"MY ASIAN MOVIES"マイアジアンムービース - UM BLOGUE MADEIRENSE DEDICADO AO CINEMA ASIÁTICO E AFINS!!!
terça-feira, dezembro 09, 2008
segunda-feira, agosto 06, 2007
Votações do "My Asian Movies"
Filmes em que participou, criticados no "My Asian Movies": Guerreiros da Montanha , The Promise, Dragão Branco, Failan, One Nite in Mongkok,
Filmes em que entrou, criticados no "My Asian Movies": Herói, Ashes of Time, Infiltrados , 2046, Butterfly & Sword, Chinese Odyssey 2002
Filmes em que entrou, criticados no "My Asian Movies": The Duel , A Man Called Hero, The Storm Riders
Shah Rukh Khan (Shahrukh Khan)
Filmes em que entrou, criticados no "My Asian Movies": Asoka
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Jorge Soares Aka Shinobi
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Etiquetas: Cecilia Cheung, Kristy Yeung, Shahrukh Khan, Tony Leung Chiu Wai, Votações
terça-feira, dezembro 26, 2006
Origem: Hong Kong
Duração: 110 minutos
Realizador: Derek Yee
Com: Cecilia Cheung, Daniel Wu, Alex Fong, Chin Kar, Ken Wong, Anson Leung, Lam Chi, Ng Shui, Cyntia Ho, Sam Lee, Lau Shek, Lam Suet, Henry Fong, Elena Kong, Bau Hei, Peng Wai, Austin Wai, Monica Chan, Cha Yuen
Estória
"Milo" (Alex Fong), um polícia de Hong Kong, vê-se envolvido num intrigante caso, que ocorre na noite de Natal. Tudo começa quando dois líderes de tríades locais, "Tim" e "Carl", se envolvem num conflito devido à morte do filho de "Tim", num acidente de carro provocado pelo filho de "Carl".
"Tim" fala com "Liu", encomendando-lhe o assassinato de "Carl". "Liu" por sua vez contacta "Lai Fu" (Daniel Wu), um assassino de um remoto lugar da China, que aceita o trabalho, vendo neste uma oportunidade para deslocar-se a Hong Kong e descobrir a sua noiva com quem perdeu contacto há algum tempo. "Milo", através de um informador, descobre o plano e começa a desenvolver esforços para impedir o homicídio.
"Dan Dan em fuga com o assassino Lai Fu"
Entretanto, o assassino "Lai Fu" chega a Hong Kong, e após algumas peripécias, trava conhecimento com a prostituta "Lam Dan Dan" (Cecilia Cheung), uma rapariga que provém da mesma terra do que ele. "Dan Dan" torna-se a guia de "Lai Fu", no estranho mundo de Mongkok, uma zona de Hong Kong. Ela age desta forma, como agradecimento a "Lai Fu" por tê-la salvo de um cliente que a estava a agredir.
O que se segue é uma cruzada pelos mais recônditos cantos de Mongkok, onde todos são predadores e presas, e o crime é um modo normal de vida.
"Review"
Com um título muito semelhante a um sucesso musical dos anos 80, chamado "One Night in Bangkok", da autoria de Murray Head, este filme tem como pano de fundo o segmento citadino de Hong Kong chamado Mongkok. A fonética inglesa muito semelhante entre a capital tailândesa e o bairro da antiga colónia britânica, foi suficiente para a sugestiva designação da película. No contexto do filme, refere-se ao nome atribuído à operação policial, que visa impedir o assassino "Lai Fu" cumprir o trabalho que lhe foi encomendado.
Falando agora de Mongkok, cumpre dizer em primeiro lugar que é considerado o local com maior densidade populacional do mundo, situando-se no distrito de Yau Tsim Mong, na península de Kowloon. Trata-se de um pequeno mundo, cheio de lojas, bares, discotecas, hotéis, restaurantes, e muitos outros locais de diversão. Igualmente é conhecido por ser um local por excelência de grande actuação da máfia chinesa, conhecida como tríade. Curiosamente, ou não, o seu nome significa qualquer coisa como "lugar movimentado".
Feitas estas pequenas observações, passemos ao filme propriamente dito.
"One Nite in Mongkok", ou se preferirem, "One Night in Mongkok", é um "thriller" que versa sobre o crime contemporâneo, que "trilha" os seus caminhos por uma área urbana propícia a que muita da alta criminalidade organizada aconteça, com todos os dramas pessoais inerentes.
Apesar de grande parte desta longa-metragem centrar-se na relação entre o assassino "Lai Fu" e a prostituta "Dan Dan", Derek Yee pretendeu sobretudo focar a vivência do crime em Mongkok e os seus muito perigosos trâmites operativos. Por outra via, a estória envereda pelo lado oposto da barricada, com uma generosa abordagem ao "modus operandi" da polícia, igualmente com os seus pontos altos e fragilidades evidenciadas.
"Lai Fu muito mal tratado perante o desespero de Dan Dan"
O tratamento pessoal dado aos intervenientes da estória merece mais alguma consideração.
Cecilia Cheung, numa actuação bem conseguida, dá corpo a "Dan Dan" (embora não saiba uma palavra do dialecto de Hong Kong, cheira-me que este nome tem uma conotação não aconselhável a menores de 14 anos) uma emigrante chinesa ocasional, que envereda pela prostituição devido à extrema pobreza da sua família. Revela tanto ser dotada de um coração de ouro, como uma verdadeira mulher objecto, extremamente apegada a bens materiais. No entanto, e com o progressivo conhecimento que tem de "Lai Fu", esta sua faceta é bastante posta de parte. A redenção, aliada à tragédia pessoal, acaba por chegar.
Daniel Wu, que pudemos observar recentemente em "The Banquet" de Feng Xiaogang, interpreta "Lai Fu", um violento assassino que ao mesmo tempo detém um elevado sentido de justiça e moralidade, quando se trata daqueles que lhe são próximos. Ficamos um pouco na expectativa se cederá aos encantos de "Dan Dan", principalmente quando ela oferece-lhe os seus serviços sem cobrar nada e como forma de agradecimento. Não cede, mas nem por isso deixamos de nos aperceber o quão querida "Dan Dan" se lhe torna, levando inclusive à sua ruína pessoal.
Uma palavra de apreço para Alex Fong, no papel de "Milo", o chefe da brigada policial. Trata-se de um homem consumido pelo abandono da esposa, devido ao seu muito ocupado ofício. No entanto, vive da e para a polícia, nunca descurando "o servir e proteger". Contudo, não olha a meios para proteger os seus colegas, mesmo que para isso tenha de cometer delitos. Tenta sempre dar o exemplo aos mais novos, como o seu camarada "Ben", o novato do sítio. Consome-se pela tragédia, pois nem olvidando todos os esforços, consegue evitar o excessivo voluntarismo do jovem.
A direcção de Derek Yee é de um nível bastante aceitável, fazendo não só esforços a nível da condução da estória e dos actores, mas igualmente no campo da fotografia e dos efeitos que acentuam os sentimentos das personagens. Repare-se, a título de exemplo, na expressão do filho de "Carl", aquando da perseguição de automóvel ao filho do "gangster" "Tim". Aquela face maquiavélica e adulterada não sairá da minha cabeça durante algum tempo...
Hong Kong significa "doce fragância". A personagem de Cecilia Cheung afirma algumas vezes, que o ar encontra-se demasiado poluído naquela região administrativa chinesa. A frase tem óbvios contornos ambíguos e idealistas, à semelhança do remanescente do filme.
Uma boa proposta!
"Em Mongkok, a violência por vezes é uma constante"
Trailer , The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Cinedie Asia, A vida
Avaliação:
Entretenimento - 7
Interpretação - 8
Argumento - 8
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 7
Emotividade - 9
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 8
Classificação final: 7,75
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Jorge Soares Aka Shinobi
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domingo, setembro 10, 2006
Origem: Coreia do Sul
Duração: 116 minutos
Realizador: Song Hae-seong
Com: Cecilia Cheung, Choi Min-sik, Son Byeong-ho, Kong Yeong-jin, Kim Ji-yeong, Ji Dae-han, Kim Hae-gon, Jeong Dae-hoon, Kim Su-hyeon
Introdução
" - O senhor chama-se Lee Kang-jae? - pergunta um polícia.
- Sim - responde Kang.
- É marido de Kang Failan?
Kang fica a modos que desconfiado e embaraçado, assentindo com a cabeça.
- Lamentamos informá-lo que a sua esposa faleceu ontem..."
Estória
Quando "Failan" (Cecilia Cheung), uma chinesa nativa, perde os progenitores, decide que nada mais liga-a à sua terra-natal e resolve ir ter com a sua tia à Coreia do Sul em busca de uma vida melhor. Chegada a um país que desconhece em absoluto, descobre que a sua parente emigrou para o Canadá.
Sem dinheiro nenhum, resolve tentar arranjar um trabalho, mas cedo descobre que não o pode fazer em segurança, pois não possui um visto para laborar na Coreia do Sul. A agência de emprego é propriedade de um "gangster" local chamado "Jong-sik", sendo proposto a "Failan" que contraia matrimónio com um coreano por forma a ultrapassar as dificuldades burocráticas na obtenção do necessário visto.
O marido arranjado não é nada mais, nada menos que "Lee Kang-jae" (Choi Min-sik), um criminoso frustrado que pertence ao "gang" de "Jong-sik".
O casamento é efectuado sem que "Failan" conheça pessoalmente "Kang", possuindo apenas uma fotografia e um lenço vermelho pertencente a este. No entanto "Failan" fica imensamente agradecida a "Kang", que tem por boa pessoa e apaixona-se por ele.
Entretanto as vidas de ambos seguem cada uma o seu rumo, totalmente oposto e diferenciado.
"Failan" tendo sido recusada num bordel devido à sua doença, acaba por ir trabalhar para uma lavandaria, onde dá o seu melhor no dia-a-dia. Apaixonada pelo suposto altruísmo do seu marido, escreve-lhe e tenta inclusive conhece-lo. Um dia não aguenta mais o fardo da sua doença e morre em solidão...
"Kang", por sua vez, numa noite em que está numa discoteca com "Jong-sik", vê-se envolvido numa altercação, e assiste ao assassinato de um membro de um "gang" rival, perpetrado pelo seu chefe.
"Jong" solicita ao seu apaniguado que assuma as culpas pelo crime e em troca propõe-se a satisfazer o maior sonho da vida de "Kang", que passa por oferecer-lhe um barco de pesca, de modo a que este possa dedicar-se à fauna marítima.
"Kang" aceita o negócio, mas entretanto recebe através da polícia a notícia do falecimento de "Failan", sendo-lhe pedido que trate do funeral.
"Kang" parte para a terra onde "Failan" trabalhava e vivia, numa viagem que irá mudar por completo a sua vida...
"O deslumbramento de uma emigrante chinesa causado pela chegada a um novo país, a Coreia do Sul"
"Review"
Há uns tempos atrás tinha referido aqui no "blog" que não conhecia muitos filmes correlacionados com o drama coreano, embora felizmente esta situação aos poucos esteja a alterar-se. Igualmente e pensando com "os meus botões", sentia que o facto de nunca ter visionado "Failan" constituia uma das minhas grandes "pechas" acerca deste assunto. Depois de ter assistido a este MAGNÍFICO filme, tenho a certeza que a minha vida de consumidor de cinema estava deveras incompleta! Graças a Deus e em boa hora esta falha imperdoável foi sanada!
"Failan" é sem dúvida uma das grandes obras do cinema asiático e constitui um dos melhores dramas que tive o privilégio de assistir até hoje. É virtualmente impossível não ser contagiado pela trágica personagem que a bela Cecilia Cheung tão brilhantemente interpreta.
A aura que abraça a jovem "Failan" é muito semelhante à da figura de "Forrest Gump" no filme com o mesmo nome e interpretado por Tom Hanks, ou à que gira em volta de "John Coffey" em "The Green Mile" ("À Espera de Um Milagre"). Uma pessoa muito boa, tremendamente ingénua, apreciadora das coisas simples da vida, tímida mas no entanto com grande força interior e fadada a um destino semi ou completamente trágico. Cecilia Cheung brilha, brilha e brilha neste filme! É impossível não se apaixonar pela pobre "Failan"!
"A expectativa de um possível encontro com o marido"
"Kang", interpretado pelo grande actor coreano Choi Min-sik, é o completo oposto de "Failan". Um vigarista, que até no crime é uma nódoa sem utilidade nenhuma, desrespeitado até pelos membros mais novos do "gang". Um bêbado inveterado e um escroque que até no fundo acaba por revelar possuir um bom coração e uma certa sensibilidade.
O argumento de "Failan" é um marco para qualquer escritor. Dotado de originalidade, sem "baboseiradas" ou "élans" desnecessários, centrando-se na platónica estória de amor, mas igualmente abordando temas e problemas profundos da actualidade, tais como a exploração da emigração e o crime. Tudo feito com o maior dos realismos, sem descurar os aspectos mais cinematográficos.
O jogo das paisagens e da banda-sonora com o enredo e os sentimentos denotados pelas personagens é extremamente bem conseguido, revelando a grande competência e alma que o realizador Song Hae-seong pôs na rodagem da película.
Os últimos quinze minutos matam qualquer resistência que o espectador tenha porventura mantido face ao filme. A cena da carta de "Failan" que "Kang" lê no porto de pesca, devasta qualquer coração mais empedernido, e faz-nos flutuar para outra dimensão!
Uma imperdível obra da sétima arte que fará cair nem que seja uma única lágrima bastante sentida!
"O desespero ilustrado na face de Lee Kang-jae"Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Cinedie Asia, Cine-Ásia, Bitlogger
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 9
Argumento - 10
Banda-sonora - 8
Guarda-roupa e adereços - 8
Emotividade - 10
Mérito artístico - 9
Gosto pessoal do "M.A.M." - 9
Classificação final: 8,88
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Jorge Soares Aka Shinobi
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12:58 p.m.
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domingo, julho 30, 2006
Origem: Hong Kong
Duração: 89 minutos
Realizador: Wilson Yip
Com: Cecilia Cheung, Francis Ng, Andy On, Hui Siu Hung, Patrick Tang, Kitty Yuen, Suet Nay, Liu Lei, Huang Xiao Xu, Dunn Siu Fung
Estória
A jovem mimada, rica e vaidosa "Fénix Negra" frequenta um liceu semelhante ao dos nossos dias, com a "ligeira" diferença que estamos no tempo da dinastia Ming! Não é diferente das outras raparigas, partilhando o sonho comum de casar-se com um principe encantado. No caso em concreto o alvo até já está escolhido, o belo "Tian Yang", herdeiro do trono imperial.
A corriqueira vida de "Fénix Negra" começa a tornar-se complicada quando um hábil assassino invisual chamado "Penas de Galinha" (!?) derrota uma heroína famosa chamada "Dragão Branco". Esta pensando que está a morrer transfere todos os seus poderes para "Fénix Negra", que devido a este facto passa a ser conhecida como "O Pequeno Dragão Branco". Quando "Fénix Negra" recebe a dádiva de ser a melhor lutadora das redondezas, começa a ser fustigada por uma das coisas que os adolescentes mais temem, o acne! A única maneira de fazer desaparecer as borbulhas é praticar boas acções, e então o novo "Dragão Branco" começa, à semelhança de "Robin dos Bosques" a roubar aos ricos para dar aos pobres.
"Dragão Branco enfrenta o aparentemente inofensivo Penas de Galinha"
Quando "Dragão Branco" descobre que "Penas de Galinha" planeia matar o principe "Tian Yang", desafia o assassino para um combate, mas é derrotada e parte uma perna.
"Penas de Galinha" acaba por revelar ser uma boa pessoa, levando "Dragão Branco" para a sua casa e tratando das suas maleitas até a mesma ficar restabelecida. Em virtude disto, ambos começam a desenvolver sentimentos um pelo outro.
Porém um dia, "Penas de Galinha", desesperado por ver a bela face de "Dragão Branco", acidentalmente perde todos os seus poderes relacionados com as artes marciais. "Dragão Branco", por sua vez e aquando do completo restabelecimento, volta para casa e é pedida em casamento pelo principe "Tian Yang".
Com o coração partido e sem poderes, "Penas de Galinha" é capturado e condenado à morte pelo corrupto irmão do principe "Tian Yang". Quando tudo parece que irá acabar em tragédia, "Dragão Branco" aparece para salvar o dia.
"O principe Tian Yang com Fénix Negra"
"Review"
"Dragão Branco" é um filme em permanente conflito consigo mesmo. Pretende ser tudo ao mesmo tempo, desde comédia, "wuxia", drama e sei lá mais o quê!!!
Os "gags" são um completo absurdo, sem piada nenhuma, inclusive indo até ao embaraço. Admito se calhar que também não os entendi muito bem em certos aspectos. Poderá estar aqui eventualmente em causa uma questão de culturas diferentes, com sentidos e noções de humor distintos, embora eu não acredite muito pois já visionei comédias provenientes de Hong Kong que achei bastante piada.
O argumento embora não seja nada de especial, até acaba por ser aceitável, e inclusive algum do drama é bem conseguido, outro nem por isso...
As cenas de luta são excelentes! É uma franca pena não haverem muitas ao longo do filme, ao contrário do que eu estava à espera. Neste particular, senti-me especialmente defraudado!
A fotografia é belíssima e fez-me lembra de sobremaneira "O Segredo dos Punhais Voadores". Aliás a atmosfera e certos pormenores desta película fazem lembrar em muito aquele filme, embora "Dragão Branco" seja incomparavelmente inferior no geral.
Com o visionamento desta longa-metragem, descobri que sou muito conservador no que toca a certos filmes, e até admito que esta característica não seja nada positiva, quando por vezes se pretende inovação e uma "lufada de ar fresco" a nível do cinema. Mas quando estamos por exemplo perante uma cena em que a original "Dragão Branco" está a transferir os seus poderes para "Fénix Negra" e aparecem umas folhas a sairem da cabeça de uma para a cabeça de outra, acompanhado de um caratere específico da área de informática em letras gordas "Download", já chega de palhaçada para mim!
O meu circunspectivismo impede-me de poder gostar deste filme, salvando-se apenas um ou outro pormenor, para além da grande beleza e graciosidade da mais bela das actrizes asiáticas, Cecilia Cheung!
Fraquito!
"Espectacular cena de luta entre Dragão Branco e Penas de Galinha"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português: Vetorial
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Jorge Soares Aka Shinobi
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10:04 a.m.
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Etiquetas: Andy On, Cecilia Cheung, Comédia, Dunn Siu Fung, Francis Ng, Hong Kong, Huang Xiao Xu, Hui Siu Hung, Kitty Yuen, Liu Lei, Patrick Tang, Suet Nay, Wilson Yip, Wuxia
terça-feira, junho 13, 2006
Origem: China
Duração: 122 minutos
Realizador: Kaige Chen
Com: Jang Dong-kun, Hiroyuki Sanada, Cecilia Cheung, Nicholas Tse, Ye Liu
"O general Guangming e o escravo Kunlun"
Estória
"The Promise" versa sobre a estória da princesa "Qingcheng". A primeira vez que nos deparamos com esta personagem, ela é uma criança orfã devido a uma guerra e esfomeada que procura alimento entre os corpos mortos de soldados perecidos numa batalha. A jovem capta a atenção da deusa "Manshen", um poderoso ser mítico, que lhe abre as portas do destino, fazendo a seguinte proposta: "Qingcheng" será rica e adorada, mas em contrapartida estará condenada a perder todo aquele por quem se apaixonar.
Atendendo a que uma criança não percebe nada do amor entre um homem e uma mulher, "Qingcheng" aceita logo o proposto por "Manshen".
"A belíssima princesa Qingcheng"
Vinte anos depois, Qingcheng torna-se numa princesa e está noiva do rei. O temível senhor da guerra "Wuhuan" ataca o palácio do soberano, tendo em vista a conquista do trono. Entretanto o poderoso general "Guangming" vê nesta situação uma oportunidade para salvar o rei, derrotar o seu arqui-rival e ficar envolto numa imensa glória. Acontece que "Guangming" no caminho para o palácio real é atacado por um misterioso assassino chamado "Snow Wolf", ficando desta forma incapacitado para levar a cabo os seus desígnios. A única solução que o general encontra é enviar o seu escravo "Kunlun", que possui uma habilidade sobrenatural que passa pela capacidade de correr a uma incrível velocidade e com grande resistência. Em ordem a que todos pensem que é "Guangming" quem está a cometer o acto heróico, "Kunlun" enverga a famosa armadura dourada do general.
As coisas não correm como o esperado, pois "Kunlun" mata acidentalmente o rei, embora salve a princesa. "Guangming" é forçado ao exílio, "Qingcheng" apaixona-se pelo general pensando que foi este que a salvou, e para adensar e complicar ainda mais as coisas "Kunlun" também nutre sentimentos pela princesa. E como se não bastasse, o usurpador "Wuhuan" encontra-se enamorado por "Qingcheng"!
Quem será correspondido e terá a audácia de lutar contra a maldição que a princesa carrega sobre os ombros?
"Review"
"The Promise" foi desde o início uma longa-metragem extremamente ambiciosa! Todos os elementos estavam reunidos para que pudéssemos assistir a uma longa-metragem que de alguma forma pudesse lutar contra a hegemonia consumada de "O Tigre e o Dragão" e "Herói". Senão vejamos:
O realizador era nada mais nada menos que o lendário Kaige Chen, um dos ilustres daquelas paragens e cliente habitual de Cannes. Tinha no seu currículo várias obras de qualidade insuspeita tais como "O Imperador e o Assassino" e "Adeus, Minha Concubina".
Tinha um elenco "galáctico" com super-estrelas provenientes de regiões asiáticas com grandes indústrias de cinema, a saber Jang Dong-kun da Coreia do Sul, Hiroyuki Sanada do Japão e Nicholas Tse e Cecilia Cheung, ambos de Hong Kong.
Um orçamento de 30 milhões de dólares!
Com estes pressupostos todos só poderíamos esperar o melhor, o céu seria o limite!
Resultado = Frustração!
Desde logo ficamos com a sensação que o realizador, porventura não estando habituado a possuir tantos recursos à sua disposição, "não teve unhas para tocar esta guitarra". Mas como não quero acreditar nisso, pois Kaige Chen é uma figura incontornável e merecedora de muito respeito, só me resta crer que houve umas directivas "estranhas" de quem patrocinou o filme. Aqui o que se pretendeu fazer foi um "blockbuster", com perspectivas claramente internacionalistas!
"Qingcheng e Kunlun em desespero"
O recurso ao "CGI" (computer generated images - imagens geradas por computador) foi deveras abusivo, tendo por um lado sido alcançados resultados francamente maravilhosos, de que são exemplo as movimentações da deusa "Manshen" ou a morte do povo de "Kunlun" por flechas incendiárias, e por outro a obtenção de cenas perfeitamente ridículas como aquela de "Kunlun" a ultrapassar uma manada de búfalos.
Adoro filmes asiáticos com um grande pendor romântico, embora reconheça que já se anda a exagerar um pouco na tragédia. No entanto sou capaz de conviver com este aspecto, pois tal proporciona-me sensações que não consigo abdicar de bom grado. Mas aqui usa-se e abusa-se e a certa altura a magia perde-se. Já não damos valor ao platonismo de "Kunlun" e a beleza de Cecilia Cheung, embora seja uma mais valia para a película, não consegue disfarçar tudo!
O guarda-roupa e os adereços em geral são muito belos, embora eu ache que a armadura de "Guangming" e uma das suas armas chamada "bolas de perdição" (nada de rir por favor!) um pouco para o ridículo, e o ceptro de "Wuhuan" uma coisa perfeitamente idiota!
"The Promise" não é um típico filme de "Wuxia". Não esteja o caro leitor à espera de ver um filme do género de "O Segredo dos Punhais Voadores" por exemplo. É um conto de fadas em que as artes marciais têm um papel importante.
A fotografia é belíssima, e o uso das cores fascinante. Constitui com toda a certeza o ponto forte do filme!
E ainda tinha a China a esperança de ganhar um "óscar" com "The Promise". Só podem estar a brincar com certeza! Injustiça foi "Herói" não ter ganho aquele prémio, isso sim!
Em suma, o que dizer desta longa-metragem?
Guarda-roupa e adereços muito bons, embora com algumas "nuances" negativas; alguns efeitos especiais de sonho, outros perfeitamente horríveis e infantis; banda-sonora aceitável; enredo com tudo o que é "cliché" potenciado ao máximo; interpretações "assim-assim"; expectativas directamente proporcionais à desilusão!
"Wuhuan e Guangming lutam perante a apreensão de Kunlun e Qingcheng"
Trailer (11 minutos!), The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Avaliação:
Entretenimento - 6
Interpretação - 7
Argumento - 7
Banda-sonora - 7
Guarda-roupa e adereços - 9
Emotividade - 7
Mérito artístico - 7
Gosto pessoal do "M.A.M." - 6
Classificação final: 7
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
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12:03 p.m.
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Etiquetas: Cecilia Cheung, China, Fantasia, Hiroyuki Sanada, Jang Dong-kun, Nicholas Tse, Wuxia, Ye Liu
quarta-feira, maio 03, 2006
Origem: Hong Kong/China
Duração: 77 minutos
Realizador: Tsui Hark
Com: Ekin Cheng, Cecilia Cheung, Louis Koo, Patrick Tam, Kelly Lin, Sammo Hung, Zhang Ziyi, Jacky Wu, Lau Shun
"Dawn medita num belo pano de fundo"
Estória
As montanhas de "Zu" constituem a morada dos deuses cuja principal função consiste em velar pelo equilíbrio do mundo e da civilização, um pouco à semelhança do Olimpo da mitologia grega. Acontece que uma destas divindades, o poderoso e diabólico "Insomnia" rebela-se contra os seus pares e tenta conquistar o poder pela força. Os exércitos do reino mítico de "Omei" congregam-se para dar luta a "Insomnia". Deste fantástico exército destaca-se "King Sky" (noutras versões "Blue Wolf"), que possui como arma principal, o fabuloso "Disco Lunar", que herdou da sua falecida mestre e apaixonada, "Dawn".
"Dawn explica ao seu discípulo e amante King Sky, os poderes do maravilhoso Disco Lunar"
Apesar de "Dawn" ter sido assassinada por "Insomnia" há 200 anos atrás, "King Sky" depara-se com a sua reincarnação amnésica "Enigma", que é uma das deusas que lidera as tropas de "Omei". "Enigma" em conjunto com a reicarnação do seu irmão "Hollow", voam para a batalha chefiados pelo deus mais poderoso de "Omei" chamado "White Eyebrows", conseguindo afugentar "Insomnia" para a "Caverna do sangue".
"Red Hawk", uma divindade possuidora de umas fantásticas asas de metal que tanto servem para voar, como para lutar, fica encarregue da vigilância da "Caverna do sangue" e das movimentações do inimigo. No entanto, é enganado pelos ardis de "Insomnia" e passa para o lado das forças do mal. O deus do mal sentindo-se suficientemente poderoso, decide lançar um ataque decisivo contra "Omei", criando desta forma as condições para a batalha final que irá decidir quem terá o controlo das montanhas de "Zu" e consequentemente do mundo.
"King Sky tenta dominar o Disco Lunar"
"Review"
Tenho dificuldades em opinar acerca desta película, atendendo à grande confusão argumental que o filme padece, deixando o espectador completamente "à nora" em determinados momentos. Mesmo assim, e como não poderia deixar de ser, darei o meu melhor.
A primeira ideia a reter é que este filme foi criado com o intuito quase exclusivo de deslumbrar o espectador com os seus efeitos especiais. O que dizer quanto a estes?
Numa primeira aproximação, convém desde já dizer que não estamos perante um clássico filme de artes marciais. As personagens literalmente voam, atiram raios e coriscos uns aos outros, brandem espadas místicas com 10 ou 15 metros de comprimento, etc. Falamos pois de um filme de super-heróis, que por acaso até são deuses. Em todo o filme, existe apenas o registo de uma luta convencional, travada entre "Ying" (a reincarnação de "Hollow") e "Joy", uma mortal cujo sonho de uma vida é conhecer os deuses.
As armas sagradas dos deuses são em regra muito interessantes de se ver. Destaco desde já o "Disco Lunar" de "King Sky", que constitui um verdadeiro regalo para os olhos! Adoro ver a graciosidade de movimentos e o poder que este artefacto transmite! Outra arma que merece bastante atenção é a possuída por "White Eyebrows", designada por "Escudo do Céu", uma eficaz protecção que repele quase todo o tipo de ataques.
"King Sky e Red Hawk conferenciam numa noite de lua cheia"
As interpretações são à semelhança do enredo uma total confusão. Parece que os actores decoraram tudo à pressa e debitaram as falas "às três pancadas", degenerando na incongruência total. A desilusão ainda é maior, quando estamos perante um elenco de luxo claramente subaproveitado. Veja-se o exemplo da personagem interpretada por Zhang Ziyi, totalmente desfasada do filme, "sem ponta por onde se lhe pegue".
No entanto cumpre dar uma pequena palavra de apreço para Ekin Cheng, o actor que corporiza "King Sky". Apesar do seu "acting" ser igualmente pouco mais do que medíocre, salva-se da tragédia geral devido ao seu ar circunspecto e sonhador, o que lhe dá uma aura muito "cool". O romance protagonizado primeiro com "Dawn" e posteriormente com "Enigma" (ambas interpretadas pela belíssima Cecilia Cheung), tem momentos verdadeiramente ternos e bonitos, sendo bem acompanhados por uma música de cariz sentimental. Claro que depois vem mais uma sem nexo nenhum e lá se vai o romantismo e tudo o resto ao ar!
Tenho que confessar que não sou grande fã de Tsui Hark. Isto dito assim parece uma heresia e uma verdadeira afronta a todos aqueles que adoram o cinema proveniente de Hong Kong. Vi o seu último trabalho "Sete Espadas", e apesar do filme ter os seus bons momentos, a minha opinião não mudou muito. À primeira vista, deste realizador gostei da saga "Era Uma Vez na China" e pouco mais. Perdoem-me, mas é a minha opinião.
"Os Guerreiros da Montanha" é um filme que possui algumas cenas que ficarão na memória, mas sinceramente o resto é para esquecer. Deste género, prefiro 1000 vezes "The Storm Riders".
Medíocre, quase no mediano!
"King Sky ladeado das forças do bem de Omei"
Trailer, The Internet Movie Database (IMDb) link
Outras críticas em português:
Avaliação:
Entretenimento - 8
Interpretação - 5
Argumento - 6
Guarda-roupa e adereços - 9
Banda-sonora - 6
Emotividade - 7
Mérito artístico - 8
Gosto pessoal do "M.A.M." - 5
Classificação final: 6,75
Publicada por
Jorge Soares Aka Shinobi
à(s)
7:57 p.m.
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Etiquetas: Cecilia Cheung, China, Ekin Cheng, Fantasia, Hong Kong, Jacky Wu, Kelly Lin, Louis Koo, Patrick Tam, Sammo Hung, Shun Lau, Tsui Hark, Zhang Ziyi




















