

Emotividade – 9

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8,14

 

sábado, junho 05, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Beni Arashiro








Site de fãs desta belíssima cantora e actriz nipónica, AQUI.

segunda-feira, maio 31, 2010

Peking Opera Blues/Do ma daan – 刀馬旦 (1986)

Capa

Origem: Hong Kong

Duração aproximada: 104 minutos

Realizador: Tsui Hark

Com: Brigitte Lin, Cherie Chung, Sally Yeh, Kenneth Tsang, Wu Ma, Paul Chun, Mark Cheng

Ling e Cao Wan

“Ling e Cao Yan”

Sinopse

Em 1913, o general Yuan Shikai tomou o poder após a queda da monarquia ilustrada na dinastia Qin. Yuan precisa de uma grande quantidade de dinheiro proveniente dos governos europeus para se manter no poder, e o general “Cao” (Kenneth Tsang) ajuda-o a tomar providências para segurar os empréstimos. Contudo, a filha de “Cao”, “Cao Yan” (Brigitte Lin) está aliada aos rebeldes que se opõem à ditadura militar, e conspira para furtar ao pai os documentos que comprovam o negócio com as potências ocidentais.

Sheung Hung

“Bai Niu”

Durante o seu plano para sonegar ao pai os acordos que titulam os empréstimos, “Cao” inesperadamente conhece duas mulheres. Uma é “Bai Niu” (Sally Yeh), a filha de “Wong” (Wu Ma), que dirige uma companhia de ópera chinesa, onde só são admitidos homens em respeito pela tradição. “Bai” não se conforma com este costume, pois ela adora representar e adoraria ser uma actriz profissional. A outra companheira que não estava nos planos é “Hong” (Cherie Chung), uma fura-vidas que se embrenha na companhia de ópera, de maneira a recuperar uma caixa cheia de jóias de grande valor. As três mulheres envolvem-se ainda mais na intriga política, quando travam conhecimento com o espião “Ling” (Mark Cheng), e todos juntos travam uma luta para evitar que o regime corrupto que domina a China leve a sua avante.

Hong

Hong”

Review”

Quando existem referências às grandes obras produzidas pelo cinema de Hong Kong, e foram muitas, em quase todas aparecerá inapelavelmente “Peking Opera Blues”, considerado um dos expoentes máximos do conhecidíssimo Tsui Hark. Efectivamente, um dos pontos fortes desta película passa pela grande e feliz mistura de géneros, que o realizador de origem vietnamita conseguiu urdir. O filme encontra-se imbuído de referências históricas de um período importante e delicado da história chinesa, assim como passeia pelos caminhos da intriga política, do drama, do romance, deambulando ainda pela comédia e uma dose apreciável de acção.

Efectivamente, o período onde decorre a trama de “Peking Opera Blues” é deveras interessante para aqueles que se interessam e apreciam a componente da ciência histórica na sétima arte. Como já foi aflorado na sinopse, a China vivia uma altura onde a monarquia milenar tinha tombado há poucos anos, e o general Yuan Shikai tinha tomado o poder, governando como o primeiro Presidente da República. A questão é que Shikai enveredou por uma orientação autocrática, tendo a certa altura tentado reviver o império chinês, onde chegou a declarar-se imperador. Esta atitude revelou ser potenciadora de rebeliões, um pouco por todo o Império do Meio, onde se revelou nesta altura o conhecido Sun Yat Sen. É pois nesta época conturbada, retratada por Tsui Hark com algum rigor e espectacularidade, que decorre a acção desta longa-metragem.

As 3 amigas

As 3 aventureiras”

Feito o pequeno enquadramento histórico, o pano de fundo da trama decorre essencialmente na ópera chinesa, onde é denotada uma abordagem muito interessante, como momentos muito apreciáveis. Mas onde existe um “glamour” muito próprio e associado a esta arte, igualmente há lugar para a paródia. Os homens por vezes parecem muito efeminados (relembramos que às mulheres naquela altura não era permitido representar) assim como por sua vez as raparigas têm de se fazer passar por homens, de forma a que lhes seja dada a oportunidade de actuar num palco. A acção, a cargo do quase insuspeito Ching Siu Tung, tem momentos verdadeiramente espectaculares, quer a nível do domínio das artes marciais, como dos duelos com armas de fogo. O entretenimento, com margem para dúvidas mínimas está bem conseguido. Por sua vez, a caracterização da época e das personagens, constitui um dos pontos fortes de “Peking Opera Blues”. Tudo cuidado, com muito atenção aos pormenores e um guarda-roupa portentoso, em especial as vestes dos intérpretes da ópera chinesa.

Os actores exibem-se no plano que lhes é exigido e pouco mais. No entanto, e não obstante ser conhecida a minha admiração pessoal pela actriz, a verdade é que Brigitte Lin mais uma vez marca a sua presença e destaca-se dos restantes intervenientes. A versátil actriz de Hong Kong, que muitos clamam pelo seu regresso, confere uma personalidade muito própria a “Cao Yan”, a filha rebelde do general, e ainda tem tempo para dar um ar da sua graça no que mais a celebrizou nos filmes, ou seja, a exibição de artes marciais.

Apesar de não concordar com aqueles que colocam “Peking Opera Blues” como uma das melhores películas de sempre do espectro de Hong Kong, forçosamente terá de ser admitido que estamos perante uma longa-metragem com uma qualidade acima da média e que terá de constar na galeria dos filmes notáveis da região administrativa chinesa, nem que seja pela sua importância histórica. A sua miscigenação feliz de predicados assim o exige, e nós na qualidade de fãs, nada temos a opor.

A conferir!

Ópera chinesa

Fabulosa caracterização na ópera chinesa”

imdb 7.6 em 10 (969 votos) em 31/05/2010

Avaliação:

Entretenimento – 8

Interpretação – 7

Argumento – 7

Banda-sonora – 7

Guarda-roupa e adereços – 9

Emotividade – 8

Mérito artístico – 8

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 7

Classificação final: 7,63

 

domingo, maio 30, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Yui Aragaki








Mais informações acerca desta fascinante actriz e modelo japonesa, AQUI.

domingo, maio 23, 2010

The Taste of Tea/Cha no aji - 茶の味 (2004)

Capa

Origem: Japão

Duração aproximada: 142 minutos

Realizador: Katsuhito Ishii

Com: Tadanobu Asano, Maya Banno, Takahiro Sato, Satomi Tezuka, Tatsuya Gashuin, Tomokazu Miura, Tomoko Nakajima, Anna Tsuchiya, Ikki Todoroki, Ryo Kase, Ken'ichi Matsuyama, Hideaki Anno, Saki Aibu

Hajime e Aoi

Aoi e Hajime”

Sinopse

Na rural Tochigi, a norte de Tóquio, a aparentemente corriqueira família “Haruno”, tem alguns aspectos que fogem do lar convencional.“Nobuo” (Tomokazu Miura) é um terapeuta que usa a hipnose para tratar dos seus pacientes. A sua esposa, “Yoshiko” (Satomi Tezuka), está a dar tudo o que tem para voltar ao seu emprego de antigamente, uma profissional ligada aos desenhos animados. O idoso patriarca da família “Akira” (Tatsuya Gashuin), que evidencia laivos de senilidade, faz tudo para ajudar “Yoshiko”, fazendo poses estranhas e até cómicas.

Em meditação

A família em sessão de meditação”

Por sua vez, o inseguro adolescente “Hajime” (Takahiro Sato) encontra-se apaixonado pela sua nova colega “Aoi” (Anna Tsuchiya), e junta-se ao clube de “Go/igo” da escola, de forma a se aproximar mais da rapariga. A pequena “Sachiko” (Maya Banno) tem problemas que nada têm de normal, pois vê-se permanentemente acompanhada por uma visão gigante da sua própria pessoa. Por fim, o solteirão “Ayano” (Tadanobu Asano), irmão de “Yoshiko” e tio de “Hajime” e de “Sachiko”, um desenhador de manga e técnico de som, encontra um antigo amor da sua vida “Terako” (Tomoko Nakajima), que se encontra prestes a casar.

Sachiko e a visão

Sachiko e o seu clone gigante”

Review”

Quem lê a sinopse acima exposta, facilmente se apercebe que “The Taste of Tea” é na realidade um conjunto intrincado de tramas, onde cabe dizer que o signo do surreal marca muitas vezes a sua posição. Muitas vezes, de um ponto de vista exterior, muitas famílias podem ser perfeitamente normais, conseguindo algumas o feito de parecerem mesmo o grupo de pessoas ideal para viverem juntas e partilharem a sua vida em comum. Mas se tomarmos um contacto mais próximo com esse núcleo, não amiúde descobriremos que certas características, por vezes excêntricas, tornam aquela família única, para o bem ou para o mal.

Em “The Taste of Tea”, as experiências de cada um dos membros da família são cuidadosamente desfiladas perante o espectador, onde um grande número de situações ditas mais corriqueiras, são por vezes tratadas com uma loucura surpreendente que anima muito a película. Pense-se nas imagens do clone gigante de “Sachiko” o comportamento do ancião da família “Akira”, ou a perfeitamente lunática interpretação da canção “Yama yo” (Ó Montanha!). Contudo, esta forma alienada de apresentar a história, não afugenta o espectador desta longa-metragem, mas possui precisamente o efeito contrário. Aproxima-o efectivamente das personagens e dos seus dilemas, prendendo a nossa atenção na forma como as mesmas lidam com os seus dilemas. O argumento (existe quem defenda que o mesmo não existe, mas eu discordo) é extremamente dotado de pertinência e originalidade, que nos dará pano para mangas para reflectirmos serenamente sobre muitos aspectos vivenciais, do foro familiar, mas não só. Tem o condão de provocar a nossa teorização acerca do amor, da amizade, dos laços que nos prendem à terra e de muitas outras situações com as quais nos deparamos ao longo do nosso dia-a-a-dia e da vida em geral. Se alguma crítica de maior pudesse ser feita neste particular, seria apenas ao pouco desenvolvimento que a relação amorosa entre “Ayano”, interpretado por Asano, e “Terako”, a cargo de Nakajima, mereceriam.

Actuação pouco convencional

“Yama yo, uma actuação que nada tem de convencional”

O elenco posiciona-se de uma forma bastante positiva. A pequena Maya Banno interpreta uma adorável “Sachiko”, cujos problemas de criança nada têm de convencional, e de uma forma corajosa tenta supera-los sem importunar ninguém. O casal composto Takahiro Sato e a bela e sexy Anna Tsuchiya, dão corpo a uma história de amor marcada por algum platonismo, mas que enternece aqueles mais sentimentalistas. O outro casal, formado por Tomokazu Miura e Satomi Tezuka, no papel de chefes da família, possuem uma postura equilibrada que serve bem o que lhes é pedido. Quanto a Tadanobu Asano, o normal, ou seja, situa-se num plano muito acima da média. É impressionante o carisma que um dos melhores intérpretes japoneses da actualidade detém. A fatia maior da comicidade pertencerá ao veterano actor Tatsuya Gashuin, que nos faz arrancar algumas gargalhadas com as suas posturas mirabolantes e actos sem sentido nenhum.

Dotado igualmente de uma cinematografia belíssima, e cheia de pormenores ricos espalhados um pouco por toda a película, “The Taste of Tea”, a terceira obra do realizador japonês Katsuhito Ishii, aposta em premissas interessantes, que fazem deste filme um objecto a seguir muito atentamente.

Hajime

Hajime sofre com a despedida”

imdb 7.8 em 10 (2.178 votos) em 23/05/2010

Avaliação:

Entretenimento – 7

Interpretação – 8

Argumento – 9

Banda-sonora – 8

Guarda-roupa e adereços – 7

Emotividade – 8

Mérito artístico – 9

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8

domingo, maio 16, 2010

Beldades da Cultura Asiática - Noriko Aoyama











Mais informações sobre esta beldade estonteante do país do sol nascente, AQUI.