"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

segunda-feira, setembro 17, 2007

Votações do "My Asian Movies"

Outros 4 grandes nomes do cinema asiático, que estão a votações aqui no "My Asian Movies":

Chiaki Kuriyama

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Azumi 2: Amor ou Morte, Battle Royale

Tony Jaa (Panom Yeerum)

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Ong Bak, o Guerreiro, A Honra do Dragão

Kang Hye-jeong

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Oldboy - Velho Amigo, Ondas Invisíveis

Aaron Kwok

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Anna Magdalena, The Storm Riders



quinta-feira, setembro 13, 2007

Animelo Summer Live 2006 - Nana Mizuki - Hime Murasaki

Bem, o que é que se vai fazer! Eu sou mesmo assim, quando gosto de uma coisa qualquer, vejo-a, revejo-a, uso, estrago, etc...até fartar! E esta música "Hime Murasaki" de Nana Mizuki (aparece no genérico final de alguns episodios do anima "Basilisk") é uma melodia que interiorizei completamente. Simplesmente espectacular! Como não há bela sem senão, tenho de confessar que o facto de Nana Mizuki neste clip, estar sempre a acenar para o público a certa altura é irritante! Mas enfim, não se pode ter tudo...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Millennium Actress - A Chave da Vida/Millennium Actress/Sennem joyû - 千年女優 (2001)
Origem: Japão
Duração: 83 minutos
Realizador: Satoshi Kon
Vozes das personagens principais - versão japonesa: Miyoko Shôji (Chiyoko Fujiwara com 70 anos), Mami Koyama (Chiyoko Fujiwara dos 20 aos 40 anos), Fumiko Orikasa (Chiyoko Fujiwara dos 10 aos 20 anos), Shôzô Îzuka (Genya Tachibana), Shouko Tsuda (Eiko Shimao), Hirotaka Suzuoki (Junichi Otaki), Hisako Kyôda (mãe de Chiyoko Fujiwara), Kan Tokumaru (presidente dos estúdios Ginei), Tomie Kataoka (Mino), Masaya Onosaka (Kyoji Ida), Masane Tsukayama (o homem com a cicatriz), Kôichi Yamadera (o homem da chaves/o amor de Chiyoko Fujiwara)
"Os papéis cinematográficos de Chiyoko Fujiwara ao longo dos anos"

Estória

Na sequência da demolição das instalações do histórico estúdio “Ginei”, “Genya Tachibana”, um produtor de televisão, é contratado para fazer um documentário acerca da sua actriz preferida de sempre, “Chiyoko Fujiwara”. A mulher retirou-se há muitos anos para uma casa num monte, levando desta forma uma vida isolada. “Tachibana” solicita uma entrevista com “Chiyoko”, agora com 70 anos, sendo-lhe a mesma concedida. Em decorrência disto, dirige-se para o refúgio da actriz, acompanhado do seu “cameraman”.

Aquando do início da entrevista, a sala da casa de “Chiyoko” transforma-se num turbilhão de memórias. Começamos por observar o encontro de uma “Chiyoko” adolescente, com um jovem artista revolucionário que é perseguido pelas autoridades. A rapariga esconde-o dos seus perseguidores, e acaba por se apaixonar por ele. O rapaz acaba por fugir para a Manchúria, onde os japoneses combatem, e “Chiyoko” promete que tudo fará para ir ter com ele. Pouco tempo depois, o presidente dos estúdios “Ginei” repara em “Chiyoko” e oferece-lhe um papel num filme de propaganda de guerra, a ser rodado na Manchúria. A rapariga aceita, vendo aqui uma oportunidade para cumprir a sua promessa. No entanto, o encontro com o seu prometido não se chega a realizar.

"Genya Tachibana e o seu cameraman"

A partir daqui deparamo-nos com a cruzada de “Chiyoko”, de filme em filme, sempre com o objectivo que se reconduz a encontrar o seu amor, e a devolver-lhe uma chaves que o mesmo entregou por altura do encontro do casal.

"Chiyoko como gueixa"

"Review"

Qualquer amante de cinema gosta de um filme que relate, de uma forma directa ou indirecta, uma história que verse sobre a sétima arte em si considerada. Qualquer fã de um bom drama, adora uma película que puxe o sentimento até fronteiras quase inalcançáveis. Qualquer apreciador de “anime”, anseia por um produto de elevada qualidade e que premeie a originalidade, atendendo por vezes à profusão de produtos de duvidoso mérito que por aí deambulam.

“Millennium Actress” é um filme que sagazmente, embora não de uma forma frontal, foca a evolução do cinema japonês numa idade considerada de ouro, entre a década de ’40 e ’70, no tempo dos grandes clássicos de Ozu, Mizoguchi e Kurosawa. “Millennium Actress” é um drama belíssimo, mágico, que nos transporta para uma dimensão superior e nos enternece até à exaustão. “Millennium Actress” é um “anime” superior em muitos aspectos, constituindo um dos mais ilustres representantes do segmento onde se insere. “Millennium Actress” é uma MAGNÍFICA longa-metragem de animação!

Satoshi Kon, o realizador, tem de ser encarado, sem margem para dúvida, como um caso bastante sério no domínio da animação proveniente do reino do sol nascente. Já tinha chamado à atenção com “Perfect Blue”, posteriormente realizou a obra-prima que aqui se discorre um pouco, e mais recentemente atingiu verdadeiramente os mercados globais com o aclamado “Paprika”. Constitui uma certeza, e no futuro, com mais dois ou 3 filmes do nível dos que já nos mostrou, poderá partilhar com Miyazaki um trono no qual este último tem estado sentado solitariamente. Não tenho dúvidas nenhumas disso!

O impacto emocional de “Millennium Actress” é tremendo, e está ao nível do que de melhor se fez até hoje na cinematografia mundial, quer se trate de um filme de animação ou não. É impossível não sermos contagiados pela ternura de Chiyoko na busca do seu amor, e no périplo que faz pelo cinema da sua terra-natal, tornando-se inclusive num dos seus nomes mais sonantes. O próprio “comic relief” proporcionado por “Tachibana”, um verdadeiro “otaku” no que toca a “Chiyoko”, desperta-nos as mais belas sensações elevadas pelo seu amor platónico, sentimento que perdura há mais de 30 anos.

"Desde muito jovem, Chiyoko persegue o seu amor"

Constitui igualmente um interesse notável, o acompanhar da carreira como actriz da protagonista, e a interacção que se promove entre as películas que protagoniza e a busca do seu amor, o rapaz activista e pintor de telas. A referência aos filmes é abundante, a que não será alheio o facto de muitos defenderem que a famosa actriz japonesa Setsuko Hara, serviu de inspiração à personagem de “Chiyoko Fujiwara”. Satoshi Kon chegou a admitir a influência da actriz japonesa na construção da personagem principal de “Millenium Actress”. Quanto às películas propriamente ditas, das quais podemos encontrar reminiscências em “Millenium Actress”, salta logo à vista “Trono de Sangue” de Kurosawa (pense-se no espectro que prevê a maldição da eterna busca do amor por parte de “Chiyoko). No entanto, podemos identificar influências dos melodramas familiares japoneses que tiveram alguma profusão nos anos 50, indo até a algumas cenas que relacionamos com um dos monstros mais conhecidos da história, ou seja, “Godzilla” (“Gojira”). Algo mais se poderia apontar, mas tal seria fastidioso e eventualmente retiraria um pouco da magia ao visionamento daqueles que ainda não tiveram o privilégio de ver esta obra.

A designação do filme, “Millennium Actress”, parecendo óbvia à primeira vista, no que toca a uma vida longa à procura de algo maior, tem um pouco mais que se lhe diga. Numa observação mais atenta, (e que neste aspecto confesso que não tive, tendo me apercebido do que estava em causa após a leitura de um pequeno ensaio acerca desta longa-metragem e confirmado com um segundo visionamento do filme) vê-se por várias vezes imagens da ave conhecida como grou ao longo da película. Pelos vistos, o grou é um dos símbolos nacionais do Japão e nas fábulas do reino nipónico, frequentemente é-lhe atribuída uma longevidade de 1000 anos (daqui provavelmente justificar-se-á o termo “Millennium”). Igualmente o grou constitui um símbolo de fidelidade, porquanto só tem um parceiro durante toda a sua vida, sendo frequentemente referenciado como um ícone da paz no período pós-guerra do conflito que quase levou à ruína do país.

A animação não é nada de outro mundo, sendo inclusive considerada algo normal quando comparado com outras obras, principalmente as provenientes do estúdio Ghibli. No entanto o seu teor, para alguns minimalista, serve na perfeição os propósitos da película, porquanto temos de ter presente que estamos perante um “anime” porventura virado para um público adolescente e adulto, do que propriamente infantil. A sua densidade narrativa assim o justifica e é por este meio ainda mais acentuada e amada.

No final, “Chiyoko” conclui, à semelhança do que alguns de nós já tínhamos nos apercebido ao longo do filme, que se calhar amava mais a ideia de procurar o seu amor, do que propriamente o homem em si. Quantos de nós já não sentimos o mesmo em relação à alma considerada gémea, e não nos questionamos por exemplo se amávamos determinada pessoa, ou na realidade ansiávamos as sensações que a mesma nos oferecia. Quantos de nós já não olhamos para o céu, fechámos os olhos e perguntamo-nos se almejávamos a tal pessoa ou o ideal que ela transmitia, ou até mesmo a razão que ela constituía e que nos fazia ter algum objectivo na vida?

“Millennium Actress” é daqueles filmes que nos fazem sonhar e sentirmo-nos afortunados por gostar de cinema! Só tenho pena e uma infindável mágoa em não conseguir exprimir em palavras, o que todo o meu coração sentiu ao visionar esta obra-prima do cinema mundial.

Entusiasmante, mas acima de tudo brilhante!!!

"Chiyoko contempla a recordação que o jovem pintor revolucionário lhe deixou"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinedie Asia, AnimeHaus

Avaliação:

Entretenimento - 9

Animação - 8

Argumento - 10

Banda-sonora - 8

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 9

Classificação final: 8,85







Votações do "My Asian Movies"

Outras quatro estrelas que estão a votação aqui no blogue:

Ashwarya Rai

Informação

De momento não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Chow Yun Fat

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": O Tigre e o Dragão, O Rei dos Jogadores, O Rei dos Jogadores - O Regresso, A Maldição da Flor Dourada

Yukie Nakama

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Shinobi: Heart Under Blade

Takeshi Kaneshiro

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": O Segredo dos Punhais Voadores , Anna Magdalena



domingo, setembro 09, 2007

Ferro 3/3-Iron/Bin-jib - 빈집 (2004)

Origem: Coreia do Sul

Duração: 89 minutos

Realizador: Kim Ki-duk

Com: Lee Seung-yeon, Jae Hee, Kwon Hyuk-ho, Choi Jeong-ho, Lee Ju-seok, Lee Mi-suk, Moon Sung-hyuk, Park Jee-ah, Jang Jae-yong, Lee Dah-hae, Kim Han, Park Se-jin, Park Dong-jin

"Sun-hwa"

Estória

“Tae-suk” (Jae Hee) é um jovem que não tem uma vida dita comum. Ele põe prospectos publicitários em portas de residências, e quando vê que os mesmos não foram removidos, penetra nas casas.

Não, “Tae-suk” não é um ladrão. Ele apenas passa as noites em moradias de estranhos, usufruindo das suas comodidades e inclusive fazendo pequenos serviços, tais como lavar a roupa e consertar aparelhos danificados. Faz questão de tirar sempre uma fotografia com a sua câmara digital, dos sítios onde passou e ao pé das fotos das famílias que residem nas habitações.

"Tae-suk"

A vida do jovem sofre uma viragem quando um dia entra numa casa que pensa que está abandonada e depara-se com “Sun-hwa” (Lee Seung-yeon), uma mulher que se apresenta mal tratada física e emocionalmente pelo marido (Kwon Hyuk-ho).

Uma cruzada silenciosa de reconhecimento e amor inicia-se entre o casal, fazendo com que “Sun-hwa” acompanhe “Tae-suk” nas suas deambulações por casas de terceiros. No entanto, o marido de “Sun-hwa” tudo fará para aprisionar a sua esposa e terminar o estranho relacionamento que esta mantém com o “Tae-suk”.

"Um casal infeliz"

"Review"

Para muitos, “Ferro 3” é considerado o melhor filme de Kim Ki-duk e uma das grandes películas provenientes da cinematografia asiática. Pessoalmente, sou a concordar com esta última afirmação. “Ferro 3” é de facto uma longa-metragem grandiosa e cativante, e cujos quatro prémios que venceu no Festival de Veneza – edição de 2004, constituem um excelente cartão de visita. No entanto, quanto à filmografia do realizador coreano, continuo a preferir, ainda que por uma margem mínima, “Samaritana”. Mas isso é outra estória.

Os diálogos não colhem muita preferência por parte de Kim Ki-duk, e isso nota-se em todos os seus filmes. O realizador nutre a sua franca preferência pelos esgares, olhares, gestos e tudo o mais que implique expressão corporal. O enveredar por esta técnica de representação, poderia, eventualmente, tornar as longas-metragens de Ki-duk um penoso e maçador exercício. Mas tal não acontece devido ao facto do realizador ser um verdadeiro mestre na arte de dirigir os actores e de potenciar ao máximo as qualidades intrínsecas destes. Esta forma de estar no cinema aliada aos maravilhosos planos de câmara e sábios argumentos, fazem de Kim Ki-duk, sem margem para qualquer dúvida, um dos melhores realizadores asiáticos actualmente em actividade.

“Ferro 3” é um excelente exemplo do que se falou no parágrafo anterior. A relação entre “Sun-hwa” e “Tae-suk” é alicerçada numa muda interacção, onde predominam os carinhos, os olhares e os aludidos gestos significativos. Quando o silêncio no filme é quebrado (refiro-me apenas às duas personagens principais) por “Sun-hwa” ouvimos um grito lancinante e que nos congela a alma. Na segunda vez, ouvimos “Sun-hwa” a afirmar com um carácter casto e sincero “amo-te”, já depois das peripécias vividas com “Tae-suk”. O rapaz encontra uma razão sublime em “Sun-hwa” para expor todos os seus atributos de “bom samaritano” e de humanidade. Esta última ideia, humanidade, é um valor muito caro a Ki-duk e alvo de uma constante exploração em todos os filmes que realizou.

"Descarregar a tensão"

Em “Ferro 3”, é dado o enfoque nos relacionamentos entre os casais das grandes urbes, com as suas tragédias e conflitos pessoais. Não nos é dado a observar apenas o peculiar triângulo amoroso formado por “Tae-suk”, “Sun-hwa” e o seu marido. Com apenas uma excepção, todas as casas invadidas por “Tae-suk” albergam casais de diferentes géneros e feitios, constituindo o relacionamento destes, a temática secundária da estória, mas nem por isso menos importante.

O argumento, igualmente da autoria de Ki-duk, é fantástico e merece a nota máxima. A exposição de ideias é simplesmente brilhante à falta de adjectivo melhor. A banda-sonora faz jus ao exposto no filme, e acentua exponencialmente o desfile de sentimentos.

O título original desta película significa literalmente “casas vazias”. Aquando da sua difusão internacional é que optou pela designação “Ferro 3”. Não se pense que já houve um “Ferro” e “Ferro 2”, sendo este o terceiro episódio de uma trilogia. “Ferro 3” refere-se ao taco de golfe nº 3 (feito de ferro), e que no filme tem a função de fazer com que “Tae-suk” descarregue a sua raiva e liberte-se amiúde da sua faceta mais singela.

No epílogo da longa-metragem, sob um fundo negro, somos confrontados com a seguinte expressão:
“É difícil dizer se o mundo em que vivemos é uma realidade ou um sonho.”

Ora aqui está uma afirmação para a qual não tenho uma resposta concreta. O que eu sei é que “Ferro 3” é um filme imperdível para todos os amantes de bom cinema!

"À procura da próxima casa"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 9

Argumento - 10

Banda-sonora - 9

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 9

Mérito artístico - 10

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,38





sexta-feira, setembro 07, 2007

scorpio rising - death in vegas

Um videoclip de uma banda ocidental, mas com um conteúdo de imagem digna de um "chambara" de século XXI, polvilhado "des femmes fatales"...
Glorioso!!!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Votações do "My Asian Movies"

Outros quatro grandes representantes do que se faz de melhor no cinema asiático e que estão a votos neste blogue:

Maggie Cheung

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Herói, Ashes of Time, New Dragon Gate Inn, 2046, The Moon Warriors

Tony Leung Ka Fai

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Ashes of Time, New Dragon Gate Inn, O Mito, A Dinastia da Espada, Dupla Visão, O Amante, O Rei dos Jogadores - O Regresso

Yoon Son-yi (Yoon Soy)

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Shadowless Sword, Arahan

Andy Lau

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": O Segredo dos Punhais Voadores, The Duel, Infiltrados, Battle of Wits, O Rei dos Jogadores, The Moon Warriors