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quarta-feira, outubro 01, 2008

The Heart Wants Aka Do Your Thing/Dil Chahta Hai - दिल चाहता है

(2001)


Origem: Índia


Duração: 185 minutos


Realizador: Farhan Akhtar


Com: Aamir Khan, Saif Ali Khan, Akshaye Khanna, Preity Zinta, Dimple Kapadia, Sonali Kulkarni, Ayub Khan, Rajat Kapoor, Suhasini Mulay, Samantha Tremayne


"Da esquerda para a direita, Akash, Sameer e Siddhart"

Sinopse

“Akash” (Aamir Khan), “Sameer” (Saif Ali Khan) e “Siddhart” (Akshaye Khanna) são amigos inseparáveis há mais de dez anos, e fazem a sua vida praticamente toda em conjunto. Um sentimento de irmandade une os três rapazes, num elo que parece impossível de quebrar. Com vinte e poucos anos, licenciaram-se há pouco tempo e está a chegar a altura de tomar grandes decisões que regerão a sua vida futura. Contudo os amigos não parecem muito preocupados com este aspecto, pois todos eles são oriundos de famílias de classe média alta e o dinheiro não é problema.

Verdadeiramente o que lhes mexe com a cabeça é a sua vida romântica e a dificuldade que todos têm em encontrar uma relação estável. “Akash” é um homem que gosta de gozar tudo o que de bom a vida tem para dar e não leva nada a sério. Observando a forma como os relacionamentos dos seus amigos correm mal, ele acaba por acreditar que o verdadeiro amor não existe. “Sameer” é o ingénuo do grupo e aquele que se apaixona todas as semanas por uma rapariga diferente. Não possui muita maturidade e a sua instabilidade emocional é o resultado lógico deste factor. “Siddhart”, mais conhecido por “Sid”, é o ponderado do grupo e de longe o mais calmo.


"Akash e Shalini"


No entanto, “Sid” conhece “Tara” (Dimple Kapadia), uma mulher quinze anos mais velha, e através do gosto de ambos pela pintura, acabam por se apaixonar. Sendo um relacionamento pouco convencional, e mal visto perante a sociedade indiana, o mesmo parece estar fadado ao malogro. “Akash” tenta chamar o amigo à razão, mas ambos discutem seriamente e afastam-se um do outro, deixando “Sameer” numa posição difícil e desprotegida.


“Akash” vai para Sidney na Austrália tomar conta do negócio do pai e ao contrário dos seus planos, apaixona-se por “Shalini” (Preity Zinta) e acaba por se convencer que o amor efectivamente existe. A “Sameer” tentam impingir “Pooja” (Sonali Kulkarni) num casamento tradicional arranjado. Contudo, o rapaz acaba efectivamente por se sentir atraído por “Pooja”. “Sid” tenta proteger o seu amor por “Tara”, mas os condicionalismos pessoais e sociais não lhe dão tréguas. No meio disto tudo, sobreviverá a grande amizade que une os três jovens ?


"Pooja e Sameer"


"Review"


“Dil Chahta Hai” foi a feliz estreia do realizador Farhan Akhtar e baseou-se nas viagens de juventude que o realizador fez a Goa, assim como numa estadia de mês e meio que o mesmo gozou em Nova Iorque. Por sua vez, a personagem maluca de “Akash” foi baseada nas interessantes histórias de um amigo do realizador. A película revelou ser um estrondoso exito na Índia, principalmente nas áreas mais urbanas, tendo passado em festivais de cinema internacionais tais como Palm Springs ou Austin. É com muita propriedade e mérito considerada uma das melhores obras do cinema de “Bollywwod” de sempre, estando por este motivo extremamente bem cotado no IMDb. Antes de adquirir o dvd, fiquei muito impressionado com as maravilhas que se diziam desta longa-metragem. Admiravelmente, não encontrei uma única opinião menos abonatória. Sendo assim, estava lançado o mote para mais uma aquisição extremamente cuidadosa, factor que levo sempre em grande linha de conta quando me aventuro pelo cinema de Mumbai.


“Dil Chahta Hai” reflecte muito bem a orientação actual do cinema de “Bollywood”, em contraposição com as obras mais clássicas. Aqui estamos perante mais uma película que aborda as desventuras amorosas de jovens indianos modernos e urbanos, pertencentes a famílias abastadas e amantes da boa vida e do divertimento. Já disse isso aqui antes, e volto a insistir nesta ideia. O cinema indiano, em especial a sua facção mais representativa, o de Mumbai, está a mudar a olhos vistos e para melhor. Uma das explicações mais convincentes para esta mudança, passará pela séria aposta que está a ser feita no mercado internacional, em especial o norte-americano e o britânico, o que obrigará a realizar películas que sejam mais atractivas aos olhos dos ocidentais. A própria sociedade indiana está a mudar pelas mãos dos jovens, que já não estão tão dispostos a aceitar tradições que consideram ultrapassadas e um obstáculo ao desenvolvimento do seu país. Lutam pela mudança sócio-económica e este factor terá de obrigatoriamente reflectir-se na cultura.


Com uma história simples, mas extremamente bem construída, “Dil Chahta Hai” transformou-se num sério caso e poderá almejar a ser um dos melhores filmes asiáticos realizados em 2001. No seu coração, reside esta novo modo de vida dos jovens indianos, onde nos é apresentada de uma forma particular os seus sucessos, ambições, falhanços e tudo o mais que reflicta o seu dia-a-dia. Como é normal e previsível, a irreverência marca bastante a sua presença. A mesma reflecte-se em vários aspectos do filme, desde as brincadeiras e situações “malucas” que os amigos vivem, passando por assuntos mais sérios como a resistência aos “casamentos arranjados” que ainda fazem parte do quotidiano da Índia. Temos aqui um exemplo feliz do digladiar dos jovens com as tradições, de que falei mais acima. Já anteriormente, quando analisei o excelente “Rang De Basanti” neste espaço, tive a oportunidade de aflorar estas questões, conquanto aquele filme envereda um pouco pela linha de “Dil Chahta Hai”, embora seja bastante mais politizado.


Apesar do importante cariz sócio-cultural desta película e que acima tentei expôr, o mesmo constitui apenas um veículo para algo mais significativo. Antes de tudo e em primeira linha, “Dil Chahta Hai” é acerca da descoberta da maturidade, da defesa incondicional da amizade e da eterna busca do amor. Dito desta forma, parece que estou a falar de mais um filme pindérico, que usa e reveza a lágrima fácil e que provavelmente ainda será um “American Pie” indiano, se adicionássemos umas doses de comédia, alguma de mau gosto. Não, não é nada disso! “Dil Chahta Hai” é um clássico com qualidade, e todos aqueles que tivere(a)m a felicidade de visioná-lo, com certeza que se lembrarão do filme daqui a uns anos. Porquê que isso acontecerá? Esta resposta é fácil. Devido ao facto de todos nós nos identificarmos de uma forma ou de outra, com alguma situação ou personagem da película, e de forma bastante marcante, diga-se de passagem! Visionar “Dil Chahta Hai” foi retornar aos tempos em que acabei a licenciatura, e deparou-se um mundo novo para mim, que sempre lá esteve mas que eu não entendia. Foi o valorizar exacerbado das amizades quando as mesmas se afastaram geograficamente, e a saudosa nostalgia dos amores de juventude, onde não haviam impossíveis e a frieza de raciocínio parecia um monstro que era imperioso abater quando contendesse com qualquer tipo de sentimento.


"A espalhar a boa disposição e o ritmo na festa de final do curso"


O elenco faz um trabalho bastante meritório e que em certas alturas chega mesmo a deslumbrar, embora não com muita continuidade. Percebo agora definitivamente o porquê de Aamir Khan ser considerado dos actores mais emblemáticos da Índia, ultrapassando em muitos aspectos a fama do próprio Shahrukh Khan, talvez o actor mais conhecido de “Bollywood”. A sua “performance” dá alegria e boa disposição à película, e quando é necessário consegue cumprir com os momentos mais sérios. Já tinha ficado bem impressionado com Saif Ali Khan em “Omkara”, onde o actor tem uma actuação simplesmente brilhante. Estranhei vê-lo aqui num papel completamente distinto e menos circunspecto, mas a versatilidade de Ali Khan é algo de louvar. Nunca tive a oportunidade de apreciar anteriormente o trabalho do actor Akshaye Khanna, embora tenha consciência que se trata duma personagem muito considerada no espectro de “Bollywood”. É por ele que passa bastante a classe de “Dil Chahta Hai”, no papel de um maturo e idealista “Sid”. As interpretações femininas estão ligeiramente abaixo do desempenho dos actores atrás mencionados. Contudo, é um prazer desfrutar das sólidas actuações da super-estrela Preity Zinta e da experiente Dimple Kapadia, uma actriz que teve grande popularidade no fim dos anos '70 e anos '80. Por sua vez, Sonali Kulkarni é uma cara bonita, que está lá para dar “charme” e “glamour” ao filme, mas pouco mais.


Como é curial, mesmo tratando-se de uma longa-metragem que quebra com o corrente em “Bollywood”, temos de nos referir à banda-sonora de “Dil Chahta Hai”. A propalada marca da irreverência reflecte-se na música e na dança, em especial “Woh Ladki Hai Kahan”, que satiriza um pouco o cinema de “Bollywood” mais tradicional. Mas a música que verdadeiramente marca e transmite o essencial, associada à sequência de cenas, é “Dil Chahta Hai” do mesmo título da película. Das primeiras vezes que observei o “clip” parecia uma coisa corriqueira, sem nada de de especial que se apontasse. Quando visionei o filme, digo que a melodia e a sequência das imagens não poderiam estar melhor inseridas. Comecei a apreciar a melodia com atenção, e posso-vos hoje dizer sinceramente que colhe imenso o meu agrado. Como normalmente os filmes indianos não possuem “trailers” elaborados a não ser que se internacionalizem de forma séria, no sítio onde costuma estar o “link” para a apresentação, figurará a ligação para o sentido “clip” de “Dil Chahta Hai”.


Os que nunca viram um filme de “Bollywood”, principalmente por uma natural desconfiança na qualidade deste cinema, podem arriscar à vontade em “Dil Chahta Hai”. Para além de ser uma das melhores obras provenientes da meca do cinema indiano, é uma película enternecedora, de elevadíssima qualidade, que vos fará chorar, rir e acima de tudo sonhar com a vida real, e não recorrendo a uma qualquer fantasia. Trata-se talvez da melhor longa-metragem que já vi no que toca à exploração da amizade entre jovens, e uma das mais emblemáticas no que toca à abordagem do amor. Terá o condão de vos fazer pensar em perder o orgulho e ligar àquele amigo com quem tiveram uma desavença estúpida, ou a ir correr para os braços daquela rapariga que afinal perceberam o quão facilmente vos mexia com os sentimentos.


Poucos filmes de três horas e pouco costumam passar tão rápido, por isso o mesmo será dizer que não se deve perder esta obra fenomenal!!!


"Três sombras unidas nas praias de Goa"


"Dil Chahta Hai" videoclip


The Internet Movie Database (IMDb) link


Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 9

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 10

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,50







terça-feira, março 11, 2008

From the Heart/Dil Se...- दिल से (1998)

Origem: Índia

Duração: 152 minutos

Realizador: Mani Ratnam

Com: Shahrukh Khan, Manisha Koirala, Preity Zinta, Raghuvir Yadav, Sabyasachi Chakravarthy, Piyush Mishra, Krishnakant, Aditya Srivastava, Ken Philip, Sanjay Mishra, Mita Vasisht, Arundhati Rao, Malaika Arora, Gautam Bora, Manjit Bawa

"Varna e Meghna"

Estória

“Amarkant Amar Varna” (Shahrukh Khan) é um jornalista da estação radiofónica “All India”, que é enviado da capital Deli para o norte do país, tendo em vista elaborar uma reportagem acerca de distúrbios relacionados com as comemorações do 50º aniversário da independência da Índia.

Numa estação de comboio, “Varna” depara-se com uma rapariga chamada “Meghna” (Manisha Koirala), e apaixona-se instantaneamente. “Meghna”, apesar de parecer sentir-se atraída por “Varna”, recusa os seus avanços. No fim da sua estada na região turbulenta, “Varna” acaba por ser barbaramente agredido por supostos familiares de “Meghna”, de forma a que deixe de insistir numa relação com a rapariga.

"Chaiyya Chaiyya"

“Varna” regressa a Deli, e tempos depois torna-se noivo de “Preeti” (Preity Zinta). A vida parece correr bem, até que “Meghna” aparece em casa de “Varna” e solicita-lhe refúgio e trabalho na rádio “All India”. O jornalista cede perante os pedidos de “Meghna”, e todo o seu sentimento começa a despontar outra vez.

Mal imagina “Varna”, que “Meghna” é uma terrorista que se encontra em Deli para cometer um atentado suicida contra o primeiro-ministro da União Indiana. E apesar da rapariga amar “Varna”, de todo o coração, nada a fará desistir do seu objectivo.

"O juramento dos terroristas"

"Review"

Sem qualquer tipo de preconceito, iremos agora falar de um ilustre representante da maior (não confundir com melhor, por favor) indústria de cinema asiática e mundial: Bollywood! Para os mais distraídos, e que porventura pensavam que este espaço desprezava o cinema proveniente de Bombaim, alerto que em tempos elaborei um texto acerca de outro filme de “Bollywood”. Trata-se do épico “Asoka” (ver AQUI).

Aquando da sua estreia, “Dil Se...” esteve longe de ser um estrondoso sucesso, revelando resultados de bilheteira muito abaixo das expectativas geradas. Contudo, esta situação haveria de mudar com a subsequente internacionalização do filme, e presença em alguns festivais, como Berlim, onde em 1999 venceu um prémio. A grande consagração e surpresa, adviria do Reino Unido, onde “Dil Se...” viria a ser o primeiro filme indiano a entrar no top 10 do “box office” inglês.

Antes de tudo, e como seria de esperar de um filme de “Bollywood”, “Dil Se” é uma estória de paixões... Ah, é verdade! Nada de suspense, e deixemo-nos de rodeios! Admitamos desde já que é uma película trágica também! Portanto, podem ir buscar os vossos lenços para secar os litros de lágrimas que irão jorrar! Hum...estava a brincar! Uma das características que faz com que “Dil Se” fuja um pouco ao estigma da maior parte dos seus conterrâneos, é que contém drama quanto baste, não entrando em exageros demasiado pirosos. No entanto, é certo que como um bom filho daquelas paragens, o filme não se livra das músicas, nem do final estrondosamente triste do costume. Portanto...

Falemos de amor. A premissa para a trama apaixonada em “Dil Se” tem muito de espiritual, diga-se de passagem. De acordo com a literatura árabe antiga, o amor tinha sete estád(i)os a saber: “Hub” (Atracção), “Uns” (Arrebatamento), “Ishq” (o Amor propriamente dito), “Aquidat” (Respeito), “Ibaddat” (Veneração), “Junoon” (Obsessão) e “Maut” (Morte). É assumido pelo próprio argumento e pela personagem interpretada por Shah Rukh Khan, que o filme pretende fazer uma recriação de todos os aspectos atrás mencionados. E de facto, se visionarmos a película com alguma atenção, sempre poderemos dividi-lo em sete partes, que corresponderão quase na perfeição às tais fases do amor. Eu pelo menos vi a película desta perspectiva, embora admita que possa ter sido condicionado de alguma forma pela sinopse. Outros defendem que as cinco primeiras fases são claramente inexistentes, e que praticamente nos ficamos pela obsessão e pela morte. Não compartilho nada desta ideia.

"Meghna e Preeti, a noiva de Varna"

Paralelamente ao óbice amoroso, subjaz o aspecto polémico desta longa-metragem e que o faz ser pouco comum (embora não único) na cinematografia de “Bollywood”: a mensagem política.
É claramente passada a ideia que o 2º país mais populoso do mundo (cerca de 1112 milhões de pessoas), não se encontra tão unido quanto isso, padecendo pelo contrário de uma forte desagregação social e étnica, onde grandes cidades como Deli, Bombaim, Calcutá ou Madrasta são consideradas o cerne do país e o resto é conversa. Este tipo de centralismo, normalmente dá azo a regionalismos exacerbados, que degeneram muitas vezes em sentimentos independentistas. Tais extremismos normalmente são expressados em comportamentos violentos. Daqui nasce o que várias vezes apelidamos de terrorismo. Para outros é uma luta justa, que visa conseguir a auto-determinação de um povo ostracizado e desprezado. A própria ideia da mulher - terrorista, retratada em “Meghna”, e do seu propósito final de querer assassinar o primeiro-ministro indiano, parece ser baseada num evento real. Falo do assassinato de Rajiv Ghandi, às mãos de uma bombista suicida, em 1991 (possuo algumas recordações deste evento, pois já contava 14 anos à altura). A mulher chamava-se Thenmuli Rajaratnam, e era um membro da organização “Tigres Tamis”.

Passemos a coisas mais alegres e falemos das inevitáveis músicas. A primeira coisa a referir é que todas sem excepção (e por incrível que pareça para alguns) possuem uma qualidade bastante elevada. Não será alheio ao facto, o compositor das melodias ser um dos maiores nomes da “world music”, ou seja, um senhor que tem por nome A. R. Rahman. Da banda-sonora destaca-se claramente “Chaiyya Chaiyya”. Apreciem-no AQUI, ou em alternativa, também poderão ouvi-la na caixa de música que se encontra no blogue. Esta melodia em particular constitui um dos maiores êxitos do cinema de “Bollywood”. A prova disso mesmo é que igualmente faz parte do genérico inicial do filme “Inside Man” de Spike Lee, assim como constitui um dos vários sons que compõem a eclética banda-sonora de “Moulin Rouge”, de Baz Luhrmann. Gosto mesmo do raio da música! Tanto que até me apetece saltar para cima de um comboio em andamento e dar pulos que nem um louco! E a propósito deste aspecto, fica aqui registado que a sequência que poderão acima visionar no “clip” mencionado não foi isenta de acidentes, como facilmente poderemos imaginar. Tratou-se, segundo li, da primeira dança de um filme de “Bollywood” a ser efectuada num comboio em andamento. Como podem facilmente perceber, poderão haver alguns problemas de equilíbrio. Shahrukh Khan, a estrela da companhia quis dar o exemplo, e não usou qualquer tipo de medida de segurança durante a rodagem da cena em questão (está na altura da piada machista: “pois, grande coisa! Se eu tivesse pela frente uma rapariga como a modelo Malaika Arora, também não me fazia rogado e até executava mortais com o comboio em andamento!”). Pelos vistos, alguns dos que resolveram seguir os passos de Khan, não se deram bem e parece que existiram alguns ferimentos a reportar, embora nenhuma vítima grave.

Merece ainda uma palavra de apreço, a excelente fotografia desta longa-metragem, com paisagens de sonho, que aproveitam ao máximo as excelentes localizações que a Índia tem para nos oferecer. São-nos apresentados igualmente alguns cenários idílicos do enclave de Caxemira e do Butão. É, acima de tudo, apresentada uma viagem de sonho, desde florestas verdejantes, até desertos cuja temperatura só empalidece perante a força dos sentimentos que por vezes é transmitida.

“Dil Se – From the Heart”, como o nome indica, é um filme feito com o coração. Todos nós sabemos que quando assim o é, à semelhança de tudo na vida, as coisas por vezes perdem algum discernimento. No entanto, não deixa de ser uma boa proposta de uma cinematografia que por vezes, injustamente, está associada ao que de menos bom se faz no cinema mundial.

"O desespero dos amantes"

Trailer,

The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação.

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 9

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artísitco - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,75