"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!

domingo, novembro 26, 2006

ESCLARECIMENTO
Os visitantes habituais do "My Asian Movies" deverão estar admirados por já há vinte e tal dias não haver aqui um novo "post". Desde já peço imensa desculpa por tal facto, mas tenho dedicado algum tempo a reformular as críticas dos filmes, nomeadamente a inserir fotos, por forma a que vocês quando as consultem, possam ter um quadro mais fiel do que são os filmes. O conteúdo escrito e a avaliação numérica mantêm-se intactos é claro.
Como também nos aproximamos do Natal, a época festiva por excelência, o tempo que se gasta nas preparações, nas compras, nas jantaradas, etc. fazem com que o "blog" sofra um pouco com isto.
No entanto, conto em breve por uma nova crítica "on line", que versará em princípio sobre "The Banquet", um pré-selecionado para a nomeação dos oscares, na categoria "Melhor Filme Estrangeiro".
Muito obrigado pela vossa compreensão e continuem a aparecer!
Um abraço a todo(a)s!

quarta-feira, novembro 01, 2006

Escaflowne, o filme/Escaflowne Aka A Girl in Gaea/Tsubasa No Kami (2000)
Origem: Japão
Duração: 93 minutos
Realizador: Kazuki Akane
Vozes das Personagens: Maaya Sakamoto (Hitomi), Tomokazu Seki (Van), Jôji Nakata (Lord Folken), Mayumi Iizuka (Yukaki/Sora), Minami Takayama (Dilandau), Kôji Tsujitani (Jajuka), Sinichirô Miki (Allen), Ikue Ootani (Merle)

"Escaflowne, a armadura do Dragão Branco"
Estória
Em Gaia, um grupo de soldados do exército do clã do Dragão transporta num dirigível a lendária "Escaflowne", a armadura do Dragão Branco, tendo em vista entregá-la ao seu maléfico líder "Lord Folken". Uma viagem que aparentava ser calma, torna-se num banho de sangue quando um jovem semi-nu, armado com uma "Katana", ataca a nave e extermina todos os militares. O rapaz não é nada mais nada menos que "Van", o irmão renegado de "Lord Folken" e o herdeiro destronado do reino do Dragão.
Entretanto no planeta Terra, a estudante solitária "Hitomi" tem mais um dia envolto em depressão. Encontra-se desiludida com a vida e inclusive escreve uma nota de suicídio que é descoberta pela sua melhor amiga. "Hitomi" só deseja desaparecer da Terra...desejo que lhe é concedido. Não se pense que "Hitomi" morre. Antes é transportada para Gaia, através de um encontro que mantém com um estranho ser encapuçado.
"Hitomi" chega a Gaia dentro de "Escaflowne", a armadura que "Van" tão ansiosamente deseja obter. Depois de conseguir-se libertar-se de "Escaflowne", "Hitomi" conhece "Van", que a proclama a "Deusa Alada", devido a uma profecia existente em Gaia acerca de uma desconhecida que chega da "Lua Mística" (que corresponde ao planeta Terra).
Devido ao seu recém adquirido estatuto, "Hitomi" depressa é envolvida na guerra existente entre o exército do Dragão Negro e os "Abaharaki", um grupo constituído por sobreviventes dos reinos destruídos por "Lord Folken".

"Hitomi e Van"
"Review"
A "Salvat" lançou recentemente uma colecção de "Animes" que tenho vindo a acompanhar e a adquirir os filmes que não possuo na minha colecção privada. Tem sido uma compra "às cegas" que por vezes tem valido a pena, e noutras nem por isso. Adquiri até agora "Blood, o Último Vampiro", "Ghost in the Shell" que já tinha visto, mas que incrivelmente não possuia o dvd (crítica para breve) e este "Escaflowne". A iniciativa da "Salvat" saúda-se, mas devia de ser acompanhada de outras idênticas, em relação a outros géneros de filmes. No entanto compreende-se, atendendo ao crescente número de admiradores que a animação japonesa possui no nosso país, existindo até sites e sobretudo "blogs" da especialidade. Afinal quando se fala numa empresa, o primeiro critério a ter em conta é o retorno financeiro das iniciativas comerciais.
Perdoem-me a pequena consideração pessoal e passemos então à análise sumária do filme.
"Escaflowne" é baseado numa série de animação muito popular no Japão, que confesso nunca vi e penso seriamente que nunca passou em nenhum canal português ou da tv cabo. No entanto posso estar enganado e se for o caso, agradeço as devidas correcções.
Falando da animação em primeiro lugar, "Escaflowne" não foge à generalidade dos seus congéneres, ou seja, nota bastante positiva. O realizador tem um especial cuidado nos detalhes, desde o movimentar dos cabelos causado pelo vento provocado pela lâmina que falhou o alvo, passando por coisas tão simples como a chuva a cair e a fazer levantar o vapor do chão. De facto, é mais uma prova que a animação japonesa encontra-se sem sombra de dúvida, na vanguarda mundial, mas daí "what´s new?".
A banda-sonora tem os seus altos e baixos, exaltando-se a música "Dance of Curse", que segundo "Van", era a melodia que a mãe lhe costumava cantar para o adormecer em criança. No entanto, desgostei de outras que achei sinceramente desenquadradas do pendor heróico e guerreiro que o filme tenta transmitir.
O argumento sinceramente não tem nada de especial, com a excepção, e sinto-me na obrigação de destacar este ponto, da caracterização e desenvolvimento dado às personagens principais. É raro vermos dois heróis de um filme, possuírem uma aura tão negativa e depressiva. Como já foi referido, "Hitomi" é uma rapariga desiludida com a vida, cujos pensamentos passam pelo suicídio. Devido a um acaso do destino, vê-se na contingência de fazer algo muito positivo, e o que poderá ser melhor do que salvar um mundo inteiro da destruição. Mas o papel de "Hitomi" não se fica por aqui. Sendo uma pessoa naturalmente depressiva e solitária, fica com o fardo de auxiliar o outro herói da estória, que possui uma personalidade muito semelhante à sua e que igualmente julga lutar só contra os seus inimigos, quando possui imensos aliados. "Hitomi" tem a grande missão de salvar "Van" de si próprio!
A acção não é uma constante em toda a película, havendo espaço para momentos mais pausados. No entanto, quando surge, respeita a tradição do sangue a jorros e da violência, embora não extremamente desmedida.
A principal falha argumentativa passa pelo pouco destaque que é dado aos restantes personagens do filme, o que para uma pessoa como eu que não acompanhou a série, torna-se ainda mais frustrante. A título exemplificativo, gostaria de ver a personagem de "Dryden" mais desenvolvida.
Em jeito de conclusão, afirmo que "Escaflowne" constitui uma proposta bastante interessante no seu segmento, mas está longe de deslumbrar.
"O líder dos Dragões Negros, Lord Folken"
Outras críticas em português: AnimeHaus
Avaliação:
Entretenimento - 7
Animação - 8
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Emotividade - 8
Mérito Artístico - 7
Gosto Pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação Final: 7,29


"A Despedida..."



sábado, outubro 28, 2006

Dragon Tiger Gate/Lung Fu Moon (2006)
Origem: Hong Kong
Duração: 94 minutos
Realizador: Wilson Yip
Com: Donnie Yen, Nicholas Tse, Shawn Yue, Dong Jie, Li Xiao Ran, Yuen Wah, Chen Kuan Tai, Sherin Teng, Tommy Yuen, Sam Chan, Tony Wong.
"Dragon Wong"
Estória
"Dragon Wong" (Donnie Yen) é um perito em artes marciais, originário da "Dragon Tiger Gate", uma afamada escola de artes marciais fundada pelo seu pai e pelo seu tio.
Quando era criança, os pais separaram-se, "Dragon" foi forçado a partir com a mãe, e em consequência deixou para trás a escola e o seu irmão mais novo "Tiger Wong" (Nicholas Tse).
Os irmãos ficam sem se ver durante anos, até um dia em que "Tiger" está a jantar com uns colegas num restaurante e assiste aos maus tratos infligidos por um bando de pelintras a um casal e à sua filha pequenina. Com o seu sentido de justiça e de protecção dos mais fracos a funcionar, o jovem dá um enxerto de pancada nos malfeitores, mas inadvertidamente mete-se no caminho de um poderoso chefe mafioso chamado "Ma Kwun". Mesmo assim, "Tiger" leva vantagem no confronto, até aparecer "Dragon", actualmente guarda-costas de "Kwun". Uma troca de golpes espectaculares sucede-se, mas apesar da boa prestação de "Tiger", "Dragon consegue repelir os ataques do irmão. Ambos tratam-se como adversários, não fazendo a mínima ideia que são aparentados. A luta dá-se por finda e "Kwun" permite que "Tiger" saia em segurança do restaurante.
"Tiger Wong"

Não demora muito a que novo reencontro dos irmãos se efective, pois um dos amigos de "Tiger", aquando da luta no restaurante, aproveita a confusão e leva consigo a placa "Lousha", um artefacto dotado de um simbolismo muito significativo, e que tinha sido oferecida a "Kwun" pelo mais poderoso líder do crime, o chefe dos "Black Devils".

"Dragon" é encarregue de recuperar o símbolo, o que consegue, e posteriormente tanto aquele como "Tiger" descobrem que são irmãos, devido a ambos possuirem umas placas de jade que se complementam na perfeição.

Quando os "Double Devils" assassinam tanto "Kwun", como o tio de "Dragon" e "Tiger", estes auxiliados por "Turbo" (Shawn Yue) decidem partir para a vingança usando a sua principal arma: o fantástico domínio das artes marciais!

"Turbo"

"Review"

Confesso que houve desde logo três coisas que me fizeram ficar com "o pé atrás" em relação a "Dragon Tiger Gate".
A primeira passava pelas críticas pouco abonatórias que têm sido feitas um pouco por todo o universo da "net".
A segunda razão era a instabilidade demonstrada pelo realizador Wilson Yip, capaz de fazer filmes de boa qualidade como "Sha Po Lang", mas igualmente de dirigir "flops" como "Dragão Branco".
A terceira e última questão que me atormentava era o facto de raramente se fazerem boas adaptações de "manga" para filmes realísticos, constituindo excepções à primeira vista, "Azumi, a Assassina", "Shinobi: Heart Under Blade" e "The Storm Riders".
Por outro lado, e como excelente cartão de visita, a película apresentava Donnie Yen como o coreógrafo e director das cenas de luta, o que garantia à partida que o filme estaria polvilhado de acção, sendo uma antítese de tudo o que é maçudo e remédio para insónias.
Após o visionamento de "Dragon Tiger Gate", conclui que em regra geral não me enganei.
A maior parte das críticas que li estavam correctas.
Wilson Yip realiza mais um produto descartável.
"Azumi, a Assassina", "Shinobi: Heart Under Blade" e "The Stormriders" continuam a ser "à segunda vista" (!?), as melhores adaptações de "manga" para o cinema de "carne e osso".
Vamos por partes.
O argumento é muito fraco, com frequentes falhas, tais como Donnie Yen num determinado momento não querer falar com o irmão, mas depois e inexplicavelmente, querer ir a correr para os braços dele. E já agora como é que Donnie Yen já sabia que Nicholas Tse era seu irmão, antes mesmo de ir falar com ele? Estejam à vontade para explicar. A páginas tantas fui eu que não entendi...
A representação dos actores acompanha a inépcia argumental. As tentativas de dramatismo encaixadas à pressão no meio das cenas mais movimentadas, quase sempre não resultam. Não querendo particularizar, mesmo assim vejo-me forçado a dizer que cada vez mais fico com a impressão que Nicholas Tse não passa de "um menino bonito" de Hong Kong, com pouca habilidade para a arte da representação. Já em "The Promise" tinha começado a formar esta ideia, que só irá ficar definitivamente consolidada, ou pelo contrário refutada, quando assistir a mais um ou dois filmes deste actor. E já agora vou ver se dou um salto ao "Youtube" para ver se o rapaz tem mais jeito para a arte do canto. Será que esta crítica um pouco dura é por eu estar verde de inveja por Tse ter casado recentemente com Cecilia Cheung?! "Joking"!
Como pontos positivos do filme, destaco em primeiro lugar as lutas de artes marciais. Muito "wire-fu" é certo, mas extremamente bem feito e acompanhado por vezes de um ou outro efeito especial para enfatizar a fúria dos golpes. Não nos podemos esquecer que aqui estão em causa três super-heróis! Polegar para cima para o trabalho de Donnie Yen neste particular.
"Dragon Tiger Gate" igualmente impressiona pelas suas paisagens citadinas, fotografia e caracterização das personagens que transmitem exemplarmente a aura neo-urbana onde filme vive e respira.
Esta película foi muito aguardada e publicitada, e quando estreou obteve receitas muito boas no oriente, tendo rivalizado com filmes como "O Código de DaVinci".
No entanto não passa de um "blockbuster" mediano e sem substância, que apenas entusiasmará pelas fantásticas cenas de luta e pouco mais!
Não será relembrado.
"Tiger Wong em acção!"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cineasia, Horror and Kung Fu

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 6

Argumento - 6

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade -7

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 6

Classificação Final: 6,88

"Os membros da Dragon Tiger Gate"












quinta-feira, outubro 26, 2006

Jet Li (Biografia)
Jet Li nasceu em Pequim a 26 de Abril de 1963 sob o nome de Li Lian Jie.
Com apenas dois anos anos ficou órfão de pai, tendo os seus professores assumido um papel importante no seu desenvolvimento pessoal. Quando Li tinha oito anos, o seu professor de Educação Física apercebeu-se do potencial físico do rapaz e recomendou que este fosse estudar para a Escola Nacional de Desporto Amador, situada em Pequim, por forma a que Li pudesse iniciar-se na disciplina marcial do "Wushu", modalidade que constitui o desporto nacional da nação chinesa.
Nesta academia ficou sob a orientação do conceituado mestre Wu Bin, estudando disciplinas convencionais durante o dia, e praticando intensivamente "Wushu" pelo fim da tarde e noite.
Wu Bin ficou impressionado com o esforço, o querer e a abnegação do jovem Li, mas estranhamente os seus golpes não eram suficientemente fortes. Não tardou muito que o mestre descobrisse o que se passava. Anos antes a avó de Li tinha adoecido devido à ingestão de carne, e aconselhada a tornar-se vegetariana. A família decidiu seguir o mesmo regime alimentar, em parte por solidariedade com a matriarca, mas sobretudo pela extrema pobreza económica, que os impedia de ter uma alimentação saudável e equilibrada.


"Jet Li e a esposa Nina Li"
Em ordem a melhorar a alimentação de Li, Wu Bin forneceu durante anos alimentos à família daquele. Os resultados aos poucos apareceram, com Li a ficar dotado fisicamente para uma séria prática de artes marciais.
Após três anos na escola, com onze anos de idade Li vence os campeonatos nacionais na sua categoria, feito que viria a repetir cinco vezes consecutivas.
Foi admitido na equipa profissional de "Wushu" de Pequim, tendo feito exibições em mais de quarenta países, incluindo os E.U.A., onde actuou na Casa Branca perante o presidente de então, Richard Nixon, e o famoso secretário de estado Henry Kissinger. O seu brilhante estilo pessoal, tanto de mãos nuas, como no manejo da espada e da lança, impressionou peritos em artes marciais de todo o mundo.
Ainda adolescente, Li torna-se instrutor de artes marciais, tornando-se inevitável a entrada no mundo do cinema.
Em 1982, estreia-se em "Shaolin Temple", num papel de um jovem que aprende "Kung-Fu", vinga-se dos assassinos do pai e salva o imperador. O filme com várias cenas filmadas no próprio mosteiro de Shaolin, foi bastante aclamado e teve direito a duas sequelas que igualmente partilharam de grande sucesso.
Apesar deste êxito inicial, o meio dos anos 80 foi complicado para Li. A sua estreia como realizador em "Born to Defend" não foi afortunada, tendo a película redundado num fracasso de bilheteira e os filmes seguintes passaram relativamente despercebidos. Posteriormente o seu casamento com Huang Qui-Yan, uma colega da equipa de "Wushu", que levou ao nascimento de duas meninas, falhou e o divórcio foi inevitável. Os rumores na altura passavam por explicar o fracasso nupcial devido a um suposto romance que Li teria mantido com Nina Li-Chi, tendo ambos os actores sido protagonistas de "Dragon Fight". O que é certo é que Li muitos anos mais tarde (1999) viria a casar com Nina, união que se mantém até hoje e da qual nasceu uma filha.
Jet Li precisava de um novo fôlego na sua carreira cinematográfica, e mudou-se para Hong Kong. Em boa hora o fez, pois protagonizou o épico e lendário filme "Era Uma Vez na China" de Tsui Hark. A figura de Wong Fei-Hung, talvez o mais popular herói de artes marciais da China, foi brilhantemente interpretada por Li, e com certeza ninguém se esquecerá das excelentes cenas de luta presentes, assim como da comicidade constante no romance entre Li e Rosamund Kwan. As duas sequelas seguintes não ficariam atrás em termos de popularidade.
Li agora estava em alta. "Swordsman II" constituiu outro grande evento no mundo dos "Wuxias", e toda a gente queria ter o actor nas suas películas.
Durante anos, Li representou heróis lendários do folclore chinês, desde o revolucionário que luta contra a dinastia Manchu em "The Legend", passando pelo monge caído em desgraça à procura de redenção em "Tai Chi Master", até ao vingador dos chineses contra os invasores japoneses em "Fist of Legend", um "remake" de "Fist of Fury", protagonizado por Bruce Lee.
Os anos passaram com Jet Li a tornar-se numa das figuras mais proeminentes do cinema asiático, mas faltava ainda o reconhecimento mundial.
A oportunidade surgiu com "Arma Mortífera 4", a saga policial que conquistou o mundo inteiro, versando a sua estória acerca das aventuras e desventuras do duo de polícias interpretado por Mel Gibson e Danny Glover. Li neste filme interpreta pela primeira vez o papel de mau da fita. O sucesso da longa-metragem esteve distante dos seus congéneres anteriores, mas teve o condão de chamar a atenção de Hollywood para Jet Li.
"O inesquecível e brilhante papel como Sem Nome (Nameless) em Herói"
Joel Silver, o produtor de "Arma Mortífera 4" ficou impressionado com o potencial de Li em filmes de acção e convidou-o para o papel principal em "Romeu Deve Morrer", onde a outra figura de destaque era a falecida actriz e cantora Aaliyah.
Jet Li estava no mapa mundial e as coisas ainda poderiam ter melhorado se tivesse aceite o convite de Ang Lee para assumir o papel de Li Mu Bai no fabuloso épico de artes marciais "O Tigre e o Dragão". Li recusou a proposta pois tinha prometido à esposa que não trabalharia durante a gravidez desta. Li Mu Bai viria ser excelentemente desempenhado por Chow Yun Fat.
Continuando o seu périplo pelo Ocidente, Jet Li viria a co-protagonizar com a aclamada actriz Bridget Fonda o "Beijo Mortal do Dragão", lutaria contra si próprio em "Força Explosiva" e embarcaria num duelo memorável com Marca DaCascos em "Nascer para Morrer", filme onde entra igualmente o "rapper" DMX e que seria nº 1 no "box office" dos E.U.A.
Pelo meio voltaria à China, para interpretar o fabuloso papel de "Sem Nome" no maior épico de artes marciais jamais feito, "Herói" (é discutível eu sei, mas não me censurem pois simplesmente AMO o filme!!!). Apesar de a película ter estreado na China em 2002, só chegaria aos E.U.A. em 2004, pela mão da Miramax e de Quentin Tarantino, o que originou confusões no público norte-americano, pois muitos pensavam que se tratava de um novo filme deste realizador.
Li ainda viria a ter a oportunidade de contracenar com a lenda Morgan Freeman e com o conceituado Bob Hoskins em "Danny, the Dog", longa-metragem que serviria para consolidar ainda mais o estatuto do renomado actor oriental.
O último filme que protagoniza, "Fearless" de Ronny Yu (The Bride With White Hair) parece marcar um regresso às origens da carreira do actor. Obviamente que sem ter visto o filme não poderei opinar com um mínimo de certezas, no entanto pelos "trailers" que visionei e pelas crícas que li, afigura-se como uma produção com bastante nível.
Jet Li é provavelmente, a par de Jackie Chan, o actor asiático mais conhecido no Ocidente. O seu contributo para a internacionalização do cinema oriental é inquestionável.
Existe inclusive quem ponha a causa a hegemonia de Bruce Lee em detrimento de Jet Li, no tocante a quem detém o estatuto principal de herói de acção asiático.
Aqui não cabe tomar partidos, mas temos que forçosamente admitir que Li será no mínimo um rival à altura. Esta premissa ainda assume mais relevância atendendo a que Bruce Lee teve uma carreira curta, embora indiscutivelmente pródiga, quando pelo contrário Jet Li parece ter ainda alguns bons anos pela frente.
Um ícone dos nossos dias!
"Com a malograda cantora e actriz Aaliyah"
Curiosidades (Fonte: Internet Movie Database)
  • Estuda inglês com um professor privado durante 4 horas por dia;
  • Foi convidado por Ang Lee a desempenhar o papel de Li Mu Bai em "O Tigre eo Dragão", mas recusou devido à gravidez da esposa;
  • Forneceu a sua voz para o jogo de computador "Rise of Honor", para além de ter participado na criação gráfica das lutas;
  • Estava presente nas Maldivas aquando do tristemente famoso "Tsunami" de 2004, tendo-se ferido num pé. O acidente deveu-se à queda de uma peça de mobília quando agarrava na filha de 4 anos e tentava fugir para um ponto mais elevado;
  • Anunciou que "Fearless" seria o seu último filme de artes marciais, devido a pretender dedicar-se a outras vertentes tais como um documentário acerca do Budismo;
  • Representou a personagem historicamente verídica de "Huo Yan Jia" em "Fearless", assim como o discípulo deste "Chen Zhen" em "Fist of Legend".
"Um verdadeiro mestre de Wushu"


Filmes:
  1. The Shaolin Temple (1982)
  2. Shaolin Temple 2: Kids from Shaolin (1983)
  3. This is Kung Fu (1984)
  4. Born to Defend (1986)
  5. Shaolin Temple 3: Martial Arts of Shaolin (1986)
  6. Abbot Hai Teng of Shaolin (1988)
  7. Dragon Fight (1989)
  8. The Master (1989)
  9. The Kung Fu Master (1993)
  10. Era Uma Vez na China III (1993)
  11. The Last Hero in China (1993)
  12. The Tai Chi Master (1993)
  13. The Bodyguard from Beijing (1994)
  14. A Lenda do Dragão Vermelho (1994)
  15. Fist of Legend (1994)
  16. Meltdown (1995)
  17. The Enforcer (1995)
  18. Mo hin wong (1996)
  19. Black Mask (1996)
  20. Era Uma Vez na China VI (1997)
  21. Hitman (1998)
  22. Arma Mortífera IV (1998)
  23. Romeu Deve Morrer (2000)
  24. O Beijo Mortal do Dragão (2001)
  25. Força Explosiva (2001)
  26. Nascer para Morrer (2003)
  27. Danny, the Dog (2005)


Internet Movie Database (IMDb) link, Página Oficial

Observação: Dedicado ao indefectível fã de Jet Li Dr. Sérgio Freitas

sábado, outubro 21, 2006


Windstruck/Nae yeojachingureul sogae habnida (2004)

Origem: Coreia do Sul


Duração: 123 minutos


Realizador: Kwak Jae-young


Com: Jun Ji-hyun, Jang-hyuk, Kim Su-ro, Lee Ki-woo, Im Ye-jin, Kim Chang-wan


"Há dias em que não se deve sair de casa..."


Estória

"Gyeong-jin" é uma mulher polícia com uma atitude muito dura para com o crime, e que não amiúde cai em exageros, roçando a tão propalada brutalidade policial. Um dia, quando estava de folga, começa a perseguir um assaltante que tinha acabado de furtar a carteira a uma transeunte e acaba por deter a pessoa errada, um professor do ensino secundário chamado "Myung-woo".

Após algumas peripécias, a confusão acaba por ser sanada, mas "Myung" não se livra de "Gyeong", pois acaba por andar a patrulhar as ruas com a polícia, no âmbito de um programa de voluntariado.

Após passar uma noite algemado (literalmente!!!) à "Gyeong", enquanto esta perseguia criminosos, "Myung" não consegue resistir ao charme e beleza da rapariga.

"Myung" e "Gyeong" começam então a namorar, e os bons tempos sucedem-se, com o casal a fazer todas aquelas coisas que os jovens enamorados adoram tais como viajar pelo campo de modo a fugir do bulício da cidade, dançar à chuva, jantar à luz das velas e por aí fora.

O problema é que o perigoso trabalho da rapariga colide com a atitude demasiado cavalheiresca do jovem e a tragédia acontece...


"Balbúrdia na sala de aulas!"


"Review"

Em 2004, "Windstruck" foi um dos filmes que gerou mais expectativa no oriente, pelo facto de juntar novamente o realizador e a actriz principal de "My Sassy Girl", a belíssima comédia dramática coreana, por quem tantos se apaixonaram. Tentando aproveitar ao máximo o culto criado à volta desta película, e atingir dois grandes mercados cinematográficos simultaneamente, "Windstruck" foi o primeiro filme coreano a estrear simulatneamente no país de origem e em Hong Kong. Não foi com grande surpresa que o retorno financeiro proveniente das bilheteiras foi bastante aceitável, mas mesmo assim esteve a milhas do seu predecessor.

Que dizer então de "Windstruck"?


Desde logo pelas razões já apontadas, as comparações com "My Sassy Girl" são inevitáveis. Mesmo assim tentarei não fazer girar em demasia a órbita deste texto em relação àquele aspecto.


Desde logo tenho a dizer que "Windstruck" é um bom filme, bastante enternecedor, mas que não chega ao nível evidenciado em "My Sassy Girl".


Vejamos os aspectos negativos.


Desde logo, o romance acontece e evolui depressa demais. Quem é que acredita que dois seres se podem apaixonar com a rapidez que "Gyeong" e "Myung" o fazem, começar logo a namorar com aquela intensidade, fazer todas aquelas coisas que vemos no filme num tão curto espaço de tempo, etc...etc...etc...? Este aspecto retira logo alguma credibilidade à paixão interpretada pelos dois actores principais. À primeira vista nem há razão para que este desenfreamento aconteça, pois não estamos a falr de um filme com 75 ou 80 minutos, em que se tentam apressar as coisas devido à falta de tempo. A única desculpa que encontro relaciona-se com a segunda hora do filme, em que, e sem tentar desvendar demasiado o enredo, julgo que o realizador Kwak Jae-young pretendeu extrapolar mais a dor de "Gyeong", sendo o romance apenas um preâmbulo.


Outro aspecto foi o exagero dos clímaxes. Não usei este termo no plural de uma forma inocente. No que toca a películas dramáticas, sempre gostei dos crescendos até atingirmos finalmente o ponto máximo, aquele grande momento em que nos toca definitivamente no coração e, porque não dizê-lo sem rodeios, com lágrimas por vezes a acompanhar a nossa emoção. Ora quem visiona "Windstruck", tem que preparar-se para a exploração deste pormenor ao máximo. O espectador pensa que o topo já chegou, que o filme não durará muito mais, e logo a seguir toca a aparecer outra cena que pretende ser mais um clímax, "and so on", "so on", "so on"... "Windstruck" possui cenas deste género para dez filmes!!!


Outra coisa que eu acho que se dispensava era a alusão directa que se faz a "My Sassy Girl" no epílogo, e que inclusive até tem a intervenção do actor Cha Tae-hyun. Eu pessoalmente achei um pouco "piroso", mas daí, é uma opinião e vale o que vale.

"Algemado, mas não chateado!"

Não se pense que "Windstruck" não tem pontos favoráveis! Longe disso!

Jun Ji-hyun presenteia-nos com mais uma boa interpretação, a que muito ajuda aquela pose de menina rebelde e adorável que ninguém consegue resistir! Já tinha ficado com uma relativa boa impressão de Jang-hyuk em "Volcano High", que se manteve agora. O restante elenco não se sai igualmente nada mal.

Curioso sem dúvida é a banda sonora que resolveram usar neste filme, com uma versão coreana de "Knockin' on Heaven's Door" (título muito sugestivo para quem conhece o enredo do filme) e umas musiquinhas "à la Motown". Resultou bem sem dúvida!

Assim como critiquei mais acima o exagero dos clímaxes, também reconheço que caa uma dessas cenas individualmente consideradas, representam momentos muito belos de cinema. É certo que todos os "clichés" do romance e do drama lá estão, mas não deixa de ser bonito de se ver!

Mais uma nota cumpre aqui deixar. "Windstruck" apesar de ser uma comédia/drama romântico, é temperado com várias cenas de acção bem executadas, muito por força da profissão da rapariga. Mesmo assim alguém vai ter de me explicar como é que uma pessoa falha tiros a 5 metros de distância, mesmo estando a correr...

"Windstruck" é um bonito filme, com aspectos muito bem conseguidos, sem no entanto atingir o patamar de "My Sassy Girl", película difícil de bater. A pontuação atribuída no item "Gosto pessoal do M.A.M." não é a mais sincera, pois na realidade seria um 7. Levou um 8, pois o autor deste "blog" ainda não aprendeu a resistir a certo tipo de "clichés" românticos e dramáticos...

A ver!

"A importância do vento e da liberdade..."


Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português/espanhol:

Avaliação:


Entretenimento - 8
Interpretação - 8
Argumento - 7
Banda-sonora – 8
Guarda-roupa
e adereços – 7
Emotividade – 10
Mérito artístico – 8
Gosto pessoal do “M.A.M.” – 8

Classificação final: 8

quinta-feira, outubro 19, 2006

Akira Kurosawa (Biografia)
Akira Kurosawa nasceu em Tóquio, no dia 23 de Março de 1910, sendo o mais novo de 7 irmãos.
Frequentemente afirmou que a primeira grande influência da sua vida foi o seu professor Tachikawa, que era um apologista da educação dos seus alunos no amar das artes sob qualquer forma. Estava dado o primeiro passo para o jovem Kurosawa amar o cinema.
Dotado de uma certa habilidade para a pintura, igualmente se tornou num amante da literatura, tendo feito parte de um grupo que tinha como gosto específico os escritores russos do século XIX, em especial Dostoevsky.
Outra grande influência do realizador foi sem dúvida o seu irmão Heigo, grande admirador da sétima arte, e que inclusive trabalhou como "Benshi", palavra japonesa que servia para designar os narradores na época do cinema mudo. O suicídio de Heigo afectou para sempre a sensibilidade e a maneira de ver o mundo do seu irmão mais jovem Akira.
Em 1930, Kurosawa respondeu a uma oferta de emprego publicitada num jornal e tornou-se no assistente de realização do realizador Kajiro Yamamoto que gostou bastante da versatilidade e da vastidão de conhecimentos artísticos que o jovem possuia. Cinco anos depois, Kurosawa já escrevia argumentos e realizava várias sequências dos filmes de Yamamoto.
Em 1943, faz a sua estreia oficial como realizador em "Judo Saga" (Sanshiro Sugata), filme onde se encontra presente uma sequência memorável em que dois mestres lutam até à morte, tendo como pano de fundo um campo onde a relva é fustigada violentamente pelo vento. O impacto foi positivo e demonstrou que Kurosawa era um jovem realizador com um grande potencial.
Como os seus primeiros filmes foram realizados durante a II Guerra Mundial, e vivendo numa das potências beligerantes, governada por um regime autoritário, as películas tinham que passar pelo crivo da censura.
Foi em 1948 que Kurosawa fez o seu primeiro trabalho com um cunho verdadeiramente pessoal, intitulado "Drunken Angel". A propósito deste filme, Kurosawa viria a afirmar que foi aqui que se auto-descobriu.
No ano de 1951, o ocidente foi verdadeiramente alertado para o cinema nipónico por uma das melhores obras de Kurosawa, "Rashomon", película que ganhou o prémio máximo no festival de Veneza, e que ainda teve direito a um óscar honorário para o melhor filme estrangeiro.
Um período dourado seguiu-se para os trabalhos do realizador, com "Os Sete Samurais" a servirem de inspiração para o "western" denominado "Os Sete Magníficos", e o solitário samurai "Yojimbo", a basear a personagem de Clint Eastwood em "Por um punhado de dólares".
Por sua vez Kurosawa também buscou influências no ocidente, particularmente em John Ford, um realizador que admirava de sobremaneira, e com base nos trabalhos deste, criou "The Hidden Fortress", filme que por sua vez viria a desempenhar um papel relevante na inspiração de George Lucas, aquando da feitura da saga da "Guerra das Estrelas".
O seu amor pelas tragédias "shakesperianas" originou mais dois filmes de excelente qualidade, "Throne of Blood", baseado em "Macbeth" e "Ran, os Senhores da Guerra", inspirado em "King Lear".
A partir de 1965, Kurosawa viveu uma época negra na sua carreira e quando "Dodeskaden" (1970) foi um fracasso de bilheteira, tentou o suicídio.
A ultrapassagem deste período menos bom, surgiu inesperadamente fora do Japão, quando Kurosawa foi convidado para a realização do filme nipo-russo "Derzu Uzala", película que demorou 4 anos a ver a luz do dia, mas que indubitavelmente valeu a pena, pois venceu o óscar para o melhor filme estrangeiro, para além de arrecadar a medalha de ouro no festival de cinema de Moscovo, ambos os galardões atribuídos em 1975.
O reconhecimento do trabalho do realizador não ficaria por aqui, pois viria a ganhar mais prémios com "Kagemusha", e o já aludido "Ran, os Senhores da Guerra".
Akira Kurosawa é provavelmente o realizador mais conhecido do cinema asiático, merecendo o epíteto de "Grande Mestre" ou "Lenda". Um verdadeiro autor do princípio ao fim, supervisionou pessoalmente a edição, assim como escreveu o argumento de grande parte dos seus filmes.
As suas memórias foram editadas em 1982, sob o título sugestivo e ao mesmo tempo irónico "Something Like An Autobiography".
Em 1989, recebeu um merecido óscar de homenagem à sua brilhante e profícua carreira.
Faleceu na sua cidade natal, Tóquio, no ano de 1998, vítima de um ataque de coração, deixando um legado impregnado de uma nobreza e genialidade admiráveis.
Um ser iluminado, que só aparece uma ou duas vezes em cada século!
"Caricatura"
Curiosidades (Fonte: Internet Movie Data Base)
  • Os actores que entraram mais vezes nos seus filmes foram Toshirô Mifune (16 vezes sempre como protagonista) e Takashi Shimura (19 vezes, repartidas em papéis como protagonista e actor secundário);
  • Os seus filmes foram alvo de "remakes" tanto por cineastas europeus, como americanos;
  • Em 1971 tentou suicidar-se golpeando os pulsos mais de 30 vezes. Felizmente os ferimentos não foram fatais e Kurosawa recuperou completamente;
  • A certa altura da sua carreira não conseguiu financiamento para os seus filmes, e devido a esta situação, sujeitou-se a fazer anúncios comerciais no Japão, tendo inclusive realizado alguns;
  • Tinha mais de 1,80 m., altura considerável atendendo à média japonesa;
  • Numa votação levada a cabo pela revista "Entertainment Weekly", foi considerado o 6º melhor realizador de todos os tempos, tendo sido o único asiático a figurar no "Top 50";
  • Era um grande fã do realizador norte-americano John Ford, tendo este sido bastante amável para Kurosawa na primeira vez em que se encontraram. A partir daí, Kurosawa passou a vestir-se da mesma maneira que Ford quando se encontrava em período de filmagens;
  • Sempre quis fazer um filme da série "Godzilla", mas a administração da companhia "Toho" nunca embarcou neste projecto, pois temia que os custos associados fossem bastante elevados;
  • De acordo com a sua família, Kurosawa estava sempre a pensar em filmes. Em casa estava por vezes sentado e silenciosamente parecia estar a imaginar cenas na sua cabeça;
  • Em 2005, foi considerado pela revista "Empire" o 6º melhor realizador de todos os tempos;
  • Era um fã do realizador indiano Satyajit Rai.
"Nos primórdios"
Filmes que realizou:
  1. Judo Saga (1943)
  2. Most Beautifully (1944)
  3. The Men Who Tread on the Tiger's Tail (1945)
  4. Judo Saga II (1945)
  5. Those Who Make Tomorrow (1946)
  6. No Regrets For My Youth (1946)
  7. One Wonderful Sunday (1947)
  8. Drunken Angel (1948)
  9. A silent Duel (1949)
  10. Stray Dog (1949)
  11. Scandal (1950)
  12. Rashomôn (1950)
  13. The Idiot (1951)
  14. Ikiru (1952)
  15. I Live in Fear (1955)
  16. Donzoko (1957)
  17. The Hidden Fortress (1958)
  18. The Bad Sleep Well (1960)
  19. Yojimbo (1961)
  20. Sanjuro (1962)
  21. High and Low (1963)
  22. Red Beard (1965)
  23. Dodesukaden (1970)
  24. Dersu Uzala (1975)
  25. Sonhos (1990)
  26. Rapsódia em Agosto (1991)
  27. Not Yet (1993)

"Será que indica o rumo da genialidade?"


The Internet Movie Database (IMDb) link, Akira Kurosawa Database

Esta biografia encontra-se igualmente disponível "on line" em ClubOtaku











quarta-feira, outubro 18, 2006


Votação
Qual o vosso actor asiático favorito?
Depois da votação lançada para as senhoras, chega agora a vez dos cavalheiros, igualmente numa escolha tremendamente complicada!!!
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Dúvidas cruéis se levantam, mas Oldboy e Failan constituem argumentos tremendamente fortes! Por isso, Choi Min-sik!!!