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terça-feira, novembro 11, 2008

Beldades do Cinema Asiático - Athena Chu





Mais informações acerca desta beldade de Hong Kong AQUI.
Este "post" é especialmente dedicado a Takeo Maruyama, do "Asian Fury". Ele sabe porquê :) !



segunda-feira, novembro 05, 2007

Votações do "My Asian Movies"

Faye Wong

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": 2046, Chinese Odyssey 2002

Takeshi Kitano

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Battle Royale

Athena Chu

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": A Chinese Odyssey Part One: Pandora's Box, A Chinese Odyssey Part Two: Cinderella, Chinese Odyssey 2002

Daniel Wu

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": The Banquet - Inimigos do Império , One Nite in Mongkok, A Dinastia da Espada, Beijing Rocks



domingo, agosto 26, 2007

Chinese Odyssey 2002/Tian xia wu shuang - 天下无双 (2002)

Origem: Hong Kong

Duração: 97 minutos

Realizador: Jeffrey Lau

Com: Tony Leung Chiu Wai, Faye Wong, Vicki Zhao, Chang Chen, Rebecca Pan, Athena Chu, Eric Kot, Ning Jing, Roy Cheung, Jeffrey Lau

"A Princesa Wushuang e Ah Long"

Estória

Na época da dinastia Ming, numa determinada cidade, vive “Ah Long Aka Bully, the Kid” (Tony Leung Chiu Wai), um homem que todos os habitantes da localidade temem, devido à sua atitude quezilenta e agressiva. “Long” só tem olhos para a sua querida irmã “Feng Aka Phoenix” (Vicki Zhao), com a qual dirige uma residencial e restaurante.

Entretanto, a princesa “Wushuang” (Faye Wong) e o imperador “Zheng De” (Chang Chen) são irmãos que tentam fugir do palácio imperial e do extremo controlo exercido pela rainha-mãe (Rebecca Pan). Apenas “Wushuang” consegue ser bem sucedida e parte à aventura disfarçada de homem.

"O imperador Zheng De e Feng envergam indumentárias muito esquisitas para a época"

A verdadeira confusão chega no dia em que a princesa conhece “Long” e “Feng”. “Long” simpatiza com “Wushuang” e pensando que esta é um homem, julga ter encontrado um marido adequado para a sua irmã. “Feng” por sua vez fica deliciada com a ideia e apaixona-se. “Wushuang” enamora-se por “Long”, e como se não bastasse, o imperador “Zheng” sai do palácio comandando os guardas imperiais em busca da sua irmã, encontra “Feng” e é logo amor à primeira vista.

Os encontros e desencontros amorosos sucedem-se, e só a intervenção de “Amour Amour” (Athena Chu), para uns uma vidente, para outros uma deusa, é que irá salvar o dia!

"A rainha-mãe"

"Review"

Com a realização de Jeffrey Lau e produção de, nada mais, nada menos, Wong Kar Wai, “Chinese Odyssey 2002” é o que normalmente é conhecido como um filme do Novo Ano Lunar, o mais importante feriado para os chineses. A indústria de filmes de Hong Kong, com propósitos comerciais, costuma lançar “blockbusters” por esta altura, de forma a capitalizar ao máximo as bilheteiras durante este período de férias. Em 2002, um dos escolhidos, ou melhor dizendo, o principal escolhido foi precisamente o filme que ora se aprecia neste texto.

Envergando um título semelhante aos dos dois êxitos do actor Stephen Chow, a saber, “Chinese Odyssey: Pandora’s Box” e “Chinese Odyssey: Cinderella”, podemos definir “Chinese Odyssey 2002” como uma comédia romântica, com a variante da mesma se passar num importante período da história chinesa. É a clássica e eterna estória da procura da cara-metade, polvilhada de elementos cómicos (alguns bem conseguidos, diga-se de passagem) e uma ou outra referência que se reconduz aos “wuxia” e aos filmes de artes marciais.

É divertido observar a maneira como Jeffrey Lau e Wong Kar Wai satirizam de uma forma bem disposta, e nada ofensiva, filmes como “Ashes of Time” (pense-se na melodia que passa por diversas vezes na última meia-hora do filme) ou nos já mencionados filmes da saga “Chinese Odyssey”, protagonizada por Stephen Chow. Inclusive existe uma declamação retirada destas películas, com a expressa menção a tal facto. Verdadeiramente delicioso é as piadas que se fazem com as obras de Wong Kar Wai, em que Jeffrey Lau exagera nas cenas em câmara lenta e no “freezing”, denotando uma veia cómica para com o seu próprio produtor nesta longa-metragem.


"Uma sentida declaração de amor"

No entanto, “Chinese Odyssey 2002” não vive apenas da comédia. Quando a película se aproxima do seu epílogo, existe um quase abandono do riso para passarmos a coisas mais sérias. A partir do momento em que o assunto está resolvido entre “Feng”, representada pela inexcedivelmente bela Vicki Zhao (como eu adoro esta mulher, ai, ai, ai…) e o imperador “Zheng De”, interpretado por Chang Chen (o inesquecível “Nuvem Negra” de “O Tigre e o Dragão”), a trama foca-se na relação entre “Long” e a princesa “Wushuang”. E aqui já nos deparamos perante algum drama de boa qualidade, que secundariza por completo os momentos mais bem dispostos.

Apesar da tradução inglesa parecer se reconduzir a algo de épico, não estamos perante nenhuma odisseia digna do seu nome, nem alguma demanda em especial, a não ser, claro está, a busca pela pessoa amada (que porventura será a maior das aventuras, admita-se…). O que está em causa é tão-só uma simples estória divertida, que se foca nas relações humanas. Nada mais do que isso.

Os actores interpretam bem os seus papéis, sem almejar a nada de brilhante. Para o filme em questão, também não se exigia muito mais. De qualquer forma confesso que não gosto muito de ver Tony Leung Chiu Wai interpretar papéis cómicos, pois pessoalmente acho que não tem muito jeito para isso. Ponham Tony Leung num bom drama, e aí já estaremos no campo forte do actor, um dos melhores intérpretes de cinema a nível mundial. Actualmente, penso sinceramente que neste particular Tony Leung tem apenas um rival que é um senhor coreano chamado Choi Min-sik. Mais nada!

Chang Chen embora não tenha uma participação tão activa no filme quanto isso, dá para as encomendas. Vicki Zhao (ai, ai, ai outra vez…) é simplesmente adorável. Aquelas expressões naquela face moldada por Deus dão cabo do sistema a qualquer um. Athena Chu, outra musa do cinema asiático, dá um toque particularmente feliz ao filme, em especial nas partes de comédia. A primazia a nível da representação irá sem dúvida para Faye Wong, o que lhe valeu inclusive um prémio para a melhor actriz na 9ª edição dos “Hong Kong Film Critics Society Awards”. Merecido? Julgo sinceramente que sim.

Resta apenas dizer que a fotografia é belíssima, assemelhando-se em muito aos tons vivos que o mestre Wong Kar Wai gosta de usar nos seus filmes. A sua influência como produtor terá com certeza algo a ver com este aspecto. O resto situa-se num plano aceitável.

“Chinese Odyssey” está longe de ser um filme brilhante, ao contrário da opinião de alguns. No entanto é uma obra que denota mérito e que merece ser visionada pelos amantes dos filmes do século XXI “made in Hong Kong”.

"A princesa Wushuang medita no palácio imperial"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinedie Asia

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,50







domingo, março 18, 2007

A Chinese Odyssey Part Two: Cinderella/Sai yau gei: Daai git guk ji - Sin leui kei yun (1995)

Origem: Hong Kong/China

Duração: 100 minutos

Realizador: Jeffrey Lau

Com: Stephen Chow, Athena Chu, Ng Man Tat, Ada Choi, Law Kar Ying, Karen Mok, Yammie Nam, Lee Kin Yam, Jeffrey Lau

Atenção - Spoilers!!!

Caso não tenha visto "A Chinese Odyssey Part One: Pandora's Box", não deverá continuar a ler o presente "post", pois parte do enredo daquele filme poderá ser eventualmente revelado!!!

"O Rei Macaco"

Estória

Em "A Chinese Odyssey Part One: Pandora's Box", "Joker" (Stephen Chow) tinha usado abundantemente a "Caixa de Pandora" para viajar no tempo, tendo em vista impedir o suicídio do seu amor, a mulher-demónio "Jing Jing" (Karen Mok). Embora tendo sido bem sucedido no seu objectivo, acaba por inadvertidamente recuar 500 anos em relação à época dos eventos do filme anterior.

O herói acaba por conhecer uma bela imortal chamada "Lin Zixia" (Athena Chu), que reclama para si a "Caixa de Pandora", acabando por apaixonar-se por "Joker", atendendo a que ele é o único que consegue desembainhar a espada de "Lin", para além de ela própria. "Joker", por seu lado começa a ter sérios problemas com "Lin", pois a deusa possui uma dupla personalidade muito "sui generis".

Ao mesmo tempo, chega ao conhecimento de "Joker" que "King Bull" raptou "Longevity Monk", o único ser capaz de o transformar de novo no "Rei Macaco".

"Lin Zixia e Joker"

"Joker" parte para o seu destino final, quando em conjunto com "Piggy" e o seu outro companheiro, decidem libertar "Longevity Monk". A confusão aumenta ainda mais, quando "Joker" apercebe-se que "Lin" igualmente foi raptada por "King Bull", tendo em vista o casamento com este demónio. Como se não bastasse, "Joker" é apanhado nas malhas do matrimónio, e vê-se forçado a juntar-se à irmã de "King Bull". A situação ainda piora mais, quando a primeira mulher de "King Bull" apaixona-se pelo protagonista!

Após reunir-se brevemente com "Jing Jing", "Joker" apercebe-se que na realidade o seu coração pertence a "Lin". Sem mais nada a perder, o herói aceita o seu destino e torna-se de novo no "Rei Macaco", decide lutar com "King Bull" e viajar até à Índia para recuperar umas escrituras sagradas do budismo, tentando cumprir desta forma a demanda "Jornada para Oeste".

"Lin Zixia luta contra King Bull"

"Review"

O prometido no anterior "post" foi cumprido muito mais rápido do que eu esperava, e eis-me aqui no dia seguinte a rever o segundo episódio da saga "A Chinese Odyssey". Como já tinha referido anteriormente, os aspectos técncos não serão tão considerados, pois mantem-se essencialmente o que foi dito neste particular em relação a "Pandora's Box".

Mesmo assim não custa nada fazer um apanhado geral.

As cenas cómicas têm os seus altos e baixos, destacando-se aqui no segundo episódio da saga a piada enorme das cenas iniciais em que "Joker" tenta entrar na caverna da "Teia de Aranha" (que tem a sua designação sucessivamente alterada para "Cascata" e depois para "Buda") e apanha sistematicamente com a porta a desabar em cima de si. A comédia igualmente tem vários bons momentos, quando finalmente o "Rei Macaco" resolve aparecer com mais continuidade, revelando-se uma personagem completamente alucinada e cheia de piada! Uma palavra simpática para "Longevity Monk", personagem interpretada por Law Kar Ying. Os seus devaneios e dotes para o canto entediam até um asceta, e conseguem-nos fazer sorrir.

O entretenimento consegue ser ainda maior do que na primeira parte, com verdadeiras cenas fabulosas de "wire fu", da responsabilidade do mestre Tony Ching Siu Tung. É normal que assim aconteça, pois estamos a chegar ao epílogo e aos grandes clímaxes da epopeia, fazendo com que tudo se desenrole de uma forma que nos tira por vezes a respiração no bom sentido.

Quanto à caracterização e aos efeitos especiais, remete-se para tudo o que já foi dito anteriormente a propósito de "Pandora's Box".

"Em desespero, Joker solicita que o flagelem"

Vou agora tão-só tentar explicar sumariamente, o porquê de "Cinderella" constituir um filme superior a "Pandora's Box", e isto resume-se essencialmente a quatro motivos: 1º o facto de ser o epílogo, e isto ajudar imenso ao desenrolar da acção, quando bem feito (senti o mesmo em relação à trilogia do Senhor dos Anéis, em que achei a parte final da saga "O Regresso do Rei" claramente o melhor filme), e quanto a isto não há nada mais a dizer; 2º Athena Chu; 3º o romance; 4º finalmente o aparecimento continuado do "Rei Macaco".

Athena Chu é sem dúvida nenhuma uma actriz encantadora e com muito mérito. Só tenho pena de não conhecer muito do seu trabalho. O papel de "Lin Zixia" que representa em "Cinderella" é magnificamente executado, e faz-nos sonhar de diversas formas. O seu encanto é inegável, e dá uma pujança a esta película que de certa forma falta à primeira parte da epopeia, em que Karen Mok e Yammie Lan tentam dar o toque feminino essencial. Por mais que estas duas actrizes se esforcem, estão a milhas de Athena Chu em todos os aspectos. Pelo menos, neste trabalho isto nota-se claramente! Uma palavra de apreço para Takeo Maruyama, o homem forte do "Asian Fury" , e fã incondicional da actriz. Digo isto pois há uns tempos trocamos uns comentários, no "post" deste blogue referente à biografia de Maggie Cheung e o caro Takeo defendeu galhardamente os atributos de Athena Chu. Pois digo-lhe uma coisa caro colega, a mulher é "uma gracinha", como dizem no Brasil e é boa actriz! Sei que isto não fica bem numa crítica, mas tinha que ser dito!

O romance ajuda imenso a cativar o espectador, sendo bastante bem conseguido, ajudando a que Stephen Chow, de uma forma inesperada, demonstre que tem dotes para o drama. Auxiliado pela belíssima Athena Chu, acho que até um cubo de gelo transformaria-se num sol incandescente!

Por fim, o aparecimento do "Rei Macaco" é um bálsamo que eleva o filme para uma dimensão superior e ajuda Stephen Chow a fazer, porventura, um dos melhores, senão o mais significativo papel da sua carreira! A representação é brilhante, e obriga Chow a dar tudo o que tem e não tem! Bravo!

Com esta comédia posso eu bem sobreviver e apreciar!

"Longevity Monk, o mestre do Rei Macaco"

Trailer - Não encontrado!, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8







sábado, março 17, 2007

A Chinese Odyssey Part One: Pandora's Box/Sai yau gei: Dai yat baak ling yat wui ji - Yut gwong bou haap (1994)

Origem: Hong Kong/China

Duração: 88 minutos

Realizador: Jeffrey Lau

Com: Stephen Chow, Ng Man Tat, Yammie Nam, Karen Mok, Kong Yeuk, Luk Su Ming, Ng Yuk Kan, Jeffrey Lau, Law Kar Ying, Athena Chu

"Grapes e Joker"

Estória

Baseado no clássico conto chinês "A Journey to the West" (Xīyou ji - 西遊記)", o enredo de "A Chinese Odissey Part One..." versa sobre o mito do "Rei Macaco" (Monkey King), personagem muito popular no folclore daquele país asiático.

Devido à sua grande rebeldia, o "Rei Macaco" (Stephen Chow) é banido da morada dos deuses e assume uma forma humana, esperando que o seu mestre "Longevity Monk" o faça recuperar a sua condição original e divina.

500 anos depois deste evento, o "Rei Macaco" reencarna num frustrado chefe de salteadores chamado "Joker" (também representado por Stephen Chow), que entra em sarilhos quando "Spider Woman Aka Madam 30th " (Yammie Nam) e "Jing Jing" (Karen Mok) tomam conta do seu burgo, em busca precisamente da forma humana do "Rei Macaco". As duas mulheres, que por acaso são irmãs e ao mesmo tempo dois poderosos demónios, desconhecem que "Joker" é a reencarnação do seu inimigo.

"As irmãs Jing Jing e Spider Woman"

As peripécias sucedem-se fazendo com que "Joker" descubra a sua verdadeira identidade e o modo como retornar ao seu aspecto original. Pelos vistos, o pobre diabo manterá a sua forma humana, até que complete a demanda conhecida como "Jornada para Oeste".

"Joker" terá de encontrar a "Caixa de Pandora", que lhe permitirá viajar no tempo e encontrar "Longevity Monk", a única divindade que o poderá tornar no "Rei Macaco" outra vez.

"Assistant Master e Spider Woman observam o seu rebento Longevity Monk"

"Review"

Como o próprio nome "Chinese Odyssey Part One..." não é um filme com uma estória completa, no sentido de "princípio, meio e fim" mas apenas a primeira parte de uma epopeia que tem a sua sequela em "Chinese Odyssey Part Two: Cinderella". Isto fez-me pensar que porventura seria melhor fazer uma crítica conjunta aos dois filmes. No entanto, preferi respeitar a opção que o realizador Jeffrey Lau tomou, ao dividir a estória em dois filmes, levando-me em consequência a elaborar duas "reviews" distintas, uma que se apresenta agora. Assumo desde já o compromisso, que a próxima crítica a ser colocada no "My Asian Movies" versará sobre a segunda parte, mesmo correndo o risco de ser repetitivo na apreciação, pois como é normal não haverá diferenças técnicas de relevo quanto aos dois filmes, atendendo a que foram praticamente rodados em simultâneo. No entanto, desde já se adianta que do ponto de vista da acção e do próprio encadeamento da estória, a segunda parte levará inevitavelmente alguma vantagem. Mas deixemos isso para a altura própria.

Como é do conhecimento de quem costuma visitar este blogue, eu não sou propriamente um fã de comédias, e por esse mesmo motivo não aprecio por aí além os filmes de Jackie Chan e de Stephen Chow. Também já referi anteriormente, que tal não invalida que eu não reconheça o grande mérito e capacidade destes actores, para além da sua inegável importância no panorama cinematográfico do cinema asiático em geral, e no de Hong Kong em particular. Foi com todos estes dados adquiridos, que me preparei para visionar a saga "Chinese Odyssey".

Primeiro ponto, a inevitável comédia, não fosse este um filme de Stephen Chow. Os "gags" são os típicos do principal actor do filme, uns tendo imensa piada, outros nem por isso. No entanto sou forçado a reconhecer que os bons momentos superam os maus, e aquelas cenas em que o bando de salteadores tenta apagar um fogo que deflagrou numa parte "muito sensível" de "Joker", arrancaram-me umas valentes e sinceras gargalhadas.

Segundo - os efeitos especiais e os adereços. Ao visionar "Chinese Odyssey", apercebemo-nos claramente dos "anos-luz" a que se encontravam os filmes asiáticos dos anos 80 e primeira metade de 90, em relação aos congéneres norte-americanos. Os efeitos especiais são incrivelmente primários, com performance e cor que destoam claramente do ambiente envolvente. Fazendo uma relação com filmes ocidentais, estarão ao nível dos primeiros "Star Treks" (pensem nos raios que emanam dos "phasers"). Sinceramente nunca percebi bem porquê que isto acontecia, atendendo a que estamos a falar de países portadores do melhor que existe a nível tecnológico. Julgo que neste aspecto, os estúdios e companhias do género não souberam acompanhar o desenvolvimento de outros sectores. Em 1998, com "The Storm Riders" de Andrew Lau, deu-se a primeira "grande pedrada no charco". A caracterização, pelo contrário, está muito boa, com uma ou outra excepção . Tratando-se de uma estória baseada num mito cheio de deuses e seres sobrenaturais, é normal que muito nos seja dado a ver neste aspecto. Destaco o "Rei Macaco" e o "Bull King" (Rei Touro, se preferirem) que estão excepcionais. A nota negativa terá que ser dada à transformação da "Spider Woman" em aranha, que por vezes assume laivos cómicos dado que é mais do que evidente que não se conseguiu disfarçar minimamente o facto de estarmos perante um boneco!!!

"A inspecção aos pés..."

A acção é uma constante em toda a película, tendo o toque perfeito dos "swordplays". Estamos perante o que eu costumo classificar de um "anti-insónias", muito da responsabilidade do "guru" Tony Ching Siu Tung, responsável apenas, entre outros, pelas coreografias de "Herói", "Segredo dos Punhais Voadores" e "A Maldição da Flor Dourada", a aclamada trilogia de "Wuxias" de Zhang Yimou. Com um currículo destes, sabemos muito bem o que esperar!

Existe uma tendência natural em comparar a "Chinese Odyssey" com a trilogia "A Chinese Ghost Story". É normal que assim suceda, pois ambos os filmes, embora de épocas diferentes, bebem de fontes similares, sendo ambas as longas-metragens tributárias do misticismo e da fantasia, temperadas com os elementos próprios do "swordplay". Porém, ambos têm características muito próprias e que os fazem distinguir de diversos produtos de "2ª linha", colocando-os no universo dos consagrados. Em "Chinese Ghost Story" isto valerá mais para o primeiro filme; em "Chinese Odyssey", a 2ª película merecerá a primazia.

Para todos os fãs do bom cinema de Hong Kong, aconselho o visionamento desta película, mas com uma importante ressalva. É absolutamente necessário ver os dois filmes em conjunto, portanto se algum dia tiverem a oportunidade de passarem pelo caminho de "A Chinese Odyssey Part One: Pandora's Box", terão forçosamente que fazer um "dois em um", ou seja, chamar à colação "A Chinese Odyssey Part Two: Cinderella".

A ver!

Nota: Porquê que fiquei com a impressão que no filme existe uma música exactamente igual a outra que aparece em Ashes of Time?

"The Bull King"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 7

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,38