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quinta-feira, outubro 15, 2009

Vampire Hunter D: Bloodlust/Banpaia hantâ D - バンパイアハンターD (2000)
Origem: Japão/EUA
Duração: 103 minutos
Realizador: Yoshiaki Kawajiri
Vozes das personagens principais (versão falada em inglês): Andrew Philpot (D), John Rafter Lee (Meier Link), Pamela Adlon (Leila), Wendee Lee (Charlotte), Michael McShane (Left Hand), Julia Fletcher (Carmila), Matt McKenzie (Borgoff)
"Vampire Hunter D"

Sinopse

Num mundo futurístico, os vampiros estão em decadência, quando outrora já foram reis e senhores. “Charlotte”, uma linda rapariga, filha de um homem abastado, é raptada por um poderoso vampiro chamado “Meier Link”. Desesperada, a família de “Charlotte” contrata “D”, um caçador de vampiros, de forma a que a rapariga seja resgatada. “D” é um “dampiro”, designação que serve para ilustrar aqueles que são metade homem, metade vampiro, atendendo a que possuem progenitores de ambas as raças.

"A paixão de Charlotte e Meier Link"

No encalço de “Meier Link”, segue também um grupo de caçadores de recompensas, liderados por “Markus Borgoff”, sendo um dos elementos uma jovem rebelde com grandes capacidades de luta, chamada “Leila”. O séquito compete com “D” pelo resgate de “Charlotte”, de forma a receberem os vinte milhões de dólares de prémio. Acontece que um grande obstáculo surge perante aqueles que foram contratados para salvar “Charlotte”. A jovem afirma que está com “Meier Link” de livre vontade, declarando-se completamente apaixonada por ele.

"Meier Link Vs. D"

"Review"

Em 1985, surgiu um anime com pendor extremamente gótico denominado “Vampire Hunter D”, na altura a cargo de Toyoo Ashida, e que causou alguma sensação no meio. Quinze anos depois, tinha chegado a hora de “Vampire Hunter D: Bloodlust”, desta vez com Yoshiaki Kawajiri ao leme, o responsável por um dos meus “anime” preferidos, “Ninja Scroll”. “Vampire Hunter D” é baseado numa série de escritos da autoria do aclamado Hideyuki Kikuchi, uma personalidade famosa no Japão pelos seus contos de terror, tendo sido já comparado a Stephen King. Muito sumariamente, e como já se depreende um pouco da sinopse, o que está em causa são as aventuras de “D”, um cavaleiro solitário e misterioso. Na realidade, “D” é um dampiro, que nos mitos da região europeia dos Balcãs, representa um ser que possui um pai vampiro e uma mãe humana. Igualmente no folclore daquela zona, acreditava-se piamente que os dampiros davam excelentes caçadores de vampiros. Foi com base nestas lendas, que a personagem de “D” foi construída e a sua história pensada. Existem outros dampiros conhecidos no mundo da sétima arte, constituindo o exemplo mais flagrante o de “Blade”, interpretado pelo actor Wesley Snipes.

Tendo por fonte os escritos de Kikuchi, já que no filme não existe uma explicação directa, “D” exerce a sua actividade num mundo pós-apocalíptico, mais propriamente no ano de 12090 depois de Cristo. Em 1999, os vampiros orquestraram uma guerra nuclear que quase destruiu a civilização. Os vampiros, usando o seu poder tecnológico e também mágico, reconstruíram o mundo à sua maneira. Alimentando-se de humanos, foram reinando até a altura em que começam a entrar em declínio, apesar de ainda serem temidos e respeitados. “D” é o seu pior pesadelo, atendendo às suas magníficas capacidades como caçador de vampiros, possuindo as características físicas desta raça e não tantas fraquezas. Contudo, “D” não é bem aceite pelos humanos, atendendo à sua origem, fazendo com que seja rejeitado por ambas as partes contendoras. A sua solidão explica-se muito por esta razão. Kikuchi cria um mundo fascinante e tenebroso, que expressa um ambiente constituído por um manancial de características que se podem reconduzir ao velho oeste norte-americano, temperado com uma aura gótica, épica, de ficção científica e pura magia. “Vampire Hunter: Bloodlust” encarna muito bem este espírito, e é sem margem para qualquer dúvida, uma excelente obra de animação.

O filme apresenta uma acção muito bem desenvolvida e enquadrada, que nos prende a atenção ao ecrã até ao epílogo. Os cenários são apaixonantes e o desenho das personagens muito bonito e atraente. A parte mais cénica ficou a cargo dos conhecidos estúdios “Madhouse” e o resultado é um verdadeiro regalo para a vista! As paisagens variam desde cemitérios, ruínas clássicas, povoações retiradas do século XVIII ou de um típico “western”, castelos assombrosos, florestas e campos. Tudo feito com uma arte apreciável e quase sempre com uma ambiência gótica bastante distinta. Ao contrário do que é normal, a versão original é falada em inglês, tendo sido posteriormente efectuada uma dobragem em japonês. Este factor não belisca minimamente a qualidade da obra, asseguro-vos.

A trama está bem urdida, com pormenores extremamente significativos, muitas vezes relacionados com o ar aparentemente jovem de “D”, quando o mesmo na realidade já possui imensos anos de vida. Pense-se a título exemplificativo, no homem de idade que defende o caçador, por este o ter salvo quando era criança, ou na cena final que não revelo por constituir um “spoiler”. Igualmente, a paixão entre o vampiro “Meier Link” e “Charlotte”, está bem transposta para a tela, o que nos faz granjear simpatia pelos enamorados. Repare-se que os mesmos são perseguidos pelo herói da história, mas sob falsos pressupostos, pois ambos nutrem um sentimento enorme um pelo outro. Tal situação, por vezes provoca algum abalo na segurança do aparentemente inexpugnável “D”, não fosse ele o produto de uma relação entre um vampiro e um humano. “Meier Link” cativa-nos imenso e verdadeiramente não pode ser considerado um vilão da história. A força da sua paixão é bem evidenciada quando luta contra a sua parte animal ao não querer morder “Charlotte”, quando ela insiste em nome de viverem juntos para sempre. Quem esquecerá a brilhante cena em que “Meier Link” enfrenta a exposição do sol, de forma a impedir que afastem “Charlotte” da sua vida (ou será morte?) para sempre e ela, desesperada, corre para os braços do seu amante a arder. Igualmente interessante é a relação entre “D” e “Leila”, com ambos a parecerem evidenciar algum tipo de sentimentos. Em suma, o jogo de emoções mergulhado na ambiguidade moral está um mimo!


"D faz-se anunciar"

As personagens, à semelhança do resto do filme, são bem conseguidas e como já acima aflorei, com um desenho muito belo. Reportando-me apenas às principais, “D” é enigmático tanto no aspecto como na sua vida. Aparentemente parece ter vinte e poucos anos, mas na realidade já possui centenas de vivência. O seu cabelo longo, a sua capa imensa e o seu chapéu de abas largas, servem para protegê-lo da luz do sol, que eventualmente poderá debilitá-lo, embora não tanto como os vampiros. A sua longa espada e o pendente azul, imbuído de poderes místicos, completam um dos aspectos mais “cool” alguma vez vistos na tela. As próprias origens de “D” estão envoltas num propositado nevoeiro. O seu nome composto por uma única sugestiva letra e a referência ao facto de ser descendente do “rei dos nobres”, induzem que o seu pai vampiro seria, nada mais nada menos, que o Conde Drácula! Aquando do seu embate com a poderosa vampira “Carmila”, esta exclama horrorizada uma frase que suporta esta ideia. “Carmilla”, a verdadeira vilã da história, é baseada num misto de personagens emblemáticas dos mitos vampirescos, a saber, “Carmilla” do romance com o mesmo nome, da autoria de Joseph Sheridan Le Fanu e a eterna Condessa Bathory, considerada o equivalente feminino do Conde Drácula. “Charlotte” é adorável, e constitui o protótipo da rapariga debutante do século XVIII, muito prendada e com laivos de ingenuidade, buscando a força e segurança no seu amor. O vampiro “Meier Link” constitui a única personagem que consegue disputar o protagonismo a “D”. Trata-se de um ser que não é mau por natureza e apenas mata quando a tal é obrigado ou por necessidade. Os sentimentos que nutre por “Charlotte”, parecem contribuir muito para esta faceta. É um dos vampiros mais poderosos, e com atributos que em muito excedem os do espécime normal desta raça. É capaz de se regenerar das feridas e, apesar de ser passível de ser considerado um ser que não é maligno, a sua aura poderosa faz com que os crucifixos fiquem deformados, as plantas sequem e os vidros partam. Constitui um oponente à altura de “D” e a sua caracterização é praticamente irrepreensível. “Leila”, por sua vez, é uma humana, que se dedica à caça de vampiros devido ao ódio que nutre por estes seres, assim como pelos “dampiros”. Tudo se deve a um acontecimento trágico que sucedeu no passado. No entanto, a sua opinião sofre alterações quando trava conhecimento com “D” e aprende que nem todos os “dampiros” são maus, muito pelo contrário.

“Vampire Hunter D” é uma obra imperdível para qualquer amante de anime que se preze como tal! Tem quase tudo o que é requerido para criar uma legião de fãs, desde uma banda-sonora com motivos orquestrais que se adequam à película, até um manancial de personagens emblemáticas que ficam na memória. O argumento é bom, a animação cativante e o factor “estilo” desponta até ao máximo! A pujança desta longa-metragem é um factor indesmentível! O que é que se pode pedir mais? Um filme de vampiros não pode ser melhor do que isto!

Excelente película de animação!


"A atmosfera gótica marca a sua presença"

Trailer

The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 9

Animação - 9

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 9

Classificação final: 8,71




sábado, setembro 19, 2009

A Múmia: O Túmulo do Imperador Dragão/The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008)

Origem: E.U.A.

Duração: 107 minutos

Realizador: Rob Cohen

Com: Brendan Fraser, Jet Li, Maria Bello, Luke Ford, John Hannah, Isabella Leong, Michelle Yeoh, Anthony Wong, Russel Wong, Liam Cunningham, David Calder, Jessey Meng, Tian Liang, Albert Kwan, Jacky Wu Jing

"Rick O'Connel"

Introdução

Esta película encontra-se incluída na secção deste blogue denominada “Cunho da Ásia”. Para mais informações ir AQUI.

Sinopse

Na antiguidade chinesa, após ter conquistado todos os reinos circundantes, o imperador Han (Jet Li) decide procurar o segredo para a imortalidade, pois no seu pensamento tudo o que tem para fazer não pode ser contido numa única só vida. Para o efeito, procura o auxílio de “Zi Juan” (Michelle Yeoh), uma bruxa que supostamente conhece o segredo para uma existência eterna. Devido a um triângulo amoroso que finda tragicamente e às más intenções do monarca, “Zi Juan” amaldiçoa o imperador e o seu exército, transformando-os em estátuas de pedra.

"O imperador Han"

Muitos séculos depois, mais propriamente em 1946, o jovem “Alex O'Connel” (Luke Ford), filho de “Rick” (Brendan Fraser) e “Evie” (Maria Bello), encontra-se radiante por ter descoberto o túmulo do imperador Han. Acontece que o general “Yang” (Anthony Wong) ambiciona ressuscitar o monarca, o que ao fim de algumas peripécias, acaba por suceder. Cabe agora a “Alex”, auxiliado pelos seus pais retornados à acção, por “Lin” (Isabella Leong) e a imortal “Zi Juan” pôr cobro aos intentos do imperador em dominar o mundo.

"Lin"

"Review"

Não tenho pejo nenhum em afirmar que gostei dos filmes da saga “A Múmia”, sob a bitola de Stephen Sommers. Apesar de estarem bastante distantes de terem algum tipo de profundidade, ou de marcas de génio enformadoras de um cinema que reputamos de qualidade, o mundo criado por Sommers conseguia-nos transportar para uma vida de aventura e sonho, ligadas a uma das maiores civilizações da história da humanidade. É certo que o rigor histórico era um tanto ou quanto desprezado, mas o manancial de personagens emblemáticas em muito compensavam as debilidades do filme. Tenho de confessar que por vezes imaginava-me como um “Ardeth Bay”, com o seu ar heróico a cavalgar solitário pelo deserto, ou a chefiar um exército de guerreiros nómadas, prontos para tudo o que desse e viesse. Ao contrário da opinião mais generalizada, o segundo filme “The Mummy Returns”, colheu mais a minha preferência. Posteriormente, Sommers autonomizou uma personagem emblemática desta película e decidiu dar vida a “Scorpion King”, que me decepcionou de sobremaneira.

Sete anos após “The Mummy Returns”, nasce o terceiro episódio da Múmia, mas desta vez sem a direcção de Sommers, a excelente personagem de Ardeth Bay, interpretada pelo actor Oded Fehr nos filmes precedentes, e com Maria Bello a substituir Rachel Weisz no papel de “Evie”. A trama passa-se quase toda na China e gira em torno de aspectos históricos deste país, para além de possuir vários actores asiáticos de nomeada. Está justificada a razão pela qual esta longa-metragem é alvo de um texto no “My Asian Movies”. A primeira impressão a reter acerca desta película e que em muito adianta a sua conclusão passa por termos presente que um grande orçamento, efeitos especiais em catadupa, e um argumento simples não são suficientes para fazer um bom filme. No caso de “The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor” (doravante “Múmia 3”) há que acrescentar que, por vezes, é preciso saber onde parar. E efectivamente a saga deveria ter-se reduzido aos dois primeiros filmes.

Aqueles que vivem mais o cinema asiático, e cujo um dos motivos de interesse será poder observar o trabalho dos actores orientais numa película de “Hollywood”, não deverão alimentar expectativas desmesuradas. A Jet Li são conferidos poucos minutos na película, aparecendo no início do filme quando somos confrontados com a introdução da história na antiga China, e posteriormente na última meia hora da película, onde o imperador se confronta com os heróis da trama. No restante, a múmia é uma criação da tecnologia. É evidente que Li apenas foi recrutado devido ao efeito que o seu nome poderia provocar nas audiências e pouco mais. Chega a ser confrangedor ver o lendário actor não ter a oportunidade de demonstrar o que o celebrizou mais, ou seja, as artes marciais. Temos a oportunidade de ver algo no início de “Múmia 3”, onde Li defronta Jacky Wu Jing, outro peso pesado do género, mais um pouco quando se depara com Michelle Yeoh e posteriormente com a dupla pai/filho, constituída por Brendan Fraser e Luke Ford. O resto é uma amálgama de nulidades, sempre disfarçadas pelos propalados efeitos especiais.

"Rick defronta o imperador"

No que concerne a Michelle Yeoh e Anthony Wong, dois dos expoentes mais significativos do cinema oriental, nada demais nos é dado a apreciar. Representação muito limitada, roçando por vezes o descrédito quase total. Efectivamente se de algo positivo os actores retiraram da participação nesta longa-metragem, foi com certeza o cheque chorudo que levaram para casa. No meio desta desorientação quase total, salva-se a bela Isabella Leong, na sua estreia no ocidente, que ainda consegue conferir alguma alma e bastante encanto ao filme. Relativamente ao elenco ocidental, as coisas parecem piorar ainda mais. Fraser não evidencia a força e o carisma que demonstrou nas obras anteriores, revelando-se sensaborão e apagado. Luke Ford não acrescenta nada de novo e, como recorrentemente já foi criticado, parece o irmão mais novo de Fraser, do que propriamente o seu filho. Não será alheio o facto de Fraser ser apenas 13 anos mais velho que Ford. Maria Bello constitui claramente o elo mais fraco de “Múmia 3”, pois encontra-se a milhas do que Rachel Weisz fez nos dois filmes precedentes. “Evie” era conhecida pela sua doçura, sensatez e alguma ingenuidade extremamente cativante. Bello faz com que a personagem pareça uma zaragateira, sem ponta por onde se lhe pegue, carecendo gritantemente de classe. Por sua vez, as palhaçadas de John Hannah, no papel do irmão de “Evie”, já não têm piada absolutamente nenhuma, chegando-se ao ponto de por vezes apetecer ao espectador estrangulá-lo. A família “O'Connel”, no seu conjunto, merece descrédito e até mesmo recriminação.

Não há muito a dizer quanto à forma simplista e com falta de imaginação como o argumento é abordado. A inspiração passa pela história do primeiro imperador chinês Qin Shi Huang, o seu exército de terracota (guerreiros de Xian) e as crueldades cometidas pelo monarca aquando do início da construção da Grande Muralha da China. A película é bastante fácil de seguir, e possui bastante entretenimento. Contudo, tudo é feito de forma bastante insípida e frugal, e os motivos de interesse são bastante diminutos. À semelhança das anteriores “Múmias”, existe uma clara aposta nos efeitos especiais. Reconheço que alguns denotam bastante qualidade e chegam mesmo a impressionar vivamente. Ao contrário da maior parte da crítica, eu até achei piada aos Yeti e à sequência em que os mesmos auxiliam os “O'Connel” e companhia, contra o imperador, o general “Yang” e os seus apaniguados. Outros existem que são algo disparatados, ainda que geralmente estejam imbuídos de grandiosidade.

“Mummy: Tomb of theDragon Emperor” merece uma apreciação global negativa. Com a excepção de Isabella Leong, o elenco exibe-se num nível muito abaixo do que já demonstrou ser capaz de fazer. Não se pode viver apenas dos efeitos especiais, para atribuir valor a uma película, mesmo que aquela vise ser um “blockbuster” de papelão. Existe alguma ostracização das capacidades dos intervenientes, e torna-se mesmo imperdoável ver Jet Li coartado nas nuas inegáveis capacidades no domínio das artes marciais. Rob Cohen, autor de "XXX" e "The Fast and the Furious", dá mais um passo atrás. No fim, o filme só serve para provar um aspecto. Já não há volta a dar à saga “A Múmia”. Pelo menos, com este realizador e alguns membros do elenco...Voltem Sommers, Weisz e Fehr! Depois disto, estão mais que perdoados!


"O general Yang conhece a fúria de um dos Yeti"

The Internet Movie Database (IMDb) link

Trailer

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 6

Argumento - 5

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 7

Mérito artístico - 6

Gosto pessoal do "M.A.M." - 6

Classificação final: 6,63





quarta-feira, setembro 10, 2008

O Último Samurai/The Last Samurai (2003)

Origem: Estados Unidos da América (E.U.A.)

Duração: 148 minutos

Realizador: Edward Zwick

Com: Tom Cruise, Ken Watanabe, Koyuki, Hiroyuki Sanada, Billy Connolly, Tony Goldwyn, Masato Harada, Shichinosuke Nakamura, Shin Koyamada, Aoi Minato, Timothy Spall, John Koyama, Togo Igawa, Shun Sugata, Sosuke Ikematsu, Seizo Fukumoto, Scott Wilson

Consideração prévia

O presente texto é elaborado ao abrigo da secção do “My Asian Movies” denominada “Cunho da Ásia”.

"O capitão norte-americano Nathan Algren"

Sinopse

Em 1876, “Nathan Algren” (Tom Cruise) é um ex-capitão do exército norte-americano alcoólico, que vive num trauma permanente devido aos massacres cometidos pela sua companhia (a 7ª cavalaria do General Custer) contra os índios da tribo dos Sioux. A oportunidade para ganhar uns largos dólares extra surge quando “Omura” (Masato Harada), o primeiro ministro japonês, convida-o e ao seu anterior comandante, o coronel “Bagley” (Tony Goldwyn), para viajarem até ao Japão e treinar o seu recém-formado exército.

Sem nada a perder, “Algren” zarpa até ao país do sol nascente e cedo vê-se envolvido numa guerra civil, onde se confrontam a perspectiva moderna de um novo Japão e a facção mais conservadora corporizada nos samurais, liderados pelo lendário “Katsumoto” (Ken Watanabe). Numa escaramuça, “Algren” é capturado e obrigado a viver entre os rebeldes chefiados pelo chefe samurai.

"Katsumoto, o líder dos samurais"

Durante o seu cativeiro, “Algren” acaba por perceber as verdadeiras razões da rebelião de “Katsumoto”, que passam por lutar pela preservação das tradições e modo de vida dos japoneses, assim como contra a corrupção imergente. Apaixonado por “Taka” (Koyuki) e tornando-se amigo próximo de “Katsumoto”, “Algren” escolhe a opção que verdadeiramente redimirá a sua vida.


"A bela Taka"

"Review"

Nomeado para 4 óscares e vencedor de outros 15 prémios em variados certames internacionais de cinema, “O Último Samurai” é uma produção norte-americana que teve uma aceitação bastante favorável um pouco por todo o mundo, tendo mesmo granjeado um sucesso superior a nível de bilheteira no Japão, do que propriamente nos E.U.A. O filme foi apreciado no país do sol nascente, com a crítica quase unanimemente a emitir parecer favorável. Edward Zwick foi elogiado por ter efectuado um trabalho de fundo no que toca à história japonesa assim como ter recrutado actores locais emblemáticos. Por outra via, as opiniões negativas nipónicas advieram do facto de ter sido exposto um retrato muito idealista e favorável dos samurais, mostrando-os como guerreiros sem mácula e acima de qualquer suspeita a nível ético. Foi deixado claro que a perspectiva dos japoneses acerca dos combatentes lendários era que os mesmos frequentemente foram atreitos à corrupção e muitos não eram tão honrados quanto isso.

Para além de muito resumidamente ser importante dar uma perspectiva dos japoneses acerca de um filme ocidental que foca um período importantíssimo da sua história, torna-se essencial para melhor percepção da película, falarmos um pouco do que serviu de inspiração a “O Último Samurai”. Tendo por base uma guião escrito originariamente por John Logan, esta longa-metragem foca-se num dos marcos mais importantes da história do Japão que foi a Restauração Meiji (1866-1869) e o período que lhe sucedeu conhecido por Era Meiji, que se prolongaria até 1912. Tratou-se de uma fase em que o Japão até então um país altamente feudalizado, em que quem detinha verdadeiramente o poder eram os nobres e senhores da guerra, avançou numa modernização acelerada. O resultado final foi o país do sol nascente ter-se tornado em pouco mais de 40 anos, numa das maiores potências mundiais.

Centrando-me agora no filme, embora não descurando ainda a parte mais histórica, “O Último Samurai” inspirou-se, embora de uma forma bastante ficcionada e que lhe retira quase toda a verdade científica, na rebelião de Satsuma, liderada por Saigo Takamori. Este era um nobre bastante poderoso no Japão que descontente com a abolição dos privilégios da classe dos samurais e com o crescimento da corrupção dos políticos, decidiu encabeçar uma luta armada contra o governo Meiji. Apesar de alguns sucessos iniciais, “Saigo” viria a ser definitivamente derrotado na batalha de Shiroyama onde com apenas 300-400 samurais fez frente ao exército imperial de 300.000 homens (!!!). É contado que os últimos samurais que se encontravam na sua posição fortificada, desembainharam as suas espadas e carregaram sobre o exército inimigo até serem todos mortos. Nesta altura, julgo que todos os que já viram o filme, perceberam quem “Katsumoto” visa representar (obviamente Saigo Takamori), assim como ficaram elucidados acerca da base da derradeira batalha exposta nesta longa-metragem (embora aqui não exista uma tão grande desproporção de forças). Por outra via, a personagem de “Nathan Algren”, o capitão norte-americano que escolhe o partido dos samurais, é inspirada no francês Jules Brunet. Este não tem nenhuma relação directa com o chefe samurai Saigo Takamori. Trata-se de um oficial europeu, que fez parte de uma delegação estrangeira contratada para treinar o exército do Xógun Tokugawa Yoshinobu, acabando por combater ao lado destes contra as forças leais ao imperador Meiji.

"O exército dos samurais liderado por Katsumoto"

“O Último Samurai”, na voz do narrador/personagem “Simon Graham”, interpretado pelo actor Timothy Spall, praticamente se inicia num tom profético e ilustrativo do “background” da película, traduzida em várias frases, das quais destaco: “Era em que o moderno e o antigo se batem pela alma do Japão”. Esta grande produção de Hollywood, que os mais conservadores olharam à altura com alguma desconfiança, acabou por redundar num episódio bastante feliz do cinema norte-americano. A cinematografia é simplesmente um sonho, fazendo com que esta obra seja visualmente magnífica e ao nível das grandes produções históricas do cinema asiático. A banda-sonora composta pelo mundialmente conhecido Hans Zimmer, eivada de elementos orquestrais temperados com os mais orientalizados, oferecem um pendor exótico e bastante adequado à longa-metragem, que sobretudo ajuda-nos a sonhar e a sentir. Como curiosidade, refira-se que esta foi a 100ª banda-sonora feita por Zimmer.

Os actores fazem o que lhes é pedido, e usando uma terminologia mais futebolística, exibem-se a bom nível. Tom Cruise, apesar de não conseguir desligar-se da sua faceta de “menino bonito”, tem momentos bons no filme que fazem com que a nota seja positiva. Principalmente na fase inicial, do “Algren” alcoólico, anti-herói e desiludido com a vida. Ken Watanabe brilha no primeiro papel em que é forçado a exprimir-se em língua inglesa. O seu ar estóico, valente, ponderado mas determinado quando é necessário agir, agradam imenso e tocam o espectador. É de dar ainda relevo à imponente presença do grande actor japonês Hiroyuki Sanada, no papel do rígido samurai “Ujio”. Quanto a Koyuki, bem...é impossível ter uma opinião imparcial. A actriz poderia interpretar o papel que lhe foi atribuído de forma miserável (não é o caso) que o seu ar sonhador e de alguma forma triste, sempre fariam o necessário para ficarmos embevecidos e sem palavras...

Sempre considerei Edward Zwick especialmente talhado para os épicos, e “O Último Samurai” revela esta faceta do realizador. Mas como em tudo na vida, obviamente que existem aspectos menos positivos e que se reconduzem essencialmente a factores menos credíveis da trama. Quanto a mim, existem dois bastante evidentes. O primeiro será o relacionamento de “Algren” com “Katsumoto”, “Nobutada” (o filho do líder dos samurais), “Taka” e os seus rebentos. Atendendo ao evento que desencadeou a captura do capitão norte-americano, não se afigura razoável que todos estes elementos aceitem "Algren" de uma forma tão célere e que acabem mesmo por amá-lo perdidamente... O segundo factor menos verosímil será mais físico. Falo do manejo da katana por parte de “Algren”. Mesmo aqueles que não estão familiarizados com a arte de combater com esta arma (eu sou um deles), não podem razoavelmente acreditar que “Algren” em tão pouco tempo torne-se num verdadeiro mestre, inclusive fazendo frente ao samurai “Ujio” (Hiroyuki Sanada), que é dos melhores combatentes entre os da sua estirpe. São estas marcas perfeitamente tangíveis com o cinema de “Hollywood” (e não só), que impedem “O Último Samurai” de ser uma verdadeira obra de vulto da sétima arte. No restante, fica ainda registo para o tratamento demasiado endeusado dos samurais, que são portadores de todas as qualidades de rectidão e moral, e nenhum grande defeito de maior que se lhes aponte. Com excepção, talvez, da intransigência o que nem sempre será de considerar uma característica menos abonatória. Tudo depende das situações em concreto.

“O Último Samurai” é uma grande homenagem ocidental à cultura japonesa, corporizada num épico de eleição. É certo que não consegue fugir a alguns estigmas e clichés próprios dos “blockbusters” de Hollywood. No entanto, o seu tratamento histórico cuidado dentro da natural romantização cinematográfica, o seu pendor estóico sem mácula, o seu “cast” extremamente feliz, a trama por vezes mediana mas a transbordar de personagens emblemáticas que ficarão para sempre na nossa memória, e mais meia-dúzia de aspectos de “encher o olho”, fazem com que o resultado seja francamente positivo. Ah, e ninguém me venha dizer que dentro de nós não existirá um desejo escondido em ser um “Katsumoto” trágico, mas heróico e firme às suas convicções! Por mim, e com mais algumas toneladas de coragem, fez-me sonhar ser um “Nathan Algren” a tomar uma posição de redenção aliada a uma cultura que admiro e adorava conhecer profundamente “in loco”. Antigamente, bastava-me com um “John Blackthorne/Anjin-san”, o navegador de “Shogun”, interpretado por Richard Chamberlain. Aqui dei mais uma passo em frente (ou atrás segundo alguns).

Como apreciador de cinema, mas acima de tudo como ser humano, sou extremamente permeável a histórias de amizade, amor, honra e redenção! “O Último Samurai” tem tudo isto e muito mais, portanto só me resta concluir da seguinte forma:

Muito bom!!!

"A carga de Algren"

The Internet Movie Database (IMDb) link, Trailer

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 8

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 10

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,50







domingo, dezembro 30, 2007

Cartas de Iwo Jima/Letters from Iwo Jima Aka Red Sun, Black Sand/Io Jima Kara no Tegamî - 硫黄島からの手紙 (2006)

Origem: E.U.A. (U.S.A.)

Duração: 134 minutos

Realizador: Clint Eastwood

Com: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase, Shido Nakamura, Hiroshi Watanabe, Takumi Bando, Yuki Matsuzaki, Takashi Yamaguchi, Eijiro Ozaki, Nae, Nobumasa Sakagami, Akiko Shima, Toshi Toda, Ken Kensei, Luke Eberl

"O general Kuribayashi"

Introdução

O presente texto é efectuado ao abrigo da rubrica deste espaço denominada “Cunho da Ásia”. Apesar de “Cartas de Iwo Jima” ser uma produção norte-americana, a esmagadora maioria dos actores são japoneses, que na película se expressam todos na sua língua materna.

"O barão Nishi, comandante do esquadrão de tanques japoneses"

Estória

1945, ilha de Iwo Jima, terra que pertence ao sagrado império do Japão. O reino do sol nascente está a perder a guerra, e a derrota na batalha do Mar das Filipinas, onde o Japão perdeu uma grande parte da sua frota naval, constituiu um rude golpe. Iwo Jima constitui um ponto estratégico para os contendores, pois a sua localização faz com que possa servir de base de apoio para um ataque em larga escala ao âmago do território japonês.

O general “Tadamichi Kuribayashi” (Ken Watanabe) é encarregue de liderar o exército nipónico e engendrar uma estratégia que trave o avanço norte-americano em Iwo Jima. Cedo “Kuribayashi” enfrenta a oposição do general “Hayashi” (Ken Kensei) e do almirante “Ohsugi” (Nobumasa Sakagami), pois estes defendem que deverão ser escavadas trincheiras nas praias, de forma a impedir o avanço do exército americano. “Kuribayashi”, no entanto, é da opinião que a melhor maneira de proteger a ilha é deixar as praias à mercê do inimigo, e colocar a força japonesa nas montanhas bem defendidas, tentando causar o maior número de baixas possíveis ao opositor.

Entretanto, “Saigo” (Kazunari Ninomiya), um jovem soldado japonês que deixou a mulher grávida na terra-natal, começa a questionar-se acerca das verdadeiras motivações do conflito. O seu pessimismo encontra um adversário titânico na mentalidade do exército a que pertence, que prefere morrer até ao último homem, do que cair em desonra.

Com um exército japonês em clara inferioridade numérica e de recursos, a gigantesca batalha começa, e num manancial de dúvidas, emoções e morte, o desfecho da II Guerra Mundial começará a ser decidido em Iwo Jima.

"O soldado Saigo despede-se da sua esposa"

"Review"

A batalha de Iwo Jima foi um combate determinante para o início do epílogo na guerra do Pacífico, muito se devendo ao facto de ter sido o primeiro ataque de ocupação norte-americano ao solo japonês propriamente dito. A luta foi acérrima, mas bastante desigual pois os efectivos de ambos os exércitos pendiam na razão de 5 para 1, com claro prejuízo para os japoneses. E isto sem contar com a disparidade de meios bélicos, em que os americanos levavam claramente a melhor. Mesmo assim, e para termos ideia da tenacidade do exército imperial do Japão, dos 21.000 soldados nipónicos que combateram em Iwo Jima, 20.700 homens foram mortos e apenas cerca de 300 foram capturados. Tais números revelaram para muitos que o espírito dos antigos samurais ainda residia no coração dos combatentes japoneses, e que a ideia de “antes a morte do que a desonra”, ou “antes quebrar do que torcer” norteava de alguma forma o seu pensamento.

Foi com base nesta importantíssima batalha da II Guerra Mundial, que o actor e realizador Clint Eastwood deu vida a dois filmes no mesmo ano, que expunham os pontos de vista de cada uma das partes em conflito, a saber, o competente “Flags of Our Fathers” no que toca aos americanos, e este maravilhoso “Letters From Iwo Jima” em relação aos japoneses.

Uma pergunta que eu teria muitas dificuldades em responder, seria se preferia o trabalho de Clint Eastwood enquanto realizador ou actor. Não opinarei quanto a este aspecto em particular. Apenas afirmarei que admiro bastante o trabalho da personalidade em questão no respeitante a ambos os aspectos. A riqueza cultural que Eastwood conseguiu erigir, nas facetas que assumiu na sétima arte, faz com que estejamos perante uma das estrelas mais cintilantes do cinema. Em “Cartas de Iwo Jima”, mais uma vez isto é demonstrado, e de forma bem corajosa. Porquê que digo isto? Por uma razão muito simples. Todos nós estamos habituados a visionar películas de guerra de “Hollywood”, em que apenas é abordado o ponto de vista norte-americano dos conflitos em que este país participou. Mesmo assim, nasceram grandes obras da sétima arte com pontos de vista mais ou menos sinceros, e que não são propriamente bastante elogiosas para a grande nação. No entanto, a máquina propagandística americana assume-se, como é do conhecimento de todos, como verdadeiramente infernal, tendo servido não escassas vezes para disfarçar alguns insucessos bélicos. Pense-se nos casos das longas-metragens que tiveram por pano de fundo a guerra do Vietname, ou mais raramente, da Coreia. Eastwood aqui abana o instituído e, como americano, arrisca-se a contar o embate do ponto de vista do “inimigo”. “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”, já dizia o poeta Fernando Pessoa, e este filme possui um grande espírito!

"O fanático tenente Ito"

A trama baseia-se em eventos reais (naturalmente romanceados), tendo por suporte os livros “Picture Letters from a Commander in Chief”, da autoria do general Tadamichi Kuribayashi (isso mesmo, o comandante das forças japonesas em Iwo Jima), e “So Sad to Fall in Battle: An Acount of War”, de Kumiko Kakehashi, tendo ambas as obras sido adaptadas para o grande ecrã através do argumento escrito por Iris Yamashita. Acima de tudo, e mais do que relatar um conflito bélico, “Cartas de Iwo Jima” humaniza o soldado japonês e desmistifica a ideia do combatente frio, cruel e mal-humorado. É certo que temos exemplares com estas características, sendo porventura o expoente máximo o tenente “Ito” (interpretado pelo excelente Shido Nakamura). Contudo, é deveras interessante observar o confronto de perspectivas que ocorre no seio do próprio exército japonês, e que se materializa desde logo no comando do general Kuribayashi. A sua liderança é considerada covarde pela maioria dos outros oficiais, mas na realidade trata-se de um comando inteligente e realista face às circunstâncias. Numa hierarquia muito mais baixa, vemos um frustrado soldado “Saigo” a ser discriminado por apenas querer voltar para a sua esposa e filha recém-nascida, e achar que não vale a pena lutar por um lugar ermo e desolado, que pouco mais tem que areia e montes. “Kubayashi” e “Saigo”, cada um à sua maneira, representam o anti-herói japonês, mas nem por isso deixam de fazer a sua parte e lutar pelo que verdadeiramente acreditam com a mesma valentia dos restantes.

As interpretações dos actores são do mais elevado quilate, destacando-se naturalmente Ken Watanabe, um actor que emergiu das profundezas do Japão e atingiu que nem um soco a cena cinematográfica mundial. Actualmente, afigura-se como candidato a desempenhar um papel asiático em tudo o que seja uma grande produção norte-americana (pense-se nas participações do actor em "Memórias de uma Gueixa" ou "O Último Samurai").

Este texto estaria incompleto, se não houvesse ainda uma palavra especial para mais dois aspectos. O primeiro passará pelo uso dos tons cinzentos e castanhos na imagem, que confere uma beleza singela a um filme que tem uma grande tragédia por fundo. O outro reconduzir-se-á ao trabalho de casa e profissionalismo com que Eastwood encarou a feitura da película, mormente no respeitante aos costumes e modo de agir do exército japonês.

Com cenas que irão figurar por muitos anos no panteão do que de melhor se fez no mundo maravilhoso do cinema (pense-se no suicídio dos soldados japoneses com granadas), e um vencedor de um Óscar e de um globo de ouro, para além de outros prémios importantes, “Cartas de Iwo Jima” constitui um marco indelével!


"As tropas japonesas no calor do combate"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinema Cafri, Fanaticine, Público, Cine Repórter, Cine Críticas, A Cinematic Vision, Cine Pt, Docas nas Asas do Desejo, Axasteoquê ?, Mulholland Drive, gonn1000

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 9

Argumento - 9

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 9

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,50