"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

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quinta-feira, janeiro 15, 2009

Beldades do Cinema Asiático - Michelle Reis






Filha de pai português e mãe macaense, de ascendência cantonesa, podemos afirmar que esta famosa actriz de Hong Kong é uma bela "combinação". Destrói qualquer teoria daqueles seres, supostamente "pensantes", que defendem a pureza da raça!!! Mais informação AQUI!






quarta-feira, dezembro 26, 2007

A Chinese Ghost Story II/Sien nui yau wan II yan gaan do - 倩女幽魂 II:人間道 (1990)

Origem: Hong Kong

Duração: 100 minutos

Realizador: Tony Ching Siu Tung

Com: Leslie Cheung, Joey Wong, Michelle Reis, Jacky Cheung, Wu Ma, Waise Lee, Lau Shun, Lau Siu Ming, Tin Kai Man, Ku Feng, To Siu Chun

"Ning outra vez em apuros com demónios"

Atenção!!!

Parte do enredo de “A Chinese Ghost Story” poderá ser revelado mais abaixo, pelo que só deverão prosseguir na leitura do presente texto, caso tenham visionado aquele filme.

"Ning entre as duas irmãs, Ching Fung (com o punhal) e Yut Chi"

Estória

Em “A Chinese Ghost Story”, “Ning Tsai Chen” (Leslie Cheung), ajudado pelo estranho monge taoista “Yen” (Wu Ma), salvou o seu amor “Nieh Hsiao Tsing” (Joey Wong), do espírito aterrador chamado “Old Dame”. Desta forma foram criadas as condições para que “Nieh” pudesse reencarnar, tendo em vista reunir-se a “Ning”, bastantes anos mais tarde.

Após estes eventos, “Ning” e o seu amigo “Yen” seguem por caminhos separados, prosseguindo “Ning” no seu ofício de cobrador de impostos, enquanto que o monge volta para o templo de “Lan Yeuk”. Devido a um infeliz caso de identidades trocadas, “Ning” é preso e passa meses numa cela com um ancião chamado “Chu” (Ku Feng). O velho apercebe-se que “Ning”, embora ingénuo, é uma boa pessoa com um coração e uma ética acima de qualquer reparo. Por esse motivo, resolve ajudá-lo a fugir na véspera da sua execução.

Foragido, “Ning” conhece “Jichan” (Jacky Cheung), um espadachim taoista que igualmente possui poderes mágicos. Os companheiros são atacados por um bando de guerreiros, comandados por “Ching Fung” (Joey Wong), que possui uma semelhança notável com “Nieh”, o fantasma que é o amor de “Ning”. O nosso herói é confundido com o ancião com quem partilhou a cela, um filósofo bastante respeitado. Devido a este facto, os guerreiros solicitam a “Ning” que os comande na tentativa de resgate do pai de “Fung”. Uma aventura fabulosa inicia-se, fazendo com que “Ning” mais uma vez enfrente alguns dos piores demónios existentes neste mundo e no outro!

"Ching Fung possuída perante o olhar de Ning e do guerreiro taoísta Jichan"

"Review"

A saga “A Chinese Ghost Story” constitui um dos ícones emblemáticos da cinematografia de Hong Kong, e é encarada como um dos grandes feitos de Tsui Hark, aqui envergando as vestes de produtor. Mas como quase sempre acontece aquando do surgimento de uma boa ideia, o seu uso excessivo sem grandes inovações, eventualmente faz com que a fórmula acabe por se gastar. Existem 3 filmes, todos com a realização de Tony Ching Siu Tung e produção de Tsui Hark, e o que desde logo se deve ter em conta é que a qualidade vai decrescendo de película para película. Em 1997, ainda viria a ser feito um filme de animação.

Partindo da ideia acima veiculada, a segunda longa-metragem que ora se analisa constitui uma obra inferior à sua predecessora, mas melhor do que aquela que viria a seguir. A razão para tal? Essencialmente duas. A primeira deve-se ao facto do impacto já não ser o mesmo do primeiro filme. A segunda reconduzir-se-á ao pouco uso do “comic relief” “Yen”, que só aparece basicamente na última meia-hora de filme.

"O oficial Tso em combate"

Os efeitos especiais são, à semelhança do que já acontecia na primeira película, um pouco atabalhoados. Mas também no texto referente àquela obra, já tinha sido explicado que estamos perante filmes que já foram feitos há cerca de 18-20 anos, para além do facto de sermos obrigados a reconhecer que a indústria cinematográfica de Hong Kong à altura, embora profícua, estava muito longe de poder competir a nível de recursos com o que então se fazia em Hollywood. Hoje em dia, as diferenças já se encontram muito mais esbatidas. Contudo, a menor destreza dos efeitos é compensada com a aura negra e fantasmagórica que carrega toda a película aos ombros e que constitui sem dúvida uma imagem de marca desta saga, que a meu ver, só viria a ser igualada em “The Bride With White Hair”. Cumpre ainda chamar a atenção para o facto de nas lutas, por vezes, ser visível os guindastes que suportam os actores. Este aspecto é claramente perceptível na primeira vez em que “Ning” se depara com o grupo de guerreiros comandado por “Ching Fung”. Ora tal aspecto não abona nada a favor do filme, e faz cair no ridículo cenas que até têm algo de belo. Um certo cuidado é necessário, meus senhores!

Quanto ao “cast”, as grandes novidades em relação ao primeiro filme passam pelo recrutamento de Jacky Cheung como o monge “sidekick” de “Ning”, de Michelle Reis como mais uma cara bonita para deliciar os olhos do público masculino, e de Waise Lee como o valente oficial do exército. Embora o elenco tenha ficado teoricamente mais forte em relação ao primeiro filme, na prática isso não se nota. Jacky Cheung bem tenta, mas não consegue proporcionar os bons momentos que o monge interpretado por Wu Ma nos oferece na longa-metragem anterior. Aliás, como já acima foi dito, o mesmo só decide aparecer mais para o epílogo da película e, aí sim, ficamos um tanto ou quanto satisfeitos. Michelle Reis nada faz de relevo, pelo que tirando os óbvios atributos físicos, nada de marcante há a relevar. Waise Lee será porventura a excepção, porquanto o seu desempenho como o oficial “Tso”, representa uma boa adição no que toca às cenas mais movimentadas. Quanto a Leslie Cheung e a Joey Wong, as super-estrelas do filme, não brilham tanto como anteriormente, embora desempenhem os seus papéis com o nível habitual, ou seja, bom. Esta asserção mesmo assim valerá mais para Leslie Cheung.

“A Chinese Ghost Story II” viria essencialmente a manter o que de bom já tinha sido feito anteriormente, embora como já se disse, esteja uns furos abaixo da película que inaugurou a saga. Um filme razoável, que valerá mais pelo interesse histórico, do que propriamente pelos aspectos mais cinematográficos. Terá ainda o “quid”, em especial para o público português, de ter vencido o prémio para melhores efeitos especiais no Fantasporto – edição de 1992, para além de ter sido nomeado para melhor filme no mesmo certame (o vencedor foi “Totó, o Herói”, do belga Jaco Van Dormael).


"O monge Yen faz mais uma vez uso dos seus vastos poderes mágicos"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 7

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,38





domingo, novembro 11, 2007

Votações do "My Asian Movies"

Cumprindo a tradição semanal, apresento-vos mais quatro intérpretes sujeitos à vossa apreciação:
Setsuko Hara

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Pat Morita

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"

Michelle Reis

Informação

Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Swordsman II , Fong Sai Yuk, Fong Sai Yuk II

Marc DaCascos

Informação

Não existem filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies"



sábado, maio 19, 2007

The Legend of Fong Sai Yuk 2/Fong Sai Yuk juk jaap (1993)
Origem: Hong Kong
Duração: 96 minutos
Realizador: Corey Yuen
Com: Jet Li, Josephine Siao, Michelle Reis, Adam Cheng, Chun Wah Hui, Amy Kwok, Corey Yuen, Chan Lung
Atenção!
Só deverá prosseguir a leitura do presente texto, caso tenha visionado “The Legend of Fong Sai Yuk”, sob pena de o enredo deste filme ser parcialmente revelado mais abaixo!

"Fong Sai Yuk e Li Bon Kwok Aka Brother"

Estória

Após os eventos ocorridos no primeiro filme, “Fong Sai Yuk” (Jet Li) partiu da sua terra-natal, acompanhado da sua jovem noiva “Ting Ting” (Michelle Reis).

O herói é agora um membro de corpo inteiro do grupo rebelde “Flor Vermelha”, que luta contra a dinastia Manchu, com o último propósito de restaurar a dinastia Ming. No entanto, “Fong” tem dificuldade em se adaptar às estritas regras impostas por “Chan Ka Lok” (Adam Cheng), conhecidas como “Os Dez Mandamentos”, quebrando-as e metendo-se em sarilhos por isso.

“Fong” igualmente entra em rota de colisão com “Yu” (Chun Wah Hui), um membro duvidoso da “Flor Vermelha”, que inveja “Chan Ka Lok”, não se conformando que este tenha sido escolhido para líder da organização, em seu detrimento.

"Da esquerda para a direita:Angie, Ting Ting, a Sra. Fong e Fong Sai Yuk"

“Fong” é escolhido por “Ka Lok” para uma importantíssima missão, que passa por furtar a “caixa sagrada” a um grupo de samurais japoneses, que a transportam, tendo em vista a sua entrega a um nobre local. Mal imagina que dentro do artefacto se encontra um segredo vital acerca das origens de “Ka Lok”. “Yu” vê aqui uma oportunidade de ouro para tornar-se finalmente o líder do grupo da “Flor Vermelha”, e começa sorrateiramente a desenvolver esforços para ficar com “caixa sagrada” para si e desvendar o seu conteúdo.

Para não variar, “Fong” no carrear da sua missão, mete-se em sarilhos relacionados com saias, fazendo com que a filha do nobre, chamada “Angie” (Amy Kwok) desenvolva uma paixão por si, metendo-o em sarilhos com a noiva “Ting Ting”. Claro está que a possessiva mãe de “Fong” (Josephine Siao) ver-se-á obrigada a intervir…

"Fong Sai Yuk e a mãe"

"Review"

O primeiro “Fong Sai Yuk” foi um grande sucesso comercial à altura, tendo gerado receitas na ordem dos 31.000.000,00 dólares de Hong Kong, o que fez com que uma sequela fosse rodada em tempo recorde, e estreada no mesmo ano.

Mantém-se muito do que foi dito, em relação ao primeiro filme. No entanto, a 2ª parte de “Fong Sai Yuk” é inquestionavelmente, em quase todos os aspectos, uma película mais fraca.

A comédia não tem nem de longe, nem de perto tanta piada, tornando-se várias vezes completamente disparatada, sem nexo nenhum e a roçar os limites do irritante. Nem a inclusão de uma rival para a adorável “Ting Ting”, nem os esforços de Josephine Siao, assim como o desempenho de Corey Yuen (que também é o realizador), no papel de “Li Bon Kwok Aka Brother” conseguem salvar o parcial naufrágio. Aqui julga-se que o filme perdeu bastante com a não inclusão da espectacular personagem do pai de “Ting Ting”, interpretado pelo actor Chan Chung Yung. Ele dava brilho a todos os outros actores, quando estes eram chamados a fazer-nos rir.

"Uma das acrobacias espectaculares de Fong Sai Yuk"

No entanto, não criticarei só pela negativa “Fong Sai Yuk 2”.

As coreografias continuam fenomenais, e este filme tem, porventura, a mais espectacular e emblemática sequência de luta das duas películas. Falamos obviamente do combate final, que começa com “Fong” a chegar ao reduto do grupo da “Flor Vermelha”, armado de vários sabres. Posteriormente depara-se com os seus companheiros do grupo que o pretendem confrontar, e avisa-os que não quer derramar o sangue de irmãos. Como eles persistem em combater, o herói afirma peremptoriamente que não quer ver a morte dos colegas, e venda-se a si próprio. Iniciam-se posteriormente momentos verdadeiramente espectaculares, que atingem o seu apogeu quando “Fong” luta com o vilão “Yu”, usando várias cadeiras e bancos, tentando salvar a sua mãe ao mesmo tempo de ser enforcada.

Não há muito mais a dizer sobre “Fong Sai Yuk 2”, a não ser que tentou rentabilizar o sucesso do primeiro filme, mas que perdeu para este em quase todos os aspectos, incluindo a própria interpretação dos actores, muito forçada e sem classe nenhuma. A nota média abaixo, visa tão-só premiar os esforços e resultados a nível do combate, pois num filme de artes marciais, interpretar é em primeiro lugar combater.

Contudo, aconselho a todos a verem o filme, pois apesar de o mesmo esgotar a fórmula, servirá de complemento à primeira película, essa sim, digna de registo!


"Agora é que as coisas vão começar a aquecer!"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 7

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,38




sábado, abril 28, 2007

The Legend of Fong Sai Yuk/ Fong Sai Yuk - 方世玉 (1993)
Origem: Hong Kong
Duração: 106 minutos
Realizador: Corey Yuen
Com: Jet Li, Michelle Reis, Josephine Siao, Chan Chung Yung, Vincent Chiu, Sibelle Hu, Paul Chu, Adam Cheng
"O herói Fong Sai Yuk"
Estória
“Fong Sai Yuk” (Jet Li) é um jovem e espectacular praticante de Kung Fu, um pouco inconsciente e que adora arranjar sarilhos conjuntamente com os amigos. Certo dia, após algumas peripécias, conhece “Ting Ting” (Michelle Reis), a filha de um rico comerciante Manchu (Chan Chung Yung), e ambos se enamoram um pelo outro.
Certo dia, e para não variar, “Fong” arranja mais um problema. O pai de “Ting” decide fazer um concurso de artes marciais em que aquele que conseguir derrotar a sua mulher (Sibelle Hu), ganhará a mão da sua filha. “Fong” luta para defender a honra dos cantoneses, nem imaginando que se irá tornar o futuro marido do seu amor, pois acontecem mais algumas confusões, fazendo com que o herói pense que a sua esposa será a criada de “Ting”, rapariga que não deve muito à beleza.
"A adorável Ting Ting"

Para piorar ainda mais a situação, a irascível mãe de “Fong” (Josephine Siao), veste-se como um homem para lavar a honra da família no combate, fazendo com que a progenitora de “Ting” se apaixone por ela. Como se não bastasse, o pai da rapariga não faz a mínima ideia que o pai de “Fong” (Paul Chu) é um destacado membro do grupo “Flor Vermelha”, uma organização que luta contra a dinastia Ching, de origem manchu é que governa a China.

Quando o governador de Kau Man (Vincent Chiu), um acérrimo opositor do grupo “Flor Vermelha”, tudo faz para exterminar a organização, chega a hora de “Fong Sai Yuk” lutar pela sua família e pelo povo oprimido da China.

"O pai de Ting Ting põe a mãe de Fong Sai Yuk em problemas"

"Review"

Todas as civilizações têm os seus heróis populares, e a China, com a sua riquíssima história, não constitui excepção. Possivelmente, a personagem mais conhecida será Wong Fei Hung, que deu origem a vários filmes e séries, tais como a saga “Era Uma Vez na China” ou “Drunken Master”. No entanto, Fong Sai Yuk é um mito com quase tanta importância como Fei Hung, e que hoje em dia ainda faz o imaginário de muitos.

Reza a lenda que “Fong Sai Yuk” era neto de Miu Hin, um dos cinco anciãos que conseguiu escapar à destruição do Templo de Shaolin, levada a cabo pela dinastia Ching (ou Qing). Foi treinado pela sua mãe que o banhava numa água temperada com uma solução herbal que supostamente fazia com que Fong Sai Yuk fosse quase invulnerável, um pouco à semelhança do herói mitológico grego Aquiles.

Feito este pequeno parênteses histórico, necessário muitas vezes para percebermos certos aspectos importantes, passemos então ao filme.

Diversão é a palavra de ordem! “Fong Sai Yuk” é uma película que nos mantém presos ao ecrã (ou à tela) do princípio ao fim, atendendo à acção frenética, feita de combates fenomenais, com uma tremenda imaginação e, claro está, algum “wire-fu”. Particularmente vibrante é a luta ocorrida entre “Fong Sai Yuk” e “Siu Wan”, a futura sogra do herói, cuja regra principal passava por quem tocasse primeiro com os pés no chão, perderia o combate. O resultado é devastador no bom sentido, e de tirar quase a respiração!

"Fong Sai Yuk domina com mestria o Kung Fu"

Outro aspecto que mantém em alta o entretenimento, é a comédia que o filme possui para dar e vender! Aqui as honras terão de ser forçosamente atribuídas a Chan Chung Yung, o actor que representa o pai de Michelle Reis. Tem um ar e expressões de partir “o coco a rir”, passe a expressão, para além de um diálogo verdadeiramente oportunista e charlatão que nos faz dar saudáveis gargalhadas. Como já referi por diversas vezes neste blogue, não sou um adepto de comédia, mas lá de vez em quando consigo ver uma ou outra obra que me consegue pôr um sorriso nos lábios. Esta é uma delas.

Jet Li é um perfeito “Fong Sai Yuk”, Michelle Reis uma adorável “princesinha”, Josephine Siao está muito bem no papel da possessiva mãe de “Fong”, Vincent Chiu é um vilão de nomeada. O resto do “cast” acompanha muito bem estes actores, todos representando personagens que colhem a nossa simpatia quase de imediato.

O argumento não é nada demais, mas atendendo ao objectivo do filme, cumpre plenamente o seu desiderato. A banda - sonora é muito agradável de se ouvir, e faz acentuar brilhantemente o pendor heróico e movimentado do filme.

Não se pode pedir muito mais a “Fong Sai Yuk”, mas tal também se afigura desnecessário! Deste Jet Li, em excelente forma, gosto eu bastante!

Uma boa proposta!

"Fong Sai Yuk enfrenta em combate o governador de Kau Man"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8





sábado, janeiro 13, 2007

Swordsman II/Xiao ao jiang hu zhi dong fang bu bai (1991)

Origem: Hong Kong

Duração: 104 minutos

Realizador: Ching Siu Tung e Stanley Tong

Com: Brigitte Lin, Jet Li, Rosamund Kwan, Michelle Reis, Fennie Yuen, Waise Lee, Yang Yee, Lau Shin, Chin Kar Lok


"Ling, o bem disposto espadachim que só pensa em beber vinho, amar mulheres e cantar Hero of the Heroes"

Estória

Na altura da dinastia Ming, "Ling Wu Chung" (Jet Li) e a sua companheira arrapazada "Kiddo" (Michelle Reis) decidem retirar-se do mundo das artes marciais, conjuntamente com os seus companheiros da montanha "Wah". "Ling" sente-se feliz, pois vai poder dedicar-se às coisas que mais gosta: mulheres, vinho e música. "Kiddo" por sua vez tem a esperança que "Ling" repare nos sentimentos que ela possui por ele.

Na realidade, "Ling" nutre sentimentos por "Ying" (Rosamund Kwan), a filha de "Wu", líder do clã "Sun Moon", e antes de se retirar, pretende encontrar-se com a sua amada uma última vez. No entanto, "Wu" é derrotado e emprisionado pela misteriosa "Asia, the Invincible" (Brigitte Lin), a possuidora do "Pergaminho Sagrado".

"A fascinante e misteriosa Evil Asia ou Asia, the Invincible"

"Ling" eventualmente acaba por conhecer "Asia", sem saber a sua real identidade, e apaixonar-se por ela.

Acontece que "Asia" na realidade é um homem, prestes a se metamorfosear numa mulher. Tudo se deve ao "Pergaminho Sagrado", pois quem quiser dominar os seus segredos, é obrigado a castrar-se, de modo a obter poderes para além da imaginação.

"Ling" embarca numa relação com "Asia", e esta sem a sua paixão saber, mata todos os guerreiros da montanha "Wah". Desolado pela perda dos seus companheiros, "Ling" lidera um pequeno grupo de excelentes combatentes composto por ele próprio, "Kiddo", "Ying", "Wu" e o fiel discípulo deste chamado "Zen", e ataca o reduto de "Asia".

Quando "Ling" se depara com o inimigo, descobre que este e o seu amor são a mesma pessoa!

"Duelo ao luar"

"Review"

"Swordsman II" constitui um ícone dos "Wuxia Pian" dos anos 80 e 90, e é sem margem para dúvidas uma obra obrigatória a ver por todos os amantes do género, emparelhando com "New Dragon Gate Inn", a epopeia "Era Uma Vez na China", "The Bride With White Hair", entre outros. Sob a chancela da produção do mítico Tsui Hark, a película em si é a segunda parte de uma trilogia, cujo primeiro filme chama-se igualmente "Swordsman", e o terceiro "The East Is Red".

Sendo uma sequela, poder-se-ia desde logo pensar que tinha menos qualidade que a primeira parte. Nada mais falso! "Swordsman II" é bastante superior a "Swordsman", o que em parte muito contribuiu a entrada de Jet Li e Brigitte Lin para o "casting". Quanto à comparação com "East Is Red", não me pronunciarei, pois ainda não visionei esta última longa-metragem.

Desde logo, há que elogiar o argumento de "Swordsman II", elaborado a partir de uma adaptação livre de uma obra do romancista Louis Cha. O idealismo e o jogo pouco comum com a sexualidade e o romance das personagens principais, torna a estória do filme bastante interessante de seguir. Muitas mensagens são passadas pela película, tentando incutir uma certa moral e ética em quem o visiona. Existe um completo sucesso na transmissão dos ideais das personagens, pois conseguimos sem dúvida sentirmo-nos solidários com o estilo de vida simples de "Ling", e inclusive nutrir simpatia por "Asia", a vilã apaixonada (vilão) do filme.

Jet Li interpreta aceitavelmente "Ling", embora reconheça que estranhe os momentos cómicos, os quais julgo não se adaptarem bem ao perfil mais sério do actor. No entanto, quando chegámos às lutas, e inclusive a alguns momentos mais dramáticos, Li volta a estar no seu campo natural. Gostei particularmente da cena em que "Ling" encontra-se numa falésia com "Asia", e contemplativo afirma "As pessoas estão sempre em busca de poder, eu no entanto continuarei a preferir beber".

"Os corajosos guerreiros preparam-se para enfrentar Asia, the Invincible"

Brigitte Lin dá vida a mais uma personagem inesquecível, que para muitos é a mais emblemática da sua longa carreira. Quanto a este ponto, acho muito perigoso opinar, pois Lin é daquelas actrizes que simplesmente não sabe actuar mal e que teve a sorte de na maioria das vezes terem-lhe sido atribuídos papéis que são potenciais maravilhas e símbolos do melhor cinema que se faz na Ásia e não só. A sua interpretação ofusca a de todos os outros actores, incluindo a de Jet Li, fazendo com que ela seja na realidade o grande protagonista do filme. A densidade da criação e caracterização de "Asia, the Invincible" (há quem afirme que Tsui Hark pretendeu personificar o regime autoritário chinês, insistindo inclusive que as roupas usadas por Asia fossem quase sempre de um vermelho forte), ou se preferirem "Evil Asia", só poderia estar ao alcance da porventura melhor actriz de sempre do cinema asiático. A influência de "Asia" em "Swordsman II" é tão grande, que se o título do filme fosse alvo de uma tradução literal obteria-se uma frase deste género "O guerreiro sorridente e orgulhoso: Àsia, a Invencível".

"Luta na floresta"

Uma palavra final para as cenas de luta e a banda-sonora. Os combates são extremamente emocionantes, com os predicados comuns dos "Wuxia" da altura, ou seja, "wire fu" ao extremo, corpos a rebentar, sangue e malabarismos impossíveis. A banda-sonora é muito boa, destacando-se a canção que "Ling" e os guerreiros da montanha "Wah" insistem em cantar intitulada "Hero of Heroes". É sem dúvida, uma das imagens de marca do filme, ficando a melodia na nossa cabeça. Posso dizer que apercebi-me neste momento que estava a cantarolá-la.

"Swordsman II" é uma proposta interessante, imbuída de várias mensagens, sendo mais um filme que propõe um conceito de herói tanto belicista, como sentimental e até acriançado.

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinedie Asia

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 7

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,50