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domingo, março 01, 2009

Bullet in the Head/Die xue jie tou - 流血街角 (1990)

Origem: Hong Kong

Duração: 13o minutos

Realizador: John Woo

Com: Tony Leung Chiu Wai, Jacky Cheung, Waise Lee, Simon Yam, Fennie Yuen, Yolinda Yam, Lam Chung, Chang Gan Wing, Leung Biu Ching, John Woo

"Stand off entre os 3 amigos"

Sinopse

No ano de 1967, “Ben” (Tony Leung Chiu Wai), “Frank” (Jacky Cheung) e “Paul” (Waise Lee) são três jovens amigos, que vivem da delinquência nas ruas de Hong Kong. No dia em que “Ben” decide casar-se com “Jane” (Fennie Yuen), “Frank” e “Paul” decidem pedir um empréstimo, de forma a pagar o enlace daquele a quem consideram um irmão. Contudo, “Frank” é atacado por um gangue rival e, embora consiga salvar o dinheiro, fica ferido com alguma gravidade. Despeitado com a agressão ao amigo, “Ben” não se deixa ficar e assassina o responsável na própria noite do seu casamento.

"Ben"

Devido ao crime que cometeu e à perseguição que a polícia lhe move, “Ben” e os seus dois amigos são forçados a partir para Saigão, a capital de um Vietname do Sul em guerra com o seu vizinho do norte. O azar não acaba por aqui, pois umas mercadorias ilegais que transportavam para “Leong” (Lam Ching) perdem-se devido a um ataque “vietcong”. Felizmente, os amigos recebem uma preciosa ajuda do mercenário eurasiático “Luke” (Simon Yam) que resolve o imbróglio que os amigos se meteram. No entanto, e devido a uma tentativa de salvar “Sally” (Yolinda Yan), uma cantora de Honk Kong que se encontra nas mãos do mafioso “Leong”, um evento terrível sucede que irá pôr definitivamente em causa a amizade entre os três amigos e fará com que uma viagem pelos caminhos da vingança se inicie.

"Frank"

"Review"

Para muitos, considerada a grande obra-prima de John Woo, “Bullet in the Head” é um filme de certa forma diferente dos outros “gun fu” do realizador, possuindo uma aura mais negra e pessimista. Nesta fase importante da carreira de Woo, e pessoalmente a que entendo mais feliz, os seus “heroic bloodshed” seguiam uma premissa básica, mas extremamente atractiva para o espectador. Os heróis, normalmente polícias ou criminosos, são alvo de terríveis provações que os fazem embarcar numa cruzada para a vingança onde as sofisticadas armas de fogo ditam a lei. Existem valores sobejamente aprofundados nos argumentos, tais como a amizade e a honra, e são estas características que na hora da verdade, fazem a diferença para os protagonistas da trama, mesmo que a mesma redunde em tragédia. No fim, de uma forma ou de outra, os ícones de Woo acabam sempre por dar a volta por cima e vencer o inferno que atravessam.

“With a gun in the hand, this world is ours”. Esta é uma das frases emblemáticas que a personagem “Paul”, interpretada por Waise Lee, profere em determinada fase da película e tão típica das obras de Woo. Tal afirmação sintetiza às mil maravilhas o espírito que cerceia este extraordinário período da carreira do realizador de Hong Kong. Contudo, “Bullet in the Head” não é uma longa-metragem que se possa afirmar completamente tributária de obras como “The Killer”, A Better Tomorrow” ou “Hard Boiled”, e cujo espírito se reconduzia inteiramente ao que acima afirmei. A obra que ora se analisa não permite qualquer veleidade no sentido da típica redenção. As personagens avançam na trama, transmitindo quase sempre a sensação que caminham numa estrada sem retorno. Não vale a pena termos a esperança que a amizade ou o heroísmo vão salvar o dia, pois tal inevitavelmente não acontecerá. A ambiência negra é despoletada pelos piores sentimentos que existem dentro de nós, e que mediante certas circunstâncias, no caso vertente a ambição, são despoletadas. Tendo em conta esta premissa, “Bullet in the Head” tem um impacto psicológico e uma profundidade superior à maior parte do espólio cinematográfico de Woo. Não existe nenhum tipo de desiderato heróico ou romântico, em que pessoas unem-se num objectivo comum para pôr cobro a qualquer injustiça. Está claro, isso sim, que a mensagem principal desta película é que quando tudo tem de correr mal, vai desembocar em tragédia pela certa! A ânsia pelo poder corrompe, mesmo entre amigos que são como irmãos, e já não existe lugar para qualquer tipo de generosidade Estamos pois, perante uma longa-metragem impregnada de um pessimismo latente e atroz. E por incrível que pareça, a beleza de “Bullet in the Head” e um dos seus pontos fortes, passam por estas ideias.

"Frank, um estranho Hamlet"

Outro motivo de bastante interesse, presente em “Bullet in the Head” passa pelos aspectos laterais relacionados com a época e as regiões onde a trama decorre. No sentido de elevar os seus filmes para uma outra dimensão, Woo aposta um pouco em factos históricos importantes. A acção em Hong Kong decorre na época em que existiram os famosos motins pro-comunistas e anti-colonialismo britânico, inspirados na revolução cultural chinesa. Tal desembocou em greves massivas e conflitos que decorreram nas ruas, cujas partes litigantes foram essencialmente o proletariado e a polícia daquela região. Por sua vez, na parte do filme que decorre em Saigão (actual cidade de Ho Chi Minh), inevitavelmente a guerra do Vietname terá de marcar uma presença acentuada. Embora tal não seja alvo de um tratamento dito espectacular, até por que os meios não permitiam que Woo pudesse equiparar a película a uma produção de Hollywood, sempre temos a oportunidade de observar o espectro social e violento que degeneraram tanto na cidade, como nas recônditas selvas. Basta dizer que uma parte do enredo decorre num campo de prisioneiros, onde os amigos partilham as suas agruras com os “Pow's” norte-americanos e do exército regular sul-vietnamita.

As actuações dos actores revelam estar a um nível bastante acima da média, e Jacky Cheung em particular, oferece-nos uma interpretação assombrosa e espectacular. Fabuloso o excesso emocional que o actor desfila ao longo do filme, e que se destaca principalmente depois do infelicíssimo evento que norteará a sua vida até à destruição final. De todos os filmes que tive a oportunidade de observar Jacky Cheung a trabalhar, este é provavelmente aquele em que o famoso intérprete de Hong Kong explana o seu melhor papel de sempre! Quase que não existem palavras para descrever a força sentimental e alucinada que Cheung exibe no campo de concentração do exército do Vietname do Norte, ou após o seu infortúnio deambulando pelas ruas de Saigão.

Projectado no início como uma prequela de a “A Better Tomorrow”, as conhecidas desavenças entre John Woo e Tsui Hark haveriam de fazer com que “A Bullet in the Head” nascesse isolado da saga mencionada, e sem relação com aquela. Tsui Hark, por sua vez, um ano antes viria a realizar “A Better Tomorrow: Love & Death in Saigon”, tendo por pano de fundo a tomada de Saigão por parte do exército norte-vietnamita. Salvo o devido respeito, Woo viria a sair-se melhor. É certo que “Bullet in the Head” está longe de gerar consensos, dividindo bastante as opiniões. Como anteriormente mencionei, existe quem considere este filme o melhor momento do realizador em toda a sua profícua carreira. Outros deitam abaixo completamente esta ideia, pugnando pela obra mediana, distante de outras mais emblemáticas do realizador. Quanto a mim não reputaria "Bullet in the Head" como a longa-metragem mais significativa de John Woo, (para mim, essa ainda é “The Killer”) mas que anda lá perto disso não tenho dúvida praticamente alguma!

Absolutamente a não perder!!!

"Ataque norte-vietnamita a uma caravana americana"

Trailer

The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português:

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 9

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 9

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,25





quinta-feira, outubro 16, 2008

A Better Tomorrow/Ying hung boon sik - 英雄本色 (1986)

Origem: Hong Kong

Duração: 90 minutos

Realizador: John Woo

Com: Ti Lung, Chow Yun Fat, Leslie Cheung, Waise Lee, Shing Fui On, Kenneth Tsang, Emily Chu, John Woo, Tsui Hark, Shi Yangzi, Tien Feng

"Mark"

Sinopse

“Ho” (Ti Lung) e “Mark” (Chow Yun Fat) são dois conhecidos membros de uma tríade, que encontram-se envolvidos numa vasta operação ilegal de falsificação de dólares americanos. “Ho” tem um irmão que adora e protege imenso, chamado “Kit” (Leslie Cheung). Apesar de o sentimento ser mútuo, “Kit” não desconfia da vida criminosa do irmão mais velho e sonha prosseguir uma carreira completamente antagónica, ou seja, ser um inspector da polícia de Hong Kong.

"Os irmãos Ho e Kit"

A tragédia abate-se sobre os dois irmãos, quando devido a um trabalho falhado de “Ho” em Taiwan, uma tríade rival assassina o pai de ambos. “Ho” é preso, “Kit” descobre a vivência ilícita do irmão e vota-lhe ódio e desprezo, enquanto “Mark” na sua sede de vingança fica inválido e leva a partir daí uma vida miserável. Após cumprir uma pena de prisão, “Ho” está decidido a recuperar a confiança e amor do irmão, e decide abandonar o crime, arranjando um emprego honesto como motorista de táxi. No entanto, as coisas não correm pelo melhor e o antagonismo de “Kit” aumenta ainda mais quando negam-lhe uma promoção, pelo motivo de ser o irmão de “Ho”.

As coisas pioram quando “Shing” (Waise Lee), actualmente o chefe mais poderoso das tríades, começa a infernizar a vida de “Ho” por este se ter recusado a juntar novamente à organização. Pressionados pelas actuações de “Shing”, os irmãos esquecem as suas querelas e com a ajuda de “Mark”, enfrentam sozinhos e de frente a tríade que não os deixa em paz na busca de um amanhã melhor.

"Shing rodeado dos seus capangas"

"Review"

Quando nos referimos aos filmes de tríades de Hong Kong, na vertente “heroic bloodshed”, é meu costume e de tantos outros afirmar que existe um período antes de “A Better Tomorrow”, e outro posterior que nos viria a dar obras brilhantes, quase todas da autoria de John Woo, tais como “The Killer”, “Bullet in the Head” e “Hard Boiled”. O cinema de Hong Kong viria a diversificar finalmente a sua internacionalização, não vivendo quase exclusivamente dos filmes de artes marciais ou do wuxia. E por aqui desde logo se afere da incontornável importância desta película, pois foi praticamente aqui que tudo começou no que toca a destilar qualidade e um estilo incomparável relativamente ao conceito da vingança servida num avassalador prato de balas por um anti-herói! Numa lista revelada nos “Hong Kong Film Awards” de 2005, onde foi consultado um painel composto por 101 pessoas, desde realizadores de cinema, críticos e estudiosos do fenómeno da sétima arte, “A Better Tomorrow” foi eleito o segundo melhor filme de sempre do triângulo China/Hong Kong/Taiwan (consultar o resto da lista AQUI). Convenhamos que qualquer escolha tem sempre muito de discutível, e o que é bom para um muitas vezes não vale nada para outro, mas é forçosamente necessário reconhecer que “A Better Tomorrow”, pela sua importância histórica e imponência cinematográfica, é um claro candidato a figurar em qualquer “top” da sétima arte que se preze. Praticamente sem publicidade de relevo antes da sua estreia, esta longa-metragem viria a bater recordes de bilheteira em toda a Ásia, e poder-se-á afirmar que não constituiu quase nenhum risco financeiro a feitura de duas sequelas e uma prequela.

Alertando desde já que sou um admirador do actor em questão, um dos aspectos que importa antecipadamente esclarecer é a real importância de Chow Yun Fat no filme, e que imperativamente terá de ser desmistificada. Com certeza que todos os que estão familiarizados com o filme, já se aperceberam que é a sempre a figura do mencionado intérprete que aparece por todo o lado em jeito de destaque, seja nos “trailers”, nas capas das inúmeras edições de dvd ou nas fotos mais emblemáticas. Com todo o respeito, e que é imenso, a verdadeira estrela da película é o actor Ti Lung, do qual Leslie Cheung e Chow Yun Fat constituem uns espectaculares adjuvantes. O verdadeiro coração desta longa-metragem assenta na relação dos dois irmãos “Ho” e “Kit”, suportadas por duas boas interpretações do já mencionado Ti Lung e do saudoso Leslie Cheung. A Chow Yun Fat está reservado um importante papel de rebeldia, determinação e fúria, residindo neste actor a força da longa-metragem, reconheço. Mas meus amigos, a alma e o espírito ficarão a cargo de Ti Lung e um pouco de Leslie Cheung. Se não vos confessasse isto, não estaria a ser sincero e a pactuar com o politicamente correcto. Cumpre ainda referir uma curiosidade e que passa por tanto John Woo, o realizador, como Tsui Hark (produtor) terem participações no filme, e não apenas como meros figurantes!

"Mark sofre um brutal espancamento"

A fórmula de sucesso é a mesma a que estamos habituados no que toca a John Woo, embora exista um certo refinamento em “A Better Tomorrow”, em detrimento de uma aposta mais premente nos espectaculares momentos de acção. Com uma trama forte, é-nos dado a interiorizar a actuação das tríades, e a amizade de “Ho” e “Mark”, evidenciando honra no mundo do crime. Paralelamente, observamos a grande ternura que une os irmãos “Ho” e “Kit”, com o irmão mais velho a assumir uma postura protectora e de admiração que muito colhe a nossa simpatia. O negócio ilícito corre bem, a amizade dos intervenientes parece impossível de ser abalada, e o futuro de “Kit” parece ser o mais auspicioso possível. O terreno está preparado para que possamos gozar à vontade as sensações posteriores de pena, revolta e vingança quando tudo descamba e o paraíso acabou.

Outro aspecto bastante propalado acerca de “A Better Tomorrow” é o facto de a película “rebentar as costuras” de estilo, possuindo cenas emblemáticas para dar e vender. Tirando a parte final, em que já se está mesmo a ver (por isso não é nenhum spoiler!) vai haver matança e balas a rodos, normalmente faz-se a apologia de uma cena que marca imenso o filme. Falamos do tiroteio com o cunho de Chow Yun Fat, aquando da vingança que leva a cabo pela prisão de “Ho”. O actor entra num restaurante, impecavelmente vestido de fato, coberto com um sobretudo. Num corredor, vai posicionando armas estrategicamente em canteiros de flores, enquanto está agarrado a uma bela rapariga. Entra na sala onde os seus inimigos estão a jantar, e cumpre o seu objectivo de assassinato. À medida que posteriormente vai recuando no corredor e as suas balas esgotam, retira as armas dos ditos canteiros e continua a disparar, cobrindo a sua retirada e espalhando o inferno na terra. Tudo alternado entre planos rápidos e “slow motion”. Esta sequência é uma candidata a lugar honroso numa rubrica do género “os dois minutos mais intensos da história do cinema”. No que toca a estilo, a personagem “Mark”, viria a marcar uma posição bastante forte perante a juventude de Hong Kong na altura. Muitos adoptaram o estilo evidenciado por Chow Yun Fat nesta longa-metragem, acorrendo às lojas para comprar sobretudos pretos (para o clima de Hong Kong isto é terrível, principalmente no Verão) e óculos “Ray-Ban”, e andando de palito na boca. As autoridades criticaram imenso este facto, acusando John Woo de propalar o estílo dos criminosos pertencentes às tríades. Poderá passar também por aqui a explicação para o facto de Chow Yun Fat ter um papel predominante no que toca a Leslie Cheung e Ti Lung, assunto que já abordei mais acima.

Quando “A Better Tomorrow” estreou em Hong Kong, foi um murro no estômago e tornou-se no filme com mais receitas de bilheteira na história da região administrativa chinesa, tendo mantido o lugar por alguns anos. Apesar de não chegar ao brilhantismo de “The Killer”, é um filme com um mérito cinematográfico extraordinário. O seu “quid” passará por iniciar a brilhante odisseia dos “heroic bloodshed” de John Woo, consubstanciando um dos períodos de ouro do cinema de Hong Kong. Mais pode se lhe assacar outra proeza de renome que foi catapultar para as luzes da ribalta um actor que até então era conhecido por só participar, salvo uma ou outra excepção, em verdadeiros fracassos de bilheteira, comédias duvidosas e dramas de calibre menor. Quem? Esse mesmo! Estou a referir-me a Chow Yun Fat.

Imperdível!

"O trio no meio do inferno final"

Trailer

The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 9

Argumento - 8

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 9

Mérito artístico - 9

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 8,25






quarta-feira, dezembro 26, 2007

A Chinese Ghost Story II/Sien nui yau wan II yan gaan do - 倩女幽魂 II:人間道 (1990)

Origem: Hong Kong

Duração: 100 minutos

Realizador: Tony Ching Siu Tung

Com: Leslie Cheung, Joey Wong, Michelle Reis, Jacky Cheung, Wu Ma, Waise Lee, Lau Shun, Lau Siu Ming, Tin Kai Man, Ku Feng, To Siu Chun

"Ning outra vez em apuros com demónios"

Atenção!!!

Parte do enredo de “A Chinese Ghost Story” poderá ser revelado mais abaixo, pelo que só deverão prosseguir na leitura do presente texto, caso tenham visionado aquele filme.

"Ning entre as duas irmãs, Ching Fung (com o punhal) e Yut Chi"

Estória

Em “A Chinese Ghost Story”, “Ning Tsai Chen” (Leslie Cheung), ajudado pelo estranho monge taoista “Yen” (Wu Ma), salvou o seu amor “Nieh Hsiao Tsing” (Joey Wong), do espírito aterrador chamado “Old Dame”. Desta forma foram criadas as condições para que “Nieh” pudesse reencarnar, tendo em vista reunir-se a “Ning”, bastantes anos mais tarde.

Após estes eventos, “Ning” e o seu amigo “Yen” seguem por caminhos separados, prosseguindo “Ning” no seu ofício de cobrador de impostos, enquanto que o monge volta para o templo de “Lan Yeuk”. Devido a um infeliz caso de identidades trocadas, “Ning” é preso e passa meses numa cela com um ancião chamado “Chu” (Ku Feng). O velho apercebe-se que “Ning”, embora ingénuo, é uma boa pessoa com um coração e uma ética acima de qualquer reparo. Por esse motivo, resolve ajudá-lo a fugir na véspera da sua execução.

Foragido, “Ning” conhece “Jichan” (Jacky Cheung), um espadachim taoista que igualmente possui poderes mágicos. Os companheiros são atacados por um bando de guerreiros, comandados por “Ching Fung” (Joey Wong), que possui uma semelhança notável com “Nieh”, o fantasma que é o amor de “Ning”. O nosso herói é confundido com o ancião com quem partilhou a cela, um filósofo bastante respeitado. Devido a este facto, os guerreiros solicitam a “Ning” que os comande na tentativa de resgate do pai de “Fung”. Uma aventura fabulosa inicia-se, fazendo com que “Ning” mais uma vez enfrente alguns dos piores demónios existentes neste mundo e no outro!

"Ching Fung possuída perante o olhar de Ning e do guerreiro taoísta Jichan"

"Review"

A saga “A Chinese Ghost Story” constitui um dos ícones emblemáticos da cinematografia de Hong Kong, e é encarada como um dos grandes feitos de Tsui Hark, aqui envergando as vestes de produtor. Mas como quase sempre acontece aquando do surgimento de uma boa ideia, o seu uso excessivo sem grandes inovações, eventualmente faz com que a fórmula acabe por se gastar. Existem 3 filmes, todos com a realização de Tony Ching Siu Tung e produção de Tsui Hark, e o que desde logo se deve ter em conta é que a qualidade vai decrescendo de película para película. Em 1997, ainda viria a ser feito um filme de animação.

Partindo da ideia acima veiculada, a segunda longa-metragem que ora se analisa constitui uma obra inferior à sua predecessora, mas melhor do que aquela que viria a seguir. A razão para tal? Essencialmente duas. A primeira deve-se ao facto do impacto já não ser o mesmo do primeiro filme. A segunda reconduzir-se-á ao pouco uso do “comic relief” “Yen”, que só aparece basicamente na última meia-hora de filme.

"O oficial Tso em combate"

Os efeitos especiais são, à semelhança do que já acontecia na primeira película, um pouco atabalhoados. Mas também no texto referente àquela obra, já tinha sido explicado que estamos perante filmes que já foram feitos há cerca de 18-20 anos, para além do facto de sermos obrigados a reconhecer que a indústria cinematográfica de Hong Kong à altura, embora profícua, estava muito longe de poder competir a nível de recursos com o que então se fazia em Hollywood. Hoje em dia, as diferenças já se encontram muito mais esbatidas. Contudo, a menor destreza dos efeitos é compensada com a aura negra e fantasmagórica que carrega toda a película aos ombros e que constitui sem dúvida uma imagem de marca desta saga, que a meu ver, só viria a ser igualada em “The Bride With White Hair”. Cumpre ainda chamar a atenção para o facto de nas lutas, por vezes, ser visível os guindastes que suportam os actores. Este aspecto é claramente perceptível na primeira vez em que “Ning” se depara com o grupo de guerreiros comandado por “Ching Fung”. Ora tal aspecto não abona nada a favor do filme, e faz cair no ridículo cenas que até têm algo de belo. Um certo cuidado é necessário, meus senhores!

Quanto ao “cast”, as grandes novidades em relação ao primeiro filme passam pelo recrutamento de Jacky Cheung como o monge “sidekick” de “Ning”, de Michelle Reis como mais uma cara bonita para deliciar os olhos do público masculino, e de Waise Lee como o valente oficial do exército. Embora o elenco tenha ficado teoricamente mais forte em relação ao primeiro filme, na prática isso não se nota. Jacky Cheung bem tenta, mas não consegue proporcionar os bons momentos que o monge interpretado por Wu Ma nos oferece na longa-metragem anterior. Aliás, como já acima foi dito, o mesmo só decide aparecer mais para o epílogo da película e, aí sim, ficamos um tanto ou quanto satisfeitos. Michelle Reis nada faz de relevo, pelo que tirando os óbvios atributos físicos, nada de marcante há a relevar. Waise Lee será porventura a excepção, porquanto o seu desempenho como o oficial “Tso”, representa uma boa adição no que toca às cenas mais movimentadas. Quanto a Leslie Cheung e a Joey Wong, as super-estrelas do filme, não brilham tanto como anteriormente, embora desempenhem os seus papéis com o nível habitual, ou seja, bom. Esta asserção mesmo assim valerá mais para Leslie Cheung.

“A Chinese Ghost Story II” viria essencialmente a manter o que de bom já tinha sido feito anteriormente, embora como já se disse, esteja uns furos abaixo da película que inaugurou a saga. Um filme razoável, que valerá mais pelo interesse histórico, do que propriamente pelos aspectos mais cinematográficos. Terá ainda o “quid”, em especial para o público português, de ter vencido o prémio para melhores efeitos especiais no Fantasporto – edição de 1992, para além de ter sido nomeado para melhor filme no mesmo certame (o vencedor foi “Totó, o Herói”, do belga Jaco Van Dormael).


"O monge Yen faz mais uma vez uso dos seus vastos poderes mágicos"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 7

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,38





sábado, abril 07, 2007

The East Is Red Aka Swordsman III/Dung fong bat baai 2: fung wan joi hei (1993)
Origem: Hong Kong
Duração: 97 minutos
Realizadores: Raymond Lee e Ching Siu Tung
Com: Brigitte Lin, Yu Rong Guang, Eddy Ko, Joey Wong, Shun Lau, Waise Lee, Jean Wang, Fennie Yuen, King Tan Yuen
Atenção!!!
Só deverá prosseguir a leitura do presente texto, caso tenha visionado "Swordsman II", sob pena de o enredo deste filme ser parcialmente revelado mais abaixo!
"Asia, The Invincible, com uma armadura típica de um Lorde Samurai"

"Estória"

Após os acontecimentos sucedidos em "Swordsman II", e no seguimento de uma épica batalha, a notória vilã "Asia, the Invincible" (Brigitte Lin) é dada como presumivelmente morta, embora a sua lenda perdure por toda a China.

No entanto, para alguns subsiste a desconfiança acerca do falecimento do mito. "Koo" ( Yu Rong Guang), um oficial da Dinastia Ming, é uma destas pessoas. O guerreiro acompanha um galeão espanhol ao "Recife Negro", local onde os eventos nefastos do filme anterior aconteceram, tendo em vista encontrarem o navio holandês que jaz no fundo do mar, para além do "Pergaminho Sagrado", de onde "Asia, the Invincible" retirava a sua prodigiosa técnica e força.

Ali chegados, deparam-se com uma estranha personagem, que se auto-intitula o "Guardião do Túmulo", e que os leva até à campa da guerreira. Quando os espanhóis tentam profanar este lugar, o misterioso guardião elimina-os usando uma técnica marcial fora do normal, e muito mais poderosa do que qualquer outra alguma vez vista. O "Guardião do Túmulo" é nada mais, nada menos que "Asia, the Invincible", que forjou a sua morte, em ordem a que todos pensassem que tinha desaparecido para o mundo.

"O oficial Koo ao ataque"

No entanto, "Koo" explica a "Asia" que apesar de muitos pensarem que a lutadora está morta, existem numerosas pessoas a fazerem-se passar pelo mito, para benefício próprio. Enraivecida por esta situação, "Asia" jura eliminar os usurpadores da sua imagem e recuperar o lugar que é seu por direito.

No entanto, a guerreira sofre um grande desgosto quando descobre que a imitação mais perfeita de entre as impostoras é a sua ex-concubina "Snow". Contudo, esta situação não a faz recuar.

No meio de uma luta pelo poder supremo na China e no mundo, que envolve o "Sun Moon Sector" (a organização comandada por "Asia"), a dinastia Ming, os japoneses e os espanhóis, o sangue e a vingança serão os actores principais!

"Snow"

"Review"

Atendendo ao grande sucesso evidenciado por "Swordsman II", mas acima de tudo pela personagem mais emblemática daquela película, a infame "Asia, the Invincible" (aka "Invincible Asia ou "Evil Asia"), era incontornavél que se fizesse mais um episódio da saga, de modo a consagrar a figura interpretada pela lenda de Hong Kong, a Sra. Brigitte Lin (1000 vénias!!!). Os realizadores Raymond Lee e Ching Siu Tung, aliados ao produtor/realizador Tsui Hark aceitaram o desafio, e o resultado saiu num mediano "assim-assim", que utilizou uma propaganda comunista chinesa para dar o nome a esta película.

Acima de tudo, esta longa-metragem visa essencialmente duas coisas: entreter e dar um fim mais dignificante e sonhador a "Asia, the Invincible". As lutas são do mais tradicional que há nos "Wuxias", com os voos imp0ssíveis, a acção que nos tira a respiração, etc., etc. Já este aspecto foi aludido diversas vezes neste blogue, pelo que não vale a pena continuar. Mesmo assim, foi-se um pouco mais além, fazendo com que "Asia" consiga agarrar balas de canhão em pleno voo, e remete-las à origem com o dobro da potência!!! Neste particular, os fãs puros de filmes movimentados não ficarão desiludidos.

A fantasia impera um pouco em demasia e chega a ir longe demais, como é o caso do navio japonês, que se consegue transformar numa espécie de submarino, tendo em vista atacar os seus adversários numa posição submersa. Uma crítica implícita ao reino do sol nascente?!


"Asia, the Invincible e Snow, uma relação amor-ódio"

Não resisto contar uma certa passagem do filme, que achei deveras interessante, mais pelo seu conteúdo do que propriamente pela representação em si, e que ilustra um pouco a parca compreensão que por vezes os ocidentais têm em relação à cultura chinesa, incluindo os seus mitos. A certa altura, quando "Koo" dirige-se ao túmulo de "Asia", acompanhado dos soldados e sacerdotes espanhóis, começa a dar saltos fantásticos, tão típicos dos heróis lendários dos "Wuxia". Os europeus ficam abismados, e o general espanhol não resiste a perguntar a outro emissário chinês que tipo de bruxaria é aquela. O oriental, por sua vez espanta-se e diz que é uma coisa perfeitamente normal, atendendo a que "Koo" é um mestre em artes marciais, detendo uma técnica chamada "light Kung Fu". O espanhol não entende, e o chinês não lhe consegue explicar mais nada. Isto fez-me lembrar as constantes críticas fáceis e sem rigor nenhum, que sobreveem de pessoas que por não estarem habituadas a este género de películas, denegrem as capacidades sobre-humanas evidenciadas e que passam pelos saltos sobrenaturais e pela extrema rapidez no desferimento dos golpes. Meus amigos, nós estamos no campo das lendas e do conceito de herói popular para os orientais! Estamos no mundo do "Jianghu" 江湖. Manda a mais elementar prudência e bom senso que se deve tentar primeiro entender minimamente as coisas e só depois enveredar pela crítica, seja ela positiva ou negativa. É engraçado que eu nunca vi ninguém criticar o facto de o Super-Homem voar, ou o "Neo" de "The Matrix" fazer acrobacias em tudo copiadas dos Wuxias. Já agora, o que acham de um certo rei espartano dar saltos à Jet Li?

Feito este aparte, resta dizer que a interpretação dos actores é mediana, salvando-se apenas Brigitte Lin e Yu Rong Guang (Joey Wong desiludiu-me um pouco), a banda-sonora é razoável e muito típica do segmento onde se insere, o guarda-roupa e a fotografia é o costume, ou seja, bom.

Nada mais a reportar, a não ser que este filme fica abaixo de outros expoentes do género, confirmando apenas que "Swordsman II" é, sem margem para qualquer dúvida, o melhor filme da saga.

"Asia, The Invincible descarrega a sua fúria no oficial Koo"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 6

Argumento - 7

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 8

Emotividade - 7

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,13





sábado, janeiro 13, 2007

Swordsman II/Xiao ao jiang hu zhi dong fang bu bai (1991)

Origem: Hong Kong

Duração: 104 minutos

Realizador: Ching Siu Tung e Stanley Tong

Com: Brigitte Lin, Jet Li, Rosamund Kwan, Michelle Reis, Fennie Yuen, Waise Lee, Yang Yee, Lau Shin, Chin Kar Lok


"Ling, o bem disposto espadachim que só pensa em beber vinho, amar mulheres e cantar Hero of the Heroes"

Estória

Na altura da dinastia Ming, "Ling Wu Chung" (Jet Li) e a sua companheira arrapazada "Kiddo" (Michelle Reis) decidem retirar-se do mundo das artes marciais, conjuntamente com os seus companheiros da montanha "Wah". "Ling" sente-se feliz, pois vai poder dedicar-se às coisas que mais gosta: mulheres, vinho e música. "Kiddo" por sua vez tem a esperança que "Ling" repare nos sentimentos que ela possui por ele.

Na realidade, "Ling" nutre sentimentos por "Ying" (Rosamund Kwan), a filha de "Wu", líder do clã "Sun Moon", e antes de se retirar, pretende encontrar-se com a sua amada uma última vez. No entanto, "Wu" é derrotado e emprisionado pela misteriosa "Asia, the Invincible" (Brigitte Lin), a possuidora do "Pergaminho Sagrado".

"A fascinante e misteriosa Evil Asia ou Asia, the Invincible"

"Ling" eventualmente acaba por conhecer "Asia", sem saber a sua real identidade, e apaixonar-se por ela.

Acontece que "Asia" na realidade é um homem, prestes a se metamorfosear numa mulher. Tudo se deve ao "Pergaminho Sagrado", pois quem quiser dominar os seus segredos, é obrigado a castrar-se, de modo a obter poderes para além da imaginação.

"Ling" embarca numa relação com "Asia", e esta sem a sua paixão saber, mata todos os guerreiros da montanha "Wah". Desolado pela perda dos seus companheiros, "Ling" lidera um pequeno grupo de excelentes combatentes composto por ele próprio, "Kiddo", "Ying", "Wu" e o fiel discípulo deste chamado "Zen", e ataca o reduto de "Asia".

Quando "Ling" se depara com o inimigo, descobre que este e o seu amor são a mesma pessoa!

"Duelo ao luar"

"Review"

"Swordsman II" constitui um ícone dos "Wuxia Pian" dos anos 80 e 90, e é sem margem para dúvidas uma obra obrigatória a ver por todos os amantes do género, emparelhando com "New Dragon Gate Inn", a epopeia "Era Uma Vez na China", "The Bride With White Hair", entre outros. Sob a chancela da produção do mítico Tsui Hark, a película em si é a segunda parte de uma trilogia, cujo primeiro filme chama-se igualmente "Swordsman", e o terceiro "The East Is Red".

Sendo uma sequela, poder-se-ia desde logo pensar que tinha menos qualidade que a primeira parte. Nada mais falso! "Swordsman II" é bastante superior a "Swordsman", o que em parte muito contribuiu a entrada de Jet Li e Brigitte Lin para o "casting". Quanto à comparação com "East Is Red", não me pronunciarei, pois ainda não visionei esta última longa-metragem.

Desde logo, há que elogiar o argumento de "Swordsman II", elaborado a partir de uma adaptação livre de uma obra do romancista Louis Cha. O idealismo e o jogo pouco comum com a sexualidade e o romance das personagens principais, torna a estória do filme bastante interessante de seguir. Muitas mensagens são passadas pela película, tentando incutir uma certa moral e ética em quem o visiona. Existe um completo sucesso na transmissão dos ideais das personagens, pois conseguimos sem dúvida sentirmo-nos solidários com o estilo de vida simples de "Ling", e inclusive nutrir simpatia por "Asia", a vilã apaixonada (vilão) do filme.

Jet Li interpreta aceitavelmente "Ling", embora reconheça que estranhe os momentos cómicos, os quais julgo não se adaptarem bem ao perfil mais sério do actor. No entanto, quando chegámos às lutas, e inclusive a alguns momentos mais dramáticos, Li volta a estar no seu campo natural. Gostei particularmente da cena em que "Ling" encontra-se numa falésia com "Asia", e contemplativo afirma "As pessoas estão sempre em busca de poder, eu no entanto continuarei a preferir beber".

"Os corajosos guerreiros preparam-se para enfrentar Asia, the Invincible"

Brigitte Lin dá vida a mais uma personagem inesquecível, que para muitos é a mais emblemática da sua longa carreira. Quanto a este ponto, acho muito perigoso opinar, pois Lin é daquelas actrizes que simplesmente não sabe actuar mal e que teve a sorte de na maioria das vezes terem-lhe sido atribuídos papéis que são potenciais maravilhas e símbolos do melhor cinema que se faz na Ásia e não só. A sua interpretação ofusca a de todos os outros actores, incluindo a de Jet Li, fazendo com que ela seja na realidade o grande protagonista do filme. A densidade da criação e caracterização de "Asia, the Invincible" (há quem afirme que Tsui Hark pretendeu personificar o regime autoritário chinês, insistindo inclusive que as roupas usadas por Asia fossem quase sempre de um vermelho forte), ou se preferirem "Evil Asia", só poderia estar ao alcance da porventura melhor actriz de sempre do cinema asiático. A influência de "Asia" em "Swordsman II" é tão grande, que se o título do filme fosse alvo de uma tradução literal obteria-se uma frase deste género "O guerreiro sorridente e orgulhoso: Àsia, a Invencível".

"Luta na floresta"

Uma palavra final para as cenas de luta e a banda-sonora. Os combates são extremamente emocionantes, com os predicados comuns dos "Wuxia" da altura, ou seja, "wire fu" ao extremo, corpos a rebentar, sangue e malabarismos impossíveis. A banda-sonora é muito boa, destacando-se a canção que "Ling" e os guerreiros da montanha "Wah" insistem em cantar intitulada "Hero of Heroes". É sem dúvida, uma das imagens de marca do filme, ficando a melodia na nossa cabeça. Posso dizer que apercebi-me neste momento que estava a cantarolá-la.

"Swordsman II" é uma proposta interessante, imbuída de várias mensagens, sendo mais um filme que propõe um conceito de herói tanto belicista, como sentimental e até acriançado.

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Outras críticas em português: Cinedie Asia

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 7

Mérito artístico - 8

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,50