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quarta-feira, setembro 10, 2008

O Último Samurai/The Last Samurai (2003)

Origem: Estados Unidos da América (E.U.A.)

Duração: 148 minutos

Realizador: Edward Zwick

Com: Tom Cruise, Ken Watanabe, Koyuki, Hiroyuki Sanada, Billy Connolly, Tony Goldwyn, Masato Harada, Shichinosuke Nakamura, Shin Koyamada, Aoi Minato, Timothy Spall, John Koyama, Togo Igawa, Shun Sugata, Sosuke Ikematsu, Seizo Fukumoto, Scott Wilson

Consideração prévia

O presente texto é elaborado ao abrigo da secção do “My Asian Movies” denominada “Cunho da Ásia”.

"O capitão norte-americano Nathan Algren"

Sinopse

Em 1876, “Nathan Algren” (Tom Cruise) é um ex-capitão do exército norte-americano alcoólico, que vive num trauma permanente devido aos massacres cometidos pela sua companhia (a 7ª cavalaria do General Custer) contra os índios da tribo dos Sioux. A oportunidade para ganhar uns largos dólares extra surge quando “Omura” (Masato Harada), o primeiro ministro japonês, convida-o e ao seu anterior comandante, o coronel “Bagley” (Tony Goldwyn), para viajarem até ao Japão e treinar o seu recém-formado exército.

Sem nada a perder, “Algren” zarpa até ao país do sol nascente e cedo vê-se envolvido numa guerra civil, onde se confrontam a perspectiva moderna de um novo Japão e a facção mais conservadora corporizada nos samurais, liderados pelo lendário “Katsumoto” (Ken Watanabe). Numa escaramuça, “Algren” é capturado e obrigado a viver entre os rebeldes chefiados pelo chefe samurai.

"Katsumoto, o líder dos samurais"

Durante o seu cativeiro, “Algren” acaba por perceber as verdadeiras razões da rebelião de “Katsumoto”, que passam por lutar pela preservação das tradições e modo de vida dos japoneses, assim como contra a corrupção imergente. Apaixonado por “Taka” (Koyuki) e tornando-se amigo próximo de “Katsumoto”, “Algren” escolhe a opção que verdadeiramente redimirá a sua vida.


"A bela Taka"

"Review"

Nomeado para 4 óscares e vencedor de outros 15 prémios em variados certames internacionais de cinema, “O Último Samurai” é uma produção norte-americana que teve uma aceitação bastante favorável um pouco por todo o mundo, tendo mesmo granjeado um sucesso superior a nível de bilheteira no Japão, do que propriamente nos E.U.A. O filme foi apreciado no país do sol nascente, com a crítica quase unanimemente a emitir parecer favorável. Edward Zwick foi elogiado por ter efectuado um trabalho de fundo no que toca à história japonesa assim como ter recrutado actores locais emblemáticos. Por outra via, as opiniões negativas nipónicas advieram do facto de ter sido exposto um retrato muito idealista e favorável dos samurais, mostrando-os como guerreiros sem mácula e acima de qualquer suspeita a nível ético. Foi deixado claro que a perspectiva dos japoneses acerca dos combatentes lendários era que os mesmos frequentemente foram atreitos à corrupção e muitos não eram tão honrados quanto isso.

Para além de muito resumidamente ser importante dar uma perspectiva dos japoneses acerca de um filme ocidental que foca um período importantíssimo da sua história, torna-se essencial para melhor percepção da película, falarmos um pouco do que serviu de inspiração a “O Último Samurai”. Tendo por base uma guião escrito originariamente por John Logan, esta longa-metragem foca-se num dos marcos mais importantes da história do Japão que foi a Restauração Meiji (1866-1869) e o período que lhe sucedeu conhecido por Era Meiji, que se prolongaria até 1912. Tratou-se de uma fase em que o Japão até então um país altamente feudalizado, em que quem detinha verdadeiramente o poder eram os nobres e senhores da guerra, avançou numa modernização acelerada. O resultado final foi o país do sol nascente ter-se tornado em pouco mais de 40 anos, numa das maiores potências mundiais.

Centrando-me agora no filme, embora não descurando ainda a parte mais histórica, “O Último Samurai” inspirou-se, embora de uma forma bastante ficcionada e que lhe retira quase toda a verdade científica, na rebelião de Satsuma, liderada por Saigo Takamori. Este era um nobre bastante poderoso no Japão que descontente com a abolição dos privilégios da classe dos samurais e com o crescimento da corrupção dos políticos, decidiu encabeçar uma luta armada contra o governo Meiji. Apesar de alguns sucessos iniciais, “Saigo” viria a ser definitivamente derrotado na batalha de Shiroyama onde com apenas 300-400 samurais fez frente ao exército imperial de 300.000 homens (!!!). É contado que os últimos samurais que se encontravam na sua posição fortificada, desembainharam as suas espadas e carregaram sobre o exército inimigo até serem todos mortos. Nesta altura, julgo que todos os que já viram o filme, perceberam quem “Katsumoto” visa representar (obviamente Saigo Takamori), assim como ficaram elucidados acerca da base da derradeira batalha exposta nesta longa-metragem (embora aqui não exista uma tão grande desproporção de forças). Por outra via, a personagem de “Nathan Algren”, o capitão norte-americano que escolhe o partido dos samurais, é inspirada no francês Jules Brunet. Este não tem nenhuma relação directa com o chefe samurai Saigo Takamori. Trata-se de um oficial europeu, que fez parte de uma delegação estrangeira contratada para treinar o exército do Xógun Tokugawa Yoshinobu, acabando por combater ao lado destes contra as forças leais ao imperador Meiji.

"O exército dos samurais liderado por Katsumoto"

“O Último Samurai”, na voz do narrador/personagem “Simon Graham”, interpretado pelo actor Timothy Spall, praticamente se inicia num tom profético e ilustrativo do “background” da película, traduzida em várias frases, das quais destaco: “Era em que o moderno e o antigo se batem pela alma do Japão”. Esta grande produção de Hollywood, que os mais conservadores olharam à altura com alguma desconfiança, acabou por redundar num episódio bastante feliz do cinema norte-americano. A cinematografia é simplesmente um sonho, fazendo com que esta obra seja visualmente magnífica e ao nível das grandes produções históricas do cinema asiático. A banda-sonora composta pelo mundialmente conhecido Hans Zimmer, eivada de elementos orquestrais temperados com os mais orientalizados, oferecem um pendor exótico e bastante adequado à longa-metragem, que sobretudo ajuda-nos a sonhar e a sentir. Como curiosidade, refira-se que esta foi a 100ª banda-sonora feita por Zimmer.

Os actores fazem o que lhes é pedido, e usando uma terminologia mais futebolística, exibem-se a bom nível. Tom Cruise, apesar de não conseguir desligar-se da sua faceta de “menino bonito”, tem momentos bons no filme que fazem com que a nota seja positiva. Principalmente na fase inicial, do “Algren” alcoólico, anti-herói e desiludido com a vida. Ken Watanabe brilha no primeiro papel em que é forçado a exprimir-se em língua inglesa. O seu ar estóico, valente, ponderado mas determinado quando é necessário agir, agradam imenso e tocam o espectador. É de dar ainda relevo à imponente presença do grande actor japonês Hiroyuki Sanada, no papel do rígido samurai “Ujio”. Quanto a Koyuki, bem...é impossível ter uma opinião imparcial. A actriz poderia interpretar o papel que lhe foi atribuído de forma miserável (não é o caso) que o seu ar sonhador e de alguma forma triste, sempre fariam o necessário para ficarmos embevecidos e sem palavras...

Sempre considerei Edward Zwick especialmente talhado para os épicos, e “O Último Samurai” revela esta faceta do realizador. Mas como em tudo na vida, obviamente que existem aspectos menos positivos e que se reconduzem essencialmente a factores menos credíveis da trama. Quanto a mim, existem dois bastante evidentes. O primeiro será o relacionamento de “Algren” com “Katsumoto”, “Nobutada” (o filho do líder dos samurais), “Taka” e os seus rebentos. Atendendo ao evento que desencadeou a captura do capitão norte-americano, não se afigura razoável que todos estes elementos aceitem "Algren" de uma forma tão célere e que acabem mesmo por amá-lo perdidamente... O segundo factor menos verosímil será mais físico. Falo do manejo da katana por parte de “Algren”. Mesmo aqueles que não estão familiarizados com a arte de combater com esta arma (eu sou um deles), não podem razoavelmente acreditar que “Algren” em tão pouco tempo torne-se num verdadeiro mestre, inclusive fazendo frente ao samurai “Ujio” (Hiroyuki Sanada), que é dos melhores combatentes entre os da sua estirpe. São estas marcas perfeitamente tangíveis com o cinema de “Hollywood” (e não só), que impedem “O Último Samurai” de ser uma verdadeira obra de vulto da sétima arte. No restante, fica ainda registo para o tratamento demasiado endeusado dos samurais, que são portadores de todas as qualidades de rectidão e moral, e nenhum grande defeito de maior que se lhes aponte. Com excepção, talvez, da intransigência o que nem sempre será de considerar uma característica menos abonatória. Tudo depende das situações em concreto.

“O Último Samurai” é uma grande homenagem ocidental à cultura japonesa, corporizada num épico de eleição. É certo que não consegue fugir a alguns estigmas e clichés próprios dos “blockbusters” de Hollywood. No entanto, o seu tratamento histórico cuidado dentro da natural romantização cinematográfica, o seu pendor estóico sem mácula, o seu “cast” extremamente feliz, a trama por vezes mediana mas a transbordar de personagens emblemáticas que ficarão para sempre na nossa memória, e mais meia-dúzia de aspectos de “encher o olho”, fazem com que o resultado seja francamente positivo. Ah, e ninguém me venha dizer que dentro de nós não existirá um desejo escondido em ser um “Katsumoto” trágico, mas heróico e firme às suas convicções! Por mim, e com mais algumas toneladas de coragem, fez-me sonhar ser um “Nathan Algren” a tomar uma posição de redenção aliada a uma cultura que admiro e adorava conhecer profundamente “in loco”. Antigamente, bastava-me com um “John Blackthorne/Anjin-san”, o navegador de “Shogun”, interpretado por Richard Chamberlain. Aqui dei mais uma passo em frente (ou atrás segundo alguns).

Como apreciador de cinema, mas acima de tudo como ser humano, sou extremamente permeável a histórias de amizade, amor, honra e redenção! “O Último Samurai” tem tudo isto e muito mais, portanto só me resta concluir da seguinte forma:

Muito bom!!!

"A carga de Algren"

The Internet Movie Database (IMDb) link, Trailer

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 8

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 10

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,50







segunda-feira, setembro 17, 2007

A Coragem do Guerreiro/Fearless/Huo Yuanjia - 霍元甲 (2006)

Origem: China/Hong Kong

Duração: 99 minutos/140 minutos (versão originária)

Realizador: Ronny Yu

Com: Jet Li, Shido Nakamura, Betty Sun, Yong Dong, Hee Ching Paw, Yun Qu, Collin Chou, Masato Harada, Zhigang Zhao, Chen Zihui, Ting Leung, Michelle Yeoh (apenas na versão original), Nathan Jones, Brandon Rhea, Anthony De Longis, Jean Claude Leuyer, Mike Leeder, Jon T. Benn, John Paisley

"Huo Yuanjia"

Estória

Desde muito jovem, “Huo Yuanjia” (Jet Li) queria ser um grande mestre de Wushu, mas o seu pai “Huo Endi” (Collin Chou) opôs-se ao treino do filho, preferindo que o mesmo enveredasse por outro caminho que nada tivesse a ver com as artes marciais. No entanto, “Huo Yuanjia” não desiste, continuando a treinar e passados alguns anos torna-se num grande mestre de artes marciais.

O agora jovem e arrogante adulto apenas se preocupa com a fama e a glória, desejando ardentemente tornar-se no campeão da sua terra Tianjin. Características nobres como o desportivismo e a humildade são completamente postos de parte.

Certo dia, um jovem discípulo de “Huo” é violentamente agredido por outro exímio praticante de “Wushu”, chamado “Mestre Chin” (Chen Zihui). “Huo” vê aqui uma oportunidade não apenas para se vingar do sucedido para com o seu estudante, mas também para provar que é o melhor lutador de Tianjin. O combate finda em tragédia, com mortes em ambos os lados.

"A cidade de Tianjin, no início do século XX"

Desorientado, “Huo” parte da sua terra-natal e refugia-se numa aldeia isolada, onde conhece “Yueci – Moon na versão americana” (Betty Sun), uma rapariga invisual mas que possui uma gentileza e bondade contagiantes. “Huo” vai aprender finalmente os valores que devem nortear uma pessoa honrada, deixando para trás as suas características menos positivas.

Após uns anos remetido ao seu êxodo, “Huo” decide retornar a Tianjin, só para se aperceber que os chineses são constantemente mal tratados e desprezados pelas potências ocidentais. “Huo” decide enveredar por uma luta, que em vez de ser para glória pessoal, visa acima de tudo preservar o orgulho e identidade chinesas.

"Hercules O'Brien é projectado por Yuanjia"

"Review"

“A Coragem do Guerreiro” marcou o tão aguardado regresso de Jet Li ao cinema de China/Hong Kong e ao que ele sabe fazer melhor, ou seja, protagonizar filmes de artes marciais e wuxia. Praticamente desde o ano de 1998, com a participação em “Arma Mortífera 4”, no papel do vilão “Wah Sing Ku”, que Jet Li apenas fez produções ocidentais (com um breve interlúdio no meio, para participar no magnífico “Herói”). Alguns desses filmes eram de qualidade aceitável, outros nem por isso. Foi pois com alguma expectativa que os amantes do cinema asiático aguardavam pelo retorno de um dos seus heróis à cinematografia de origem.

Outro aliciante consubstanciado igualmente num regresso, era Ronny Yu. O realizador, que à semelhança de Jet Li, também emigrou para o ocidente, tendo em vista universalizar mais a sua carreira. O saldo ficou-se quase por um desastre, pois Yu realizou filmes perfeitamente néscios e a milhas de distância de obras que dirigiu em Hong Kong, tais como “Phanton Lover” ou “The Bride With White Hair”. Da mediocridade de Yu, no seu périplo ocidental, salvou-se apenas “Fórmula 51” (mais uma tradução perfeitamente idiota…) - “The 51st State”, uma película divertida e cheia de “glamour”, na linha de “Snatch, Porcos e Diamantes”, de Guy Ritchie.

“A Coragem do Guerreiro” é baseado numa personagem verídica da história da China, chamado precisamente Huo Yuanjia, um herói popular e co-fundador da “Associação Internacional de Chin Woo”, uma escola de artes marciais que hoje em dia possui mais de 50 delegações em todo o mundo. Huo Yuanjia é popular sobretudo por se ter tornado num acérrimo defensor do modo tradicional de vida chinês e um símbolo da luta contra a crescente influência dos ocidentais. O filme quando foi feito gerou uma certa controvérsia que envolveu os descendentes de Huo Yuanjia, essencialmente devido às costumeiras alterações de argumento, de forma a tornar uma película mais “cinematográfica” e do agrado dos telespectadores. A celeuma gira essencialmente em torno de um assassinato que ocorre no filme e a ser verdade, impediria que Huo Yuanjia tivesse descendentes directos. Os 7 netos e 11 bisnetos de Huo Yuanjia não gostaram e exigiram um pedido de desculpas formal, tanto por parte do estúdio, como de Jet Li. Esse pedido nunca foi acedido, pois defendeu-se que o filme apesar de ser uma espécie de biografia, nunca pretendeu ser um relato completamente fiel da história do herói chinês.

“A Coragem do Guerreiro” não é o típico filme de artes marciais, em que as lutas dominam quase por completo, sendo o argumento relegado para segundo plano. Nada disso. Os combates acontecem várias vezes, sendo na sua generalidade espectaculares (com a coreografia da autoria de Yuen Woo Ping havia uma probabilidade muito grande de tal acontecer), tendo o aliciante de não apenas vermos lutas entre mestres de “Wushu”. Huo Yuanjia põe à prova as suas capacidades contra praticantes de luta livre, karate, esgrima europeia, kendo, boxe e até muay thai na versão original. Isto dá um interesse acrescido à película e decorre um pouco do pendor nacionalista que grassa e tenta elevar indirectamente o “wushu” como a arte marcial mais completa e parte integrante da cultura tradicional chinesa.

"A preparação para mais um combate"

Como foi acima aludido, o filme não se resume apenas às indispensáveis lutas, constituindo a parte dramática, um aspecto igualmente importante. Sendo assim, Jet Li, a estrela da película, vê-se obrigado não apenas a demonstrar as suas capacidades de combate, mas igualmente a fazer uma representação mais convencional. Como é que se sai? De início não fiquei impressionado por aí além. Na parte mais imatura da vida de Huo Yuanjia, Jet Li tem os seus altos e baixos, algures entre o mediano e o razoável. A partir do momento que a lenda “desperta para a vida”, digamos assim, e envereda pelo caminho espiritual e da rectidão, observamos que as capacidades interpretativas de Jet Li não se resumem apenas ao combate, mas igualmente aos diálogos. O actor é como um vinho bem tratado, está a provar que a idade está a fazer maravilhas. Jet Li hoje em dia é sem dúvida um actor mais completo, e que consegue lutar contra alguns estereótipos e rótulos que lhe puseram. O restante elenco porta-se bem, dentro do que lhe é solicitado. Neste particular, fiquei agradavelmente impressionado com o actor Yong Dong, que representa “Nong Jinsun”, o melhor amigo de Huo Yuanjia.

Cumpre ainda referir uma curiosidade relacionada com esta película e Jet Li, já anteriormente aludida na biografia já aqui efectuada a propósito do actor. Omo muitos devem saber, um dos melhores e mais emblemáticos filmes de Jet Li é “Fist of Fury”, onde representava uma personagem de seu nome “Chen Zhen”. Ora, “Chen Zhen” não é nada mais, nada menos que um discípulo de Huo Yuanjia que combate os japoneses, para vingar a morte do seu mestre às mãos daqueles. Podemos assim dizer que doze anos antes (1994) de “A Coragem do Guerreiro”, Jet Li interpretou o díscipulo, enquanto no filme de que ora se fala dá vida ao mestre.

Na altura em que Jet Li protagonizou “A Coragem do Guerreiro”, o actor tinha afirmado que este seria o seu último filme de artes marciais, o que muitos não acreditaram, julgando se tratar de mais uma manobra de “marketing”. O tempo veio a dar parcialmente razão a estas pessoas, atendendo a que Jet Li viria a aceitar a participação em “Warlords” e “Forbidden Kingdon”, este último a tão ansiada colaboração com Jackie Chan. Quanto à manobra de “marketing”, não sei se tal será verdade. Jet Li até poderia estar a ser sincero naquele momento, e posteriormente ter mudado de ideias.

A mim pessoalmente não me interessam as motivações do actor. O cinema agradece que Jet Li continue na senda dos épicos de artes marciais e eu, em nome particular, também!

Bom filme!

"Yuanjia enfrenta o mestre japonês Anno Tanaka"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cine-Asia, Asian Fury, A Cinematic Vision, O Consegliere, Axasteoquê?!?, Zeta Filmes, Críticas Críticas Críticas

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 8

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 8

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8