"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!
quinta-feira, janeiro 22, 2009
sexta-feira, janeiro 16, 2009
A “Milkyway”, uma conhecida empresa de produção de filmes fundada por Johnnie To em 1996 (site oficial AQUI), foi indubitavelmente uma das coisas boas que aconteceu ao cinema de Hong Kong nos últimos anos. Digo isto, pois desde a sua fundação, várias obras renomadas e de boa qualidade tiveram o selo daquela produtora, das quais destacaria mais por ser do meu conhecimento pessoal e agrado “The Mission”, “Needing You...”, “Exiled” e os dois “Election”. Foi com alguma expectativa que ansiava tomar contacto com “Mad Detective”, não apenas pelo excelente “feedback” que o filme possuiu perante a crítica mais especializada, mas igualmente por ter sido um nomeado para o “Leão de Ouro”, a mais alta distinção que um filme pode obter no conceituado festival de Veneza. Outros factores de interesse passavam pelo facto de consagrar uma nova reunião entre dois realizadores de inspirações distintas, Johnnie To e Wai Ka Fai, que não trabalhavam juntos na direcção desde “Running On Karma” (2003), assim como marcava o regresso do actor Lau Ching Wan aos filmes de To, facto que não ocorria desde o ano de 2002, com “My Left Eye Sees Ghosts”. Mesmo tendo recebido uma classificação para maiores de 18 anos em Hong Kong, a película não deixou de ser um sucesso de bilheteira na sua terra de origem, granjeando um grande interesse junto de muitos espectadores.
“Mad Detective” prima pela positiva em muitos aspectos, mas é sem dúvida a magistral interpretação do grande Lau Ching Wan que sobressai. O actor, que pessoalmente admiro bastante e é um favorito de To, consegue oferecer-nos uma interpretação maravilhosamente equilibrada na representação de um “desiquilibrado”, balançando extremamente bem os momentos em que precisa de exteriorizar a loucura e a esquizofrenia, com a comicidade e a veia trágica. A performance de Lau Ching Wan consegue verdadeiramente marcar o estado de espírito de quem visiona esta longa-metragem, sendo capaz de tanto nos pôr a meditar, como a rir ou a simpatizar com a sua contínua progressão para um caminho sem retorno chamado “decadência pessoal”. Os restantes actores aparecem em bom plano, mas é óbvio que empalidecem perante a grandeza de Ching Wan. Mesmo assim, sempre se dará alguma parte do destaque a Andy On, no papel do jovem detective “Ho”, pois frequentemente aquele actor é associado mais à faceta “quebra-corações” (própria de intérpretes sem substância como Nicholas Tse), do que propriamente às suas qualidades artísticas. Andy On, sem deslumbrar, consegue ser um competente “sidekick” de Lau Ching Wan.
"O imaginário de Bun necessariamente reflecte-se na sua vida pessoal"
Na esteira do propalado comportamento “anormal” de “Bun”, Johnny To e Wai Ka Fai mantêm fluídos os 91 minutos de duração da película, tornando-a extremante interessante. Existiu uma opção extremamente feliz neste domínio e que passou pela escolha de uma multiplicidade de personagens para representar as diversas facetas de determinada pessoa, sob a perspectiva esquizofrénica de “Bun”. A interacção entre o detective e as diversas personalidades de “Chi Wai”, o principal suspeito dos assassinatos é, à falta de melhor expressão, genial. Some-se este aspecto aos devaneios pessoais de “Bun”, essencialmente relacionados com a relação que tem com a esposa, e os seus métodos nada ortodoxos na investigação dos crimes, e temos meio caminho andado para nos apercebermos de uma coisa extremamente importante. Estamos perante uma das melhores obras que Hong Kong produziu nos últimos anos, e quiçá, a nível global, das mais competentes que evocam a ténue fronteira entre o imaginário e a realidade. O argumento que viria a ser premiado na 27ª edição dos HK Film Awards (2008) é extremamente forte e bem conseguido, como parece ser apanágio dos escritores ao serviço da Milkyway, e constitui outra das chaves-mestra da película. Este aspecto apenas vem reforçar a qualidade desta obra.
Com uma efectividade tremenda perante aqueles que se interessam por filmes que abordam os meandros da natureza humana, “Mad Detective” revela ser uma longa-metragem que satisfaz plenamente. Tem ritmo, mistério, acção e suspense o suficiente para prender a nossa atenção até ao fim. Para além destes aspectos em concreto, revela ser uma película inteligente na maneira como associa os devaneios de um ser lunático, despertando-nos uma diversidade de sensações que irão desde o riso, até à pena ou a compreensão. Eu e as minhas personalidades escondidas (se é que tenho algumas) definitivamente aconselhamos este filme a toda a gente! E já agora não custa repetir que Lau Ching Wan é mesmo grande e está a milhas de distância da maior parte dos seus conterrâneos que despontam na cinematografia de Hong Kong (Tony Leung Chiu Wai e mais alguns à parte) !
A não perder!
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 9
Argumento - 9
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 8,25
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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9:06 p.m.
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quinta-feira, janeiro 15, 2009
Beldades do Cinema Asiático - Michelle Reis




Filha de pai português e mãe macaense, de ascendência cantonesa, podemos afirmar que esta famosa actriz de Hong Kong é uma bela "combinação". Destrói qualquer teoria daqueles seres, supostamente "pensantes", que defendem a pureza da raça!!! Mais informação AQUI!
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Jorge Soares Aka Shinobi
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7:26 p.m.
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Michelle Reis
sábado, janeiro 10, 2009
Origem: Tailândia
Duração: 97 minutos
Realizador: Wisit Sasanatieng
Com: Chartchai Ngamsan, Suwinit Panjamawat, Stella Malucchi, Supakorn Kitsuwon, Arawat Ruangvuth, Sombat Metanee, Pairoj Jaisingha, Naiyana Sheewanun, Kanchit Kwanpracha, Chamloen Sridang
Sinopse
“Rumpoey” (Stella Malucchi) e “Dum” (Charchai Ngamsan) são dois jovens de origens totalmente opostas. A primeira provém de uma família abastada, tendo um pai bastante influente e poderoso. O segundo, é de origens humildes, sendo filho de um agricultor. A evacuação de Banguecoque, durante a II Guerra Mundial, faz com que os mesmos se encontrem no meio rural e tornem-se muito próximos. A paixão inevitavelmente acontece, mas desde o início parece votada ao malogro, atendendo às grandes diferenças sociais e económicas que separam o casal. Terminado o conflito, “Rumpoey” regressa à capital tailandesa, ficando “Dum” a viver no campo.
Dez anos depois, e devido a um acaso, “Rumpoey” e “Dum” encontram-se novamente, desta vez em Banguecoque. A história de amor reata-se, e ambos fazem promessas mútuas de viverem juntos para sempre. Contudo, o destino reserva surpresas desagradáveis. O pai de”Dum” é assassinado por aldeões rivais, e “Rumpoey” é obrigada a tornar-se noiva do capitão “Kumjorn” (Arawath Ruangvuth), num casamento a realizar-se por mera conveniência. Consumido pelo desgosto, “Dum” transforma-se no “Tigre Negro”, o fora-da-lei mais temido do burgo. Apesar das terríveis incidências, a paixão entre “Rumpoey” e o agora “Tigre Negro” permanece intocada. Resta saber se a mesma irá triunfar.
"Duelo, sob um cenário pintado de cores vívidas"
"Review"
Sete anos antes de Takashi Miike realizar “Sukiyaki Western Django”, a cinematografia tailandesa corporizaria uma ideia no mínimo estranha, que era realizar um “western” com contornos asiáticos. O projecto viu a luz do dia, e alcançaria à altura um sucesso sem precedentes para um filme da Tailândia (antes do fenómeno "Ong Bak" em 2003), tendo sido o primeiro filme daquele país a merecer uma presença em Cannes. Salienta-se igualmente a participação em outros certames internacionais, onde fez sensação em Vancouver, no Canadá e Gijón, na vizinha Espanha. Esta película é frequentemente comparada aos filmes de Sergio Leone, essencialmente devido a não se furtar a algumas características mais emblemáticas atribuídas genericamente aos “westerns” daquele realizador. Falamos da violência crua, a banda-sonora bastante distintiva (embora aqui mesclada com alguns ritmos orientais), um pendor romântico mais exacerbado e um manancial de personagens dotadas de características um tanto ou quanto peculiares. Contudo, é necessário ter presente que os “westerns” norte-americanos e os “spaghetti” incidiam quase todos sobre histórias ocorridas no período que mediou entre o fim da guerra civil norte-americana (Guerra da Secessão) e o fim do século XIX. Pelo contrário, os eventos narrados em “As Lágrimas do Tigre Negro” sucedem-se nas décadas de '40 e '50, e por vezes assumem mais contornos de narrativas de boiadeiros (género sertão brasileiro). Mesmo assim, e na sua esmagadora maioria, não subsistem dúvidas que é de um “western” atípico que estamos a falar.
Sendo a estreia na realização de Wisit Sasanatieng, “As Lágrimas do Tigre Negro” vive sob um signo surrealista, com características que o distinguem do comum das longas-metragens. Existem cenas rodadas sob um cenário pintado com cores pastel, que supostamente será uma homenagem ao likay, uma espécie de ópera tradicional tailandesa. O colorido das paisagens rurais é extremamente saturado, e as paredes dos prédios frequentemente estão pintadas de um verde berrante ou cor-de-rosa luzidio. Chegados aqui, já todos perceberam que a película é rodada sob cenários artificiais (que se notam claramente) ou naturais, sob um espectro colorido extremamente acentuado e verdadeiramente espectacular. Outra característica identificativa da película passa pela violência marcante. Temos um apreciável número de mortes, com muitos intervenientes a serem despachados sequencialmente e numa questão de segundos, ao melhor estilo do “gun fu” de John Woo. Tudo acompanhado dos impossíveis litros de sangue que jorram das feridas, e as cabeças a explodir com miolos a voar por todo os lado.
As hipérboles são claramente requisitadas em vários aspectos, e isso transpira por todos os poros. Os actores assumem uma postura virada para a paródia, com poses e expressões propositadamente exageradas. Foi intenção de Wisit Sasatanieng não escolher intérpretes consagrados do cinema tailandês, pois entendeu que os mesmos não possuiriam o espírito descontraído necessário para um filme desta estirpe. O pretendido seriam intérpretes que não se importassem de se sujeitarem ao ridículo de certas cenas. Sendo assim, o “cast”, com uma ou outra excepção, passa por nomes de segunda linha, que cumprem ao fornecerem o ar amador necessário para que esta obra cumpra os seus objectivos. A caracterização acompanha, de uma forma intencional, o tom geral desta longa-metragem. Atente-se aos notórios bigodes pintados em algumas personagens ou as roupas garridas, que acentuam o tom bizarro da película.
Com um estilo bastante “kitsch” e algo “cartoonesco”, confessado e exteriorizado pelo realizador Wisit Sasatanieng, “As Lágrimas do Tigre Negro” é um filme que valerá sobretudo por alguns aspectos bastante criativos, algo inovadores e inconvencionais. O exagero e o “non sense” é explanado de uma forma intencional, obtendo-se momentos interessantes. Contudo, é minha perspectiva que esta longa-metragem não será passível de ser levada muito a sério, pois apesar de ser considerada um marco artístico por muita da crítica de cinema, não possui predicados suficientes para que possa almejar um estatuto que se possa reconduzir a uma obra de eleição. A sua exuberância valeu-lhe um reconhecimento apreciável, mas passado o efeito de “lufada de ar fresco”, julga-se que apenas os amantes do cinema mais burlesco, continuarão a relembrar esta obra com um sorriso nos lábios. No fundo, como em quase tudo na vida, tudo se resumirá a uma questão de preferências e de gostos pessoais.
"Tiroteio entre a polícia e o bando de foras-da-lei"
The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Entretenimento - 8
Interpretação - 6
Argumento - 6
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 8
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 7
Classificação final: 7,50
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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10:44 a.m.
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Etiquetas: Arawat Ruangvuth, Chartchai Ngamsan, Naiyana Sheewanun, Pairoj Jaisingha, Sombat Metanee, Stella Malucchi, Supakorn Kitsuwon, Suwinit Panjamawat, Tailândia, Western, Wisit Sasanatieng
terça-feira, janeiro 06, 2009
Beldades do Cinema Asiático - Hrishitaa Bhatt




Sempre tive o sonho de visitar a Índia, um país cheio de belezas arquitectónicas, naturais, etc., etc., etc... Mais informações acerca desta "paisagem" AQUI.
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Jorge Soares Aka Shinobi
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6:41 p.m.
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Etiquetas: Beldades do cinema asiático, Hrishitaa Bhatt
domingo, janeiro 04, 2009
Origem: Hong Kong
Duração: 99 minutos
Realizador: Derek Yee
Com: Anita Yuen, Lau Ching Wan, Carrie Ng, Carina Lau, Petrina Fung, Paul Chun, Sylvia Chang, Jacob Cheung, David Wu, Peter Chan, Teddy Chan, Tats Lau, Joe Cheung, Jamie Luk, Herman Yau, Andy Chin
Sinopse
“Kit” (Lau Ching Wan) é um músico de jazz, que se encontra deprimido pelo facto de as melodias que cria não serem bem aceites pelo público. Embrenhado num marasmo criativo, discute com a sua namorada, a popular cantora “Tracy” (Carina Lau) e põe fim ao relacionamento de ambos.
“Kit” muda-se para um apartamento bem mais modesto, e tenta reiniciar a sua vida. No andar de baixo do prédio vive uma família de músicos que se dedica à execução de espectáculos de rua, a maioria versando a ópera chinesa. Cedo “Kit” faz amizade com “Min” (Anita Yuen), o elemento mais novo da família, que revela ser uma rapariga com uma alegria e optimismo enormes. A convivência com “Min”, faz com que “Kit” adquira uma nova vontade de viver, e ambos inevitavelmente apaixonam-se.
Contudo, devido à doença grave que aflige “Min”, a felicidade dificilmente irá durar para sempre...
"Review"
Premiadíssimo com seis “Hong Kong Awards”, na 13 ª edição edição deste certame ocorrida em 1994, “C'est La Vie Mon Cheri” é considerado por muitos uma das maiores histórias de amor de sempre, provenientes da industria cinematográfica da actual região administrativa chinesa. Antes de a Coreia do Sul monopolizar quase tudo o que signifique películas de “fazer chorar as pedras da calçada” (por ora, exclui-se “Bollywood”), tanto o Japão como Hong Kong produziram obras de algum vulto, cujo objectivo imediato era partir-nos o coração em dez!
Com um título em francês, provavelmente para acentuar ainda mais o pendor romântico desta obra, “C'est La Vie (...)” poderá parecer à partida o clássico “tearjerker” asiático, em que o tema já bastante familiar das doenças terminais (e um verdadeiro subgénero) marca pontos. No entanto, esta premissa não passa de uma primeira impressão, e o filme vai muito mais além do que isto. É certo que a trama assenta em muito numa bonita paixão, mas foca-se em igual medida na importância da amizade e do gosto pela vida. Esta longa-metragem faz questão de fugir dos estereótipos “pirosos” que marcam muitas vezes o género, apresentando um conjunto de personagens envolventes e realistas, que somos perfeitamente capazes de identificar no quotidiano e, porque não dizê-lo, com nós próprios. Aqui não estamos perante um cenário idílico, povoado por pessoas que nem parecem fazer parte do mundo real, e que de repente uma tragédia qualquer faz cair o paraíso. Pelo contrário, em “C'est La Vie (...)” os eventos parecem tudo, menos artificiais. Estamos a falar de seres palpáveis, cujas agruras no dia-a-dia bem entendemos, e que com avanços e recuos, felicidades e infelicidades, percebemos que a vida ou a morte seguem o seu rumo natural.
O realizador Derek Yee, cujo trabalho já tive aqui a oportunidade de analisar no competente “One Nite in Mongkok”, incide inteligentemente nos aspectos positivos da vida, e com equilíbrio não teme revelar a outra face da moeda. Este ritmo próprio da película, em muito é ajudado pela esforçada interpretação dos actores principais Anita Yuen e Lau Ching Wan. “Min” é uma rapariga pobre, que tem alguma consciência das suas debilidades físicas e psicológicas, mas que vive sob um cativante signo da esperança. Ela não assume uma posição fatalista perante a vida, mas pelo contrário espalha a alegria por tudo e por todos, irradiando um charme irresistível. Por outro lado, temos um “Kit” destroçado e pessimista, mas que na realidade não tem metade dos problemas de “Min”. Mesmo assim, é esta que faz com que a confiança de “Kit” renasça, através de uma força e fé interior, que é capaz de mover montanhas. Anita Yuen e Lau Ching Wan dão corpo a um dos casais mais bem conseguidos do cinema de Hong Kong dos anos '90, merecendo destaque a cativante performance da actriz. É um facto quase indiscutível que “C'est La Vie (...)” constituiria a longa-metragem que definitivamente abriria as portas do estrelato a Lau Ching Wan, e principalmente a Anita Yuen, transformando esta última intérprete, durante algum tempo, numa das estrelas mais cintilantes do burgo.
Cabe ainda relevar neste filme, o seu teor musical bastante premente. Estando a trama em parte alicerçada num músico frustrado, assim como numa rapariga que pertence a uma família com tradições na ópera chinesa de rua, está dado o mote para que ao longo da trama nos deparemos com um manancial de melodias que vão desde ao jazz, passando pelo “cantopop” e pela ópera chinesa. Este pendor não se revela apenas na banda-sonora, mas igualmente nas histórias laterais relacionadas com a cena musical de Hong Kong, a nível da indústria discográfica, dos concertos e dos bares. É um registo bastante interessante, e que serve de importante pano de fundo para as questões ditas mais centrais do enredo
Sendo um “remake” de um filme de 1961, intitulado “Love Without End”, assinado pelo realizador Tao Qin, “C'est La Vie Mon Cheri” é um drama envolvente, que conseguirá tocar os corações mais empedernidos. Para além de ser uma enternecedora história de amor, não se cinge apenas a este aspecto e vai muito mais além. Deambula pelos caminhos da amizade e da redenção de uma forma louvável, transmitindo-nos uma mensagem de esperança e de optimismo, mesmo que no fim se assista a um trágico ocaso. Destarte, e apesar de nos sentirmos tentados a derramar uma ou outra lágrima, tudo flui natural e suavemente sem melodramas aparentemente demasiado excessivos. Neste aspecto, deixar-se-á as despesas da casa por conta do ambiente por onde a película caminha.
Uma boa proposta!
The Internet Movie Database (IMDb) link
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 8
Argumento - 7
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 10
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 8,13
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
10:43 a.m.
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Etiquetas: Anita Yuen, Carina Lau, Carrie Ng, David Wu, Derek Yee, Drama, Hong Kong, Jacob Cheung, Jamie Luk, Joe Cheung, Lau Ching Wan, Paul Chun, Peter Chan, Petrina Fung, Sylvia Chang, Tats Lau, Teddy Chan
sábado, janeiro 03, 2009
Realizador Asiático Preferido - Votação - Resultados Finais
No início do pretérito ano de 2008, lancei aqui um desafio aos leitores do “My Asian Movies”, tendo em vista que os mesmos elegessem o seu realizador asiático preferido. O balanço final, regra geral não foi surpreendente, pois efectivamente os melhores classificados são os realizadores que gozam de melhor cartaz no ocidente. Num universo de 1224 votos, Akira Kurosawa foi o grande vencedor, demonstrando que a obra do mestre japonês ainda perdura e revela-se intemporal. O 2º lugar quedou-se por Jackie Chan, o único registo que considero surpreendente e cuja explicação imediata passará seguramente pelo facto de alguns leitores terem confundido o actor com o realizador. O 3º lugar foi atribuído a Zhang Yimou, o expoente máximo da quinta geração do cinema chinês e pessoalmente o meu realizador favorito. No 4º lugar, surge Wong Kar Wai, o eterno cultor do romance e da mestria na imagem. O último lugar do pódio estaria reservado para Park Chan-wook, o autor da inesquecível trilogia da vingança. Um dos factores bastante positivos passa pelo facto de nos cinco primeiros lugares existirem representantes das cinematografias asiáticas com maior relevo, com excepção da Índia. Outro dos aspectos que são de relevar passa pela interessante adesão dos participantes na votação, no que toca à sugestão de realizadores para o escrutínio. Tal deu a oportunidade que muitos tomassem contacto com um manancial de autores que à partida não diriam muito a quase todos nós, eu incluído. Para finalizar, cabe ainda referir que Kim Ki-duk (56 votos), Hayao Miyazaki (54 votos), Takeshi Kitano (52 votos), Ang Lee (42 votos) e John Woo (41 votos), também conseguiram resultados bastante apreciáveis.
A todos os que participaram e apoiaram esta iniciativa do “My Asian Movies”, endereço o meu sentido obrigado!
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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10:15 a.m.
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Etiquetas: Votação Realizador Asiático Preferido



























