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domingo, dezembro 31, 2006

O Mito/The Myth/San wa (2005)

Origem: China/Hong Kong

Duração: 117 minutos

Realizador: Stanley Tong

Com: Jackie Chan, Kim Hee-sun, Tony Leung Ka Fai, Mallika Sherawat, Yu Rong-guang, Choi Min-su, Patrick Tam, Ken Wong, Sun Zhou, Shao Bing, Jin Song, Ken Lo, Hayama Hiro

"O intrépido arqueólogo Jack"

Estória

O general "Meng Yi" (Jackie Chan) é incumbido pelo imperador Qin de receber nas fronteiras do reino a princesa coreana "Ok-soo" (Kim Hee-sun), futura concubina do monarca. O casamento não é bem visto por certas facções dos coreanos, e em virtude deste facto, o general "Choi", antigo noivo de "Ok-soo", ataca a caravana da princesa e o exército comandado pelo general "Meng Yi".

No meio da refrega, o general "Meng Yi" e "Ok-soo" são separados do exército de Qin e encetam uma viagem sozinhos até à cidade imperial. Um sentimento bastante grande começa a desenvolver-se entre os dois o que leva à inevitável paixão.

"A bela princesa Ok-soo"

Nisto somos levados ao presente, onde conhecemos "Jack Lee" (interpretado igualmente por Jackie Chan), um corajoso e bondoso arqueólogo que vive atormentado com uns estranhos sonhos, onde é um general do reino de Qin que se encontra apaixonado por uma das princesas do reino, estando constantemente dividido entre os seus sentimentos e a lealdade para com o imperador.

"Jack", a pedido de "William" (Toni Leung Ka Fai) parte com este para Dasar na Índia, tendo em vista investigar certas partículas de meteorito que desafiam as leis da gravidade, fazendo levitar tanto objectos, como pessoas. O arqueólogo acidentalmente desemboca no início de uma jornada fantástica, que explicará a razão de ser dos seus estranhos sonhos e levará à maior descoberta da história da China!

"O valente e honrado general Meng Yi"

"Review"

Foi com extrema desconfiança que parti para o desafio em visionar "O Mito", atendendo a que não sou nada fã de Jackie Chan, desgostando inevitavelmente de todos os trabalhos do actor. Esclareço desde já que esta asserção não se trata de nenhum ataque pessoal a Chan, nem ao seu trabalho, que é manifestamente incontornável no panorama do cinema asiático. Simplesmente parte do meu próprio gosto cinematográfico, normalmente avesso a comédias, ou a cenas de luta que redondam em extremas palhaçadas, embora com aspectos imaginativos. No entanto, o "trailer" despontou-me a atenção, e o facto de o filme ter Tony Leung Ka Fai e Kim Hee-sun (actores por quem nutro simpatia) como os protagonistas remanescentes, fizeram-me correr o risco de eventualmente dar a nota mais baixa de sempre e fazer a crítica mais malévola do "My Asian Movies".

A verdade é que apanhei uma desilusão pela positiva, se é que tal é possível, e já não pude destronar "Dragon Chronicles..." como a película menos cotada do "blog". "O Mito" é uma agradável surpresa, e constitui ao mesmo tempo o melhor filme que tive a oportunidade de ver com Jackie Chan, superando inclusive a "mítica" saga de "The Legend of the Drunken Master" (fãs dos filmes de "Kung-fu" não me enforquem na praça pública!!!).

Comecemos pelo início.

"O mito" são duas estórias que correm em paralelo. Uma no tempo da dinastia "Qin", que era a parte que eu tinha quase a certeza ser do meu agrado; outra em 2005, aquela que em princípio iria irritar-me e começar a revelar o mau feitio e a intolerância na escrita. Os "flashbacks" são inevitáveis, como é óbvio, mas bem enquadrados, fazendo com que o espectador mantenha-se sempre a par do enredo e não degenere em confusões medíocres. O resultado é uma película que resulta num misto de épico de índole oriental e uma espécie de "Indiana Jones".

"Os apaixonados Meng Yi e Ok-soo"

Uma das coisas que agradou-me de sobremaneira em "O Mito" foi a faceta aventureira que o mesmo comporta, e que nos leva a conhecer diferentes culturas asiáticas, redundando num saudável ecletismo. O desenrolar da acção beneficia imenso com este aspecto, e saúda-se a visão de Jackie Chan e Stanley Tong em dar vida a uma película que nos possibilita apreciar uma falange de actores chineses a trabalhar com os seus pares coreanos e indianos. E o que torna este aspecto ainda mais interessante é o facto de a ciência histórica de cada um dos países de onde proveêm os actores, estar lá, e não serem meros adereços secundários.

Jackie Chan tem uma actuação mais séria do que o normal, e que embora não seja nada digna de prémios e aclamações, fez-me pensar que o actor deveria por vezes apostar em papéis mais sérios, de modo a que possamos apanhar de vez em quando uma "lufada de ar fresco". É claro que as cenas de luta com alguma "palhaçada" à mistura acabam por aparecer, mas são ténues e não desfilam tanta comicidade como o habitual em outros filmes de Chan. As lutas passadas no segmento épico do filme são de boa qualidade, destacando-se o papel e o treino dos cavalos como verdadeiras armas e amigos de batalha.

Kim Hee-sun não aparece assim tanto como eu gostaria, mas sempre que o faz irradia um brilho próprio das grandes estrelas, em que muito ajuda a sua ternura e quase inultrapassável beleza, que nem mesmo a igualmente linda Mallika Sherawat consegue ofuscar. O papel de Tony Leung Ka Fai fez-me ficar algo confuso, atendendo a que estou mais habituado a vê-lo no desempenho de personagens mais sérias e trágicas. Passado o choque, e tentando ser o mais objectivo possível, acaba por ser aceitável.

Os efeitos especiais estão verdadeiramente bons, embora com uma ou outra falha mais evidente. No entanto, o belíssimo trabalho que se faz aquando da aproximação do epílogo, faz com que as prévias imperfeições desapareçam da nossa mente. Caramba, aquele túmulo do imperador Qin e o ambiente em redor estão mesmo bons!!!

Não entendo sinceramente muitas das más críticas feitas a "O Mito". A mim afigura-se que se trata de um filme bastante razoável e agradável de se ver, o que ainda terá mais pertinência quando não é um fã de Jackie Chan que está a proferir esta afirmação.

Aconselho vivamente!

"Jack reencontra a princesa Ok-soo no fabuloso túmulo do imperador Qin"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cineasia, Rascunhos, Cinema ao Sol Nascente

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 7

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8







sábado, julho 22, 2006

Sword in the Moon/Cheongpung myeongwol (2003)

Origem: Coreia do Sul

Duração: 99 minutos

Realizador: Kim Ui-seok

Com: Choi Min-su, Jo Jae-hyeon, Kim Bo-yeong, Lee Jong-su, Yu Yeon-su, Gi Ju-bong, Jeon Seong-hwan, Jo Sang-geon

"Choi"

No século XVII, na península coreana existe uma afamada escola de ensino do manejo da espada, denominada "Clear Wind Shinning Moon", reputada como a melhor do país.

Findo o treino, os estudantes são recrutados pelo imperador. Uns são destacados para proteger a capital Seul, outros são enviados para proteger as fronteiras para prevenir eventuais agressões de reinos vizinhos, e por fim muitos são destacados numa missão que consiste em ir no encalço de rebeldes.

"Shi" e Choi" são os melhores alunos, sendo ao mesmo tempo camaradas que nutrem uma grande amizade mútua como irmãos. "Shi" fica na capital, "Choi é enviado para a fronteira.

"Shi em apuros"

Tudo corre bem, até que um dia um nobre rival do imperador açambarca as tropas fronteiriças e leva a cabo um verdadeiro golpe de estado. "Choi" é obrigado a jurar lealdade ao usurpador e assassina o mestre da escola "Clear Wind Shinning Moon". Em lados opostos, os dois amigos são forçados a lutar um contra o outro quando Seul é invadida, e "Choi" mata "Shi". As tropas do imperador são desbaratadas, sendo posto no trono o nobre rebelde.

Cinco anos após estes eventos, uma misteriosa onda de homicídios começa a grassar, tendo como alvo altas patentes do exército. "Choi" é encarregue de perseguir e aprisionar o assassino, e cedo descobre que o seu antigo amigo não está tão morto quanto isso...

"Shi em confronto com Choi"

"Review"

Da Coreia do Sul, chega-nos mais um "swordplay movie", género que se está a popularizar cada vez mais por aquelas bandas, como provam os recentes "Shadowless Sword" e "The Duelist". Devo dizer que isto satisfaz-me imenso, pois independentemente de apreciar o filme ou não, o género está a assumir uma visibilidade praticamente sem precedentes naquele país.

Falando agora directamente de "Sword in the Moon", tenho logo por assente que o filme divide-se em duas partes bastante distintas. Os primeiros 70 minutos são um pouco para o "ensosso", chegando a película a ser monótona, ressalvando as lutas que apresentam-se com um nível bastante aceitável. O realizador preocupou-se em demasia na explicação de determinados aspectos, recorrendo para o efeito a uma série de "flashbacks" que em parte resultaram, mas que por outro lado criam momentos mortos, fazendo com que o espectador perca momentaneamente o interesse pelo filme.

A última meia-hora é bastante mais apelativa, com uma acção bem estruturada, dotada de momentos verdadeiramente empolgantes. O grande exemplo que aqui se aponta é a batalha ocorrida na "Ponte Pérola" em Seul, demonstrativa de como um bom epílogo de uma longa-metragem desta "família" deve ser, ou seja, brutal, trágico sem ser "bera", acima de tudo despontando as emoções que todos nós amantes do cinema asiático em geral, e do "swordplay" em particular gostamos de sentir.

"A luta pela tomada do poder"

Uma palavra quanto à interpretação dos actores. Ela não versa tanto sobre os diálogos verbais, enveredando mais pelos corporais, acentuando-se as expressões faciais. Os movimentos realizados com bastante cuidado, fazem com que a nota seja francamente positiva, provando que actuar não é apenas e tão só declamar umas falas e pronto!

O argumento em si, embora nem sempre bem transposto para a tela, é enternecedor de uma forma pouco usual. Estamos mais do que habituados a que exista uma paixão entre um homem e uma mulher, acentuada por uma estória com um pendor dramático e que nos ponha a sonhar com o trágico destino dos amantes. Aqui o resultado é almejado e verdadeiramente conseguido através da amizade. O sentimento que une dois homens, nutrindo ambos um respeito mútuo como irmãos, mas que o destino pôs em campos opostos, tornando-os em inimigos por força das circunstâncias, pode soar a "cliché" mas acaba verdadeiramente por não o ser. Acabamos posteriormente por descobrir e sentir que a amizade não morreu, simplesmente foi adormecida pelos cruéis meandros da vida! Mas como sentimento nobre que é, ressurge das cinzas da rivalidade e no fim apercebemo-nos disso!

"Sword in the Moon" é um filme a apreciar, mas convém mais uma vez acentuar que é preciso fazer um sacrifício um pouco penoso em grande parte da película, embora no epílogo venha uma enorme recompensa.

"Explosão na Ponte Pérola"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Henshin, Rascunhos

Avaliação:

Entretenimento - 6

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 6

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 8

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,13