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quinta-feira, outubro 18, 2007

Swordsman/Xiao ao jiang hu - 笑傲江湖 (1990)

Origem: Hong Kong

Duração: 115 minutos

Realizadores: King Hu, Ching Siu Tung, Ann Hui, Andrew Kam, Tsui Hark, Raymond Lee

Com: Sam Hui, Cecilia Yip, Jacky Cheung, Fennie Yuen, Sharla Cheung, Yuen Wah, Lam Ching Ying, Lau Siu Ming, Lau Shun, Wu Ma

"Ling Wu Chung"

Estória

No tempo da dinastia Ming, vive o espadachim “Ling Wu Chung” (Sam Hui), um homem um tanto ou quanto irresponsável, que só pensa em mulheres, diversão e música. “Ling “ é encarregue pelo seu mestre “Ngok” (Lau Siu Ming), numa missão que consiste em entregar uma mensagem a outro mestre de artes marciais aliado. Na demanda é acompanhado por “Kiddo” (Cecília Yip), uma rapariga que se veste como um homem e que tem fantasias com “Ling”.

Uma missão que tinha tudo para ser fácil, transforma-se numa verdadeira aventura, quando o duo se vê envolvido num fogo cruzado pela posse de um pergaminho, que quando apreendido o seu conteúdo, dará ao seu detentor poderes sobrenaturais, que o permitirão dominar o mundo das artes marciais.

"Kiddo e Ling, o duo inseparável"

No entanto, “Ling” e “Kiddo” não estão sozinhos face às adversidades encontradas, porquanto são ajudados pela organização “Sun Moon Sector”, chefiada por “Ying” (Sharla Cheung) e que tem em “Blue Phoenix” (Fennie Yuen) um dos seus melhores combatentes.

Numa série de volte faces, “Ling” aprende uma nova técnica do manejo da espada, e prepara-se para o confronto final com uma pessoa que ele pensava poder confiar, o seu próprio mestre!

"Ying e Blue Phoenix, as principais figuras do Sun Moon Sector"

"Review"

Quem escolhe o “wuxia” como um dos seus géneros de eleição, sabe perfeitamente que “Swordsman” é um filme muito importante para o segmento, nem que seja pelo facto de servir de prequela para “Swordsman II”, e integrar a famosa trilogia que definitivamente havia de marcar, quer se goste quer não, uma época. O epílogo haveria de ser com “The East Is Red”, uma película que nasceu essencialmente devido à grande popularidade que a personagem “Asia, the Invincible”, interpretada por Brigitte Lin, granjeou. Tanto “Swordsman II”, como “The East Is Red” já foram aqui abordados, pelos que escuso-me a tecer mais considerações. A opinião já foi dada, e até hoje mantém-se. Sendo assim, adiante que o caminho é para a frente, embora estando a falar de um “wuxia”, será inevitavelmente para todos os lados e mais alguns, com o auxílio de guindastes e trampolins!

Um dos aspectos que chamará desde logo ao leitor mais atento é o número de realizadores que consta na ficha do filme acima descrita. Nada menos do que seis! Outras opiniões são divergentes quanto ao número de realizadores. Contudo, é praticamente unânime que pelo menos quatro tiveram intervenção directa no filme. A celeuma essencialmente gira à volta da relevância do trabalho de Ann Hui e Andrew Kam. A razão para a prolífica quantidade de intervenientes na realização da película que ora se analisa deu azo a algumas especulações que se centraram essencialmente no tema tão querido dos críticos em geral e que se chama “divergências artísticas”. A explicação oficial traduziu-se no facto do lendário realizador da Shaw Brothers, King Hu, ter adoecido, e por essa mesma razão, ter sido necessário proceder à sua substituição. O certo é que o produtor Tsui Hark, o verdadeiro timoneiro do filme, “dividiu o mal pelas aldeias”, e para além da sua própria pessoa, ter chamado à batalha outros realizadores emblemáticos do género.

O mérito principal de “Swordsman” passará sobretudo por nos elucidar acerca de certos aspectos presentes em “Swordsman II” e que passam essencialmente pelo seguinte: i) o estilo peculiar e eficiente do manejo da espada praticado por “Ling”; ii) como este se tornou aliado do “Sun Moon Sector”; iii) a razão pela qual “Ling” e os seus companheiros decidem retirar-se do mundo das artes marciais; iv) as incidências relacionadas com o pergaminho sagrado, que mais tarde viria a ser a fonte de poder de “Ásia, the Invincible”.
E por último, e quanto a mim o mais importante, a origem do inesquecível hino da saga “Swordsman”, a melodia intitulada “Hero of the Heroes”.
O que no fundo quero dizer é que “Swordsman” constitui uma película que merecerá o visionamento pelos seus aspectos informativos e explicativos. Claro que é essencial ver os outros dois episódios da saga, em especial o segundo.

"Ling em sarilhos com saias"

Comparando o elenco deste filme, com o seu sucessor, a primeira ideia a reter é que apenas Fennie Yuen e Lau Shun transitaram para “Swordsman II”. O “cast” do segundo filme é, do meu singelo ponto de vista, incomparavelmente mais forte, ou não estivéssemos a falar da introdução das verdadeiras lendas Brigitte Lin e Jet Li. Esta diferença de executantes reflecte-se visivelmente na interpretação e na aura que rodeia ambos os filmes, ou seja, “Swordsman II” é uma película superior.
Em “Swordsman”, o protagonista é Sam Hui, uma estrela do “Cantopop”, cujos únicos aspectos verdadeiramente positivos que traz ao filme é uma exemplar interpretação da música “Hero of Heroes” e a simpatia inegável que consegue transmitir ao espectador. O resto, com todo o respeito, fica algo a desejar. Aliás, a escolha de Sam Hui para o papel de um herói num filme de “Wuxia”, foi bastante criticada à altura, porquanto o actor-cantor não possui conhecimentos no domínio das artes marciais. Embora até concorde com a crítica, será também justo dizer o seguinte: até parece que hoje em dia isso ainda não acontece ?

No resto, é o habitual. Muitos voos, a rapariga vestida de rapaz, os romances encapotados, o objecto que supostamente fará com que alguém se torne invencível, a comédia muitas vezes dispicienda e descartável, o costumeiro vilão que por acaso é um eunuco para não variar, blá, blá,blá, etc, etc, etc…

“Swordsman” é um filme com uma relevante importância histórica e alguns momentos bem conseguidos, constituindo um exemplo o hábil manejo de répteis venenosos em situações de luta. O resto é trivial, já foi visto bastantes vezes e muito mais não há a acrescentar.

"O combate final"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 6

Argumento - 7

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 7

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 6

Classificação final: 7







terça-feira, outubro 09, 2007

O Rei dos Jogadores - O Regresso/God of Gamblers Returns/Du shen xu ji (1994)

Origem: Hong Kong

Duração: 125 minutos

Realizador: Wong Jing

Com: Chow Yun Fat, Jacqueline Wu, Tony Leung Ka Fai, Chingmy Yau, Xie Miao, Wu Xing Gao, Law Kar Ying, Sharla Cheung, Tsui Kam Kong, Charles Heung, Blacky Ko, Ken Lo, Elvis Tsui, Baau Hon Lam, Law Hang Kang, Wong Kam Kong, Tse Miu, Chi Fai Chan

"Ko Chun e os seus aliados pouco ortodoxos"

Estória

Após os eventos ocorridos em “O Rei dos Jogadores”, “Ko Chun (Chow Yun Fat) estabeleceu-se em França, conjuntamente com a sua nova esposa (Sharla Cheung), que aguarda um filho de “Ko”. O cenário idílico não dura muito tempo, pois “Chao Sin Chi” (Wu Xing Gao), um renomado jogador taiwanês e líder de uma tríade daquele país, pretende desafiar “Ko” e retirar-lhe o título de melhor jogador de casino do mundo. Tendo em vista forçar “Ko” a aceitar o seu desafio, assassina a sua mulher grávida. Antes de expirar, a mulher de “Ko” obriga-o a prometer que durante um ano ele não jogará, nem tão pouco usará o título de “Rei dos Jogadores”.

Passados onze meses e qualquer coisa, “Ko” encontra-se na China e faz amizade com um líder de uma tríade de Taiwan chamado “Hoi On” (Blacky Ko). “Hoi On” é assassinado pelos capangas de “Chao”, como resultado de uma luta pelo poder, e à semelhança do que tinha acontecido com a sua falecida esposa, “Ko” é obrigado a fazer outra promessa, que neste caso consiste em levar “Hoi Siu” (Xie Miao) de volta a Taiwan, onde deverá ser entregue aos cuidados da irmã mais velha “Hoi Tong” (Chingmy Yau). Na sua fuga para a ilha, “Ko” é ajudado por “Siu Yu” (Jacqueline Wu) e “Siu Fang” (Tony Leung Ka Fai), conhecidos respectivamente por “Violinha” e “Trombetinha”, dois irmãos que se dedicam a pequenas vigarices. Pelo caminho, ainda levam amordaçado “Kok Chin Chung” (Elvis Tsui) o capitão da polícia chinesa que os persegue.

"Hoi Tong"

Chegado a Taiwan, “Ko”, conjuntamente com o seu séquito, prepara-se para a vingança sobre “Chao”, num duelo de jogadores que envolverá não apenas dinheiro, mas igualmente a vingança e a vida dos elementos das facções oponentes.

"Sing Fu"

"Review"

O primeiro episódio da saga “God of Gamblers” teve um sucesso bastante grande, fazendo com que Chow Yun Fat tivesse a possibilidade de representar um dos papéis mais emblemáticos da sua carreira, o “Rei dos Jogadores” “Ko Chun”. Como muitas vezes acontece, e quando estamos perante uma fórmula ganhadora, a tendência é tirar o partido ao máximo e toca a enveredar por intermináveis sequelas e inclusive até prequelas. Os ditames comerciais assim o ordenam e o cinema asiático é particularmente pródigo neste género de situações, admita-se.

Como prova do acima veiculado, após a película “O Rei dos Jogadores”, datada de 1989, foram realizadas outras duas longas-metragens, intituladas respectivamente de “God of Gamblers 2” e “God of Gamblers 3: Back to Shanghai”, ambas repetindo o realizador Wong Jing, sem Chow Yun Fat, mas com o rei da comédia de Hong Kong, Stephen Chow. Em 1994, Wong Jing viria a ter a oportunidade de seduzir novamente Chow Yun Fat e acompanhado de um elenco com algum respeito, no qual se destaca Tony Leung Ka Fai e Chingmy Yau, realizou este “O Rei dos Jogadores – O Regresso”. Esqueçam agora “God of Gamblers 2” e “God of Gamblers 3: Back to Shanghai”, com Stephen Chow. O filme que ora se analisa é que deverá, em potência, ser considerado a verdadeira sequela de “O Rei dos Jogadores”, película já analisada anteriormente neste espaço.

E a conclusão a que se chega rapidamente é que este filme é eivado de incongruências narrativas determinantes. A mais evidente quanto a mim, passa pelo facto de a personagem de “Ko Chun” abominar, entre outras coisas, que lhe tirem fotografias. É uma imagem de marca que já tinha transparecido e muito em “O Rei dos Jogadores”. Ora, “Ko Chun” quando chega ao casino, onde se irá disputar o duelo final com o infame Chao, é recebido em apoteose. A cena assemelha-se muito a uma cerimónia dos Óscares, com passadeira vermelha e onde dezenas de “flashes” de câmaras fotográficas são disparadas a torto e a direito. O que ainda salva a narrativa, fazendo com que a mesma ainda mereça uma nota positiva, passa pela grande imaginação que alguns filmes de acção de Hong Kong detêm e que fazem com que passemos um bom bocado. “O Rei dos Jogadores – O Regresso” é um desses filmes.

"O vilão Chao Sin Chi"

É impossível passar despercebida a tentativa de sublimação dos regimes democráticos capitalistas orientais, face ao poder político chinês. Tal é expressado essencialmente pela transformação operada na personagem interpretada por Elvis Tsui, o capitão da polícia chinesa “Kok Chin Chung”. “Kok” começa por abominar o facto de praticamente ter sido raptado e levado para Taiwan (que como se sabe não mantém uma relação muito amistosa com a China), e à certa altura começa a apreciar as virtuosidades do capitalismo. A situação evolui e “Kok” é praticamente convertido a um modo de vida antagónico àquele a que estava acostumado. Mais uma crítica à democracia dita “musculada” do potentado chinês, que eventualmente faria mais sentido na altura em que este filme foi realizado, embora se reconheça que ainda hoje ainda há muito a fazer. É apenas uma opinião. Vale o que vale.

Os actores fazem o que podem neste filme, embora sem laivos que sequer se assemelhem a qualquer brilhantismo. No entanto, sempre há a destacar o eterno Chow Yun Fat, que com enorme naturalidade se destaca de todos os restantes actores sempre que entra numa cena, sendo ocasionalmente ofuscado por outro grande vulto do cinema asiático, Tony Leung Ka Fai, nas cenas mais cómicas. Mesmo assim, e mais uma vez podem acusar-me de um certo circunspectivismo, Tony Leung Ka Fai é outro actor a quem não assenta nada bem a comicidade (excepção feita porventura à cena da imitação de um relógio, que embora degenere numa enorme “palhaçada”, sempre arranca alguns sorrisos). Ah! Já me ia esquecendo! Chow Yun Fat é verdadeiramente ofuscado por Chingmy Yau, mas por outras razões que passam sobretudo por um vestido vermelho que lhe assenta bem como tudo. Quanto à camisa da noite meia para o transparente, pode-se dizer que o administrador deste blogue e subscritor do presente texto, ficou simplesmente sem palavras…(já cá faltava a costumeira piada sexista!).

“O Rei dos Jogadores – O Regresso” vale sobretudo pelo entretenimento, as boas intenções (algumas conseguidas, outras nem por isso) e pouco mais!

"Wu, o eterno guarda-costas de Ko Chun, mostra o que vale"

Trailer (Não encontrado), The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 8

Interpretação - 7

Argumento - 6

Banda-sonora - 7

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 8

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 7

Classificação final: 7,13







domingo, julho 15, 2007

O Rei dos Jogadores/God of Gamblers/Du shen - 赌神 (1989)

Origem: Hong Kong

Duração: 126 minutos

Realizador: Wong Jing

Com: Chow Yun Fat, Andy Lau, Joey Wong, Charles Heung, Sharla Cheung, Ronald Wong, Shing Fui On, Lung Fong, Ng Man Tat, Michiko Nishiwaka, Dennis Chan, Wong Jing, Michael Chow, Baau Hon Lam

"Ko Chun"

Estória

“Ko Chun” (Chow Yun Fat) é um jogador praticamente invencível em tudo o que implique dados, cartas, “mahjong” e afins. O seu talento granjeou-lhe uma fama tal, que é conhecido pelo “Rei dos Jogadores” (“Deus dos Jogadores” na versão inglesa).

Após mais uma brilhante vitória contra um opositor japonês de seu nome “Kau” (Shing Fui On), este solicita-lhe ajuda para uma missão muito pessoal e delicada, que passa pela vingança contra outro jogador profissional chamado “Chan Kan Sing” (Baau Hon Lam), um criminoso procurado internacionalmente por diversos delitos. Pelos vistos há uns anos atrás, o pai de “Kau” enfrentou num jogo de “poker” o mafioso “Chan”, e devido a uns certos ardis, acabou por ser derrotado. Não podendo suportar a desonra da perda, acabou por se suicidar. “Ko” acaba por aceitar a proposta e decide enfrentar “Chan” num memorável jogo de “poker” a ocorrer num navio velejando em águas internacionais.

Entretanto, “Knife” (Andy Lau), um pequeno escroque de Mongkok, decide dar uma lição ao seu vizinho indiano, que gosta de o atemorizar com os seus dois pastores alemães. Arma um embuste, cujo objectivo é fazer com que o irritante vizinho caia e role pela encosta abaixo, sem no entanto o matar.

"Knife"

Acontece que quem cai na armadilha é “Ko”, que no meio do acidente, bate com a cabeça numa pedra ficando amnésico e mentalmente diminuído. “Knife” com medo de ser acusado pela polícia, leva “Ko” para casa e cuida dele, juntamente com a sua namorada Jane (Joey Wong) e o amigo “Crawl” (Ronald Wong).

Aos poucos “Knife” e o seu séquito descobrem que “Ko”, a quem agora chamam “Chocolate”, tem um talento fenomenal para o jogo, fazendo com que ganhem bastante dinheiro. Claro está que não fazem a mínima ideia que estão perante o lendário “Rei dos Jogadores”.

Enquanto “Knife” vai retirando os seus dividendos dos atributos de “Ko”, tanto os inimigos deste como os seus aliados, encetam uma busca desesperada para encontrá-lo.

"O retardado Chocolate"

"Review"

“O Rei dos Jogadores – God of Gamblers” é um filme que assume uma importância vital para a cinematografia de Hong Kong, com direito a sequelas e prequelas, tendo igualmente inspirado filmes como “All for the Winner”, de Jeff Lau.

Wong Jing dotou-se de um elenco que dispensa qualquer tipo de apresentação, onde pontifica um “super cool” Chow Yun Fat, um jovem Andy Lau (na altura com 27, 28 anos), as belas Joey Wong e Sharla Cheung (Aka Man Cheung), entre outros.

O filme acima de tudo entretém, e bastante. Comédia a rodos, com momentos verdadeiramente bem conseguidos. Veja-se a cena do motel, em que um diminuído Chow Yun Fat, questiona-se acerca dos gemidos que provêm dos quartos circundantes. Acção e tiroteios na linha dos aclamados filmes de John Woo, com momentos verdadeiramente de tirar a respiração. Em suma, um ritmo bem conseguido e que nos mantém presos ao ecrã.

A interpretação dos actores varia bastante de intérprete para intérprete. Chow Yun Fat, especialmente nas partes em que aparece como o lerdo “Chocolate”, oferece-nos um bom desempenho. Andy Lau, embora não se safe mal, revela alguns “altos e baixos”, que posteriormente a sua profícua carreira cinematográfica encarregar-se-ia de limar. Os restantes ficam, regra geral, pela mediania, embora Charles Heung, no papel de “Lung Wu – Dragão”, o guarda-costas de “Ko”, imponha uma certa presença. Curiosamente a actuação de Chow Yun Fat neste filme já foi comparada por alguns críticos à de Dustin Hoffman, em “Rain Man – Encontro de Irmãos". Com todo o respeito que merecem tais afrmações, julga-se sem dúvida que pecam por um grande exagero, pois o papel do actor norte-americano e respectiva execução está verdadeiramente “a milhas” ou a “anos-luz”, no bom sentido.

"Chocolate em acção"

A banda-sonora merece algum destaque, que se centra sobretudo na música principal do filme, dotada de um pendor heróico que nos anima imenso, e que faz com que a nossa simpatia pelo filme aumente uns bons pontos.

Aconselho o visionamento desta obra, ainda para mais quando existe a possibilidade em Portugal de adquiri-la conjuntamente com “O Rei dos Jogadores – O Regresso” e “O Rei dos Jogadores – O Início”, num pack razoável, cujo preço não excede 20 euros, pelo menos na FNAC.

Bom filme!

"Ko Chun dirige-se para o embate da sua vida"

Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 9

Interpretação - 7

Argumento - 8

Banda-sonora - 8

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 8

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 8

Classificação final: 7,75





sexta-feira, agosto 04, 2006

Dragon Chronicles: The Maidens of Heavenly Mountain Aka Semi Gods, Semi Devils/Xin tian long ba bu zhi tian shan tong lao (1994)

Origem: Hong Kong

Duração: 96 minutos

Realizador: Andy Chin

Com: Brigitte Lin, Gong Li, Sharla Cheung, Frankie Lam, Norman Tsui, Liu Kai Chi, James Pak

"As semi-deusas Mo Han Wen e Chong Hoi"

Estória

Baseado numa novela de Jin Yong, "Dragon Chronicles..." versa sobre a estória de três semi-deusas.

Brigitte Lin, à semelhança do que já tinha acontecido em "Ashes of Time", tem um duplo papel como "Li Chou Shui", um membro do clã mítico "San", ao mesmo tempo que interpreta a irmã desta "Chong Hoi". "Li" tem como feroz inimiga "Mo Han Wen", personificada pela aclamada actriz Gong Li. "Mo" está perdidamente apaixonada por "Chong", a irmã da sua rival, enveredando as duas por um romance lésbico.

As batalhas mágicas travadas por "Li" e "Mo" captam a atenção de "Ting Chun Chou", o poderoso lider do clã "Sing Suk", que tudo faz para que as semi-deusas se destruam mutuamente, em ordem a que possa dominar sozinho o mundo.

"Ting" aos poucos vai provocando cada vez mais atritos entre as adversárias, assim como lateralmente vai eliminando outros rivais. No entanto os seus planos começam a ser atrapalhados por uma discípula sua chamada "Purple" (Sharla Cheung), que rouba um poderoso pergaminho denominado "Yi-Ken Sutra", capaz de conferir ao seu portador poderes para além da imaginação.

"Purple" alia-se a um monge budista, tendo em vista que este traduza o pergaminho, por forma a usá-lo para os seus propósitos pessoais.

No meio de toda esta trama, quem vencerá no final?

"Li Chou Shui"

"Review"

"Dragon Chronicles..." é um filme na onda de "The Storm Riders" e "Guerreiros da Montanha", embora seja mais antigo. Existe pouca luta convencional, um extremo uso de guindastes, para além de raios e coriscos! Já estão a ver o género? Penso que sim.

Esta longa-metragem teve acesso a fundos monetários razoáveis, embora não obtivesse o necessário retorno nas bilheteiras, redundando mesmo num fracasso. E de nada valeu ter no elenco as super-estrelas Brigitte Lin, oriunda de Taiwan, Gong Li da China ou Sharla Cheung de Hong Kong, para que algo de positivo adviesse do "box office".

Quando visionamos o filme, percebemos com facilidade a razão para tal.

A introdução é rápida demais e ficamos sem perceber nada do que se está a passar nos primeiros dez minutos. Só à medida que se vai avançando na estória é que já começamos a interiorizar o enredo, até efectivamente fazer-se alguma luz.

Os efeitos especiais são bastante aceitáveis para um filme asiático da época. Destaco especialmente uma luta ocorrida entre Brigitte Lin e Gong Li, em que a técnica de voo resultou bastante aceitável, com as actrizes a planarem com a maior das naturalidades.

As interpretações são fracas, embora não culpe em demasia as intervenientes, de capacidades e qualidades insuspeitas, mas sim a direcção artística que conseguiu transformar uma estória simples e com algumas potencialidades, num devaneio de terceira categoria!

A personagem de Gong Li, por exemplo, merecia um tratamento mais aprofundado e que nos desse a possibilidade de apreciar e admirar as potencialidades desta lenda do cinema asiático. Imagino que esta actriz, mais habituada às obras de arte de Zhang Yimou e Kaige Chen, queira apagar este mau momento da sua carreira traduzindo-se o mesmo em ter integrado o elenco de "Dragon Chronicles...".

A própria Brigitte Lin, mais habituada a participar em filmes com ligações às artes marciais tais como "Ashes of Time", "New Dragon Gate Inn", "Swordsman II" e "Bride With White Hair", deve-se envergonhar com certeza do dia em que resolveu aceitar o papel neste filme.

"Dragon Chronicles..." é um filme que faz jus ao preço que é vendido nos sites da especialidade: baratinho ou em liquidação total!!!

"A ternura de Chong Hoi perante Mo Wen"

Trailer (Não encontrado - caso alguém tenha um link para o trailer deste filme agradecia sinceramente que mo disponibilizassem), The Internet Movie Database (IMDb) link

Avaliação:

Entretenimento - 7

Interpretação - 6

Argumento - 6

Banda-sonora - 5

Guarda-roupa e adereços - 7

Emotividade - 6

Mérito artístico - 7

Gosto pessoal do "M.A.M." - 5

Classificação final: 6,13