"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

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quarta-feira, janeiro 20, 2010

Jab We Met - जब वी मेट (2007)

Capa

Origem: Índia

Duração aproximada: 144 minutos

Realizador: Imtiaz Ali

Com: Shahid Kapoor, Kareena Kapoor, Tarun Arora, Dara Singh, Pavan Malhotra, Kamal Tiwari, Kiran Juneja, Divya Shah, Saumya Tandon, Nihar Thakkar, Manushka Khisty

Geet 3

Geet”

Sinopse

“Aditya” (Shahid Kapoor) é um jovem empresário de sucesso, que vê o seu mundo arruinar-se quando descobre que o seu amor vai casar com outra pessoa. De coração destroçado, o rapaz anda sem rumo pelas ruas de Mumbai até embarcar num comboio, sem saber o destino deste. Lá conhece uma rapariga tagarela, chamada “Geet” (Kareena Kapoor), com uma personalidade completamente oposta à dele. Enquanto que “Aditya” se encontra depressivo, e com uma postura negativa, “Geet” pelo contrário não para de falar, e tem uma alegria de viver contagiante. No meio de uma confusão, o casal perde o comboio, e “Aditya” vê-se obrigado a acompanhar “Geet” até à casa da sua família em Bathinda.

Aditya

Aditya”

Quando ambos chegam ao seu destino, a família de “Geet” convence-se que esta e “Aditya” estão enamorados, depois de uma cena que acontece entre ambos e que arruína o noivado arranjado da rapariga. No entanto, as coisas não são bem assim, pois “Geet” está apaixonada por “Anshuman” (Tarun Arora), Depois de finalmente se reunir com “Anshuman”, “Geet” e “Aditya” despedem-se e o empresário volta a Mumbai rejuvenescido e pronto a encarreirar outra vez no caminho do sucesso profissional. Contudo, e após “Geet” desaparecer, “Aditya” parte em busca da mulher que se apercebe que ama.

Aditya e Geet 3

O casal apaixonado”

Review”

“Jab We Met” (numa tradução livre “Quando nos conhecemos”) é uma típica comédia romântica de “Bollywood”, que tinha como um dos predicados principais o facto de os principais protagonistas, Shahid Kapoor e Kareena Kapoor, à altura possuírem um badalado romance na vida real. Contudo, a suposta paixão emanada pelo filme, não contagiaria o casal, pois o mesmo viria a findar o relacionamento durante as filmagens. A película granjeou bastante sucesso no “box office” indiano, e igualmente “fora de portas”, principalmente no Reino Unido. Trata-se de uma obra marcadamente virada para a paixão sem tréguas, evidenciando uma clássica história de amor entre dois seres completamente opostos, mas que acabam por se influenciarem pelas características um do outro. O conceito não é novo, já todos nós vimos isto algumas vezes.

O argumento de “Jab We Met” padece de alguma falta de substância, agradando aqueles que se contentam com pouco, ou que em determinado momento não estejam com disposição para pensar muito. Existem situações marcadamente incredíveis, que exageram em demasia, mesmo tendo em conta que estamos no propalado mundo de sonho de “Bollywood”. Apesar da grande extensão do filme, aspecto vulgar quando se fala das obras da meca do cinema indiano, a aproximação do casal dá-se de uma forma pouco natural, com grave prejuízo para a empatia do espectador com as personagens. Embora seja um pouco céptico em relação ao que se costuma chamar de “magnetismo”, a maneira como o casal se aproxima com uma resistência pouco convincente, para o que se pedia, do destroçado “Aditya”, não convence mesmo nada. E os imbróglios em que ambos se metem, embora tenham momentos que divertem, simplesmente não colhem muito a minha simpatia. As partes cómicas resultam geralmente bem, e neste particular destaca-se o avô sikh de “Geet, outras são completamente infantis e sem piada absolutamente nenhuma. Comparado a, por exemplo, uma película como a obra-prima sul-coreana “My Sassy Girl” que se mexe um pouco no mesmo segmento e sob as mesmas premissas, “Jab We Met” é um parente paupérrimo e sem brilho nenhum, embora provenha de uma cinematografia diversa e com características distintas.

Geet 2

“Geet corre na direcção do seu amor”

A química entre o casal Shahid Kapoor e Kareena Kapoor resulta no essencial bem, a que não será alheio, como acima aflorei, o facto de ambos manterem um relacionamento à altura, embora o mesmo tenha findado durante as filmagens de “Jab We Met”. Claro que não nos estamos a reportar aos momentos que apelidei de “incredíveis” ou com pouca substância. Pessoalmente, e reportando-me à actriz, não sou um grande fã da mesma. Contudo, sou obrigado a reconhecer que Karena Kapoor tem um forte carisma, muito difícil de igualar pelas suas pares. Outro dado relevante mais relacionado com o romance em si, é algo que para os ocidentais não assume especial relevância, mas para o espectro de “Bollywood” sim. Existe uma cena em que existem beijos na boca, imagine-se! Por sua vez, as danças e coreografias são bastante aceitáveis, em especial “Nagada Nagada”, que foi acolhida igualmente na novela brasileira “O Caminho das Índias”. Não será pelo espectro melódico ou mais dançável que esta obra cairá.

Se tiverem paciência, uma breve pesquisa pela internet fará com que concluam que “Jab We Met” é um filme bastante consensual, de uma forma positiva, no que concerne à crítica especializada. Nem que seja por este motivo, poderão sentir-se impelidos a desfrutarem das aventuras e desventuras amorosas do casal “Aditya” e “Geet”. Por estes lados, sinto que estamos perante um filme mediano, chegando a ser banal em diversos momentos e diria mesmo sem sal. Tremendamente previsível, socorre-se de alguns bons momentos que não são em número suficiente para qualificarmos “Jab We Met” como um produto de primeira ordem de “Bollywood”. Será apenas mais um filme, que mergulhará e não se distinguirá na turba das centenas que a principal indústria cinematográfica indiana produz todos os anos.

Nagara nagara

Nagada Nagada”

imdb Nota: 7,9/10 (2.582 votos) em 21/01/2010

Música “Nagada Nagada”

Outras críticas em português:

  1. Grand Masala

Avaliação:

Entretenimento – 8

Interpretação – 7

Argumento – 6

Banda-sonora – 8

Guarda-roupa e adereços – 7

Emotividade – 8

Mérito artístico – 7

Gosto pessoal do “M.A.M.” – 6

Classificação final: 7,13

terça-feira, outubro 28, 2008

Beldades do Cinema Asiático - Kareena Kapoor

Esta bela actriz de 28 anos, nasceu no seio de um dos clãs mais influentes do cinema de Bollywood, a família Kapoor, que representa cinco gerações de actores, produtores e realizadores do mais elevado quilate. Conhecida por dedicar-se a muitas causas humanitárias, à semelhança de outros seus colegas do cinema de Mumbai, já tive a oportunidade de analisar o seu trabalho em textos publicados aqui no blogue acerca dos filmes “Asoka” e “Omkara”. É uma intérprete que põe bastante sentimento nas suas actuações, sendo natural que assim seja induzida atendendo ao espectro cinematográfico de onde provém. A diferença é que são raras as actrizes que o conseguem com a naturalidade de Kareena Kapoor. Um valor seguro, e que nos desperta várias sensações!





Site de fãs AQUI.



sábado, junho 21, 2008

Omkara - ओमकारा (2006)
Origem: Índia
Duração: 152 minutos
Realizador: Vishal Bharadwaj
Com: Ajay Devgan, Saif Ali Khan, Kareena Kapoor, Konkona Sen Sharma, Naseeruddin Shah, Vivek Oberoi, Bipasha Basu, Deepak Dobriyal, Manav Kaushik, Kamal Tiwari, Pankaj Tripathy
"Omkara e Dolly"

Sinopse

“Dooly” (Karena Kapoor) é raptada a caminho do seu casamento, e o seu pai, o conhecido advogado “Mishra” (Kamal Tiwari), decide apresentar queixa à mais poderosa personalidade da zona, o político “Bhaisaab” (Naaseruddin Shah). Este convoca o raptor e ao mesmo tempo o seu braço armado, o destemido “Omkara” (Ajay Devgan). A reunião serve apenas para descobrir que afinal “Dooly” foi ter com “Omkara” de livre vontade, pois existe um grande amor entre os dois. Repudiada pelo pai, a rapariga vai viver para a casa da sua paixão, e ambos encetam os preparativos para o aguardado enlace.

Com a eleição de “Bhaisaab” para o parlamento nacional, “Omkara” é escolhido para ser o comandante regional do político, e torna-se assim a personagem mais influente do burgo. Contudo, “Omkara” vê-se face a uma difícil situação, que passa por escolher para seu sucessor, um dos seus dois lugares-tenentes. De um lado, temos “Langda” (Saif Ali Khan), um ser tortuoso que acompanha “Omkara” há 15 anos; do outro, está o educado e mulherengo “Keshu”, que acaba por ser o nomeado.

"Keshu e Billo"

“Langda” sente-se profundamente despeitado, pois estava convencidíssimo que o eleito seria ele. Cedo começa a conspirar contra “Keshu”, de forma a retirar-lhe o lugar que tanto ambicionava. O plano passa por envenenar progressivamente o espírito de “Omkara”, no sentido de o convencer que “Keshu” mantém um romance proibido com “Dolly”. “Omkara” começa a ser persuadido pelas maquinações de “Langda” e a tragédia cada vez mais é anunciada...

"Langda"

"Review"

Ao longo da história do cinema, foram feitas inúmeras adaptações das peças de William Shakespeare, algumas extremamente interessantes como “Henrique V”, realizado e protagonizado pelo norte-irlandês Kenneth Branagh. Existe sempre um grande risco em passar para o grande ecrã as narrativas do dramaturgo de Stratford-upon-Avon , pois quanto a mim subsistirão sempre textos que resultarão melhor nos palcos do teatro. Quando me deparei com “Omkara”, a minha curiosidade foi extremamente sobrelevada, essencialmente devido à frase que ilustrava a capa do filme, a saber, “A Vishal Bhardvaj Adaptation of Shakespeare's Othello”. Comecei a pensar cá para os meus botões que aqui poderia estar eventualmente uma experiência deveras interessante, sobretudo pelo aliar das características do cinema de Mumbai (antiga Bombaim) no que concerne ao drama, com a sensibilidade erudita e inteligente de Shakespeare.

É igualmente justo que vos diga, e isto agora representa um desabafo, que a certa altura tomei como ponto de honra diversificar ao máximo o conteúdo temático do “My Asian Movies”, tendo sempre por norte o cinema asiático (como nunca poderia deixar de ser!). O objectivo, acima de tudo, é tornar este espaço o mais completo possível, tendo consciência que o caminho ainda é longo, e que tal implica um constante descobrir e redescobrir. Consequências práticas desta premissa: não me cingir apenas ao cinema proveniente de Hong Kong, China, Coreia do Sul, Japão e Tailândia e diversificar ao máximo os géneros aqui expostos, o que implica ir desde o “swordplay” até ao terror. O cinema da indústria de “Bollywood” tem aparecido amiúde neste espaço, um pouco no surgimento das ideias anteriormente expostas. Eu, à semelhança de provavelmente a maior parte de vós, sempre tive uma desconfiança natural deste segmento da sétima arte. Mas tentando vencer preconceitos instalados, e à semelhança de uma criança que vai dando os primeiros passos, comecei a expandir os horizontes de forma a que pudesse acolher este ilustre representante do cinema oriental. Como confesso que não tenho muitas referências de “Bollywood”, antes de adquirir alguma película, procedo a uma investigação mais apurada do que o normal e em função da mesma, tomo uma opção que pretendo consciente. Tenho tido alguma sorte, e ao escolher as obras mais conhecidas dos últimos dez anos para cá, têm-me parado às mãos filmes que nunca são inferiores ao “Bom”. E isto tem contribuído para que a minha ideia acerca do cinema de Mumbai esteja a ser alterada num sentido positivo. Acrescentando ao facto de “Omkara” ser, como já foi aludido, uma adaptação de “Othello”, com todas as suas implicações, sempre se dirá que o trailer era apelativo e as críticas em geral elogiosas. A exibição do filme em Cannes fez o resto. Este era o próximo cavalo de “Bollywood” em que eu apostaria!

Valeu a pena? Desde já adianto que sim. No entanto, não constitui uma película que possa almejar o panteão dos deuses, que apenas está reservado a alguns. O realizador Vishal Bharadwaj a nível da trama manteve-se fiel ao argumento original, sem apresentar grandes inovações. O que de meritório se lhe poderá atribuir, foi ter efectuado um trabalho extremamente interessante na adaptação da peça à realidade indiana, criando uma harmonia que não será assim tão fácil de conseguir. A bem sucedida experiência anterior com “Maqbool”, uma adaptação de “Macbeth” (outra grande obra de Shakespeare) terá de alguma forma contribuído para que este aspecto em particular tenha sido bem sucedido. Assim como “Othello” era um general mouro do exército veneziano, “Omkara” é um meia casta, que lidera o braço armado do partido de “Bhaisaab”. Ambos são seres pouco convencionais, que detêm posições poderosas num mundo que lhes é de certa forma estranho. A felicidade parece finalmente chegar, envolta num grande amor. No entanto seres como “Othello” e “Omkara” nunca poderão ter descanso, estando fadados à tragédia. Podemos com facilidade descobrir paralelos.

"Dolly sente a frieza de Omkara"

Outro factor a elogiar será a audácia. Passo a explicar. No campo da cinematografia de Mumbai, existem certas regras (consuetudinárias, ou seja que derivam do costume, embora não escritas) que forçosamente a esmagadora maioria dos filmes cumprem, sob pena de serem mal aceites pelo público autóctone. É acima de tudo uma questão cultural e sociológica. “Omkara” rompe barreiras ao expôr um tema negro, traduzido por diversas vezes numa linguagem agressiva que afastou bastantes pessoas no seu país natal, mais habituado a um tratamento leve que apenas carrega nos habituais epílogos trágicos do costume. Frases como “Se eu sou um mentiroso, então sou um filho de um cão. Se estou a falar a verdade, então sou o amante da tua mãe.”, constituem um arrojo que ultrapassa as fronteiras do admissível em Mumbai. Neste particular, aconselho-vos a ler este artigo do “Times” da Índia, sugestivamente intitulado “Families stay away from Omkara”. Pelo contrário, esta longa-metragem conseguiu um sucesso apreciável no exterior, onde além de ter tido o já aludido privilégio da exibição em Cannes, figurou no top 10 das bilheteiras do Reino Unido. Igualmente conseguiu ser notada na Austrália, África do Sul e E.U.A.

A banda-sonora é simplesmente espectacular. Está sem dúvida num nível superior. Eu de facto ando a sofrer algumas transformações nos meus gostos artísticos, e isto reflecte-se em vários aspectos. Há uns anos atrás, eu era perfeitamente incapaz de ouvir uma música de “Bollywwod”que fosse. Conclui que andava era a ver os filmes errados, ou seja, a vertente “xunga” de Mumbai. Como dizia o outro “não negue à partida uma ciência que desconhece". As películas de qualidade de “Bollywood”, costumam igualmente ter bandas-sonoras de gabarito. É forçosamente que assim seja, devido à sobejamente conhecida interpenetração existente entre os filmes e as melodias. No caso particular de “Omkara”, é de salientar a música “Beedi” cujo vídeo podem ver aqui (ou em alternativa ir ao recente “post” de 15 de Junho) e a que mereceu o nome do protagonista principal do filme “Omkara”. Relevo ainda o facto de a banda-sonora não ser exclusivamente composta por músicas “à la Bollywood”. Existem arranjos orquestrais muito poderosos, que com certeza tinham como propósito homenagear a fonte de onde o filme bebe.

As interpretações são meritórias. Mas ao contrário do que se poderia pensar, quem brilha verdadeiramente não é Ajay Devgan ou Karena Kapoor. Sem dúvida a estrela é Saif Ali Khan, que interpreta o infame “Langda” (o equivalente a “Iago” de “Othello”). O seu ar rancoroso, mas ao mesmo tempo bruto, crú e viperino inundam o ecrã, e apenas é ofuscado pela estonteante beleza de Bipasha Basu, que é sem margem para qualquer dúvida, uma das mulheres mais lindas que já vi em toda a minha vida!

O que verdadeiramente não está à altura dos restantes aspectos, é o epílogo do filme. Esperava-se algo mais grandioso e significativo. Ficamos apenas por algo extremamente dramático, mas de certa forma sensaborão e rotineiro. Se haverá aspectos que o cinema de Mumbai tem de melhorar, sem fugir obviamente a sua matriz natural, é reinventar os aspectos do “puxar a lágrima ao olho. É necessário um pouco mais de arte e menos de “piroseira”.

Imbuída de um tom emblemático muito próprio e dotada de uma fotografia sem dúvida acima da média, “Omkara” é mais uma obra proveniente de “Bollywood” bastante recomendável. Longe de roçar a perfeição, valerá pela feliz reunião das características dramáticas de eleição “shakesperianas”, com a tragédia muito própria do cinema de Mumbai. E dos diálogos, sempre se aproveitará alguma coisa de útil para a vida. Neste particular, o que eu retive foi que “as apostas devem ser feitas em cavalos. Nunca em leões!”

A ver!

"O poderoso Bhaisaab e Omkara, na passagem do testemunho"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 9

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,88





terça-feira, abril 25, 2006

Asoka/Ashoka, the Great/Samrat Ashoka (2001)

Origem: Índia

Duração: 151 minutos

Realizador: Santosh Sivan

Com: Shahrukh Khan, Kareena Kapoor, Danny Denzongpa, Rahul Dev, Hrishitaa Bhatt, Gérson da Cunha, Subhashini Ali, Sooraj Balaji, Johnny Lever, Raghuvir Yadav, Suresh Menon, Ajith Kumar, Shilpa Mehta, Mithilesh Chaturvedi, Madhu.

"Asoka"

Considerações pessoais

Este é um dos tais filmes "das palmas e das cantigas made in India"! Antes de tudo tenho de confessar que não sou lá muito fã dos filmes de "Bollywood". Eu até gosto de películas dramáticas, mas aquilo é de fazer chorar e saltar as pedras da calçada! É o rapaz que namorava com a rapariga, e afinal ela é a irmã que se tinha separado dele na juventude; depois mais à frente já não é a irmã, mas sim a prima de uma rapariga que ele gostou bastante e por aí fora! Tudo acompanhado daquelas músicas que me fazem subir as paredes, só de ouvir as vozes estridentes, eh eh eh! Mas é preciso ver que não deixam de ser ilustres representantes do cinema que se faz no continente asiático merecendo, por esse motivo, um lugar aqui neste "blog".

No entanto, avanço desde já, e correndo o risco de ser extemporãneo, que Asoka foi uma agradável surpresa no bom sentido!

"Kaurwaki e o jovem principe Aryan"

Estória

Esta película conta a estória do rei Asoka que governou a India no período entre 270 e 237 A. C., tendo sido um dos grandes patronos do budismo e do jainismo, constituindo uma das personagens mais importantes da história daquele país.

Podemos discernir 3 períodos no filme.

No primeiro, Asoka é um principe fugitivo, devido à disputa pelo trono do reino de Magadha com o seu irmão mais velho que, inclusive, o tenta assassinar. Nessa altura Asoka assume o nome fictício de "Pawan" (que significa vento em hindu) e apaixona-se pela princesa Kaurwaki do reino rival de Kalinga, que se encontra igualmente a fugir de assassinos enviados por um ministro corrupto. Asoka torna-se igualmente no ídolo do principe Aryan, o jovem irmão de Kaurwaki, e legítimo herdeiro do trono de Kalinga.

Posteriormente, Asoka derrota o irmão mais velho, ascendendo desta forma ao poder, e estranhamente é aqui que começam os problemas. Perdendo o rumo a Kaurwaki, o novo rei vê-se dominado por uma sede de sangue e conquista, que o faz arrasar todos os reinos que tentam resistir, inclusive o de Kalinga, onde o clímax da tragédia ocorre.

Por fim, Asoka apercebe-se da sua tirania, para além do mal e da destruição que causou, e decide abandonar o trono, para converter-se num monge jainista.

"Os cómicos soldados de Magadha"

"Review"

Asoka é um filme indiano que podemos considerar verdadeiramente internacional, atendendo à distribuição mundial que beneficiou. Igualmente será passível de catalogação como um épico, em toda a verdadeira e real dimensão da palavra.

Apesar de um pouco extensa, é uma película bastante interessante de se seguir, não sendo monótona, e possuindo umas batalhas dignas de registo, com milhares de figurantes e cavalos, e onde estão igualmente presentes os elefantes como não podia deixar de ser.

Um tema incontornável nos filmes indianos são as "tais músicas". Sinceramente, e atendendo à extensão do filme, não são em exagero (apenas 4, graças a Deus!!!), e uma delas até achei bastante interessante e agradável, assim como a dança que a acompanhava ( podem ver o clip aqui).

"Asoka na carga da cavalaria do seu exército"

Outro aspecto em que este filme não foge à generalidade dos que provêm da India é o excessivo dramatismo. Está todo lá, com cenas em que pensamos "será que isto ainda se pode tornar pior?", e lá vem mais uma desgraça qualquer, morre mais alguém, etc. Mas até são agradáveis de se ver, e aprimoram ainda mais a emoção presente no desenrolar da estória, tornando-a mais cativante.

As interpretações são aceitáveis, constituindo condições essenciais, atendendo ao acima reportado, ser um especialista no derramamento de lágrimas e em fazer poses trágicas, para além de dominar razoavelmente bem a arte da dança.

Não ponho as mãos no fogo por esta película, no que toca a ser do agrado de todos, mas tenho que deixar bem vincado que assim como não gosto da generalidade dos filmes indianos, reconheço que este em certa medida conquistou-me.

Uma proposta interessante!

"Kaurwaki luta para defender o reino de Kalinga"



Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 7
Argumento - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Banda-sonora - 6
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,38