"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

domingo, dezembro 21, 2008

Realizador Asiático Preferido - Votação

Apresento-vos mais um realizador asiático, sujeito ao vosso escrutínio no quadro de votações mais abaixo à direita. Não custa relembrar que podem escolher mais do que uma opção, antes de clicarem e submeterem o(s) vosso(s) voto(s). Igualmente podem sugerir outros nomes para serem postos a votação.
Masahiro Shinoda

Informação

Filmografia enquanto realizador (caso exista alguma crítica, o título estará assinalado a cor vermelha. Para aceder ao texto , basta clicar):

  1. One-Way Ticket for Love (1960)
  2. Dry Lake Aka Youth in Fury (1960)
  3. Our Marriage (1961)
  4. Love Old and New (1961)
  5. My face Red in the Sunset (1961)
  6. Epitaph to My Love (1961)
  7. Glory on the Summit (1962)
  8. Tear's on the Lion's Mane (1962)
  9. Pale Flower (1964)
  10. The Assassin (1964)
  11. Samurai Spy (1965)
  12. With Beauty and Sadness (1965)
  13. Captive's Island (1966)
  14. Clouds at Sunset (1967)
  15. Double Suicide (1969)
  16. Outlaws (1970)
  17. Silence (1971)
  18. Sapporo Winter Olympic Games (1972)
  19. The Petrified Forest (1973)
  20. Himiko (1974)
  21. Under the Blossoming Cherry Trees (1975)
  22. Ballad of Orin (1977)
  23. Demon Pond Aka Dragon Princess (1979)
  24. Island of the Evil Spirits (1981)
  25. MacArthur's Children (1984)
  26. Gonza the Spearman (1986)
  27. The Dancer (1989)
  28. Childhood Days (1990)
  29. Sharaku (1995)
  30. Moonlight Serenade (1997)
  31. Owl's Castle (1999)
  32. Spy Sorge (2003)

4 comentários:

tf10 disse...

Do infame gang acho que o Shinoda é dos mais dificeis de resumir assim em poucas palavras já que ele se aventurou em tantos campos de tantas formas. Da minha experiência "Shinodica" que vai um pouco além da dúzia de obras, salientava a sua estética que é talvez a que mais se aproxima de sua eminência Yoshida, atingindo o auge numa das suas obras-primas "Double Suicide" que é também a mais explicita demonstração da sua veia teatral.
Mas esse cuidado perpassa outras grandes obras como "The Assassination" ou "Samurai Spy" exercicios terrivelmente complexos em termos narrativos devido ao background histórico; o "Pale Flower" numa excepecional incursão yakuza, até ao drama Masumuriano "With Beauty and Sorrow" ou porque não nessa metáfora chamada "Punishment Island" onde se revisita um passado (geração) que o realizador deseja ver sentenciado! Todos estes filmes são da década de 60 que é sem dúvida a sua melhor fase e assim não podia deixar de ser já que o mesmo se passou com os seus colegas de movimento! E ainda falta ficarem disponiveis dessa década obras de extrema importância como as iniciais!
Na década de algum "arrefecimento", a de 70, eu destacaria o "The Petrified Forest" com o seu ambiente verdadeiramente onirico e o "Ballad of Orin", este último numa linha dedicada mais ao "folclore" no qual se enquadram ainda coisas como o cómico "The Scandalous Adventures of Buraikan" (escrito pelo Terayama) e o toque mais sobrenatural com "Under the Blossoming Cherry Trees".
Por último e já mais tarde, dois belos e nostágicos relatos com o protagonismo dado aos mais novos em "MacArthur's Children" e "Childhood Days" ambos com a guerra (e os seus efeitos) como pano de fundo num ambiente rural!
Outro dos autores essenciais do cinema japonês!

abraço!

Shinobi disse...

Fica aqui mais um belo registo acerca de outro realizador japonês :) !
Aqui no blog, já tenho bastantes indicações para conferir, graças a ti e ao Miguel Patrício!

Um abraço!

Miguel Patrício disse...

Masahiro Shinoda - juntamente com Kiju Yoshida e Nagisa Oshima - fazem uma "tríplice" sui-generis, mais conhecida pela Geração "Nouvelle Vague Shochiku", a maneira mais acertada desse mais velho estúdio japonês competir com a modernidade temática e o descomprometimento formal dos filmes "Tribos do Sol" da Nikkatsu (no qual se enquadram por exemplo, um "Crazed Fruit" de Ko Nakahira ou um "Kisses" de Yasuzo Masumura).

Se esses primeiros anos de 60 são o inicio dessa modernidade cinéfila (que viria a dar problemas aos mesmos estúdios que a permitiram anos mais tarde) com Nagisa Oshima dizendo: "foi com o cheiro a gasolina e com saias rasgadas que nasceu uma nova abordagem ao cinema japonês", os primeiros filmes de Shinoda - antigo assistente de Ozu - são pérolas escondidas de dificil acesso e continuam a ser das coisas que mais me tem dado vontade de ver. Principalmente porque três delas de entre os oito primeiros filmes ocultos: "Dry Lake", "My face Red in the Sunset" e "Tears on the Lion's Name" foram co-escritas por Shuji Terayama, presença que se viria a repetir no excelente politico-parodia "Buraikan" (1971) e no grande "Double Suicide" (1969), porque nesse exacto ano de 69, também Terayama usou o "kurogo" experimentalmente na sua mítica peça de teatro "Heretics".

Assim, com a ocultação inexplicável das suas 8 primeiras obras, o que nos resta como primeiro feito, será o fantastico "Pale Flower" de 64, estudo do filme yakuza como pano de fundo a decadência do pós-guerra japonês. Depois "The Assassin" e "Samurai Spy" como uso do género jidai-geki para dissecar questões politicas fundamentais (como Oshima teria feito com o seu "The Rebel" de 62). Ainda no ano de 60, o drama psico-patológico na maneira de um "Manji" de Masumura, "With Beauty and Sorrow" e "Punishment Island", alegoria -como bem viu Tf10 - a um passado histórico bélico, desumano.

O já referido "Double Suicide", obra prima máxima do realizador, teatral e filosófico adaptando Monzaemon Chikamatsu para um cenário descontstrutivista, onde real e irreal se fundem com noções básicas de tragédia clássica.

De seguida, "The Petrified Forest", "Under the Blossoming Cherry Tree", "Ballad of Orin", "Gonza the Spearman" e ate o recente (e fraco) "Owl's Castle" fizeram parte de outros meus visionamentos.

Shinoda, mais um "nouvelle vague" essencial.

Shinobi disse...

Caro Miguel,

após a leitura de um texto muito eloquente acerca de Shinoda, aproveito o ensejo para desejar um Feliz Natal para ti e para todos os que te são próximos!

Um abraço!