Beldades do Cinema Asiático - Vicki Zhao




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Jorge Soares Aka Shinobi
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6:13 p.m.
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Vicki Zhao
Sinopse
“Xiao Wei” (Zhou Xun) é uma mulher atraente que na realidade revela ser um demónio devorador dos corações dos seus amantes, sendo este o alimento para que se possa manter sempre bela. Apesar de a sua natureza não se compadecer com as emoções humanas, “Xiao Wei” apaixona-se por “Wang Sheng” (Chen Kun Aka Aloys Chen), um honrado comandante do exército local, que está convencido que a salvou de um grupo de salteadores do deserto.
“Wang Sheng” acolhe “Xiao Wei” nos seus domínios, e cedo vários soldados e oficiais apaixonam-se pelo demónio, constituindo as vítimas ideais para as suas predações. Contudo, uma série anormal de assassinatos começam a grassar pelo burgo, e cedo se descobre que um assassino-demónio extremamente versado nas artes marciais (Qi Yuwu) é o responsável. O antigo general “Yong” (Donnie Yen), auxiliado pela caçadora de demónios “Xia Bing” (Betty Sun), tenta pôr fim à matança, dando caça ao misterioso homicida.
Entretanto, a esposa de “Wang Sheng”, a linda “Peirong” (Vicki Zhao) tem praticamente a certeza que “Xiao Wei” é um demónio, assim como está directamente relacionada com o infortúnio que se abateu sobre a povoação. As duas mulheres acabam por entrar num conflito directo, cujo prémio ambicionado é o coração de “Wang Sheng”.
"Review"
Baseado no conto do século XVIII de Pu Songling, denominado “Strange Tales of Liaozhai”, “Painted Skin” é supostamente o “remake” de um filme realizado por King Hu, em 1993, e onde despontavam nomes como Joey Wong, Adam Cheng e Sammo Hung. Como já li um texto de um amigo que neste aspecto está mais informado do que eu, a afirmar que tratavam-se de abordagens diferentes, deixo para já esta questão em aberto. Cabe ainda dizer que já no longínquo ano de 1966, esta história havia sido trazido para a tela, por intermédio do realizador Pao Fong, num registo que passaria um tanto ou quanto despercebido. O motivo de interesse mais imediato para conferir a obra que ora se analisa é o facto de a mesma ser a candidata de Hong Kong a tentar figurar nos cinco finalistas do óscar para melhor filme estrangeiro – edição de 2009, e quem sabe, até levar o troféu para casa (aspecto que desde já desconfio que suceda).
“Painted Skin” conseguiu fugir à onda de filmes como “O Tigre e o Dragão”, “Herói” ou “O Segredo dos Punhais Voadores”, e revela ser tributária da vaga de “wuxia” com temáticas sobrenaturais que fizeram escola em Hong Kong nos anos '80 e '90. E efectivamente quando estava a visionar este filme, confesso que películas como “The Bride With White Hair” ou “A Chinese Ghost Story” acorreram ao meu pensamento. Após alguma pesquisa, sempre descobri que “A Chinese Ghost Story” e “Painted Skin” partilham a mesma inspiração, ou seja, as histórias fantasmagóricas do escritor Pu Songling. O facto de Gordon Chan ter enveredado por uma abordagem mais tradicional e em conformidade com as características mais identificativas do cinema de Hong Kong, não quer dizer necessariamente que seja positivo, mas sempre é de saudar. Principalmente numa altura em que os mais puristas acusam, e com alguma razão, que o cinema daquelas paragens está descaracterizado em nome da internacionalização. Isto consubstancia-se essencialmente na elaboração de longas-metragens que sejam mais apelativas aos olhos dos ocidentais, em detrimento dos aspectos mais identificativos do cinema de Hong Kong.
“Painted Skin” pretende ser ao mesmo tempo uma história de terror, temperada com elementos românticos e de “wuxia”. No entanto, não existe nada que assuste verdadeiramente o espectador, e é sem dúvida nenhuma os aspectos mais sentimentais e das artes marciais que marcam a bitola desta longa-metragem e que a enformam. As premissas prometem muito, embora não sejam inovadoras. Um demónio feminino, cuja única razão de viver é manter a sua beleza, mata os seus amantes e alimenta-se dos seus corações. Chega o dia em que um homem estóico desperta-lhe a paixão. O seu pendor maquiavélico agora é posto ao serviço da conquista do amor, tendo para o efeito que afastar uma rival humana. Essa mulher iguala-lhe em beleza, mas possui uma bondade intrínseca, antagónica a tudo o que representa aquele ser sobrenatural. Existem sacrifícios e combates, sejam físicos ou sentimentais. No fim, existirá um confronto final, onde tudo se decidirá e mesmo os vencedores ficarão com sequelas inultrapassáveis. Estes aspectos, embora expostos de uma forma que não defrauda, poderiam ter sido desfilados de uma forma mais apelativa ao espectador. A trama é intermitente, onde por vezes se envereda por uma lentidão quase exasperante, sobretudo nas partes da intriga onde se discute se “Xiao Wei” é realmente um demónio, ou se “Wang Sheng” está realmente apaixonado por aquela ou mantém-se fiel ao amor por “Peirong”. Outro aspecto que feriu um pouco o filme, foi a revelação frontal e desde o início que “Xiao Wei” é o demónio, fazendo com que todas as tentativas desta em ocultar o seu estado se afigurem um tanto ou quanto despiciendas perante quem visiona a película. Num campo um tanto ou quanto diverso, Gordon Chan deveria ter buscado inspiração na personagem de “Jiao Long” em “O Tigre e o Dragão”, interpretada pela diva Zhang Ziyi. Neste filme, Ang Lee apresenta-nos “Jiao Long” de uma forma gradual, incutindo uma salutar aura de mistério que nos apraz imenso e que mistifica positivamente a anti-heroína.
Por outro lado, “Painted Skin” tem méritos visuais de aclamar. É um filme “bonito” em praticamente todos os seus aspectos. Os cenários e a cinematografia fazem-nos sonhar acordados, e o guarda-roupa e a caracterização são um “must”. Uma das cenas mais poderosas que vi nos últimos anos é a transformação de “Peirong”, interpretada pela estonteante Vicki Zhao. Como é óbvio, e atendendo essencialmente à caracterização, chamei imediatamente à colação Brigitte Lin no emblemático “The Bride With White Hair”. Zhao está verdadeiramente de outro mundo, e não apenas pela sublime aparência, mas igualmente pela brilhante cena em que se nota à distância que a actriz colocou todo o seu empenho e mais algum. Verdadeiramente conseguimos sentir toda a agonia e sofrimento do sacrifício denotado por “Peirong”, e isto constitui o momento alto do filme a nível da interpretação. O restante “cast” porta-se competentemente, sem denotar grandes laivos de brilhantismo. Zhou Xun, Chen Kun e Betty Sun são três caras bonitas do espectro asiático, que possuem algumas capacidades artísticas. Quando se fala do mítico Donnie Yen, o tema das lutas inevitavelmente terá de vir ao de cima. Em “Painted Skin”, o “wire fu” domina, assim como as tradicionais perseguições pelos telhados, que já vimos tantas vezes antes, mas que não deixo de apreciar. Embora não existam muitos momentos de acção, quando os mesmos decidem dar um ar da sua graça, os resultados são aceitáveis e por vezes mesmo entusiasmantes, pelo que não será por aqui que o filme cairá. Obviamente que neste factor em particular, será Donnie Yen que contribuirá quase na plenitude.
“Painted Skin” consubstancia-se num esforço salutar do aclamado realizador Gordon Chan em fazer reviver o subgénero da fantasia sobrenatural de artes marciais, que parecia ter sido atirado para o baú das recordações. Possui méritos inquestionáveis, que passarão quase todos pelos aspectos visuais da película, desde os cenários, a caracterização das personagens até ao “cast” visualmente apelativo. Contudo, não me parece ter qualidade suficiente para que possa almejar um troféu com a magnitude de um óscar, mesmo que se reconheça que o prémio está muitas vezes sujeito ao crivo das modas e dos “lobbies”. Sinceramente, já vi a cinematografia de Hong Kong representada por filmes com qualidade superior, e mesmo assim nem chegar aos últimos cinco. O futuro o dirá e ele já está aí mesmo ao virar da esquina.
De qualquer forma, estamos perante uma obra interessante, que merecerá uma espreitadela descomprometida!
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 7
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 9
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,50
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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12:07 p.m.
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Etiquetas: Betty Sun, Chen Kun, David Leong, Donnie Yen, Fantasia, Gordon Chan, Hong Kong, Qi Yuwu, Vicki Zhao, Wuxia, Zhou Xun
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Infiltrados
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": A Chinese Odyssey Part One: Pandora's Box, A Chinese Odyssey Part Two: Cinderella, Kung-Fu-Zão
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Guerreiros do Céu e da Terra, The Duel, Chinese Odyssey 2002
Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"
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Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
12:53 p.m.
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Etiquetas: Chisu Ryu, Sammy Cheng, Stephen Chow, Vicki Zhao, Votações
Origem: Hong Kong
Duração: 97 minutos
Realizador: Jeffrey Lau
Com: Tony Leung Chiu Wai, Faye Wong, Vicki Zhao, Chang Chen, Rebecca Pan, Athena Chu, Eric Kot, Ning Jing, Roy Cheung, Jeffrey Lau
"A Princesa Wushuang e Ah Long"
Estória
Na época da dinastia Ming, numa determinada cidade, vive “Ah Long Aka Bully, the Kid” (Tony Leung Chiu Wai), um homem que todos os habitantes da localidade temem, devido à sua atitude quezilenta e agressiva. “Long” só tem olhos para a sua querida irmã “Feng Aka Phoenix” (Vicki Zhao), com a qual dirige uma residencial e restaurante.
Entretanto, a princesa “Wushuang” (Faye Wong) e o imperador “Zheng De” (Chang Chen) são irmãos que tentam fugir do palácio imperial e do extremo controlo exercido pela rainha-mãe (Rebecca Pan). Apenas “Wushuang” consegue ser bem sucedida e parte à aventura disfarçada de homem.
"O imperador Zheng De e Feng envergam indumentárias muito esquisitas para a época"
A verdadeira confusão chega no dia em que a princesa conhece “Long” e “Feng”. “Long” simpatiza com “Wushuang” e pensando que esta é um homem, julga ter encontrado um marido adequado para a sua irmã. “Feng” por sua vez fica deliciada com a ideia e apaixona-se. “Wushuang” enamora-se por “Long”, e como se não bastasse, o imperador “Zheng” sai do palácio comandando os guardas imperiais em busca da sua irmã, encontra “Feng” e é logo amor à primeira vista.
Os encontros e desencontros amorosos sucedem-se, e só a intervenção de “Amour Amour” (Athena Chu), para uns uma vidente, para outros uma deusa, é que irá salvar o dia!
"Review"
Com a realização de Jeffrey Lau e produção de, nada mais, nada menos, Wong Kar Wai, “Chinese Odyssey 2002” é o que normalmente é conhecido como um filme do Novo Ano Lunar, o mais importante feriado para os chineses. A indústria de filmes de Hong Kong, com propósitos comerciais, costuma lançar “blockbusters” por esta altura, de forma a capitalizar ao máximo as bilheteiras durante este período de férias. Em 2002, um dos escolhidos, ou melhor dizendo, o principal escolhido foi precisamente o filme que ora se aprecia neste texto.
Envergando um título semelhante aos dos dois êxitos do actor Stephen Chow, a saber, “Chinese Odyssey: Pandora’s Box” e “Chinese Odyssey: Cinderella”, podemos definir “Chinese Odyssey 2002” como uma comédia romântica, com a variante da mesma se passar num importante período da história chinesa. É a clássica e eterna estória da procura da cara-metade, polvilhada de elementos cómicos (alguns bem conseguidos, diga-se de passagem) e uma ou outra referência que se reconduz aos “wuxia” e aos filmes de artes marciais.
É divertido observar a maneira como Jeffrey Lau e Wong Kar Wai satirizam de uma forma bem disposta, e nada ofensiva, filmes como “Ashes of Time” (pense-se na melodia que passa por diversas vezes na última meia-hora do filme) ou nos já mencionados filmes da saga “Chinese Odyssey”, protagonizada por Stephen Chow. Inclusive existe uma declamação retirada destas películas, com a expressa menção a tal facto. Verdadeiramente delicioso é as piadas que se fazem com as obras de Wong Kar Wai, em que Jeffrey Lau exagera nas cenas em câmara lenta e no “freezing”, denotando uma veia cómica para com o seu próprio produtor nesta longa-metragem.

"Uma sentida declaração de amor"
No entanto, “Chinese Odyssey 2002” não vive apenas da comédia. Quando a película se aproxima do seu epílogo, existe um quase abandono do riso para passarmos a coisas mais sérias. A partir do momento em que o assunto está resolvido entre “Feng”, representada pela inexcedivelmente bela Vicki Zhao (como eu adoro esta mulher, ai, ai, ai…) e o imperador “Zheng De”, interpretado por Chang Chen (o inesquecível “Nuvem Negra” de “O Tigre e o Dragão”), a trama foca-se na relação entre “Long” e a princesa “Wushuang”. E aqui já nos deparamos perante algum drama de boa qualidade, que secundariza por completo os momentos mais bem dispostos.
Apesar da tradução inglesa parecer se reconduzir a algo de épico, não estamos perante nenhuma odisseia digna do seu nome, nem alguma demanda em especial, a não ser, claro está, a busca pela pessoa amada (que porventura será a maior das aventuras, admita-se…). O que está em causa é tão-só uma simples estória divertida, que se foca nas relações humanas. Nada mais do que isso.
Os actores interpretam bem os seus papéis, sem almejar a nada de brilhante. Para o filme em questão, também não se exigia muito mais. De qualquer forma confesso que não gosto muito de ver Tony Leung Chiu Wai interpretar papéis cómicos, pois pessoalmente acho que não tem muito jeito para isso. Ponham Tony Leung num bom drama, e aí já estaremos no campo forte do actor, um dos melhores intérpretes de cinema a nível mundial. Actualmente, penso sinceramente que neste particular Tony Leung tem apenas um rival que é um senhor coreano chamado Choi Min-sik. Mais nada!
Chang Chen embora não tenha uma participação tão activa no filme quanto isso, dá para as encomendas. Vicki Zhao (ai, ai, ai outra vez…) é simplesmente adorável. Aquelas expressões naquela face moldada por Deus dão cabo do sistema a qualquer um. Athena Chu, outra musa do cinema asiático, dá um toque particularmente feliz ao filme, em especial nas partes de comédia. A primazia a nível da representação irá sem dúvida para Faye Wong, o que lhe valeu inclusive um prémio para a melhor actriz na 9ª edição dos “Hong Kong Film Critics Society Awards”. Merecido? Julgo sinceramente que sim.
Resta apenas dizer que a fotografia é belíssima, assemelhando-se em muito aos tons vivos que o mestre Wong Kar Wai gosta de usar nos seus filmes. A sua influência como produtor terá com certeza algo a ver com este aspecto. O resto situa-se num plano aceitável.
“Chinese Odyssey” está longe de ser um filme brilhante, ao contrário da opinião de alguns. No entanto é uma obra que denota mérito e que merece ser visionada pelos amantes dos filmes do século XXI “made in Hong Kong”.
"A princesa Wushuang medita no palácio imperial"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Cinedie Asia
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 7
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,50
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
1:40 p.m.
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Etiquetas: Athena Chu, Chang Chen, Comédia, Eric Kot, Faye Wong, Hong Kong, Jeffrey Lau, Ning Jing, Rebecca Pan, Roy Cheung, Tony Leung Chiu Wai, Vicki Zhao
Origem: Hong Kong
Duração: 106 minutos
Realizador: Andrew Lau
Com: Nick Cheung, Vicki Zhao, Ekin Cheng, Andy Lau, Kristy Yeung, Patrick Tam, Elvis Tsui, Tin Sum, Tsui Siu Keung, Jerry Lamb
"Os oponentes Snow (Ekin Cheng) e Yeh Cool Sun (Andy Lau)"
Estória
No mundo das artes marciais, dois espadachins ostentam o título de lutadores sem rival. De um lado temos "Snow" (Ekin Cheng), um poderoso e estóico mestre envolto em mistério, e do outro "Yeh Cool Sun" (Andy Lau), um fenomenal guerreiro, possuidor de um golpe considerado imbatível e cujas origens remontam à família do imperador.
Após vários anos granjeando as suas reputações, "Sun" desafia "Snow" para um duelo, tendo em vista encerrar de uma vez por todas a discussão sobre qual dos dois é o melhor. O desafio está marcado para um local verdadeiramente simbólico e à altura dos concorrentes, o palácio imperial, e toda a China aguarda expectante.
No entanto apenas oito pessoas, excluindo os residentes do palácio imperial, terão o privilégio de assistir ao fabuloso combate. O agente do imperador "Dragon 9" (Nick Cheung), fica encarregue de escolher os eleitos, atribuindo-lhes para o efeito um medalhão feito de ouro.
À medida que o dia do embate aproxima-se, misteriosos homicídios começam a ocorrer, e o agente "Dragon 9" decide investigar por conta própria os crimes, chegando à conclusão que as provas apontam para um dos oponentes e seu amigo pessoal "Snow".
O tempo urge, o duelo está quase a ocorrer e a vida do imperador corre sérios riscos!
"Dragon 9 (Nick Cheung) e a princesa Phoenix (Vicki Zhao)"
"Review"
Apesar de "The Storm Riders", "A Man Called Hero" e este "The Duel" serem filmes completamente independentes a nível de enredo, são muitas vezes apontados como uma trilogia não oficial do realizador Andrew Lau (não confundir com um dis actores principais desta película Andy Lau). Todas estas longas-metragens demonstram um uso intensivo de "CGI", para além de terem em comum o facto de serem fantasias que envolvem artes marciais. Eu próprio adquiri os filmes acima mencionados num bonito "pack" que sugestivamente intitulava-se "The Storm Riders Trilogy".
Comparando muito resumidamente os 3 filmes, temos logo que fazer uma analogia com a data da realização dos mesmos, no sentido de que a qualidade vai decrescendo. "The Storm Riders" (1998) é um filme bastante interessante, apesar de um ou outro defeito mais evidente. "A Man Called Hero" (1999) tem um bom argumento e não só, mas já encontra-se uns furos abaixo de "Stormriders". "The Duel" é claramente o pior dos três.
Os efeitos especiais não são nada demais quando comparado com "Stormriders". Até parece que o que não prestava para os dois anteriores filmes sobrou para este!
O argumento embora não seja mau de todo, também não impressiona por aí além, sendo um misto de acção, romance, mistério e comédia. Só esta última componente resultou minimamente bem, fazendo com que Nick Cheung seja o actor que se salva da mediocridade geral, conseguindo efectivamente proporcionar-nos alguns momentos hilariantes.
"Dragon 9 tem muitas dores de cabeça com as exigências da mimada princesa Phoenix"
As cenas de romance são uma trapalhada geral, embora em certos momentos "Ye Ziqing", a personagem interpretada por Kristy Yeung, consiga me fazer crer acerca da bondade e sinceridade dos seus sentimentos em relação a "Snow". Ekin Cheng prima pela mudez, devendo dizer no máximo umas dez, quinze linhas em todo o filme. Pretendia-se porventura acentuar o mistério em torno da personagem de "Snow", mas o que se obteve efectivamente foi um grande vazio. o ar e personalidade do actor, que reconhecemos ser propício para este tipo de papéis, tem os seus limites e não consegue fazer milagres!
A belíssima Vicki Zhao e Andy Lau, sendo dois actores de nomeada, têm no entanto interpretações sofríveis e nada condizentes com o seu elevado estatuto.
A própria beleza das paisagens e dos cenários, que constituem "regra de ouro" em filmes do género, são invariavelmente preteridas a favor do "CGI", o que se torna verdadeiramente cansativo e irritante.
O duelo que todos ansiamos, e que temos a secreta esperança que salve a película, acaba por revelar-se uma desilusão!
Se mesmo assim pretenderem adquirir "The Duel", aconselho a adquirir no "pack" que aqui já mencionei. Comprar este DVD isolado, só mesmo se estiver a um preço não superior a € 5,00...
Pouco mais do que medíocre!
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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1:08 p.m.
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Etiquetas: Andrew Lau, Andy Lau, Ekin Cheng, Elvis Tsui, Fantasia, Hong Kong, Jerry Lamb, Kristy Yeung, Nick Cheung, Patrick Tam, Tin Sum, Tsui Siu Keung, Vicki Zhao, Wuxia
Origem: China/Hong Kong
Duração: 115 minutos
Realizador: He Ping
Com: Wen Jiang, Kiichi Nakai, Xueqi Wang, Vicki Zhao, Bagen Hasi, Tao Ho, Linian Lu, Deshun Wang, Haibin Li, Yeerjiang Mahepushen, Chuangao Hou, Yun Zhou, Wei Li
Estória
"Guerreiros do Céu e da Terra" visa expor a estória do Tenente "Li", um militar renegado do exército e de "Lai Xi", um emissário japonês na China, ambos poderosos guerreiros e mestres espadachins.
Após vários anos ao serviço do imperador chinês, capturando e executando criminosos na zona da rota da seda, "Lai Xi" pretende retornar ao conforto do seu lar e família no Japão. O seu desejo é concedido, conquanto "Lai Xi" prenda o Tenente "Li", um ex-soldado do imperador, com a cabeça a prémio por desobediência a uma ordem de um oficial superior.
"Lai Xi luta contra um dos homens de Mestre An"
Na realidade, o que se passou foi que "Li" tinha recebido uma ordem directa para executar idosos, mulheres e crianças prisioneiras, tendo a sua honra pessoal impedido de obedecer.
"Lai Xi" descobre o paradeiro de "Li", e após um breve encontro, aceitam adiar o embate, em nome de um objectivo maior que passa por escoltar um monge budista que transporta uma das relíquias mais sagradas do budismo.
Acontece que Mestre "An", um poderoso senhor da guerra, tem igualmente os seus propósitos, no que toca à caravana que acaba de partir, comandada por "Li" e "Lai Xi", e desencadeia uma perseguição pelo deserto.
"Mestre An e o Tenente Li em acérrimo combate"
"Review"
Filmado no inóspito deserto de Gobi, e tendo ao seu dispor um bom elenco de actores, para além de um leque aceitável de recursos, foi com alguma expectativa que aguardei o visionamento de "Guerreiros do Céu e da Terra". Se os anseios foram satisfeitos ou gorados, direi já abaixo...
Antes tenho que expor mais uma ideia. Com o sucesso de filmes como "O Tigre e o Dragão" e "Herói", notou-se uma revitalização do género "Wuxia Pien", e como o género começou a estar outra vez na moda, a indústria cinematográfica começou a produzir bastantes filmes, alguns de qualidade boa, outros francamente maus.
"Guerreiros do Céu e da Terra" será de enquadrar na categoria dos "assim-assim".
Salvo as devidas diferenças, e que são muitas, He Ping faz lembrar Kurosawa na maneira como trabalha com a câmara, de maneira que ficamos com a sensação que os cenários é que ditam o estado das personagens, e não o contrário. Neste campo, "Herói" adopta um comportamento contrário, com as personagens a deterem um maior controlo sobre o meio envolvente. Estamos obviamente a falar de filmes diferentes, e de qualidade bastante distinta.
As personagens são típicas e muito próprias do "Wuxia".
O Tenente "Li" é um herói possuidor de uma ética irrepreensível, cuja natureza é servir e proteger, cujos objectivos são a estabilidade e a possibilidade de arranjar a sua própria família. "Lai Xi", por sua vez, é possuidor de uma carácter frio e decidido. Apenas um objectivo norteia a sua vida: regressarao Japão e rever a sua mãe.
A marca verdadeiramente distintiva da película passa pelo mau da estória, o infame Mestre "An". Estamos aqui perante uma interpretação bem conseguida de uma personagem que foi bastante favorecida pelo argumento. Totalmente dotado de uma moral corrompida, para Mestre "An" a arte da espada e o poder são prazeres tão grandes como a bebida ou as mulheres. O seu enorme gosto pela música e por dançar com as concubinas, dão origem aos melhores momentos do filme. Confesso que não conhecia o actor Xueqi Wang, mas a partir de agora com certeza estarei mais atento ao seu trabalho. A personagem de Mestre "An", está igualmente ligada à melhor faixa da banda-sonora de "Guerreiros do Céu e da Terra", do magnífico compositor A.R.Rahman, a que foi sugestivamente atribuído o título de "Master An's empire".
"A nobre Wen Zhu, interpretada pela belíssima Vicki Zhao"
As lutas neste filme dispensaram completamente o "wire work", sendo perfeitamente naturais. A excepção será um combate que ocorre na primeira meia hora entre "Li" e "Lai Xi", mas apenas por poucos segundos.
Uma falha que a película possui é o pseudo-romance "metido à pressão", entre o Tenente "Li" e "Wen Zhu", a protegida de "Lai Xi" (interpretada por Vicki Zhao), sem profundidade ou substância, fazendo com que o telespectador fique a pensar se lhe escapou alguma coisa.
Outro aspecto que não gostei foi a introdução de uns efeitos especiais, que até estão bem feitos, mas que nos apanham completamente de surpresa, quando já estamos habituados ao "terra a terra" do filme. Pareceu-me sinceramente algo desfasado.
Os aspectos menos positivos do filme poderão porventura passar por exigências das próprias companhias cinematográficas, que pressionam por vezes os realizadores a meterem tudo o quanto signifique "cliché" num filme, esquecendo-se depois doenquadramento geral da estória. Mas daí, esta é uma opinião muito pessoal.
"Guerreiros do Céu e da Terra" é frequentemente comparado a uma película coreana chamada "Musa, the Warrior", atendendo a que ambas as estórias se passam no deserto, envolvem uma perseguição, um cerco sangrento a um castelo, a protecção de algo superior, etc. Salvo o devido respeito, não se podem compara devidamentes ambas as películas, pois "Musa" (palavra coreana que significa guerreiro) é um filme "incomparavelmente" superior em quase todos os aspectos. Um dia de certeza que será feito um texto aqui no "My Asian Movies".
"Guerreiros do Céu e da Terra" tem como ponto forte a mensagem que tenta passar, o que por vezes é conseguido. Será ela o elogio da amizade e da luta por algo maior do que nós e que dê sentido à nossa vida!
Justifica o aluguer do dvd e possivelmente a compra a um preço acessível, mas está a milhas de ser algo transcendente, como o título parece sugerir.
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
9:01 p.m.
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Etiquetas: Bagen Hasi, China, Chuangao Hou, Deshun Wang, Épico, Haibin Li, He Ping, Hong Kong, Kiichi Nakai, Linian Lu, Tao Ho, Vicki Zhao, Wei Li, Wen Jiang, Wuxia, Xueqi Wang, Yeerjiang Mahepushen, Yun Zhou