"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

terça-feira, julho 21, 2009

Banda-sonora de Okuribito - Memory

Amei a música e o filme! É por estas e outras razões que não consigo viver sem cinema.

O próximo texto aqui no "My Asian Movies" é sobre "Okuribito - Departures", e posso desde já adiantar que a opinião é muito, mas mesmo muito, positiva!

sexta-feira, julho 17, 2009

Quiz: Que personagem do cinema asiático és tu?

Caros visitantes deste blog,

Acabei de elaborar um quiz no Facebook, intitulado "Que personagem do cinema asiático és tu?". Trata-se de uma brincadeira infantil e bem-disposta, que visa divertir-vos um pouco com a cinematografia que todos nós gostamos. Existem 11 soluções possíveis, e uma delas, como se depreende da foto, é "Nameless",a personagem que Jet Li tão bem interpretou em "Herói", de Zhang Yimou. O quiz já me passou uma rasteira bem grande, pois a "rifa" que me saiu foi "Gennosuke", de "Shinobi: Heart Under Blade"...Quem quiser ser submetido a este escrutínio, pode ir AQUI.
Não se esqueçam depois de vir aqui comentar, nem que seja para me ofender a torto e a direito devido ao resultado :)))!
Abraço a todos!

Origem: Índia
Duração: 213 minutos
Realizador: Ashutosh Gowariker
Com: Hrithik Roshan, Aishwarya Rai, Punan Sinha, Sonu Sood, Kulbhushan Kharbanda, Suhasini Mulay, Ila Arun, Shaji Chowdhari, Nikitin Dheer, Visswa Badola, Raza Murad, Yuri, Rajesh Vivek, Pramod Moutho, Sayed Badrul Hasan, Indrajeet Sarkar, Pramathesh Mehta, Disha Vakani
"O imperador Akbar"

Sinopse

No século XVI da nossa era, “Jalaluddin Mohammad Akbar” (Hrithik Roshan) é o grande imperador dos Mughal e o governante mais poderoso do Industão. Depois de ter consolidado o seu império no Hindu Kush, Akbar estende as suas fronteiras do Afeganistão até à baía de Bengala, e doa Himalaias até ao rio Narmada, dominando desta forma um vasto território. Tendo em vista consolidar ainda mais o seu poder político e militar, e de forma a forjar uma aliança entre duas culturas e religiões distintas, “Akbar” aceita a proposta do rei Rajput “Raja Bharmal” (Kulbhushan Kharbanda) que passa por casar com a filha deste chamada “Jodhaa Bai” (Aishwarya Rai).


"A princesa Jodhaa Bai"

Mal imagina “Akbar”, que um casamento feito por estrita conveniência, cedo se tornará numa jornada para um grande amor. “Jodhaa” é uma mulher destemida e de convicções fortes, que se recusa a ser um mero peão numa jogada política. Resiste aos avanços iniciais de “Akbar”, fazendo com que o monarca tenha de travar a maior batalha da sua história. Mas Akbar é um vencedor, e através de uma reflexão sobre vários aspectos da sua vida pessoal e política, descobre o caminho para o coração da bela “Jodhaa”.

"Orando"

"Review"

Ashutosh Gowariker, o realizador que nos trouxe o premiadíssimo “Lagaan”, parece ter alguma queda para o épico, apesar da sua algo que curta carreira como realizador, pelo menos a julgar pelo número de filmes que constam no seu currículo. “Jodhaa Akbar” foi o grande vencedor dos últimos “Filmfare Awards”, realizados este ano num conhecido hotel luxuoso de Macau, tendo arrebatado quase todos os principais prémios, mormente para melhor filme, melhor realizador e melhor actor principal. O brilho só poderia ter sido maior se a estonteante Aishwarya Rai tivesse levado para casa o galardão para melhor actriz principal, e o inevitável A.R. Rahman o de melhor director musical. Não foi isso que aconteceu, mas o saldo afigura-se como francamente positivo. Fica bem ainda referir que no Festival Internacional de cinema de São Paulo, essa grande cidade do país irmão Brasil, “Jodhaa Akbar” acabaria por ser considerado o filme estrangeiro preferido da audiência, tendo obtido o respectivo reconhecimento por tal facto. Acima de tudo, há que reconhecer que a película que presentemente é objecto de análise do presente texto tem causado muito “frisson”. Será merecido? Já vos darei conta da minha opinião, até porque confesso que a minha expectativa em visionar esta longa-metragem era imensa.


“Jodhaa Akbar” é acima de tudo duas coisas: um épico e uma história de amor. Doutra perspectiva, igualmente correcta, poderá ser passível considerar-se como uma história de amor épica. Como qualquer longa-metragem que pretenda, de forma directa ou indirecta, narrar eventos históricos, alguma celeuma acaba sempre por surgir. Quando estamos a falar da Índia, uma nação assente numa pluralidade étnica e religiosa bastante acentuada, que degenerou (a) em vários conflitos, o risco de tal suceder aumenta exponencialmente. Mesmo com Gowariker a admitir que cerca de 70% do argumento é ficcionado e da sua autoria pessoal, académicos atacaram este filme afirmando que Jodhaa Bai nunca foi esposa do imperador Akbar, mas sim do seu filho Jahangir. O erro teria nascido do livro subscrito pelo tenente-coronel inglês James Tod, intitulado “Annals and Antiquities of Rajasthan”. Os Rajput, por sua vez, também não gostaram da forma como foram retratados em “Jodhaa Akbar”, tendo a exibição do filme sido proibida nos estado de Uttar Pradesh, Rajasthan, Haryana e Uttarakhand. Tais actos levaram a uma batalha judicial entre os produtores do filme e os grupos de Rajput indignados, tendo o Supremo Tribunal da Índia ordenado aos governos provinciais que levantassem o embargo a esta obra.

"Duelo dos amantes"

História e política à parte, a primeira ideia que terá de ser retida acerca de “Jodhaa Akbar”, é que se trata de um filme sumptuoso. Desde as paradisíacas paisagens ao belo guarda-roupa, passando pelos palácios de sonho, tudo nesta película parece brilhar com uma luz incandescente. Só para termos uma ideia da dimensão megalómana como as coisas são aqui levadas a cabo, Gowariker usou 80 elefantes, 100 cavalos e 55 camelos nas cenas de batalha, para além de milhares de figurantes. Na música “Azeem O Sham, Shahenshah” (que já postei o videoclip AQUI) intervieram 1000 dançarinos, todos devidamente vestidos com indumentária da época, acompanhados de adereços como espadas e escudos. Como expoente máximo de luxo, direi igualmente que a soma de todo o ouro usado pelas personagens de “Jodhaa Akbar” ascende a 400 quilos!!! Julgo que com estes dados, ninguém se atreverá a pôr em causa que estamos perante uma produção com uma magnitude imensa, não se aplicando esta premissa apenas às películas de “Bollywood”.

Apesar da intriga política/religiosa/social e o manancial bélico terem uma parte importantíssima na trama, “Jodhaa Akbar” é antes de tudo uma história de amor. E quase todos nós sabemos que no campo do deflagrar de sentimentos, o cinema de “Bollywood” não pede meças praticamente a nada ou ninguém. Estamos perante a saga de uma linda princesa que ensina um jovem monarca que para governar bem tem de conquistar não apenas reinos ou povos, mas acima de tudo o coração dos seus súbditos. E a parada é posta num nível bastante elevado, pois “Akbar, o Grande” terá forçosamente de cumprir os objectivos propostos pela sua amada, de forma a que possa almejar ao prémio máximo, ou seja, ela própria. Imagino que naquela época, se isto acontecesse na realidade, “Akbar” não iria na conversa de “Jodhaa” e resolveria as coisas como habitualmente o fazia, ou seja, à força. É óbvio que aqui tal não poderia suceder, e “Akbar” orgulhosa, mas pacientemente, acede aos desejos de “Jodhaa” e através da sua descoberta pessoal, ganha o respeito dos seus subordinados, não apenas como um temível guerreiro, mas também como um governante justo, bondoso e compreensivo.

É extremamente apelativo num romance que se preze, o surgir de dificuldades a atravessarem-se no caminho dos apaixonados e as tentativas destes em superá-las. Aqui os problemas derivam sobretudo da diferença de costumes e religião entre ambos, que muitas vezes irá criar tentativas de descredibilização de “Jodhaa” na corte de “Akbar”. A princesa, sob a promessa de anuência do imperador, tenta manter alguns dos seus hábitos que considera fazer parte da sua própria essência como pessoa. Mas tal não granjeará simpatias numa sociedade muçulmana conservadora, que não vê com bons olhos o casamento da sua figura mais emblemática com uma hindu. Existem “complots” urdidos contra “Jodhaa”, que no início até acabam por chegar a bom porto, mas como aqui o amor vence sempre, “Akbar” acaba por se aperceber das maquinações contra a sua paixão, e toma atitudes que, contra tudo e todos, acabam por salvar os seus sentimentos e como decorrência secundária, mas importante, provocam uma nova visão política do seu império. É pois, fácil de perceber, que estamos perante uma longa-metragem que vive sob o signo do “love conquers all”, e neste ponto do texto já devem ter notado que a designação deste filme é a junção dos nomes do casal de enamorados “Jodhaa” (a princesa) mais “Akbar” (o imperador), que visa personificar esta simbiose de corpos e almas.

As batalhas e as restantes cenas de acção são do melhor que já vi na sétima arte, com momentos verdadeiramente arrepiantes e realistas. Fiquei particularmente impressionado com o treino dos elefantes presentes no filme, e o seu protagonismo durante as batalhas. Como já abordei em anteriores textos neste espaço, uma batalha que conte com elefantes, é algo de inexcedível. Os tanques de guerra da antiguidade conferem uma dimensão suplementar, que uma cavalaria não consegue almejar, por mais perfeita que seja em formação e número. Neste caso em particular, podemos observar elefantes verdadeiramente enraivecidos a esmagar com as patas os corpos de soldados desamparados, ou a varrer tudo o que podem apanhar com as suas trombas. É de igualmente admirar o diálogo físico que o imperador “Akbar”, mantém com um elefante e que faz parte do treino, julgo que de ambos. A cena tem muito de belo, numa clássica confrontação entre homem e besta (esta expressão não é usada com sentido depreciativo). No restante, as cenas bélicas possuem momentos de luta verdadeiramente excitantes, onde podemos observar setas a passar a milímetros dos alvos, ou uma verdadeira orgia de sangue que ilustra os costumeiros terrores da guerra. Merece igualmente um destaque especial o interessante duelo travado entre “Akbar” e o seu rival “Sharifuddin”, que pela envolvência e própria técnica de manejo das lanças, traz à memória a luta entre Aquiles e Heitor, no filme “Tróia”, de Wolfgang Petersen.

A banda-sonora, da autoria do mestre A.R. Rahman, exibe-se ao nível do que já nos habituamos, ou seja, bom. Destaco a música fenomenal “Azeem O Sham, Shahenshah”, que inclusive faz também parte da banda-sonora da novela brasileira “O Caminho das Índias”. Possui um pendor épico que se ajusta na perfeição ao ambiente da película, e que eleva imenso a réstia de heroísmo que, em maior ou menor medida, reside em cada um de nós. Ao contrário de algumas críticas que podem ser consultadas na internet, corroboradas por prémios que os principais actores venceram em certames de cinema, entendo que os intérpretes não denotam nada de transcendente na sua actuação. É certo que a beleza do outro mundo de Aishwarya Rai é sempre uma mais-valia imprescindível, para além do facto de a conceituada actriz conseguir arrancar alguns bons momentos durante esta longa-metragem. Igualmente Hrithik Roshan demonstra ter estampa para desempenhar o papel do imperador “Akbar”, e consegue cativar a audiência, assumindo uma figura de um homem duro, mas bom e justo. Uma muralha de pedra que se desmorona perante os inegáveis encantos de Rai. No entanto, é preciso reafirmar que estamos perante prestações ditas normais dos citados actores, sem demasiada elevação. Se existe algo que ressalta à vista, e aspecto que reconheço imprescindível nesta obra, é a inegável química que existe entre Rai e Roshan.


“Jodhaa Akbar” tem como predicados positivos a exposição de uma história de amor que encanta, a fricção política que ocorre sempre que se tenta quebrar com o instituído e as cenas das batalhas verdadeiramente fenomenais. Mas acima de tudo, e saúda-se o trabalho que vários filmes de “Bollywood” têm demonstrado neste particular, “Jodhaa Akbar” passa uma mensagem assaz positiva de tolerância religiosa e étnica. Tenta-se demonstrar que é possível e desejável uma reconciliação e aceitação mútua entre hindus e muçulmanos, numa desejada união entre todo o povo indiano, independente de credos ou costumes. Contudo, “Jodhaa Akbar” desilude um pouco, pois por vezes não consegue fugir dos trilhos do previsível ou da superficialidade. Embora se entenda que o mundo de sonho, normalmente domina a cultura do espectro de “Bollywood” (embora existam exemplos em que tal não sucede), falta credibilidade em alguns momentos da obra de Gowariker. E muitas vezes são estes parâmetros que distinguem uma obra grandiosa de um bom filme. “Jodhaa Akbar” fica-se pelo último espectro.

Aconselhável!


"A corte Mughal celebra a grandeza do seu imperador"

Trailer

The Internet Movie Database (IMDb) link

Site oficial

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 9

Guarda-roupa e adereços - 9

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 8,13




quinta-feira, julho 16, 2009

Beldades do Cinema Asiático - Maggie Q








Mais informações sobre esta lindíssima actriz AQUI.


domingo, julho 12, 2009

Entrega do prémio ao vencedor do "Concurso do My Asian Movies - 2ª edição"

Caros visitantes do "My Asian Movies",

Retornado e bastante retemperado pelas férias passadas na Croácia e Eslovénia, cabe-me publicar as fotos da entrega do prémio ao merecido vencedor da 2ª edição do concurso deste blogue, o ilustre Nuno Pereira. Foi para mim uma honra e prazer enorme ter a possibilidade de, pessoalmente, confraternizar com os visitantes deste meu humilde espaço e ainda para mais numa ocasião festiva como a aqui relatada. Espero sinceramente ter a oportunidade de conhecer mais caras que estão por detrás dos comentários aqui efectuados, e que numa próxima ocasião, possamos privar num convívio alargado, seja aqui na Madeira, em Portugal continental, Espanha, Brasil ou qualquer outra parte do planeta!
Quanto à narração da noite da entrega do prémio, transcrevo com a devida vénia, o texto que o amigo e vencedor Nuno Pereira elaborou e publicitou no seu blog "Nunices". Sei que ele não se vai se importar, mas a razão pela qual a faço é que conheço poucas pessoas que consigam narrar um acontecimento da maneira brilhante como o Nuno o faz. Sendo assim:
"Um ano e uns meses depois, a Aliança (Nádia, Su e Nuno) voltou a reunir-se com o Jorge Shinobi pelos mesmos motivos de outrora: a entrega de um prémio. Voltámos a receber o 1º prémio, mas agora do 2º Concurso do My Asian Movies . Voltou a ganhar a Aliança e voltámos a encontrar-nos no sítio do costume: o Café do Museu. É impressionante como passado um ano, o único que tinha envelhecido era eu, ou seja, a transmissão de pensamento só afecta o receptor. Desta vez fui eu o primeiro a chegar, e por isso, tive o privilégio de ver a aproximação da colorida e bela Nádia e depois da louraça e linda Su. Com a desculpa dos altares de S. João, o Jorge foi o último a chegar, mas trazia o prémio…e o diploma. Notou-se o que pode fazer o passar do tempo, ainda que não se notasse fisicamente, a Nádia já não aguenta metade do Compal que aguentava, afinal já tem 30 anos, e a Su depois do jantar foi para casa descansar. Até eu dispensei o Jam. Quem continua em grande forma é o Jorge.
O Jantar decorreu no Restaurante Paraíso Imperial, que estão preparados para celebrações especiais, como Crismas, Divórcios e entregas de prémios, e têm o Canal Benfica “para que o bom desportista disfrute do prazer de uma boa comida com o respectivo acompanhamento desportivo”. Posso dizer que comemos bem. Eu matei saudades do bife de atum, mas, uma vez mais, deu para entender que a Nádia já não aguenta a bebida como aguentava. Ficou-se por um Compal…nem ao segundo chegou. No final do jantar, o simpático dono ofereceu-nos um “digestivo” caseiro com um teor alcoólico de uns 130º, ( tive que ter cuidado ao acender o cigarro com medo que os “vapores” explodissem ).
Depois do jantar veio a entrega do prémio, que eu recebi em nome da Aliança, e veio também o desafio do Jorge para que eu defendesse este título no próximo concurso a ser lançado em 2009. Digo sempre que não. A Su continua com a alegria contagiante do costume, mas infelizmente não pôde acompanhar-nos depois do jantar. Os três resistentes ainda foram tomar um copo ao “Chega de Saudade” mas a Nádia, uma vez mais, levou a bebida de casa, ou seja uma garrafa de água. Acabámos, eu e o Jorge no Café do Teatro a tomar o meu último copo da noite, enquanto a viagem de férias do amigo Shinobi era preparada ao mais ínfimo pormenor com os companheiros de aventura.
É sempre um prazer estar com estes 3 amigos, e às vezes penso que concorro, e tento ganhar, os concursos do My Asian Movies, só pelo prazer de poder estar com eles.
Que venha o 3º Concurso …

Beijos e Abraço
Nuno"

Fica pois o relato do amigo Nuno, e o desafio para que a terceira edição do concurso do "My Asian Movies" seja tão disputada e bem sucedida como esta!
Um bem haja a todos vós que continuam a depositar a vossa confiança neste espaço!

quinta-feira, junho 25, 2009

Férias :) !!!

Como nem só de pão vive o homem, o administrador deste blogue vai de férias! O estaminé fica fechado por 15 dias, mas voltará em força e retemperado como sempre!
Vamos lá ver como é isto aqui:


E aqui:




Abraço a todos!

BESOURO O FILME- TRAILER

Trata-se de um filme de brasileiro, que versa sobre artes marciais, mais propriamente "Capoeira". Será que temos um "Ong Bak" brasileiro em perspectiva, com uns toques de planar à "O Tigre e o Dragão" :) ! Parece ser muito interessante!
Obrigado ao Takeshi, do blog "Age of Asia", pela dica!